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3. CASE NO. 1: EXPLAINING U.S. ENGAGEMENT IN BIH

3.2 A PPROACHES OF THE P RESIDENT ’ S STAFF AND ADVISORS

APÊNDICE A - DEGRAVAÇÃO 1

Dia: 12/08/2010 Duração: 01:06:34

Tema: O problema da empresa é a sua falta de visão social - Qualidade de Vida Palavras-Chave: Qualidade de Vida; Programas de Relacionamento; Programa Alimentação Saudável; Escola Corporativa; Incentivo à doação de sangue e medula.

Entrevistado: Márcia Freire – Gerente da Unidade de Qualidade de Vida e Responsabilidade Social; e Vilma - Coordenadora de Integração e Responsabilidade Social; e mais uma mulher auxiliando.

Pesquisador: Dia doze de agosto, nove horas da manhã, tema: Qualidade de Vida; entrevistadas Márcia e Vilma. Você pode falar qual que é a sua função aqui dentro da CAESB?

Márcia: A minha função é gerenciar a área, a unidade de qualidade de vida e responsabilidade social.

Pesquisador: E a sua Vilma?

Vilma: Sou coordenadora de integração e responsabilidade social, dentro da gerência de qualidade de vida.

Pesquisador: E como é que é esse processo de qualidade de vida, o que aconteceu nos últimos dez anos, o que você sente, assim, de melhor ou pior dentro da empresa?

Vilma: Bom, a gente começou a perceber que a CAESB estava avançando muito no seu propósito de ser uma empresa de qualidade no trabalho, no negócio, e aí a gente alinhou isso à qualidade de vida dos trabalhadores, a questão interna, a gente entende que a empresa, ela só pode ter qualidade enquanto aquelas pessoas que formatam a própria empresa tenham qualidade de vida, daí então, desse projeto a gente começou a trabalhar a questão individual das pessoas mesmo, na integração, no seu bem estar, no seu aspecto físico, então a CAESB criou esse programa valorizando a vida, que a gente entende que o programa de valorização da vida, ele é amplo porque ele trata

muito, desde as questões emocionais, as questões físicas, as questões profissionais dos colaboradores que fazem essa empresa, e a melhoria vem surgindo, é lógico que a gente tem um quadro de 2.400 funcionários, mas a gente tem alcançado muito uma alto estima bem bacana das pessoas que tem participado, a gente procura trazer projetos, programas, palestras, momentos, assim, de oficinas também, que possam estar contribuindo não só pro engrandecimento da empresa, como enriquecer as pessoas enquanto indivíduos mesmo, pra melhorar a vida deles particularmente, a vida da empresa e a sociedade.

Pesquisador: E até mesmo aumentar a produtividade da empresa, porque você aumentando a qualidade de vida você aumenta a produtividade da empresa. Márcia: É interessante observar que tudo isso que a Vilma colocou, foi um acréscimo importante dentro da CAESB, porque em 98 a estrutura o ga iza io alàdaàe p esaàe aàde o i adaà “eçãoàdeà“aúde ,àeàaíàtudoàissoà mudou tendo outro foco que foi pra... o serviço ambulatorial existente na empresa acabou e aí nós passamos a ter um plano de saúde, gerenciado pela nossa fundação. Certo! E a partir daí as mudanças começaram a acontecer de uma forma mais rápida, então, era a seção de saúde e a seção de saúde acabou e aí depois veio a seção de benefício, a divisão de benefícios, era na verdade a divisão de benefícios. Nessa parte da divisão de benefícios nós tínhamos, segurança e medicina do trabalho, os benefícios indiretos, e aí foi quando nós começamos a perceber esse lado da coordenação da integração social, ou seja, a necessidade de dar esse salto de qualidade. E em 2002, 2003, na reestruturação no organograma da empresa a nossa divisão de benefícios passou a ser gerência de qualidade de vida, e aí nós desmembramos a parte legal, a parte legal é a segurança e medicina do trabalho. E aí ficamos com toda essa parte de benefícios indiretos, que engloba também a parte da integração organizacional, porque isso está dentro da perspectiva pessoas, lá no programa de responsabilidade social, que é valorizando o empregado da empresa, queremos aumentar a autoestima dele, melhorar, mas a empresa também pensa no resultado porque ela pensa da seguinte forma: a partir do momento que o empregado tem qualidade de vida, ele vai produzir mais. E aí foi só ampliando as nossas atividades e a CAESB, de forma importante, montou essa estrutura, que hoje no âmbito do Distrito Federal, eu tenho observado inclusive nas empresas de saneamento, que nenhuma tem especificamente uma estrutura física pra abrigar todos esses benefícios em prol do empregado da

