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Ao longo do tempo, a biblioteca facilitou o acesso à informação, fazendo com que esta estivesse organizada por meio de um catálogo, contendo os registros de seu acervo. Além disso, deve ser ela um espaço múltiplo de comunicação, com o objetivo de facilitar a aprendizagem de seus consulentes e, dessa maneira, disponibilizar material que possibilite a geração do conhecimento. Com efeito, se observa que os itens disponibilizados podem ser do acervo físico ou virtual.

Nesse caso, por meio de um repositório digital presente no sítio web da biblioteca, podendo, igualmente, seu usuário realizar consulta bibliográfica ao catálogo, fazer reservas de itens do acervo físico e renovar empréstimos.

A oferta desses recursos, no entanto, é recente, visto que a automação dos catálogos iniciou- se na década de 1960 até o começo da década de 1970. A primeira geração de catálogos automatizados possuía registros com pouca informação bibliográfica e sem mecanismos para refinar a busca (BALBY, 2002; GARCÍA MARCO, 2002, tradução nossa). Tedd (1994) indicava que os primeiros catálogos automatizados eram compostos por cartões de 80 colunas, perfurados, que ajudavam na hora de imprimir a listagem de toda a coleção. Nesta época, também começaram a se desenvolver padrões que iriam ajudar os bibliotecários no seu fazer, como as Regras de Catalogação Anglo-Americana na segunda versão (em inglês, Anglo-American Cataloguing Rules - AACR2), a Norma Internacional de Descrição Bibliográfica (em inglês, International Standard Bibliographic

Description – ISBD) e o Número Internacional Padronizado para Livros (em inglês, International Standard Book Number - ISBN).

Na segunda geração, que compreendeu a década de 1970, melhoraram-se a interface de busca, a descrição bibliográfica e as ferramentas de recuperação da informação, dentre outros recursos e acessos possíveis (GARCÍA MARCO, 2002, tradução nossa; BALBY, 2002). Tedd (1994) destaca o fato de que, neste período, ocorreu o crescimento dos sistemas cooperativos de catalogação entre as bibliotecas.

A terceira geração solucionou problemas, quando na década de 1980 foi disponibilizada a navegação por mapas de descritores, interfaces mais amigáveis para grupos de usuários específicos, a integração de novas ferramentas e fontes de informação (GARCÍA MARCO, 2002).

A quarta geração, apresentada por Boccato (2009, p. 56), teve início em 1993 e ainda se encontra em fase experimental, privilegiando o uso do hipertexto e de interfaces multimídias, a importação e exportação de registros, a integração de ferramentas de busca e fontes de informação, acentuando, assim, a interoperabilidade de sistemas de informação.

Margaix-Arnal (2007a) reforça a noção de que desde a origem dos OPAC, vários passos foram dados para melhorar a automação dos catálogos OPAC. As modificações mais destacadas foram: a) o acesso remoto, quando não havia mais a necessidade de ser consultado na própria biblioteca; b) o aparecimento das interfaces web, que permitiram aproveitar as potencialidades do hipertexto; c) o enriquecimento dos registros, quando foram acrescentadas novas informações: capa do livro digitalizada, sumário, etc.; d) integração com outras ferramentas de informação, especialmente por meio de tecnologias de links como a OpenURL91; e) contribuições originadas de disciplinas, como a Recuperação da Informação, a Usabilidade, a Arquitetura da Informação etc.; e f) melhora da experiência de busca, com novas formas de visualização da informação e navegação.

Byrum (2005) destaca o fato de que hoje os usuários que buscam informação estão condicionados a fazer pesquisa nos mecanismos de busca da Internet em razão do retorno imediato de resultado daquilo que procuram em contraste. Os tradicionais OPAC não fornecem a facilidade de uso nem o acesso à informação desejada.

Coyle (2007) indica ainda que um ambiente de informação baseada na distribuição de recursos eletrônicos é muito menos organizado geograficamente do que no mundo físico. Assim, Coyle (2007) destaca a ideia de que no “mundo 2.0” interconectado, o princípio de organização está baseado no serviço, e não na instituição ou na localização geográfica. Neste espaço, Coyle (2007) completa, os usuários também se sentem confortáveis em compartilhar recursos informacionais e combiná-los com outros usuários e, desse modo, obter um retorno de outros usuários ajudará a compreender e expandir a percepção de um assunto.

