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2.3 Measures from the youth@hordaland-survey

2.3.1 Parental divorce/separation and family structure Parental divorce (Paper I)

dos activos financeiros e imobiliários, o crescimento e orientação sectorial do endividamento e o comportamento dos bancos. A política monetária de baixas taxas de juro, estimulou a procura de crédito, com uma parte destinada à aquisição daquele tipo de activos. Os grandes clientes industriais dos principais bancos, incluindo os pertencentes aos mesmos Keiretsu, alteraram substancialmente o seu modo de financiamento, adaptando-se a uma conjuntura de valorização do yen face ao dólar e de uma Bolsa em crescimento exponencial; assim recorreram cada vez mais aos mercados financeiros externos, endividando-se na mesma moeda em que era titulada a maior parte das suas exportações – o dólar – e emitindo no exterior obrigações indexadas às acções em alta na Bolsa de Tóquio e recorrendo em larga escala a esta para colocar acções; traduzindo-se o conjunto, numa redução do peso do financiamento bancário no financiamento total das empresas, que passou de 80 para 60%. A redução do peso dos grandes clientes tradicionais, num processo de desintermediação financeira, não se traduziu numa redução do crescimento do crédito concedido pela banca, mas numa reorientação desse crédito; assim os grandes bancos comerciais passaram a concentrar atenções em áreas de maior risco – o imobiliário, o crédito às PME e o crédito às famílias, passando estas duas últimas categorias, que representavam pouco mais de 50% do total de crédito concedido pelos City Banks em 1985, para mais de 70% em 1989. Por sua vez, os grandes bancos, para alargarem as suas clientelas reforçaram as suas ligações a instituições financeiras não bancárias, com destaque para as suas filiais especializadas no crédito imobiliário – as Jusen – que revelaram um grande dinamismo, movido pelo forte investimento nessa área, estimulado pelas baixas taxas de juro; refira-se que as Jusen, que não podiam, por lei, receber depósitos, dependiam totalmente do

crédito bancário; estando habitua em força no imobiliário de escrit contribuindo para uma sobrecapa

Gráfico 6. Composição das

FON

Os bancos, directamente, e p expostos ao sector imobiliário década de 80, 25% do total do instituições bancárias e financ concorrerem em áreas onde tra com maior risco e maior remu com as cooperativas de crédito no financiamento dos Jusen. P sobre os depósitos bancários ( recurso dos próprios bancos certificados de depósito) aume do mercado; por sua vez, a C depósitos dos grandes bancos assim confrontados com um m não repercutir este aumento na risco do crédito que concediam

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ituadas tradicionalmente a financiar o imobiliário ritórios e turístico, muitas vezes em operações esp pacidade no sector que se iria revelar, a posteriori, m

das exportações de capitais do Japão na década d

ONTE: Bank of Japan "Balance of Payments Monthly"

por intermédio do crédito às Jusen, ficaram rio, sendo que os créditos a este sector repres do crédito concedido, em comparação com 10 anceiras de menores dimensões que os City tradicionalmente actuavam, lançaram-se, por s

muneração potencial; foi o que aconteceu com ito e com as cooperativas agrícolas, todos acab . Por seu turno, a desregulamentação progress s (com a maioria a ser já em 1989 fixados pel os aos mercados financeiros (nomeadament mentaram a sensibilidade do passivo bancário

Caixa Financeira Postal veio agravar a press os ao oferecer, em média, taxas mais elevadas. maior custo dos seus recursos, mas tomaram, e nas taxas devedoras (mesmo tendo em conta q

m), com o objectivo de competir pelas partes

io residencial lançaram-se speculativas de alto risco, i, maciça.

a de 80 e inicio de 90

ram assim grandemente resentavam, no final da 10%, nos anos 70. E as

ty Banks, vendo estes a r sua vez, em operações om os bancos regionais, cabando por se envolver essiva das taxas de juro elo mercado) e o maior nte pela colocação de rio à evolução das taxas essão sobre o custo dos as. Os bancos, viram-se , em geral, a decisão de a que tinha aumentado o es de mercado, e devido

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também ao facto da liberalização daquelas taxas ter sido menor do que a que se operou nas taxas dos depósitos. Os bancos responderam à redução dos rendimentos financeiros com um aumento das mais valias na venda de activos financeiros e com a compressão dos gastos de exploração (custos salariais, serviços gratuitos à clientela etc.) e com uma acelerada internacionalização, no caso dos grandes bancos comerciais.