CAESB. Eles têm atividades, mas essa estrutura as empresas, na grande maioria, não têm. E aí hoje, eles buscam muito a nossa unidade pra [inaudível]. Pesquisador: É o que é mais inteligente, cuidar da qualidade do que da saúde, porque cuidar da qualidade você já vai estar incluindo todos os benefícios. Vilma: O foque da qualidade de vida, ele é preventivo.

Pesquisador: (Não adianta nada cuidar da doença) sendo que você não está solucionando o que está causando isso, então foi mais uma coisa de boa logística de [inaudível]. Agora esse, valorizando a vida, que você disse, foi o primeiro programa que vocês colocaram aqui?

Vilma: Foi. Ele é amplo, ele é um leque, ele tem várias vertentes, onde a gente procura conscientizar os trabalhadores da necessidade que ele tem que ter de possuir mesmo um autocuidado, consigo próprio. Porque a gente entende que ninguém vai cuidar de você da mesma forma que você deve se cuidar. Então pra isso, a integração social, a CAESB ela é muito feliz, e a gente fica muito contente, assim, com muito orgulho de falar porque a própria figura do presidente, Fernando Leite, ele consegue fazer com que essa empresa chegue no momento em que está. Agora, entendemos que ele não foi sozinho, desde o momento que se criou a gerência de qualidade de vida, a gente percebeu que ele, a própria Viviane, que estava no momento, à frente desse trabalho, eles tiveram essa sensibilidade de saber que a empresa só vai bem se os colaboradores estiverem bem. Aqui a gente não consegue ver que quando chega ali no portão o colaborador deixa de ser uma pessoa, pra ser só um técnico, pra só obter dele um resultado, ele vem pra mesa dele, ele vem trabalhar, mas ele vem com os problemas que ele deixou em casa, problema financeiro, problema conjugal, problema de relacionamento com os filhos, problema educacional, então, digamos assim, a CAESB igual a todas as outras que possui o seu corpo funcional que também tem alguns problemas. Só que o diferencial aqui, é que a CAESB ela procura, ela está na frente, ela dá esse suporte pras pessoas melhorarem, cada dia que passa a gente procura oferecer algu aà oisaà ueàpossaàesta àte doà o oàu àdiviso àda uelaàpessoa,à euàsaíà assim hoje, fui pra empresa, mas a empresa me ofereceu condições de voltar elho ,àe tãoàisso,à àu aà oisaà ueàaàge teàte à uitoàp aze àeà ue àedifi a à isso. Tanto é que foi, como a Márcia disse, hoje eu acredito que a CAESB é referência nessa área de qualidade de vida, em termos organizacional. E tanto é que, aqui a gente trabalha com vários projetos, a gente trabalha com prevenção contra gripe, a gente trabalha com ajuda de inter-relacionamento

o àosàpaisàeàosàfilhos,à ueà àoà Vive doàdeà e à o àoàadoles e te ,à o àaà adolescência, é um programa excelente onde os pais confiam muito na estrutura desse programa que a CAESB oferece. Nós temos o trabalho de prevenção ao glaucoma, contra diabetes, contra o câncer de próstata, contra o câncer de mama, e além disso a gente tem também a questão assim, de estar trazendo várias palestras sobre sexualidade, sobre as datas pontuais que a gente vê que é o diferencial do dia a dia, porque hoje o trabalhador, ele chega aqui oito horas às vezes ele não tem muito tempo de estar se cuidando, mas a CAESB não vê isso como um desperdício de tempo, ela investe nisso, a gente faz todos esses programas na hora do expediente mesmo, a gente, é lógico, que tenta fazer com que a empresa não pare, por isso a gente tem algumas escalas de revezamento, a gente obedece, quem é que pode, quem que pode liberar pra estar participando. Mas o intuito é de levar conhecimento, levar melhoria pra cada um da forma que a gente entende que o indivíduo deve estar sendo melhorado nos seus potenciais.

