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6.3 Mainstream schools

6.3.2 Polish-speakers

As experiências com o envio de mensagens com informações personalizadas foram uma das primeiras opções utilizadas pelas bibliotecas para fazer a atualização de seu conteúdo junto aos

usuários por meio de carta ou mais recentemente por correio eletrônico, que na literatura é costumeiramente chamada de disseminação seletiva da informação.

A Disseminação Seletiva de Informações (DSI), na língua inglesa, “selective dissemination

of information (SDI)”, foi concebido por Hans Peter Luhn, da IBM Corporation, em 1958, com a

finalidade de aperfeiçoar serviços de alerta oferecidos por bibliotecas, centros de documentação e sistemas especializados de informações documentais. Os elementos motivadores deste tipo de serviço eram a grande expansão da literatura mundial, a proliferação das bases de dados referenciais e a necessidade de atualização da comunidade científica em geral (BAX et al., 2004). Eirão e Cunha (2012) observaram que, no Brasil, os primeiros estudos sobre a DSI surgem na década de 1970, ligados principalmente aos centros de informação e divisões de informação de órgãos públicos.

Assim, Eirão e Cunha (2012) destacaram que a tecnologia RSS - (Rich Site Summary, Really

Simple Syndication ou ainda conhecida como RDF Site Summary) surgiu com a finalidade de

permitir notificar automaticamente os usuários de sites de Internet sobre novos conteúdos na web. Mais recentemente, na era da World Wide Web, a tecnologia denominada de push (“empurrar”) foi criada com o intuito de “entregar” informações selecionadas por usuários dos serviços de informação que, em vez de esperarem que estes visitassem os sítios web para coletar informação de seu interesse, mas esta tecnologia não vingou (ALMEIDA, 2008).

MacManus (2009) verificou de uma maneira sutil que o mercado dos leitores de RSS apresentava declínio, embora a utilização da tecnologia em si continuasse a crescer. Segundo esse autor tal declínio é explicado pelo domínio do mercado de leitores pelo Google Reader, o crescimento de experiências como Twitter e Facebook e os próprios navegadores já possuírem seu leitor dos feeds.

O sucesso da tecnologia RSS está em entregar conteúdo da web selecionado previamente pelos seus usuários, contudo, com a diminuição do seu uso pode-se notar em 2013 que a tecnologia continua interessante do ponto de vista de atualização de conteúdo, porém os leitores de RSS precisam passar por uma avaliação. O resultado disso está no fechamento, em julho de 2013, do serviço Google Reader, que fazia este processo de coleta de informações, o que deixou muitos usuários aborrecidos com o seu encerramento. (INDEPENDENT, 2013). Neste sentido, Eric Limer oferece algumas opções para o Google Reader. O aplicativo Feedly67 surge como uma das melhores escolhas por oferecer um leitor baseado na web e também nas plataformas Android e iOS. Além deste, é possível citar Digg Reader68, AOL Reader69, NewsBlur70, The Old Reader71,

67

Aplicativo Feedly – Disponível em:<https://www.feedly.com/>. Acesso em: 10 jul. 2013.

68

Aplicativo Digg Reader – Disponível em:<http://digg.com/reader>. Acesso em: 10 jul. 2013.

69

Netvibes72, Pulse73, Flipboard74, Zite75 e também o aplicativo de microblog Twitter que oferece a funcionalidade de leitura de RSS (GIZMODO, 2013).

A tecnologia do RSS está baseada no formato desenvolvido por pesquisadores da Apple Computer. Foi criado o Meta Content Framework (MCF) que mais tarde foi adaptado para a linguagem de metadados eXtensible Markup Language (XML). Assim, surgiu o formato Resource

Description Framework (RDF), que viria a originar o primeiro protocolo de sindicação na Web, o

RSS, um acrônimo para RDF Site Summary (ALMEIDA, 2008).

De acordo com Murley (2009), os RSS feeds (muitas vezes chamado news feeds, web feeds, ou simplesmente feeds) são arquivos web usados para distribuir novo conteúdo para os assinantes por meio de sítios web de notícias, blogs, e outras páginas web constantemente atualizadas. Se muitas dessas publicações são baseadas na web, os RSS feeds podem ajudar numa atualização mais eficiente. O resultado desta atualização é que os RSS feeds normalmente oferecem um resumo de um determinado conteúdo juntamente com os links para as versões completas do texto documental. Um tipo de programa conhecido como leitor de RSS ou “agregador de conteúdo” verifica periodicamente as páginas habilitadas (assinadas) e notifica o usuário sobre as atualizações.

