Lønnsomheten i norske malmgruver har i de senere år vært
5. Fisk 55 (85 prosent av slaktet mengde) oppdrettslaks t il en
A outra entrevistada, Joseli, tem 27 anos, é do interior de Minas Gerais e está morando em Belo Horizonte com a mãe e a tia. As atividades profissionais que desenvolve não estão relacionadas ao curso de graduação que frequenta. No período que concedeu a entrevista, trabalhava no setor administrativo de uma farmácia de manipulação. No histórico escolar consta que não frequentou a Educação Infantil e cursou toda a Educação Básica (Ensino Fundamental e Médio) na cidade de Pirapora.
Joseli fala com muito orgulho sobre a trajetória escolar na Educação Básica porque nunca foi reprovada, embora admita que tivesse de estudar muito, pois apresentava algumas dificuldades pedagógicas. Hoje ela analisa que as dificuldades enfrentadas relacionavam-se à metodologia e à prática de alguns professores. A entrevistada afirma sempre ter contado com o reconhecimento da mãe que lhe atribuiu o rótulo de “uma filha legal” pela persistência.
As experiências com reprovações iniciaram-se após frequentar o pré- vestibular. Participou de seleção para ingressar no curso superior por três vezes em duas instituições públicas: Universidade de Montes Claros (Unimontes) e
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), mas somente se recorda que os dois primeiros vestibulares foram para o curso de enfermagem. A esse respeito, afirma:
O meu primeiro vestibular foi para enfermagem, na UFMG. Achava bonitinho trabalhar de branco. Eu queria algo que pudesse ajudar, depois descobri que não tinha nenhuma afinidade com área da saúde. O terceiro vestibular foi na Unimontes; não foi para enfermagem, foi para outro curso, só que não lembro qual.
Em razão dessa resposta, procuramos saber como o curso de Pedagogia apareceu entre suas opções:
Foi através da seleção do Enem. Mesmo não conhecendo o curso, gostei. No estágio, descobri que o que quero é estar na área da educação. Dentro da sala de aula mesmo, e ajudar, sim, as crianças. Acho que ali eu ajudaria muito mais que dentro de um hospital. Eu quero trabalhar com a Educação Infantil.
Lembramos à universitária que o curso de Pedagogia também possibilita ao profissional trabalhar como gestor educacional, e ela retrucou com o seguinte argumento:
O que vejo é que o gestor, para coordenar e direcionar bem um trabalho, ele tem que conhecer todos os setores, e quando você conhece uma sala de aula, a gestão fica mais próxima do professor e o gestor tem um sucesso maior. Mas, quero começar como professora para trabalhar principalmente com aqueles alunos que apresentam dificuldades. Eu quero ajudar as crianças.
Essa afirmativa levou-nos a querer saber o significado de “ajudar as crianças” para a entrevistada. A resposta de Joseli tem relação com as experiências vividas como aluna na Educação Básica:
Apesar de nunca ter tido uma reprovação, e nem notas vermelhas, eu tinha dificuldades para aprender. Por isso, sempre fui uma aluna esforçada. Sempre estudei muito em casa. Acho que minhas dificuldades estavam relacionadas com a forma como alguns professores explicavam a matéria. Para mim, era uma questão de metodologia, porque os professores davam as respostas prontas. Sempre li muito; tinha que fazer o dobro das atividades que os professores passavam. Por isso, apesar das dificuldades, sempre fui uma aluna que tinha um bom desempenho.
Indagamos se hoje, no Ensino Superior, ela sentia essa mesma dificuldade, ao que ela responde:
Hoje menos, porque consigo utilizar diferentes alternativas quando não entendo um conteúdo trabalhado pelo professor. Mas o que percebo é que ainda existem alguns professores que induzem suas respostas. Eles querem ouvir uma determinada resposta dos alunos. Mas, felizmente, existem muitos que levam você a pensar.
A instituição de ensino, o professor e, em especial, aqueles que valorizam a educação como meio de crescimento pessoal e de contribuição social para o desenvolvimento científico e tecnológico, econômico, político, social e cultural, para a construção de uma sociedade mais justa e solidária, devem levar em consideração o fato de termos muitos alunos que necessitam de todo tipo de atenção. Alguns precisam desenvolver habilidades (um saber fazer); outros, atitudes (fazer efetivamente); e outros ainda, ambas. Alguns precisam receber orientação para continuar crescendo, pois já batem à nossa porta pedindo mais do que a carga horária das aulas.
Por isso, precisamos de mais equipamentos para desenvolver metodologia e tecnologia de Ensino Superior. Cada vez mais temos de criar novas estratégias para tentar dar conta de uma complexidade em que apenas os nossos cadernos e reflexões solitárias são insuficientes. Sem admitir agir na direção concreta da busca de soluções conjuntas, inteligentes e promotoras da elevação do nível de todos, estaremos fadados a um modelo de educação que só instrumentaliza para práticas mecânicas.
Joseli conta que não ingressou em uma universidade pública porque não conseguiu passar no vestibular, pela falta de tempo suficiente para se preparar. Já para a instituição privada, submeteu-se à avaliação do Enem por duas vezes e se sentiu mais madura para esse exame, apesar de achar as provas cansativas, pois os textos são muito grandes. Ela acrescenta que essa avaliação tem aspectos positivos, pois as questões levam o estudante a pensar, porque abordam temas atuais, o que se diferencia do processo seletivo da UFMG que cobra conteúdos específicos das disciplinas, exigindo do candidato a memorização de muitas fórmulas e regras.
No que alude ao Prouni, expressa opinião semelhante à dos colegas entrevistados. Considera uma oportunidade para quem não pode pagar ou não dispõe de tempo para estudar e concorrer a uma vaga em uma universidade pública.
Ela ainda acrescenta que o jovem que trabalha oito horas diárias não pode só estudar, pois tem de lutar pela sobrevivência.
No empreendimento das ações pessoais para garantir a inserção e permanência no curso superior, a universitária alega que tem de transformar 24 horas em 48 e procura não deixar nenhuma pendência para resolver, principalmente as que estão relacionadas ao trabalho, porque assim fica disponível para se dedicar às demandas acadêmicas.
Joseli argumenta que a organização é fundamental, para quem não dispõe de muito tempo; assim, quando chega em casa ainda se dedica às tarefas da faculdade. Com isso, retarda o horário de dormir, o que às vezes acontece só por volta das três horas da manhã. Para a estudante, essa realidade exige força de vontade e renúncia ao descanso nos finais de semana e do convívio com a família. No domingo, divide o tempo com um projeto de evangelização na Igreja que frequenta.
Para a entrevistada, é importante que o estudante não se limite apenas à exigência das notas para aprovação. É preciso produzir muito; por isso, está sempre aproveitando o tempo, inclusive nos trajetos percorridos nos ônibus. Procura estar sempre lendo, porque entende que a leitura é o diferencial. A estudante avalia que o aluno tem de buscar mais, não se limitar somente ao que foi solicitado pelo professor. Isso exige aprofundar-se nas leituras, estudar muito e saber relacionar as experiências ao que está sendo trabalhado em sala de aula. E conclui a entrevista afirmando saber que, por mais que se esforce, ainda falta muito para alcançar o estágio que deseja.
3.10. O aluno que busca o êxito acadêmico deve estar ciente dos