Pesquisador: Vocês pensaram na alimentação dessas pessoas aqui de dentro? Nutricionista, dar um curso porque querendo ou não, qualidade de vida está associado à alimentação.

Vilma: Pe sa os.àN sàte osàa uiàoàp og a aà áli e taçãoà“aud vel ,àe tãoà o que a gente faz, a gente já trabalhou muito em parceria com o SESI, que é o cozinha Brasil, ele vem aqui oferecendo, ensinando as pessoas reutilizar os alimentos a gente sempre faz encontros da própria categoria e lá a gente disponibiliza parcerias com um educador físico, com nutricionista, eles trazem até amostra de alimentos o que combina, qual é o melhor, qual é o efeito dessa alimentação, a gente tem essa preocupação sim.

Márcia: ágo aà esseàp og a aà valo iza doà aà vida ,à eleà te àu aà est utu a,à eà essa estrutura exatamente voltada pra pessoa, então nós temos, que no próprio programa ele está trabalhando a emoção do empregado, o social do empregado, o espiritual do empregado, o físico do empregado; então são as dimensões do ser humano, e aí pra cada dimensão, nós temos um conceito, e a partir do momento que ela traz, a Vilma traz atividades voltadas pra prevenção nós identificamos onde ele vai se encaixar àquela atividade, vai trabalhar o emocional, social, vai trabalhar o lado espiritual, vai trabalhar... e aí nós vamos adequando em cada dimensão.

Pesquisador: (Então no decorrer desses últimos dez anos, então a empresa relacionando qualidade de vida, tem um outro foco relacionado ao empregado,

então ela parou de ficar voltada unicamente pra saúde e a qualidade de vida, um foco preventivo).

Márcia: Um foco preventivo, especificamente, e além do foco preventivo, tudo que tem em relação ao empregado nós tentamos suprir, dentro do recurso e da estrutura que ela oferece. Então, nós também temos um convênio com o INSS, e esse convênio permite ao empregado que se afasta do trabalho por motivo de doença, não ter que ir ao INSS, utilizar da estrutura que o INSS tem que nós sabemos que é difícil ir ao INSS marcar perícia, ser bem atendido, o processo mesmo, então tudo isso nós fazemos pelo nosso empregado quando fica afastado do trabalho a partir do 16º dia, então nós temos aqui uma área... (Mulher): Com médicos, com tudo ou não?

Márcia: O médico, não, o médico do trabalho ele homologa o atestado médico emitido pelo médico assistente, e aí se ultrapassar 15 dias aí ele encaminha pra qualidade de vida, porque veja bem, a diferença aí é que nós estamos ajudando esse empregado a recuperar a sua saúde, não é uma obrigação da empresa legal, termos legais, o médico fez a parte legal dele, mas a partir de agora... então o médico do trabalho faz isso, e que é a parte legal e nós estamos com o complemento, o plus, aquele plus...

Pesquisador: Um plus voltado unicamente para o empregado pra facilitar [inaudível].

Márcia: Então, o INSS, nós solicitamos todos os benefícios previdenciários, solicitamos, encaminhamos e acompanhamos.

Vilma: Nós damos uma comodidade ao empregado.

Pesquisador: É, porque afinal de contas, ele já está afastado por motivos de doença.

Vilma: Então, a CAESB se preocupa com essa questão de comodidade, porque a

ge teàsa eà ueàaàp evid iaàso ial,àpo à à otivosàdelaàl ,àelaà ãoàte à o oà

estar dispensando um bom trabalho de atendimento até pras pessoas, ou melhor, eles ainda não conseguiram fazer com que essa proposta melhore, de atendimento, e a CAESB pensando também no seu empregado, faz isso, tem uma pessoa aqui, três pessoas numa área que faz isso. Você só pra ter, mesmo no seu momento que você mais necessita, que você está acamado, a CAESB faz tudo isso por você. Então desde o primeiro momento da sua inserção depois do

16º dia do INSS, você não vai pra fila, você não tem que estar ligando lá, esse pacote de assistência já a CAESB proporciona.

(Mulher): A pessoa liga, marca perícia, ela só ligaà ua do,à olhaàvo àte à ueà esta àl àdiaàtal,àho aàtal .

Pesquisador: Eu achei que tudo era feito aqui dentro. Vilma: Não, a gente desloca.