Em termos de conteúdo observado nos serviços que disponibilizam RSS feeds Barefoot e Szabo (2010) destacam que um RSS feed é um resumo legível, por computador, da atividade recente de um sítio web (geralmente os comentários, imagens, artigos e postagens de blog mais recentes).

Como consequência da atualização do conteúdo no sítio web, Almeida (2008) observa que, uma vez formatado, segundo o vocabulário RSS específico, o conteúdo Web está pronto para ser compartilhado e lido, juntamente com outras fontes de informação, por meio de uma categoria de

software ou aplicações capazes de interpretar os documentos RSS. Esse processo de

disponibilização de dados para a sua recuperação posterior recebe o nome de “sindicação” (em inglês, syndication) de conteúdos, que é a chave para entender a tecnologia.

A motivação da aplicação desta tecnologia de sindicação de conteúdos é destacada por Miller (2003), que aborda questões relacionadas à sua adoção como meio de reutilização de recursos digitais, e traz uma lista de boas práticas para criação e manutenção de feeds RSS por parte dos produtores de conteúdo.

70

Aplicativo NewsBlur – Disponível em:< http://www.newsblur.com/>. Acesso em: 10 jul. 2013.

71

Aplicativo The Old Reader – Disponível em:<http://theoldreader.com/>. Acesso em: 10 jul. 2013.

72

Aplicativo Netvibes – Disponível em:< http://www.netvibes.com/>. Acesso em: 10 jul. 2013.

73

Aplicativo Pulse – Disponível em:<https://play.google.com/store/apps/details?id=com.alphonso.pulse&hl=en>. Acesso em: 10 jul. 2013.

74

Aplicativo Flipboard – Disponível em:<https://itunes.apple.com/us/app/flipboard/id358801284?mt=8>. Acesso em: 10 jul. 2013.

75

Aplicativo Zite – Disponível em:<https://play.google.com/store/apps/details?id=com.zite&hl=en>. Acesso em: 10 jul. 2013.

Assim, de acordo com Çelikbas (2004), algumas vantagens da “sindicação” de conteúdo podem ser destacadas, notadamente a privacidade (a assinatura do serviço não exige a indicação do correio eletrônico do interessado), a proteção contra a publicidade não solicitada e a facilidade no cancelamento da assinatura, tudo isto facilitando a gestão da informação.

Ainda em termos de vantagens, Curran et al. (2006) destacam que o uso de RSS e/ou Atom

feeds permite aos usuários vislumbrar novas atualizações de um sítio web sem ter que visitar o sítio

web selecionado, podendo ser feito utilizando-se um leitor de notícias (ex. Microsoft Outlook), fazendo o download do arquivo para um dispositivo móvel (telefone celular ou tablet), ou integrando o feed em um programa para computador (ex: Google Desktop). Alguns sítios web permitem customizar seu próprio feed de busca para automaticamente receber atualizações da sua pesquisa.

O RSS feeds é uma boa maneira de receber e distribuir informação, contudo, Barefoot e Szabo (2010) ressaltam que o RSS é muito mais do que simplesmente um meio de assinar feeds dos seus sítios web favoritos. O usuário deste serviço também pode, por meio dele, receber dados de todos os tipos de fontes úteis. Exemplificando: a) atualizações do clima; b) atualizações sobre condições do tráfego ao longo do caminho de sua casa; c) atrasos em voos; d) resultados de pesquisa quando alguém menciona você ou sua marca; e) novas disponibilidades de imóveis em seu entorno; e f) avisos sobre quando seu pacote da Amazon é despachado.

Dessa forma, no sentido de colocar em operação e fazer uso da tecnologia de RSS, Donoso (2006); apud Dobrecky (2007), explica a diferença entre “sindicar” e agregar conteúdo, sendo que o primeiro é o ato de colocar à disposição dos outros algum conteúdo; e o segundo, significa assinar fontes de conteúdos dos arquivos RSS para visualizá-los em um agregador.