Segundo Oliveira (2008), os catálogos são diversamente designados por catálogos de computador (computer catalogs), catálogos online (online catalogs), catálogos de fichas automatizados (automated card catalogs), catálogos de acesso de cliente (patron access catalogs), ou catálogo em linha de acesso público (online public access catalogs - OPAC), sendo este último o mais adotado na literatura. (HILDRETH, 1985 apud OLIVEIRA, 2008).

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OpenURL é um formato padronizado de Uniform Resource Locator (URL), com vistas a permitir que os usuários da Internet encontrem mais facilmente uma cópia de um recurso que eles têm permissão para acessar.

Mais recentemente, com a adoção das redes sociais da Web 2.0, surgiu a expressão “Social OPAC”, cunhado por John Blyberg no seu blog blyberg.net92 em 2007 . O OPAC Social, que nesta pesquisa simplesmente traduzimos como “catálogo em linha de acesso social”, traz consigo uma série de inovações jamais vistas em um OPAC. O analista de sistemas Blyberg desenvolveu esta versão de catálogo por meio do sistema de gerenciamento de conteúdo Drupal, junto com o sistema de automação Encore, na Ann Arbor District Library, em Michigan (EUA). Ele destaca, entre outras funcionalidades, a que permite ao usuário cadastrado fazer revisões de material presente no catálogo, a indexação pessoal dos itens e também a recuperação da informação por meio de uma busca multifacetada, enfatizando que o conceito não é novo em si, mas a natureza de sua utilização é que sugere algo inovador.

O conceito de OPAC 2.0 pode ser entendido como a aplicação das tecnologias e atitudes da Web 2.0 ao catálogo bibliográfico, embora existam referências a expressão OPAC Social, que é muito similar ao OPAC 2.0, com a diferença de que o primeiro teria como principal objetivo o aproveitamento da inteligência coletiva e suas funcionalidades fossem construídas baseadas em

software social (KRAJEWSKI, 2006; BREEDING, 2007; MARGAIX-ARNAL, 2007, MANIEGA-

LEGARDA, 2008).

Consoante Margaix-Arnal (2007b), em termos de vantagens, o OPAC 2.0 contribui tanto para a biblioteca como para o usuário deste espaço, conforme a seguir: para a biblioteca, a) disponibiliza mais informação para a indexação dos documentos; b) obtêm mais dados sobre o uso e interesse pela coleção; c) procura fidelizar o usuário por meio de um OPAC com maior valor agregado. Para o usuário, e) disponibiliza de uma ferramenta com maior personalização; f) permite estabelecer suas próprias palavras-chave; g) mais opções de busca e navegação; h) nova informação para selecionar documentos de seu interesse; e i) facilita a informação aos grupos de interesse ou a serendipidade93.

As características presentes no OPAC Social que serão aqui destacadas estão em pleno uso por alguns softwares de automação de bibliotecas, principalmente de empresas que já dominam o mercado de OPAC (MARCHITELLI; PIAZZINI, 2008).

De acordo com Margaix-Arnal (2007a), existem diversos modelos de OPAC Social que estão adotando distintas soluções tecnológicas. Os modelos mais destacados estão delineados na sequência.

a) OPAC tradicionais que acrescentam informação aos seus registros: se trata de Sistema Integrado de Gestão Bibliotecária (SIGB) que enriquece o registro bibliográfico com

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Blog de John Blyberg: Disponível em: <http://www.blyberg.net/2007/01/21/aadlorg-goes-social/>. Acesso em: 5 nov. 2013.

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funcionalidades sociais. Existem vários exemplos, como o WorldCat94, que permite aos usuários inserir informação sobre os livros, ou o da Biblioteca Virtual Cervantes95, onde cada obra conta com seu fórum de discussão ou ainda o mais destacado de todos, que é o Catálogo da Ann Arbor District Library96, que permite aos usuários incluir comentários, etiquetas e pontuações, combinando a informação do OPAC com a informação social recolhida de um gestor de conteúdos (em inglês, Content Management System) (BLYBERG, 2007).

b) OPAC construídos com ferramentas de busca externas ao SIGB: a busca da informação se realiza com ferramentas específicas que constroem uma nova interface de usuário desvinculada do SIGB. Essas ferramentas melhoram sensivelmente a indexação, a classificação da relevância dos resultados etc.; e tornam o OPAC mais amigável. Neste grupo, estão ferramentas como Endeca, implementada na biblioteca universitária da Carolina do Norte (em inglês, North

Carolina State University)97 (ANTELMAN; LYNEMA; PACE, 2006), a ferramenta AquaBrowser98 implantada na biblioteca da Universidade de Edimburgo (Escócia) (WATSON; ROWAN, 2008)e o Primo da Ex Libris99.