(Mulher): [inaudível], se não tivesse esse trabalho, esse serviço aqui, ele teria que ligar, marcar ou ia lá marcar, então agora as meninas fazem tudo isso aqui, a pessoa vai só no dia da sua perícia, no caso de uma aposentadoria, elas fazem, elas levam toda documentação pro INSS, aposentadoria por invalidez [inaudível], o que for, elas levam a documentação, recebem aqui, o empregado vem aqui e entrega, vai no INSS faz a simulação, em quanto vai ser, tudo, traz p aà ,àoàe p egadoàassi aàseàa eitouàouà ão,à ão,à ãoà ue oàdesisto ,àtodoà esse trabalho junto ao INSS que é uma parte super burocrática, como a Vilma colocou bem, o governo não tem condição [inaudível] a gente tenta melhorar para o nosso empregado, [trecho confuso], uma outra ênfase da parte de qualidade de vida dele.

Vilma: E outra coisa que a gene está investindo, que a gente tem trabalhado aqui na CAESB com os colaboradores, além de toda essa questão física, espiritual e emocional, a gente tem trabalhado a questão do humor, que a gente sabe que as pessoas bem mais humoradas, elas provocam pessoas mais felizes, e daí a gente tem trabalhado muito com essa questão de estar levando assim, momento pra que as pessoas possam gargalhar, possam rir de si mesmo, pode rir do outro, ou de uma cena engraçada, com o intuito, às vezes não é assim de fazer palhaçada, mas é de proporcionar um bem estar naquele momento pra pessoa relaxar, a gente já tem essa percepção que quando as pessoas dão uma gargalhada, elas começam, os músculos, o organismo interior dela começa a ficar menos rígido, as pessoas se tratam melhor, então a gente já trouxe, por exemplo, a companhia do G7, aqui no teatro, a gente agora está fazendo a semana da qualidade de vida que vai ser agora em setembro, a gente vai até a questão preventiva sim, vai ter a questão do cuidado, a gente também vai proporcionar a questão do riso, a gente quer fazer um exercício físico, a gente quer trazer o Cláudio Falcão, a gente já está trabalhando nesse sentido, onde as pessoas vão se integrar, vão se agrupar, e vão ter momentos assim, que eles possam estar sorrindo, melhorando todo esse trabalho que a gente

faz, e mediante a isso também, tem os momentos de confraternização, a gente faz um grande momento de integração, que é no período de São João, no mês de junho, então o que a gente faz, a gente pega o atrativo como, mês de São João, que tem nas faculdades, nas igrejas, então na CAESB a gente também a gente já partiu pro segundo ano, então a gente convoca toda empresa pra um momento a partir das 14h30, até as 17h30, ali cada superintendência partilha trazendo um alimento, tudo de graça, mas só quando fornecido pelos colaboradores mesmo pra gente estar trazendo entre eles uma união, uma empresa onde as pessoas possam se relacionar.

Pesquisador: Interação, onde as pessoas possam [trecho confuso], elas estejam sempre relacionadas, isso tende aumentar a produtividade e a qualidade de vida.

Vilma: E o afeto de um para com o outro, porque a gente sabe que uma empresa onde a gente tem mais de 2.400 funcionários só do quadro, e a gente tem outras pessoas que também colaboram com a gente, terceirizados, conveniados, a gente precisa estar promovendo esse momento pras pessoas estarem se respeitando, estarem se aceitando, e a gente tenta mostrar muito na empresa que a gente quer uma empresa unida, mas sabendo que cada um tem a sua diferença. Dentro de 2.400 funcionários a gente traz o programa de respeito, de união, mas a gente sabe que cada um tem a sua diferença, a gente tenta trabalhar isso. Então essa sensibilidade, na empresa, ela já existe, não digo que ela é 100% porque nós somos seres humanos e cada um tem a sua parte de erro e de acerto, mas o importante, o bacana disso é que todo corpo da diretoria, os superintendentes, as pessoas que estão à frente da direção da empresa, eles têm esse conhecimento, eles têm essa sensibilidade, e é isso que tem feito com que a CAESB esteja à frente de muitas outras empresas e que tem feito a diferença.

Pesquisador: E a quantidade de licença pra acidente de trabalho, não acidente de trabalho, mas por motivo de doença, diminuiu depois que foi implantado a qualidade de vida, ou não?

