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What are parents’ motivations and attitudes when choosing a school?

A crescente demanda pelo desenvolvimento de coleções das bibliotecas e o custo tecnológico para se adaptar a essa nova realidade trouxeram impactos aos recursos informacionais. Dentre os serviços destacados pela Web 2.0 que podem ajudar a melhorar estes recursos informacionais em bibliotecas universitárias existe a classificação colaborativa.

Golder e Huberman (2005) definem como classificação colaborativa (collaborative tagging) a prática de permitir aos usuários, adicionar livremente palavras-chave ou etiquetas a um conteúdo.

Para Arch (2007), a classificação colaborativa, por ele chamada de etiquetamento social (Social tagging), é um fenômeno relativamente novo que permite a um indivíduo criar marcadores de página (bookmarks) ou “tags” de sítios web e salvá-los online. Deste modo, bibliotecários e docentes trabalhando num determinado assunto poderiam compartilhar de forma fácil e rápida sítios

web correlatos ao conteúdo pesquisado.

Milicevic et al. (2010) destacam que a classificação colaborativa é muito usada quando não há um modelo “bibliotecário”, ou quando há, simplesmente, muito conteúdo para classificar uma autoria simples. Assim, as pessoas classificam figuras, vídeos e outros recursos com um conjunto de palavras, para facilitar a recuperação delas em momento futuro.

Segundo Arch (2007), um dos sítios web mais conhecidos para a classificação colaborativa é o Del.icio.us86 e, no caso do ambiente acadêmico, alguns consideram o Connotea87, que possui características que permitem inserir referências bibliográficas ao conteúdo selecionado, e o CiteULike88, que permite controlar a adição de etiquetas (tags) por meio de sítios web de periódicos científicos. Neste sentido, um usuário pode selecionar uma etiqueta (tag) considerando um sítio web específico na sua biblioteca de etiquetas pessoais, porém o link não aparece para o resto do sítio web. Isto assente algum controle sobre conteúdos de baixa qualidade, mas limita o conjunto de informações para o pesquisador tomar conhecimento do assunto.

A dinâmica da busca da informação com a adoção deste tipo de ferramenta presente na Web 2.0 provocou impactos diretos nos bibliotecários. Redden (2010) destaca o fato de que muitos bibliotecários não devem se achar confortáveis ao utilizar sítios web como Delicious ou Connotea para criar referências eletrônicas.

O excesso de informações presentes na Web pode ajudar os bibliotecários universitários a usar a classificação colaborativa para apontar aos usuários páginas web que sejam úteis para os seus estudos, bem como demonstrar o valor da alfabetização informacional. Redden (2010) reforça isso,

86

Sítio web del.icio.us: Disponível em: <http://www.delicious.com/>. Acesso em: 5 nov. 2013.

87

Sítio web connotea: Disponível em: <http://www.connotea.org/>. Acesso em: 5 nov. 2013.

88

indicando que os estudantes de graduação precisam tirar proveito dos recursos da web, e, neste caso, os bibliotecários estão numa posição em que podem liderar esta trajetória.

Além disso, um grande número de BU aventura-se neste novo ambiente de classificação e desenvolveram várias maneiras de utilizar os sítios web de classificação colaborativa para alcançar os seus usuários e fornecer a estas comunidades um serviço bibliotecário personalizado. Assim, os bibliotecários estão utilizando as funcionalidades destes sítios web para organizar e disseminar informação para os usuários e compartilhar com os colegas de profissão (REDDEN, 2010).

A navegação social possui outros termos similares. De acordo com Eltemasi, Naghshineh e Fooladi (2011), a folksonomia é também conhecida como etiquetamento social (social tagging), indexação social (social indexing), classificação social (social classification) e etiquetamento colaborativo (collaborative tagging) e, constitui a prática e o método de gerar colaborativamente e gerenciar etiquetas (tags) para anotar e categorizar conteúdo.

As ferramentas de classificação colaborativa possuem vários propósitos que podem ajudar na busca por informação e, consequentemente, se relacionar com o ambiente de pesquisa acadêmico. Redden (2010, p. 220) destaca alguns: 1) a organização e categorização de páginas web para recuperação eficiente; 2) manter páginas web acessíveis a partir de qualquer rede de computadores; 3) compartilhar recursos necessários ou desejados com outros usuários: 4) realizar a integração com as ferramentas de redes sociais e mashups para acessar páginas web que foram etiquetadas com RSS feeds, telefones celulares e Assistentes Pessoais Digitais (do inglês Personal

Digital Assistant – PDA) para aumentar a mobilidade. Todos estes propósitos sugeridos pela autora

permitem que professores e bibliotecários possam acompanhar o progresso dos estudantes e também oferecem a eles outra maneira de colaborar uns com os outros e fazer descobertas coletivas. Na perspectiva de Nascimento e Neves (2010), a folksonomia tem como base a navegação social em que são exploradas as próprias preferências do usuário, para definir a relevância dos conteúdos. Se por um lado, buscadores como o Google utilizam algoritmos complexos para creditar relevância a um determinado sítio web, a navegação social utiliza um critério humano simples e interessante: os próprios usuários escolhem ou votam em um conteúdo, segundo opiniões pessoais. O conjunto de opiniões irá refletir, naquele momento, a avaliação do conteúdo, sem, no entanto, encerrar as possibilidades de novas alterações.

Nascimento e Neves (2010) acrescentam que a palavra folksonomia quer dizer “classificação feita por pessoas”. Ela deriva do termo “folk”, que significa pessoa, povo e “taxonomia”, que significa o estudo da classificação das coisas. Vander Wal (2007) criou a expressão para definir a forma como as pessoas identificam o mundo ao seu redor.

