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5. Analyse

5.2 Identifisering – distansering

5.2.1 Personlig refleksjon

Tecnologia Educacional (TE), Tecnologia da Informação (TI), Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) e Novas Tecnologias de Informação e Comunicação (NTIC), afinal todo esse conjunto de termos, segundo Miranda (2007), advém do termo Tecnologia Educativa ou Tecnologia Educacional, de origem anglo-saxônica com início na década de 40 e posteriormente difundido por Skinner como instrução programada. Não se refere a tecnologias, mas a forma de concepção, desenvolvimento e avaliação da aprendizagem. Advém das teorias da aprendizagem da Psicologia, da Teoria de Sistemas e da Teoria da Comunicação. TIC se refere as Tecnologias da Informática que, associadas às Telecomunicações, tem na Internet e mais especificamente na World Wide Web seu maior significado.

Para Bastos (2010, p. 5) o quadro-negro, giz, flanelógrafo, mimeógrafo, retroprojetor, transparências, televisão, videocassete, CD-ROM e DVD fazem parte do se

pode denominar como  velhas  TIC,  sendo  as  NTIC  “ferramentas  e  processos  eletrônicos  para   acessar, recuperar, guardar, organizar, manipular, produzir, compartilhar e apresentar informações”,   que   utilizam   equipamentos,   programas   informáticos   e   de   telecomunicações,   sendo a principal diferença a condição de interatividade (por exemplo a convergência da TV analógica para a TV digital). A utilização das NTIC requer competências especificas dos docentes (imigrantes digitais) que normalmente são adquiridas por capacitação em serviço, para fazerem uso com seus alunos (nativos digitais).

A Unesco (2008) elaborou um documento, “Padrões de Competência em TIC para Professores – Marco Político”, onde está proposto o desenvolvimento profissional do professor e reforma do ensino, resumido no Quadro 8. Para a Unesco:

As novas tecnologias demandam novos papéis para o professor, novas pedagogias e novas técnicas para o treinamento do docente. A adequada integração das TIC em sala de aula dependerá da habilidade dos professores em estruturar o ambiente de aprendizagem de modo não-tradicional; em fundir a nova tecnologia com a nova pedagogia; em desenvolver turmas socialmente ativas; em incentivar a interação cooperativa, o aprendizado colaborativo e o trabalho em grupo. Para tanto, é necessário desenvolver um conjunto pertinente de habilidades de gestão de sala de aula (UNESCO, 2008, p. 9).

Política e visão Alfabetização em

tecnologia

Aprofundamento do conhecimento

Criação do conhecimento Currículo e avaliação Conhecimento básico Aplicação do

conhecimento

Habilidades do século XXI

Pedagogia Tecnologia integrada Solução de problemas complexos

Autogestão

TIC Ferramentas básicas Ferramentas complexas Ferramentas abrangentes

Organização e

administração

Sala de aula padrão Grupos colaborativos Organizações de aprendizagem

Desenvolvimento profissional do docente

Alfabetização digital Gerência e orientação Professor como aluno- modelo

Fonte: UNESCO, 2008, p. 11.

Quadro 8. Desenvolvimento profissional do professor e reforma do ensino

A consultora IDC Brasil anunciou, em fevereiro de 2012, que o Brasil alcançou o terceiro lugar depois dos Estados Unidos e China, ao comercializar 15,4 milhões de computadores em 2011. Desse montante, segundo o estudo Brazil Quarterly PC Tracker, 55% eram notebooks/netbooks e 45% desktops, sendo que 70% foram adquiridos para uso doméstico e 30% para uso corporativo, incluindo Governo e Educação (IDC, 2012)

Uma tendência, apontada pelos Resultados da 23a Pesquisa Anual Centro de Tecnologia de Informação Aplicada da Escola de Administração de Empresas de São Paulo

da Fundação Getúlio Vargas (FGV-Eaesp-Cia), parece estar pouco a pouco ampliando esse cenário. Constata-se, pela pesquisa de 2012 sobre o mercado brasileiro de Tecnologia de Informação (TI) e uso nas empresas, que existem atualmente 99 milhões de computadores em uso doméstico e corporativo no país, o que representaria o uso de um computador para cada duas pessoas. A pesquisa ainda aponta uma previsão de que em seis anos será atingida a marca de um computador para cada habitante (Fundação Getúlio Vargas [FGV], 2012).

Uma outra pesquisa, realizada pelo Ibope Nielsen Online (2012), vem acrescentar a este contexto novos resultados. O Ibope Nielsen Online, uma joint-venture formada entre o Ibope Media, do Grupo Ibope, e a Nielsen Online chegou à conclusão de que o número de brasileiros conectados a Internet em abril de 2012 já havia alcançado a marca de 82,4 milhões usuários, conforme disposto na Tabela 12. Constata-se que o tempo de uso do computador de março a abril de 2012 (incluindo e excluindo o uso de aplicativos), no trabalho e em domicílios, diminuiu -5,9% e -7,7%, respectivamente. Enquanto que o número de usuários ativos diminuiu -1,7% e de pessoas com acesso estabilizou, ambos no trabalho e domicílios, respectivamente.