c) OPAC construídos com software social, como, por exemplo, o WPOPAC, que utiliza o

software para blogs WordPress e que dava ao catálogo uma estrutura de blog com todas suas

funcionalidades (comentários, links permanentes etc.). Segundo Schnell (2006), o bibliotecário norte-americano Casey Bisson foi quem o desenvolveu na biblioteca universitária de Plymouth State em 2006.

d) Bibliotecas que utilizam os blogs para difundir suas novidades bibliográficas. Sem chegar a desenvolver um OPAC social, usam plataforma de software social para difundir as novidades. É permitido aos usuários inserir comentários e inscrever-se em canais para atualizar as notícias por meio da tecnologia RSS. São exemplos deste tipo de serviço a Biblioteca de Muskiz100 (JUARÉZ URQUIJO, 2006) ou o blog “365 días de libros”101 da Biblioteca da Universidad Carlos III de Madri (LÓPEZ HERNÁNDEZ; PENADÉS DE LA CRUZ, 2007).

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WorldCat. Disponível em:<http://www.worldcat.org/>. Acesso em: 10 jul. 2013.

95

Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes. Disponível em:<http://www.cervantesvirtual.com/>. Acesso em: 10 jul. 2013.

96

Catálogo da Ann Arbor District Library. Disponível em:<http://www.aadl.org/catalog>. Acesso em: 10 jul. 2013

97

Catálogo Endeca da NCSU Library. Disponível em:<http://www.lib.ncsu.edu/catalog/>. Acesso em: 10 jul. 2013.

98

Aquabrowser Serial Solutions. Disponível em:<http://www.serialssolutions.com/en/services/aquabrowser/>. Acesso em: 10 jul. 2013.

99

Catálogo Primo da Ex Libris. Disponível em:<http://www.exlibrisgroup.com/category/PrimoOverview>. Acesso em: 10 jul. 2013.

100

Catálogo da Biblioteca de Muskiz. Disponível em:<http://www.muskiz-liburutegia.org/>. Acesso em: 10 jul. 2013.

101

Blog 365 días de libros da biblioteca da Universidad Carlos III de Madri. Disponível em:< http://365diasdelibros.blogspot.com.br/>. Acesso em: 10 jul. 2013.

e) Bibliotecas que utilizam serviços de marcadores sociais como ferramenta de

descoberta de informação. Este é o caso do serviço PennTags102 da Universidade da Pensilvânia (EUA). Que está construído com base em um serviço de marcadores sociais (em inglês, social

bookmarking). (STEELE, 2009).

Blyberg (2009) destaca que existem três tipos de OPAC que se apresentam de forma interativa: 1-Pseudo/Semissocial (em que a autoridade é apresentada como colaborativa), como exemplo, do catálogo Encore aqui representado na figura 15. 2-Socialmente “Sindicado” (em que o usuário interage indiretamente com dados de terceiros) como, por exemplo, o LibraryThing representado na figura 16. 3- Individualizado Socialmente (em que o usuário interage diretamente com os dados apresentados no conteúdo do catálogo) como, por exemplo, da Hennepin County Library103, representado na figura17.

O Catálogo Semissocial da Encore expressa algumas características que podem ser consideradas como presentes na Biblioteca 2.0. Ao se realizar uma busca de um título no acervo, é possível verificar por meio do resultado aqueles itens que são mais relevantes ou ainda recuperar por título ou assunto, é possível ver ainda espaços que permitem ao usuário melhorar o processo de recuperação da informação por meio de filtros exibidos por meio de uma busca multifacetada.

A busca multifacetada conforme indica Sturtz (2006), usa um guia de navegação que oferece ao usuário a possibilidade de localizar rapidamente os itens do acervo do catálogo OPAC por meio de formato do registro, tipo de coleção, localização, idioma, data de publicação etc., que são encontrados na base de dados do catálogo OPAC.

No campo da Biblioteconomia e Ciência da Informação a teoria da análise facetada foi desenvolvida por S. R. Ranganathan, considerado um dos maiores expoentes da área, e pelo Grupo de Pesquisa em Classificação (em inglês, Classification Research Group), estabelecido na Inglaterra em 1952 para estudar a natureza da classificação e a existência de sistemas de classificação bibliográfica (SPITERI, 1998).

A recuperação no catálogo Semissocial da Encore pode ser feita também por tag clouds, que são descritores muito utilizados no contexto em que se fez a busca daquela expressão. Outra característica importante é o espaço onde o usuário cadastrado pode realizar comentários sobre os itens da coleção (NERO; WEBB, 2009). Tudo isso pode ser visto na figura 15.