A transformação bancária aumentou de escala, dado que, por um lado os bancos comerciais emprestaram a prazos cada vez mais alargados (dada a maior rendibilidade destes créditos, face aos de mais curto prazo, num contexto de uma política monetária “acomodatícia”) e por outro as maturidades dos recursos reduziram-se, em parte devido ao encurtamento dos prazos nos certificados de depósitos. ão obstante os maiores riscos, associados à reorientação de créditos para novas aplicações e ao aumento da transformação bancária, a maioria dos bancos japoneses prosseguiu a política de criar fracas provisões, possivelmente confiantes na existência de

colaterais aos créditos concedidos, sob a forma de bens imobiliários65. Por sua vez o “boom“

bolsista, com o crescimento ininterrupto dos preços dos activos financeiros, veio abrir três oportunidades aos principais bancos: a) uma, que já se referiu, foi a de permitir compensar a queda dos rendimentos financeiros, com o aumento substancial das mais valias na venda de acções detidas em carteira (em muitos casos, tratava-se de vendas fictícias, seguidas, após a apresentação de contas, pela sua nova aquisição); b) outra foi a de permitir aos bancos aumentar os seus capitais próprios de “Tier 1” recorrendo à emissão de acções, com grandes prémios de emissão; c) e por último, e graças às disposições da lei japonesa, parte da valorização das carteiras de títulos (mais valias latentes) era considerada como constituindo fundos próprios dos

bancos, de “Tier 2”66”; em consequência do que os grandes bancos japoneses, em fase acelerada

de internacionalização, não tiveram qualquer dificuldade em cumprir os “ratios” prudenciais definidos pelo Bank of International Settlements (BIS), conhecidos como “ratios” de Cooke. Os bancos japoneses, face à perca parcial dos tradicionais clientes de crédito, envolveram-se eles próprios numa expansão internacional, procurando operações de grande rentabilidade e maior risco, ao mesmo tempo que apoiavam no exterior as operações de financiamento das grandes empresas japonesas. Por sua vez os investidores institucionais japoneses puderam ir mantendo um nível elevado de aquisições dos títulos do tesouro americanos, não obstante o prejuízo associado à desvalorização do dólar, porque em parte foram compensando esses prejuízos com

65 Bens imobiliários considerados por tradição como seguros, dado que, desde a 2ª guerra, e em vagas distintas, o preço

dos terrenos tinha seguido sempre uma tendência para a alta, que se acentuara em paralelo com o “boom” bolsista.

66 Embora o seu montante não pudesse ultrapassar os da ”Tier 1”; mas como estes também cresciam, pelo recurso já

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lucros associados à inflação dos activos patrimoniais no próprio Japão.A inflação dos activos iniciada em 1982 nos EUA, passou assim a ter o seu centro de gravidade mundial no Japão a partir de 1987, e tornou possível a este país manter as suas posições no mercado americano e multiplicar o seu investimento na Europa e na Ásia, sem ter que interromper o seu papel de financiador dos EUA, numa fase em que estes, a seguir a 1987 foram progressivamente reduzindo o nível do seu deficit externo. Devido a estas transformações o Japão tornou-se no maior credor mundial e desempenhou, na 2ª metade dos anos 80, um papel fundamental de intermediação financeira à escala mundial, obtendo empréstimos a curto prazo e investindo a longo prazo. Durante esse período e em vários anos, o défice das operações de capital a longo prazo ultrapassou o excedente na balança de transacções correntes, com as entradas de capitais a curto prazo financiando o deficit da balança de base. Para se ter uma ideia da dimensão deste processo recorde-se que, em 1987, o Japão, só por si, forneceu mais de 80% das exportações de capital a longo prazo - investimento directo e de carteira - registadas na economia mundial. Mas ao mesmo tempo que o Japão desempenhava esta função na circulação internacional de capitais, internamente acumulavam-se os factores que viriam a causar na década de 90 gravíssimos problemas no sistema bancário japonês, que tiveram a sua origem no período da “bolha especulativa” do imobiliário e da bolsa, em que bancos e caixas de crédito emprestaram triliões de yens a promotores imobiliários, empresas de construção e a outras empresas que os investiram em bens fundiários e em projectos imobiliários.