Tabela 12 Tempo de uso por pessoa, número de usuários ativos e número de pessoas com acesso

mar/12 abr/12 Variação Tempo de uso do computador (hh:mm:ss) – aplicativos incluídos

Trabalho e domicílios

64:00:59 60:17:44 -5,9% Tempo de uso do computador (hh:mm:ss) – aplicativos excluídos

Trabalho e domicílios

48:31:40 44:47:26 -7,7% Número de usuários ativos (000)

Trabalho e domicílios

49.707 48.885 -1,7% Número de pessoas com acesso (000)

Trabalho e domicílios

66.044 66.044 ---

Número de pessoas com acesso (000) Qualquer ambiente – 4o. Trimestre de 2011

82.422

Fonte: Ibope Nielsen Online. (2012). Acesso em domicílios ou no trabalho: Brasil - março e abril de 2012. Recuperado em 20 junho, 2012, de http://www.ibope.com.br

Por último, apresenta-se a pesquisa feita pela NetSpeed Online Report/Ibope Nielsen Online (2012), em conjunto, que investigou a evolução do número de usuários ativos da Internet por conexão em seus domicílios. Neste estudo nota-se nitidamente uma mudança significativa do perfil de uso no período de fevereiro de 2010 para fevereiro de 2012. Houve um decréscimo no número de usuários ativos de baixa conexão de 128Kb e 512Kb, da ordem de -62% e -37%, respectivamente, e um acréscimo para as taxas de conexão mais altas, características da banda larga (com conexões de 2Mb/8Mb e acima de 8Mb), da ordem de 302% e 332%, respectivamente. Dai concluir-se que os usuários da Internet no Brasil estão

migrando para valores mais alto de conexões, onde as tecnologias de áudio e vídeo são mais demandadas e por isso mais propícias ao aprendizado online (Tabela 13).

Tabela 13 Evolução do número de usuários ativos, por conexão – domicílios

Conexões Fevereiro de 2010 Fevereiro de 2012 Evolução

ativos Usuários ativos (000) Distribuição Usuários ativos (000) Distribuição

Até 128Kb 4.145 14,5% 1,563 4,0% -62% 128Kb – 512Kb 8.235 28,8% 5.152 13,0% -37% 512Kb – 2Mb 12.166 42,5% 17.974 45,0% 47% 2Mb – 8Mb 2.685 9,4% 10.781 27,1% 302% Acima de 8Mb 925 3,2% 3.991 10,0% 332% Não identificado 458 1,6% 370 0,9% -19% Total 28.614 100,0% 39.731 100,0% 40%

Fonte: NetSpeed Online Report/Ibope Nielsen Online. (2012). Acesso em domicílios: Brasil – fevereiro de 2010 e fevereiro de 2012. Recuperado em 20 abril, 2012, de http://www.ibope.com.br

Outra realidade que demonstra por onde caminha a Educação e o Conhecimento, como propõe o Conectivismo. As maiores e mais afamadas universidade americanas e europeias estão simplesmente disponibilizando a maioria dos seus conteúdos do Presencial e cursos online para aqueles participantes do Open Course Ware Consortium (2012). A Fundação Getulio Vargas, através da FGV Online (2012), é uma das instituições brasileiras que está trabalhando junto a este consórcio, oferecendo 40 cursos gratuitos na modalidade de Educação a Distância.

Também vale destacar a repercussão que teve e ainda está tendo a Khan Academy (2012) onde Salman Khan partiu da ideia de disponibilizar gratuitamente suas vídeo aulas gravadas por ele mesmo sobre os mais diversos assuntos. Outras formas de disposição mais utilizadas se faz pelo iTunes U (2012) para os usuários da Apple ou na forma de licença aberta do Creatives Commons (2012), que permite aos alunos fazerem downloads das matérias pela garantia de que o nome do fornecedor seja mantido como fonte.

Os dados apresentados até aqui permitem entender melhor o contexto dos cursos de Administração e apresentam condições de mercado como essas, propícias a expansão da Educação a Distância, levando a crer que existem dados suficientes para essa conclusão.

Não há como não concordar com Gadotti quando ele tão bem explica os preconceitos contra a Educação a Distância. Mas é preciso considerar que, Presencial ou a Distância, afinal tudo é de fato Educação. Essas modalidades, com o auxílio cada vez maior das Tecnologias da Informação e Comunicação, se tornarão tão transparentes e de uso comum pelas instituições, coordenações de cursos, departamentos, cursos, professores e alunos, que a fronteira entre educação a distância e presencial tenderá a ficar cada vez mais tênue e não se

falará mais de modalidades e sim qual a melhor estratégia educacional para que o aluno aprenda determinado conteúdo.