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5. Resultater og analyse

5.1 Er virksomheten en lærende organisasjon?

5.1.1 Personlig mestring- hvilken betydning har det for læring?

De maneira a evitar viés na coleta de dados e, desta forma, prover maior confiabilidade à pesquisa (RICHARDSON et al., 1999, p. 175-176), foram utilizadas duas técnicas de coleta de dados por empresa amostrada: questionário e entrevista.

Esta decisão metodológica configura-se como uma triangulação de métodos de pesquisa. Triangulação é definida como o emprego de diferentes instrumentos e/ou técnicas para alcançar um resultado (PATTON, 2002, cap. 5; TRIVIÑOS, 1987, p. 138-140; JICK, 1979). Seu principal propósito é gerar resultados mais confiáveis através de um pluralismo metodológico (BAUER; GASKELL, 2002, p. 18).

Em adição, como haviam questões de natureza fechada e aberta, optou- se por distribuí-las entre os dois instrumentos idealizados. No questionário, predominaram questões fechadas, enquanto no roteiro de entrevistas, questões abertas.

O questionário (Apêndice II) foi do tipo estruturado e apresentou objetivo principal de coletar informações descritivas sobre o entrevistado e sobre a empresa (FACHIN, 2003, p. 147-148; RICHARDSON et al., 1999, p. 189-190).

Este instrumento está dividido em três partes. A primeira identifica a empresa, bem como busca evidenciar o seu porte em termos de estrutura de TI e de pessoal. A segunda parte qualifica o respondente, indicando sua posição na empresa, seu nível de escolaridade e participação no processo decisório na justificativa dos projetos de TI. A última seção coleta dados quantitativos sobre os investimentos em TI na empresa, provendo informações sobre a relevância dos projetos avaliados.

Quanto ao tipo de pergunta, o instrumento utiliza perguntas fechadas (GIL, 2007, p. 129-130; RICHARDSON et al., 1999, p. 190). As variáveis desejadas nesta etapa são predominantemente nominais e de razão (RICHARDSON et al., 1999, p. 123), o que justifica o uso de questões fechadas por facilitar a coleta,

tabulação e posterior análise. Outros fatores que concorreram para a formação de um questionário com questões fechadas foram a facilitação do preenchimento e a expectativa de menor tempo necessário por parte do respondente (RICHARDSON et

al., 1999, p. 195).

Quanto ao método de aplicação do questionário (RICHARDSON et al., 1999, p. 190), no contato mantido preliminarmente com os executivos, foram dadas duas opções. A primeira foi aplicá-lo pessoalmente antes da realização da entrevista. A segunda foi enviá-lo por correio eletrônico para preenchimento prévio à realização da entrevista.

O questionário foi elaborado no processador de textos MS-Word®, bastante utilizado nas empresas (MEIRELLES, 2006, p. 8), o que deve conferir compatibilidade tecnológica e facilitar seu preenchimento. Ainda como forma de facilitar, o documento foi travado para alteração somente dos locais destinados às respostas, evitando preenchimentos inadequados.

Esta última estratégia de aplicação permite que, no momento da entrevista, perguntas de naturezas descritivas não precisem ser formuladas, restringindo a concentração no assunto principal da pesquisa. Além disso, na oportunidade da entrevista, eventuais dúvidas em relação ao questionário previamente enviado puderam ser dirimidas, sem tomar tempo excessivo do entrevistado.

Outro ponto que concorreu para o uso do questionário, a fim de coletar algumas variáveis, foi otimizar o máximo possível o tempo disponível dos executivos. Experiências de pesquisas anteriores sugerem que o tempo deste nível de executivos é consideravelmente escasso. Portanto, a aplicação prévia do questionário permitiria maior tempo disponível para a entrevista, cujas informações são mais importantes para a pesquisa.

A análise dos dados obtidos com o questionário foi predominantemente através de estatísticas descritivas simples. Não há como ser de forma alternativa, uma vez que o tamanho da amostra e a quantidade de variáveis não permitem uma

análise estatística mais aprofundada ou de natureza multivariada. Para a tabulação e análise, utilizou-se o recurso de planilha eletrônica.

Após o preenchimento e a devolução do questionário, o pesquisador pôde proceder com a realização de entrevistas (GIL, 2007, p. 115; MARCONI; LAKATOS, 2007, p. 197-198). As vantagens dessa técnica de investigação, que contribuíram para sua escolha, são a possibilidade de coletar informações sob os mais variados aspectos, maior nível de profundidade permitido e possibilidade de classificação e quantificação na fase da análise (GIL, 2007, p. 118).