11.3.3. A Reacção das Grandes Empresas Exportadoras – a "Corrida á Internacionalização" -Como já referimos a inflação dos activos patrimoniais, num contexto de

liberalização externa e interna do sistema financeiro, desempenhou um papel fundamental na adaptação da economia japonesa ao choque que representou a valorização do yen face à moeda dos EUA, principal mercado das exportações japonesas. A resposta do Japão traduziu-se num vasto processo de internacionalização da indústria e, nomeadamente, das grandes empresas dos seus pólos de especialização internacional. Assim as empresas exportadoras japonesas preferiram conservar as partes de mercado nos EUA, mesmo que tal envolvesse uma redução nas margens de lucro, a curto prazo. Iniciaram em paralelo um processo de deslocalização da base produtiva que as tornasse, a prazo, menos vulneráveis às barreiras, quer comerciais, quer à taxa de câmbio yen/dólar, processo que envolveu a criação ou ampliação de instalações fabris nos EUA (não só dos fabricantes de produtos finais, como dos produtores de componentes) e nalguns países europeus (nomeadamente no Reino Unido e Holanda), bem como um forte investimento em

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países asiáticos, tradicionalmente pertencentes à zona dólar, para daí abastecer os EUA. Esta redução voluntária na margem das vendas em dólares, levou as empresas japonesas a duas outras actuações: envolveram-se na especulação com activos patrimoniais, para nesse processo compensarem a redução dos lucros de exploração; e passaram a endividar-se no mercado internacional em dólares, recorrendo nomeadamente à emissão de obrigações convertíveis ou associadas a acções, o que tornou possível obter custos muito reduzidos de financiamento, devido à alta contínua dessas acções na Bolsa de Tóquio. A conjugação de baixo custo do capital com o aumento dos recursos gerados internamente permitiu às empresas japonesas, não só lançarem-se no investimento externo, como realizarem um investimento interno maciço na redução dos custos de fabrico, no encurtamento do tempo de lançamento de novos produtos, na redução dos custos com capital circulante e na diversificação para sectores e segmentos mais exigentes em tecnologia. A partir do levantamento dos controlos de capitais é que se colocou na ordem do dia a transformação das grandes empresas exportadoras do Japão, nos sectores em que se focalizaram, em verdadeiras empresas transnacionais, com bases de produção e de I&D fora do Japão. Esta transformação foi acelerada com o “choque cambial” de 1985 causando uma mudança na dinâmica de funcionamento da economia japonesa. Assim, entre 1981 e 1995 as empresas transnacionais do Japão investiram em filiais no exterior do Japão mais de 470 biliões de dólares (a preços correntes de 2000) o que representou uma quadruplicação de valor em termos reais no stock de investimento estrangeiro, com um crescimento médio anual do investimento directo do Japão no exterior nesse período de 22% ao ano. Esta transformação teve duas consequências interligadas: a) as exportações de produtos finais a partir do Japão, em vários destes sectores – automóvel ou electrónica, por exemplo - reduziram-se em favor das vendas realizadas pelas filiais no estrangeiro, b) as empresas transnacionais do Japão organizaram cadeias de abastecimento global em que, para além das tradicionais fornecedores japoneses, integraram outros e em que as PME`s tiveram mais dificuldades em acompanhar a internacionalização dos seus tradicionais clientes. Este movimento deu origem a discussões sobre o “hollowing out “ da economia japonesa, enquanto economia industrial exportadora. Por outro lado, com a internacionalização das grandes empresas exportadoras que se seguiu ao levantamento das restrições aos movimentos de capitais e ao choque cambial de 1985, com o aumento do auto financiamento e com o recurso aos mercados de capitais não só essas grandes empresas ganharam maior autonomia face ao MITI, como várias delas ou conseguiram crescer fora dos tradicionais Keiretsu, (vd SONY ou MATSUSHITA ou HONDA) ou, permanecendo neles tornaram-se pólos com dinâmica mais independente desses grupos patrimoniais (vd

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TOYOTA). O processo de liberalização significou assim que as grandes empresas japonesas passaram a ter a possibilidade de prosseguir os seus interesses estratégicos, libertas dos constrangimentos do Estado”.

Quadro 1 Principais Empresas Multinacionais Japonesas de Base Industrial (Classificadas por ordem de activos no exterior -Valores em billions of dolars em 1999) (*)

EMPRESA SECTOR ACTIVOS NO EXTERIOR TOTAL DE ACTIVOS VENDAS NO EXTERIOR VENDAS TOTAIS RANKING MUNDIAL NO SECTOR, P/ACTIVOS NO EXTERIOR TOYOTA Automóvel 41,8 105 50,4 88,5 3 NISSAN Automóvel 26,5 57,6 27,8 49,7 7

SONY CORP Electrónica ……… 48,2 40,3 51,1 2

MITSUBISHI CORP Vários 21,9 67,1 41,5 120,4 1

HONDA MOTOR Automóvel 21,5 36,5 31,5 45,4 8

MATSUSHITA