3 Metode
3.3 Generaliserbarhet, validitet og reliabilitet
No desenvolvimento de um novo produto como o chicote, composto por diversos componentes, nem sempre o fornecedor de chicotes é o mais preparado para o desenvolvimento do sistema completo. Muitas vezes o fornecedor de chicotes acaba procurando ajuda de outro fornecedor especialista em algum determinado componente. Em linha geral o chicote pode ser composto em 15 linhas principais e distintas de componentes, conforme a tabela 3.1. Estes componentes possuem muita variação em relação às características e requisitos técnicos.
Rev is io n: In itia l Is sue M arch, 20 01
De lphi PDP do cum en tation is m aintai ned ele ctron ica lly. Prin te d cop ies are to be us ed fo r REFERENCE ONLY. Co py righ t Del phi Au tom otiv e Sy stems , 20 01 . All rig hts re serv ed.
Processo de Desenvolvimento de Produtos PORTFOLIO PRODUTO/PR OCESS O FA CT Re v is ã o dos Requisitos Rev is ãode Proj. pre limina r Rev . de Projeto Inte rim Rev . d e Pro jeto Crítica Rev is ãopa ra a produç ã o Cliente PDR IDR CDR PRR Conce pt
Dire c tion do c once itoAprov aç ã o Aprov aç ã oFina l da Produç ã oAprov a çã oFe cha me nto& Tra nsfe r.
RR Iníc io do Proje to PI CA VALIDAÇÃO PROCESSO VALIDAÇÃO DO PROJ ETO La nç.do Proje to PL CD PA PLANEJ AM ENTO & PROJ ETO
SB Sanc tioning Body Approv a l PRODUÇ ÃO & M ELHORIA CONTÍNUA
Principais componentes dos chicotes
– Cabos – Presilhas
– Buchas de
Vedação (Grommet) – Relês – Caixa de Fusíveis
(Central Elétrica) – Selo de conector
– Calhas – Selo de terminal
– Circuitos – Terminais – Conectores – Travas – Fitas – Tubos e Conduites
– Junções
Tabela 3.1 Principais componentes dos chicotes. Elaborada pelo autor.
Os conectores e terminais são um dos componentes mais complexos, que devem agüentar muitas vezes as condições mais severas possíveis sendo seladas, livre de metais pesados, resistentes a altas temperaturas de encaixe facilitado, entre outras características. Alguns detalhes a mais do processo de desenvolvimento dos conectores serão apresentados a seguir.
O gromet é uma peça de borracha que tem a função de isolar a passagem do chicote de um compartimento ao outro. O gromet é aplicado em algumas regiões como, por exemplo, na passagem do chicote do painel para as portas ou do interior do veículo para o cofre do motor. Nestes tipos de aplicação, algumas vezes tem-se a necessidade de se ter uma borracha especial com algumas propriedades específicas de dureza e resistência, e nada melhor do que contar com o especialista para este desenvolvimento.
Os seguintes componentes da tabela 3.1 também podem ser desenvolvidos e produzidos pela própria Forsis, como no caso de centrais elétricas, relês, calhas (dependendo da complexidade), conduítes, circuitos e terminais. Não é o caso de descrever todos os componentes citados, no entanto vale a pena mencionar que o nível de desenvolvimento é avançado, sendo que um relê, recentemente, gerou uma patente para a Forsis Brasil. Os demais componentes são comprados de fora e geralmente não necessitam de um desenvolvimento específico. Alguns componentes são considerados padrão, como por exemplo, os cabos, que possuem bitolas, e características específicas padronizadas.
Quando algum outro fornecedor Tier 2, ou de segunda camada, é envolvido em alguma etapa do desenvolvimento, a engenharia da montadora pode acompanhar ou não, esta fase em conjunto com a coordenação do fornecedor principal, chamado de Tier 1. Porém em muitos dos casos, a montadora acaba não se envolvendo diretamente e o que prevalece é uma coordenação direta do Tier 1 com o Tier 2. Neste caso, pode-se utilizar o diagrama de como se dá o processo de desenvolvimento elaborado por Salerno, Zilbovicius, Marx et allii (2002) para ilustrar as relações com a participação do fornecedor de segunda camada, ou Tier-2, em contato no desenvolvimento conjunto com a montadora e o fornecedor Tier 1. O fornecedor Tier 2 muitas vezes pode até ter um projetista com uma estação de trabalho alocado dentro da engenharia da montadora para agilizar o processo de comunicação durante a fase de desenvolvimento. Além dos fornecedores e das montadoras temos a presença de laboratórios que atuam como terceiros no desenvolvimento de um novo chicote. A figura 9 ilustra o desenvolvimento de chicotes como comentado.
Figura 9 – Relações no desenvolvimento de chicotes
Ainda no estágio inicial de desenvolvimento, são montados os primeiros protótipos chamados de “mula”. Após esta fase inicial os protótipos são chamados de alfa ( ), beta ( ) e gama ( ). Estes protótipos são montados para testes realizados pela própria Forsis, como também para serem enviados à montadora ou laboratório. Algumas medições, como as de
Fornecedor Exterior Montadora Subsidiária Fornecedor Tier 2 (local) Fornecedor (subsidiária ou local) Montadora Exterior
Projetos compartilhados entre matrizes e subsidiárias Co-design Testes e validações Legenda: Laboratório (Instituição local)
interferência eletromagnética, devem ser realizadas no veículo protótipo completo. Este tipo de teste deve ser feito em câmaras anecóicas que só passaram a existir, recentemente, em uma montadora no Brasil. Para tanto o protótipo do veículo é enviado a um laboratório da montadora na Europa ou América do Norte. Neste caso o fornecedor trabalha como sede do projeto, em conjunto com a montadora no Brasil, e possivelmente com sua coligada no exterior. Outros testes relativos somente ao chicote e seus componentes podem ser feitos nos laboratórios do próprio fornecedor, ou em algum que seja previamente reconhecido pela montadora, como por exemplo, os laboratórios do IPEN, ITA ou de São Carlos.
Após os testes e validações feitos junto com a montadora e com todos os componentes eletroeletrônicos presentes, o chicote finalmente é submetido a uma aprovação final. Vale lembrar que os estudos financeiros sobre a viabilidade econômica e os riscos do projeto devem ser feitos logo nas primeiras etapas do desenvolvimento.