Ressalta-se que, dentre essas vantagens, a mais relevante para a decisão de usar entrevista foi a possibilidade de aprofundamento das questões levantadas (PATTON, 2002, p. 165-166). O processo decisório relacionado à justificativa de investimentos em TI é bastante complexo em sua essência, dependendo de muitas variáveis. Por isso, investigar processos de decisão sujeitos a uma grande variedade de influências através de instrumentos que não permitem um maior aprofundamento provavelmente não conduziria aos objetivos almejados.

O próprio pesquisador conduziu as entrevistas (FACHIN, 2003, p. 141). As justificativas para a aplicação pessoal são a possibilidade do surgimento de dúvidas sobre alguns conceitos solicitados nas respostas, principalmente os ligados a opções reais, e ser um estímulo para a ampliação e aprofundamento das respostas (GIL, 2007, p. 125), tornando as informações mais sólidas.

Também é importante considerar que não é incomum os entrevistados tentarem, por algum motivo, responder de acordo com o que pensam que o entrevistador gostaria de ouvir (BAUER; GASKELL, 2002, p. 21). O momento da entrevista, se bem conduzido e reforçando o compromisso do uso estritamente acadêmico das informações, permite minimizar tal situação.

Em relação a esse ponto, deve-se frisar que as informações solicitadas têm caráter estratégico por envolverem parcelas dos investimentos das empresas em um setor com alto grau de competitividade. Nessa circunstância, o executivo

pode ser forçado a limitar as respostas, omitindo informações valiosas. Sendo assim, pode-se esperar que as respostas não evidenciem completamente a situação real.

Em outros casos, algumas informações podem ser sigilosas, impossibilitando sua divulgação, mesmo para fins não comerciais. Tal situação, certamente, limita a capacidade de coletar todos os dados pertinentes à pesquisa. Em função disto, ao longo de toda abordagem, é fundamental registrar o intuito acadêmico, além de deixar os entrevistados à vontade para responder as perguntas dentro do possível.

O roteiro de entrevista (Apêndice III) foi estruturado e formado por questões abertas (RICHARDSON et al., 1999, p. 208). No entanto, o pesquisador não se furtou do direito de ampliar as perguntas previamente formuladas, sempre que considerou necessárias informações adicionais. Isto, de certa forma, confere à entrevista um caráter não estruturado e permite uma investigação mais aprofundada (TRIVIÑOS, 1987, p. 146).

O roteiro de entrevista foi dividido em quatro seções. A primeira objetiva qualificar o entrevistado, caso este seja diferente do respondente do questionário. A segunda contém questões voltadas para as práticas adotadas na empresa a fim de analisar e justificar os investimentos em TI. A terceira seção contém questões voltadas para identificar características de opções reais nos projetos de TI, permitindo investigar a adequação desse método à avaliação. A última seção aborda os conhecimentos específicos em relação a opções reais e ao seu uso para auxiliar o processo decisório do investimento. Há ainda um espaço para informações adicionais.

Os dados da entrevista foram registrados de forma manual pelo pesquisador em um roteiro de entrevista impresso (GIL, 2007, p. 125-126). A transcrição (RICHARDSON et al., 1999, p. 217-218) se deu imediatamente após a realização da entrevista para evitar o risco de, após um período de tempo considerável, se olvidarem informações relevantes.

Estes dois instrumentos de pesquisa foram parcialmente baseados em uma pesquisa realizada anteriormente em outro setor de atividade (CORREIA NETO; LEITE, 2007). Ainda que os setores investigados sejam diferentes e os objetivos não sejam exatamente iguais entre as pesquisas, os instrumentos da presente utilizaram questões semelhantes às da anterior, pois foram bem sucedidos no atingimento dos seus objetivos.

Com todos os dados coletados a partir das entrevistas, a técnica usada para sua análise foi a análise de conteúdo (GIL, 2007, p. 165-166; VERGARA, 2005, p. 15; RICHARDSON et al., 1999, p. 221; TRIVIÑOS, 1987, p. 158-166). Através dela, objetiva-se extrair do discurso coletado as principais informações e, em seguida, tratá-las de maneira mais objetiva. Com isso, permite-se verificar a freqüência de determinadas variáveis nas respostas obtidas, através de codificação e tabulação (GIL, 2007, p. 170-172).