O uso da folksonomia teve início como um método para organização de recursos digitais na

web, mas isso evoluiu e já há projetos desenvolvidos para etiquetamento de vários tipos de

coleções, inclusive museus (CATARINO; BAPTISTA, 2007).

Neste sentido, uma proposta analisou a possibilidade de uso de tags no catálogo da Biblioteca da Universidade de Brunel89, em Londres. Esta proposta manifestada por Anfinnsen, Ghinea e De Cesare (2011), conclui que há uma demanda por sistemas de classificação colaborativa, contudo isto está só em nível de protótipo. Uma das propostas seria perguntar ao usuário como ele quer classificar determinado livro. E esses autores concluem que, com o crescimento da folksonomia, a nuvem de tags, poderia ser restrita em alguns casos, já que diferentes usuários têm necessidades distintas. Assim, a busca dos termos menos populares poderia ser uma opção, enquanto outros preferem os vocábulos padronizados ou mais populares.

Um exemplo da classificação colaborativa pode ser observado no fórum intitulado MLibrary 2.090, realizado pela biblioteca da Universidade de Michigan-EUA, para a adoção das ferramentas da Web 2.0 no espaço da biblioteca, conforme a figura 14.

Figura 14 – Classificação colaborativa na MLibrary 2.0

Fonte: Alexander et al. (2008).

Léa Barros (2011) observa que, dentre as muitas questões surgidas com a implantação da internet e, mais recentemente, com a disseminação da web como meio interativo de comunicação, a produção e organização da informação não mais mediada por sistemas de informação formais e institucionais constitui-se em objeto de estudo e pesquisa por diferentes profissionais ligados à Ciência da Informação. Desta forma, Léa Barros (2011) lembra que a folksonomia surgiu como

89

Sítio web Biblioteca Univ. Brunel: Disponível em: <http://www.brunel.ac.uk/services/library/>. Acesso em: 5 nov. 2013.

90

Sítio web Mlibrary 2.0 Special Interest Group: Disponível em: <http://webservices.itcs.umich.edu/mediawiki/ml2sig/index.php/Main_Page>. Acesso em: 5 nov. 2013.

alternativa à organização e recuperação da informação, mantida pelo trabalho colaborativo e espontâneo dos usuários, então preocupados em organizar as informações publicadas e compartilhadas por eles próprios.

Assim, Santana e Santana (2010) sugerem uma possibilidade, que seria um sistema de bibliotecas no qual as obras adquiridas, ao chegarem ao sistema, sejam automaticamente catalogadas e expostas na página inicial do sistema, solicitando-se aos usuários que aplicassem a elas tags. Assim, as ontologias específicas de cada área as analisariam e se organizariam, detectando os descritores corretos. Esse sistema seria retroalimentado e dependeria da interferência do indexador na análise dos novos termos informados, que o avaliaria, de acordo com critérios preestabelecidos, como se daria a interação desse novo descritor dentro do sistema ontológico. A ferramenta de controle do sistema poderia automaticamente descartar o lixo existente (tags ruins) e traria estabilidade ao sistema de recuperação da informação.

Nem tudo, contudo, é perfeito, e, para Arch (2007), alguns riscos devem ser considerados quando se implanta a classificação colaborativa numa biblioteca, especialmente se o sítio web escolhido tem sua atualização franqueada livremente, pois usuários mal-intencionados podem sugerir outras etiquetas ou endereços de sítios web de conteúdo impróprio ou não relacionado com o assunto. Ainda segundo Arch (2007), outro risco a ser considerado deriva da grande variação de etiquetas em decorrência do grau de compreensão do assunto, de acordo com as palavras escolhidas. Além disso, alguns desafios devem ser observados quando se usa a classificação colaborativa em BU. Redden (2010) indica que a classificação colaborativa exprime desafios na sua estrutura, com termos no singular e também no plural, e a dificuldade de usar frases como etiquetas.

Desta maneira, Gouvêa, Loh e Garcia (2008) procuraram identificar padrões de uso para o suporte a sistemas de folksonomia com vistas a mostrar métodos para a sugestão automática de tags. Os autores destacam o fato de que num sistema de folksonomia, a descrição da notícia para ser eficiente deve resultar em tags que, não somente façam a descrição do conteúdo de forma satisfatória, mas também realizem o agrupamento de notícias relacionadas desta forma, ou seja, de o usuário inserir tags, o próprio sistema pode sugeri-las. Com isso, Xu et al. (2006) definiram critérios para a geração de tags adequadas que podem ajudar nesta situação, a saber: cobertura de variados tópicos, popularidade, menor esforço, uniformidade e uso de sinônimos. Como observam Cattuto, Loreto e Pietronero (2006), no entanto, os usuários tendem a usar com maior frequência as

tags adicionadas mais recentemente.

Uma possível solução ou alternativa seria, então, integrar estas redes sociais vistas ao longo deste trabalho em um só espaço, ou ponto de partida, para que o bibliotecário tivesse uma visão dos benefícios e riscos na sua adoção. Assim, pensando nisso, pode-se sugerir o emprego de um OPAC Social, que dará ao usuário o acesso a microblogs, blogs e redes sociais onde a biblioteca possui um

perfil e todas as demais ferramentas vistas aqui para aproveitar a interação do usuário junto aos serviços da biblioteca. Neste sentido, cabe destacar o conceito de um OPAC 2.0 e a próxima geração destes. A próxima seção irá aparentar uma ferramenta social que ajuda na catalogação, esta que compreende uma nova geração de catálogo OPAC, também chamado de catálog OPAC Social, OPAC 2.0, ou simplesmente a próxima geração de catálogos OPAC que procuram aproveitar-se da inteligência coletiva para aplicar a filosofia existente na Web 2.0.