ning med lovforslag
5 Lovforslag med generelle merknader
5.2 Innledende bestemmelser
5.2.3 Planlovutvalgets forslag Verdier og retningslinjer
O presente estudo permitiu adequar o procedimento para a determinação da velocidade de percurso dos veículos em vias urbanas do manual HCM 2010, para análise da capacidade e nível de serviço nas vias arteriais L-2 e W-3 da cidade de Brasília - DF. Assim, a partir de análises de informações primárias coletadas sobre as vias arteriais, se conseguiu propor um modelo que adequa a metodologia do manual para que possa ser utilizado com confiabilidade nas vias urbanas de Brasília.
Foi possível caracterizar as vias arteriais L-2 e W-3 de Brasília, que serviram como base para o desenvolvimento de um novo procedimento para a estimativa da VMP através do estudo das variáveis: tempo de deslocamento efetivo, atraso e velocidade fluxo livre-base.
O trabalho de campo permitiu verificar que o modelo estimado da Velocidade média de Percurso utilizado pelo manual, com relação aos dados coletados em campo, devia ser ajustado para ser utilizado nas vias arteriais Brasilenses, devido ao fato que se encontrou uma diferencia considerável nos resultados dos segmentos analisados.
Desta forma, a partir dos resultados obtidos em campo, se propõe adequar o procedimento para a determinação da velocidade de percurso mediante uma analise matemática de regressões multivariable que permite estimar valores ajustados mais próximos à realidade destas vias arteriais. Porem é necessário para projetos futuros conferir a adequabilidade do modelo proposto mediante o uso de modelos de simulação e desta forma ter uma melhor calibração.
6.1 – CONCLUSÕES GERAIS
A metodologia HCM para análise de vias urbanas possui uma estrutura base que tem melhorado com cada uma das atualizações do manual. Todas essas atualizações permitem que o manual seja ajustado para representar as características viárias, o mais próximas à realidade que acontece nas vias, permitido melhorar a precisão do modelo para a determinação dos níveis de serviço e a estimativa da velocidade média de percurso.
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Por meio deste estudo se pode analisar que muitas considerações adotadas pelo HCM são incompatíveis para uma avaliação operacional adequada das vias urbanas brasileiras.
A utilização dos pontos de cruzamento de pedestres para fazer a divisão dos segmentos permite obter índices de N.S mais próximos aos observados em campo.
Ao comparar os resultados de VMP observados em campo e as velocidades estimadas pelo manual, nota-se valores por trecho muito próximos, sendo alguns maiores e outros menores dos valores reais. Isso se deve ao fato de que o modelo de estimativa de velocidade média de percurso empregado pelo manual se baseia na velocidade de fluxo livre, resultando em maiores estimativas de tempo de deslocamento efetivo e menores tempos de atraso.
Conclui-se que muitas considerações adotadas pelo HCM são incompatíveis com uma avaliação operacional adequada das vias urbanas brasileiras, considerando que a geometria e o modo operacional do trânsito em Brasília, são diferentes dos Estados Unidos (país para o qual foi criado o manual). Como é de uso comum nesta cidade a utilização de fiscalização de velocidade (radares) que limita a velocidade dos motoristas, não é possível gerar velocidades muito altas como o especificado no manual, à razão de 40 km/h e 90 km/h.
A variável que mais afeta a determinação da VMP é a extensão do segmento, pois se comprovou que variações menores que 100 m e superiores a 200 m fazem com que as diferenças de velocidades pelos dois métodos, estimado e observado, sejam maiores, recomendando fazer escolhas de segmentos neste intervalo de comprimento.
Analisando os resultados em campo, encontrou-se que a extensão do segmento e a velocidade de fluxo livre são os fatores que mais influenciam no modelo proposto. A velocidade de fluxo livre é uma das variáveis importantes de entrada na metodologia HCM para vias urbanas.
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Os tempos de deslocamento efetivo estimados pelo manual HCM são mais baixos com relação aos observados em campo e aos estimados pelo modelo proposto, especialmente para extensões de segmentos mais longos. Encontrou-se, nos gráficos de tempo de deslocamento efetivo por segmento, que ao aumentarem a extensão do segmento os valores de são maiores que os dados pelo manual.
O tempo de percurso é sensível à taxa de velocidade de fluxo livre apresentada no segmento, sendo que o modelo proposto calibra o modelo de estimativa de tempo de deslocamento efetivo do manual HCM.
Os procedimentos do modelo proposto são destinados a melhorar a precisão na estimativa de níveis de serviço operacional das vias de Brasília em função da calibração de tempos de percurso obtidos para estas vias.
A metodologia para a determinação do nível de serviço de uma via urbana do manual HCM 2010 deve ser entendida como uma metodologia que estima os efeitos de tráfego das vias e, com base nestas simulações, calcula indicadores de desempenho das vias. Por esta razão essa metodologia não deve ser utilizada como uma regra para a avaliação das vias, mas deve ser empregada como uma guia de cálculo que deve ser ajustada e modificada para cada tipo de condições.
6.2 – RECOMENDAÇÕES PARA PESQUISAS FUTURAS
O manual determina a VMP em função da velocidade de fluxo livre, parâmetro que foi difícil ser medido em campo por sua complexidade de coleta, dificultando fazer comparações diretas das velocidades pelos dois métodos. Portanto, recomenda-se que ao calibrar o manual sejam utilizados modelos de simulação de tráfego que representem a velocidade dos motoristas, para determinar os parâmetros que aproximem aos reais que influenciam a velocidade e assim poder compará-los com os estimados pelo manual.
Recomenda-se, para estudos futuros, avaliar a precisão do modelo proposto mediante medidas de desempenho obtidas a partir de modelos de simulação de tráfego, incorporando ao modelo proposto, estudos de atrasos que representem as demoras por cruzamentos de pedestres, manobras de estacionamento, e interseções semaforizadas.
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