No concernente à adoção desta tecnologia, Almeida (2008) lembra que, além de facilitar o recebimento de dados provenientes da Web, dispensando o acesso constante aos sítios em busca de atualizações, outra razão para a crescente popularidade da tecnologia RSS está relacionada à facilidade na implantação e utilização deste recurso sem nenhum custo, tanto para leitura quanto para a replicação de conteúdos, fato que pode ser observado em pesquisas sobre adoção das tecnologias da Web 2.0.

Apesar das vantagens da adoção do RSS vistas neste trabalho, porém, Leitão (2010) ressalta em estudo de Grossnickle (2005) que o termo RSS é pouco conhecido pelos internautas, e ele observou também que 27% dos que foram questionados usam o RSS, sem perceber realmente o que estão utilizando. Isto demonstra a aparente diferença entre utilizadores conscientes e não conscientes, correspondendo os primeiros aos mais informados sobre as Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) e o seguinte ao utilizador médio da Internet que é menos conhecedor dessas tecnologias.

Ao observar a adoção desta tecnologia em BU, Yong-Mi e Abbas (2010) destacam que os usuários podem assinar um RSS feed para obter a atualização de cada periódico e resumo de atualização de uma base de dados que a biblioteca disponibiliza para os seus usuários, ficando com isso atualizado com as pesquisas da sua área de estudos. Este serviço é disponibilizado aos usuários para reduzir etapas desnecessárias de levantamento de informações em uma base de dados. Portanto, essa funcionalidade contribui para a transferência de conhecimento fornecendo para os usuários a informação atualizada e sob medida.

Para Leitão (2010), a revolução da tecnologia RSS nas bibliotecas oferece a possibilidade de editar canais de RSS com base nos catálogos. Essa tecnologia também pode ser utilizada pelas bibliotecas para o desenvolvimento de serviços na plataforma Web, como, por exemplo, o de Disseminação Seletiva da Informação (DSI).

Coelho (2009) destaca também que o potencial da “sindicação” de conteúdos para as bibliotecas é, no mínimo, tão grande quanto a multiplicidade de usos que em outros contextos sugere. Tradicionalmente, as bibliotecas emitem alertas dirigidos aos usuários, por correio eletrônico ou, mais recentemente, pela publicação de conteúdo no sítio web da biblioteca. A “sindicação” de conteúdos, no entanto, facilita o recebimento de uma nova informação disponibilizada na rede, ao mesmo tempo em que fornece links para recursos.

Leitão (2010) ressalta a possibilidade de o usuário manipular as entradas do canal RSS por meio de vários filtros, como data, título, autor, assunto. Isto permite que cada indivíduo adapte com maior flexibilidade o recebimento da informação de acordo com as suas necessidades.

Neste sentido, Leitão (2010, p. 8) observa que a adequação dos conteúdos aos públicos a que se destinam, quer os feeds produzidos pela biblioteca, quer os identificados por esta para efeitos de agregação, devem obedecer a requisitos de qualidade, a saber:

a) utilização de padrões;

b) produção de feeds com qualidade técnica;

c) conteúdo de cada item neste caso específico o conteúdo da informação bibliográfica numa biblioteca deve disponibilizar uma notícia que contenha autores, títulos, publicação, descrição física, identificador, assuntos. Esse conteúdo informativo permite ao leitor uma avaliação da relevância do item e a decisão para posterior utilização, sem necessidade de buscar a fonte de informação original;

d) o número de notícias do canal deve ser o número de itens suficientemente sensível para que o leitor de feeds possa identificar o novo conteúdo associado a uma determinada pesquisa; e

Segundo Murley (2009), os bibliotecários da área de Direito podem usar o RSS feeds para gerenciar as fontes de conhecimento, atualizando-as mais eficientemente, e distribuir essa informação para os usuários da biblioteca jurídica.

A próxima seção trata da disponibilização de conteúdo interativo, que faz parte da filosofia da Web 2.0, e a possibilidade de mudar o conteúdo estático formado em sua maioria por textos que eram predominantes na Web 1.0, por conteúdo dinâmico, trouxe uma nova visão para as páginas com vídeos, arquivos de áudio e imagens capazes de interagir com o usuário de uma biblioteca.