102

Ferramenta PennTags da Universidade da Pensilvânia (EUA). Disponível em: <http://tags.library.upenn.edu/>. Acesso em: 10 set. 2013.

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Catálogo OPAC 2.0 Biblioteca de Hennepin County: Disponível em: < https://catalog.hclib.org/ipac20/ipac.jsp?profile=elibrary>. Acesso em: 5 nov. 2013.

Figura 15 – Catálogo social Encore da Universidad Complutense de Madrid

Fonte: Vieira e Baptista (2010).

Hoje em dia com o advento das ferramentas 2.0, muitos sítios web estão permitindo aos usuários etiquetar (criar “tags”) conteúdo que fornecem aos sítios web suas palavras-chave para descrever sítios web, imagens ou outro conteúdo. De acordo com Rolla (2009), a possibilidade de a biblioteca fornecer ao usuário a funcionalidade de etiquetar conteúdo oferece um modo de as bibliotecas melhorarem o acesso a determinado assunto presente no material componente daquela coleção da biblioteca.

A nova geração de catálogos OPAC, como os desenvolvidos pela Endeca, Aquabrowser, e Encore, oferece vários tipos de tag clouds.

No contexto dos serviços da Web 2.0, o etiquetamento social é um método de etiquetar de forma colaborativa um conjunto de objetos compartilhados pela comunidade de usuários (por exemplo: documentos, figuras e outros conteúdos), para uma futura navegação, filtro ou busca (MALIZIA; DE ANGELI; LEVIALDI, 2008).

O catálogo socialmente “sindicado”, chamado LibraryThing104, é um sítio web de catalogação e rede social para amantes dos livros. A sua versão para bibliotecas conhecida como LibraryThing for Libraries105, disponibiliza para as bibliotecas o enriquecimento do conteúdo presente nos registros do catálogo OPAC por meio de tag clouds, recomendações de livros similares e links para outras edições e traduções para outras línguas (VOORBIJ, 2012).

Cabe destacar, a noção de que sua interface já foi traduzida para a língua portuguesa; nele é possível enxergar as tag clouds (palavras-chave) que aquele item do acervo relaciona. Algumas

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Sítio web LibraryThing: Disponível em: <http://br.librarything.com/>. Acesso em: 5 nov. 2013.

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funções em destaque são: o espaço para avaliação estatística pelo público/usuário daquele item presente no catálogo por meio de estrelas, e ainda formular uma lista de desejos com itens que compõem o acervo, bem como fazer resenhas críticas sobre determinado item.

Figura 16 – Catálogo social LibraryThing

Fonte: Vieira e Baptista (2010).

Enfim, as aplicações de etiquetamento social oferecem revolucionárias implicações para que os catálogos OPAC de bibliotecas universitárias se tornem colaborativos e interativos (REDDEN, 2010).

O Social OPAC da Hennepin County Library106 permite, dentre outras funcionalidades, compartilhar comentários com outros usuários dos itens da coleção e ainda criar um perfil pessoal de usuário da biblioteca que possa instituir uma lista de livros, indicando aqueles que se pretende ler no futuro, ativar alertas sobre títulos de autores de interesse, tudo isso por meio do cartão que o usuário obtém quando se inscreve nesta biblioteca, conforme a figura 17.

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Figura 17 – Catálogo social da Hennepin County Library

Fonte: Hennepin Library County (2011).

A expressão “Próxima Geração de Catálogos Online”, do inglês “Next Generation Library

Catalogs”, refere-se, de acordo com Tam, Cox e Bussey (2009), ao novo design dos catálogos

OPAC que objetiva promover melhor funcionalidade em termos de coleções e serviços para as bibliotecas.

Um catálogo OPAC, ajuda essencialmente um estudante a localizar efetivamente um recurso oferecido por uma biblioteca, mas, de acordo com Danskin (2006), existem algumas evidências de que está havendo um decréscimo no uso desses tipos de catálogos pelos estudantes em virtude da adoção dos sítios de pesquisa na Internet, como o Google107 e o Bing108, por exemplo.

Há muitas características propostas para incorporar na próxima geração de catálogos de bibliotecas (SCHNEIDER, 2006a, b, c; SIERRA; RYAN; WUST, 2007; PATTERN, 2008; BREEDING, 2008; DENHOLM et al., 2009), as características mais comuns para a próxima geração de catálogos OPAC são agrupadas em três categorias: 1) aqueles OPAC que melhoram a funcionalidade da pesquisa; 2) os que possuem tecnologias da Web 2.0 e a funcionalidade de recomendar; e 3) aqueles que enriquecem o conteúdo.