Márcia: Olha, nós temos um acompanhamento, especificamente, em relação à gripe ou às doenças originadas por ela, mas temos também, nós sabemos que existe hoje no contexto social uma questão que ainda não é muito valorizada pela classe médica que é as questões emocionais, a depressão, a síndrome do pânico, então nós aqui na qualidade de vida, fazemos um esforço grande pra trazer um trabalho mais voltado pra essas questões. Então nós encontramos

algumas dificuldades porque, a própria classe médica ela não valoriza esse aspecto, mas isso está mudando, isso vem mudando ao longo do tempo, porque o número de pessoas com esse tipo de doença vem aumentando de forma que até a própria ciência vem buscando medicamentos que possam dar o efeito positivo logo nas pessoas, porque esse tipo de doença, o efeito da medicação é um pouco lento, ele é cumulativo, então a própria ciência já entendeu isso, e eles estão buscando melhoras na composição da medicação pra trazer esse benefício mais rápido pro empregado, pro trabalhador.

(Mulher): [inaudível] que eles têm todo acompanhamento, indicadores de acidente de trabalho e de atestado médico, eu posso pedir pra elas te encaminhar mas assim, é porque é uma unidade, hoje, não está na mesma área, entendeu [trecho confuso], mas agora fisicamente, até fisicamente não ficam próximos, eles ficam localizados no SIA, então a gente pode ligar pra ela e pedir isso, mas eu te digo que a CAESB nos últimos anos em termos de acidente de trabalho, nosso indicador nós somos [inaudível] pra todo Brasil, porque a gente trabalha preventivamente, então assim, até mesmo as pessoas, os novos empregados quando eles chegam, recebem treinamento do pessoal operacional, recebem treinamento das unidades antes de entrar e fazer o serviço, eles recebem todo equipamento de proteção individual, coletivo, então eu te digo de antemão, porque como a gente faz os relatórios de [inaudível] e a gente vê lá na assessoria de comunicação, a gente recebe todos, [trecho confuso] esse indicador que é de acidente de trabalho. De atestado médico não sei te dizer, nós temos os mesmos problemas de atestado médico como a gente viu, agora, recentemente, no governo federal, as pessoas que tiram um dia, dois dias, isso a gente tem muito aqui na CAESB, principalmente o pessoal que trabalha em escala, mas não é uma coisa que seja absurda como estava acontecendo, (por exemplo, na secretaria de educação), [trecho confuso] não é assim, tão elevado, mas é uma coisa que nos preocupa, de certa forma também é uma coisa que a gente não tem ainda um caminho pra acabar com esse tipo de, que eu digo até com [inaudível] que você está doente, às vezes é muito difícil ser verdade isso.

Pesquisador: Até mesmo, porque assim, aumentando a qualidade de vida você diminui a quantidade...

(Mulher): Só acidente de trabalho.

(Mulher): Nós também, ano passado, fomos referência por motivo de... número de dias de afastamento por acidente de trabalho, foi baixíssimo também, cada ano vem baixando, quer dizer, você às vezes tem o afastamento não por acidente de trabalho.

Vilma: E aliado ao que a Viviane falou, a gente faz a, até por questão legal, a gente trabalha a questão da SIPAT, que é a área da Cira que faz, que ela até pode falar menor, mas ela sempre apresenta essa estatística lá para os trabalhadores mesmo e dali tem todo um trabalho assim, de conscientização porque a gente entende também, que o trabalhador às vezes ele deixa de fazer a parte dele, não quer usar o EPI, ele não quer... entendeu, usar os equipamentos pra se auto cuidar e daí nesse momento é feita toda uma reflexão.

Pesquisador: : Até por motivo de justa causa? Se ele se nega a usar os aparelhos, é motivo de justa causa.

Vilma: Isso, então a gente tem trabalhado muito isso com nossos colaboradores e também aliada à questão da saúde a gente tem um programa, um projeto que fala sobre vida em ação. Vida em ação é no momento em que a pessoa ela está praticando menos ação, ela está acamada, ela está doente, e daí a gente teve a necessidade de criar esse projeto onde colaboradores, a própria gerência de qualidade de vida e responsabilidade social vai até a casa do nosso empregado fazer uma visita. Ali não é pra ver a questão do atestado, lógico que se ele precisar a gente pode estar oferecendo logo pessoas capacitadas pra isso, mas ali é um apoio naquele momento de dor onde a