Segundo Tam, Cox e Bussey (2009), para melhorar a experiência do usuário com os catálogos OPAC, uma das funcionalidades que estarão presentes nesta nova geração de catálogo são as buscas multifacetadas, que agrupam o resultado da pesquisa por categoria, como, por exemplo:

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Sítio web Google: Disponível em: <http://www.google.com.br>. Acesso em: 08 mai. 2013.

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por autor, assunto, conteúdo, suporte, língua e ano. Outra funcionalidade que destacam Tam, Cox e Bussey (2009) é o ranking de relevância (em inglês, relevance-ranking), onde os usuários de biblioteca podem ter o resultado da pesquisa no catálogo por ordem de relevância.

O foco dos desenvolvedores de softwares para bibliotecas, nas implementações de catálogo OPAC, é a possibilidade de sugerir o empréstimo de itens do catálogo de acordo com a utilização dos usuários, filosofia esta incorporada pelas lojas virtuais, onde o usuário, ao fazer uma consulta a um item que almeja comprar, fica sabendo da aquisição de itens correlatos por outros usuários.

Um sistema de recomendação surge em resposta ao desafio de fornecer sugestões de itens aos usuários que gostariam de tê-las (ADOMAVICIUS; TUZHILIN, 2005). Para fornecer uma recomendação apropriada ao usuário, os sistemas requerem informações que incluem características, preferências, e necessidades que tipifiquem o modelo do usuário (GODOY; AMANDI, 2005).

Situam-se nesta categoria de catálogos vários produtos de propriedade de fornecedores distintos, como, por exemplo: Aquabrowser da Serials Solutions109, Encore da Innovative Interfaces110, Primo da Ex Libris111, Prism da Capita112, WorldCat Local da OCLC113, Endeca Technologies da Oracle114, e outros que são softwares livres como o Vufind115, o Library Find116 e o Liblime da Koha117 (BREEDING, 2008).

O conteúdo do catálogo OPAC pode ainda ser enriquecido com a inclusão do sumário do livro e a visualização da capa (BREEDING, 2008). Outras novas funcionalidades sugeridas são: classificação por popularidade, possibilidade de rever suas últimas pesquisas, o link para as fontes secundárias, a nuvem de tags e ainda a possibilidade de compartilhar os resultados com as redes sociais.

Tam, Cox e Bussey (2009) realizaram pesquisa junto a estudantes de três universidades distintas (University of Wisconsin-Madison, National University of Singapore, University of Sheffield) cujo resultado indicou que quatro funcionalidades estão sendo mais procuradas por estes usuários na hora de utilizar a nova geração de catálogos de bibliotecas: a busca multifacetada, a nuvem de tags, o ranking de relevância e as sugestões de empréstimos. Na pesquisa, os autores

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Sítio web Aquabrowser: Disponível em: <http://www.serialssolutions.com/en/services/aquabrowser/>. Acesso em: 5 nov. 2013.

110

Sítio web Encore: Disponível em: <http://encoreforlibraries.com/>. Acesso em: 5 nov. 2013.

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Sítio web Primo Ex-Libris: Disponível em: <http://www.exlibrisgroup.com/category/PrimoOverview>. Acesso em: 5 nov. 2013.

112

Sítio web Capita Prism: Disponível em: <http://www.capita- softwareandmanagedservices.co.uk/software/Pages/libraries-prism.aspx />. Acesso em: 5 nov. 2013.

113

Sítio web Worldcat: Disponível em: <http://www.oclc.org/pt-americalatina/worldcat.html>. Acesso em: 5 nov. 2013.

114

Sítio web Endeca: Disponível em: <http://www.oracle.com/us/corporate/acquisitions/endeca/index.html>. Acesso em: 5 nov. 2013.

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Sítio web Vufind: Disponível em: <http://vufind.org/>. Acesso em: 5 nov. 2013..

116

Sítio web Libraryfind: Disponível em: <http://libraryfind.org/>. Acesso em: 5 nov. 2013..

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ainda destacam que as etiquetas de classificação (tagging), as revisões dos usuários e o RSS são as funcionalidades menos relevantes.

De acordo com Maniega-Legarda (2008), três propostas podem ser adicionadas a estas funcionalidades que irão estar presentes no catálogo OPAC 2.0: 1) permitir a criação de minicoleções de documentos de forma que o usuário possa criar uma lista pessoal de favoritos; 2)