4.2 Interpretation of findings
4.2.3 Mental health and health complaints in joint physical custody Adolescents living in joint physical custody (JPC) displayed lower levels of general
O custo económico e em vidas humanas do prosseguimento das operações militares no Afeganistão, bem como o isolamento internacional incompatível com os objectivos da nova política externa soviética, contribuíram para que Gorbachev iniciasse uma nova abordagem que evitasse o prolongamento do esforço de guerra por tempo indeterminado, passando a definir a neutralidade do Afeganistão como o objectivo estratégico da URSS. Como o crescente apoio externo à oposição contrastava com a fragilidade do governo de Cabul, obrigando a URSS a manter no terreno mais de 100 000 homens, os soviéticos começaram em 1987 por procurar dar maior solidez ao governo afegão pró soviético substituindo na liderança do partido comunista do Afeganistão (PDPA) Barbak Karmal por Mohammad Najibullah que, de acordo com a orientação geral traçada por Gorbachev para a politica externa da URSS, passou a promover a reconciliação nacional e decretou um cessar-fogo e uma amnistia, promulgando uma nova constituição em que reconhecia os princípios islâmicos e aceitava o pluri partidarismo. Simultaneamente, começaram a surgir os primeiros sinais de abertura da URSS nas conversações de paz de Genebra, realizadas sob o signo da ONU para promover o entendimento entre o Paquistão e o Afeganistão, procurando pôr fim à ingerência externa que sustentava a guerra civil
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e impedia o regresso dos refugiados. Em Fevereiro de 1988 Gorbachev foi mais longe e anuncia o inicio da retirada das tropas soviéticas, tornando possível em Fevereiro de 1989 a assinatura de um acordo aceitável por todas as partes, e em que as duas superpotências se comprometiam a cessar as interferências no Afeganistão. Mas a retirada soviética não impediu a continuação da guerra. A impossibilidade de constituir um governo de coligação nacional, integrando sectores do governo que, implicou a continuação do apoio dos EUA, Arábia Saudita e Paquistão aos
mujahidin, impossibilitando a concretização dos acordos de Genebra. Os EUA, estando convictos da eminente queda do governo de M.Najibullah, procuraram assegurar de imediato a libertação de Jalalabad, uma cidade estrategicamente situada entre Peshawar e Cabul, que serviria de base ao avanço dos rebeldes sobre a capital para vir a nomear um governo interino que seria reconhecido pelos norte-americanos. A incapacidade dos mujahidin em concretizar esta ofensiva e as tentativas de reconciliação nacional de Najibullah adiaram por mais tempo a clarificação da situação no Afeganistão, mantendo-se os EUA empenhados na derrota final do governo pró soviético,
13. 8 O Fim da Guerra Iraque - Irão: os EUA como "Gendarme" do Golfo Pérsico
Em 1986, na 5ª fase da guerra Iraque-Irão os iranianos haviam conquistado a Península de Fao e pareciam em condições de avançar para a conquista da segunda grande cidade do Pais - Bassorá - a "capital" do sul xiita - e realizar o objectivo de guerra de desintegração do Iraque.Mas os iranianos não contaram com dois factos: os pântanos que os separavam de Bassorá e dificultaram o seu avanço por terra e o rearmamento "a crédito" que o Iraque conseguira com armas francesas e russas, com destaque para a aviação e aos mísseis. Começou então uma nova fase da guerra que marcou também, e pela primeira vez, a sua internacionalização, envolvendo não só os países árabes do Golfo como as super potências. Em 1987 o Iraque inicia uma campanha sistemática de ataques aéreos contra navios que se dirigiam ou que partiam dos portos do Irão, ao que este respondeu com ataques aos petroleiros que transportavam petróleo dos Estados árabes do Golfo e, em particular do Kuwait -que passara a apoiar o Iraque a seguir ao avanço iraniano para Fao - e cujo território fora também atingido por ataques de mísseis iranianos. O Kuwait tomara a iniciativa em Novembro de 1986 de solicitar aos EUA protecção para a sua navegação. Mas, por precaução, fez igual diligencia junto da URSS.O receio de uma presença soviética no Golfo levou a Administração Reagan em Março de 1987 a oferecer-se para colocar todos os navios do
Kuwait sob bandeira dosEUA, assegurando a sua escolta naval, mas na condição de ser a única a
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se dirigissem ao Kuwait. Nos meses que e seguiram os aliados europeus dos EUA passaram a estar também envolvidos em escoltas navais para proteger a liberdade de navegação no Golfo, enquanto o Japão se ofereceu para aumentar sua comparticipação nos custos das forças americanas estacionadas no seu território como forma de compensar os EUA pelos custos das operações no Golfo. Estavam assim reunidas as condições para um afrontamento directo dos EUA ao Irão, se este decidisse continuar com os ataques à navegação no Golfo. Na Primavera de 1998 o Iraque passou a recorrer em larga escala ao uso de armas químicas nos seus ataques ás forças iranianas e passou a surgir como o possível vencedor. Em Julho de 1998 chegou a pensar- se que chegara o momento de uma confrontação EUA- Irão quando no meio de uma troca de tiros com a marinha iraniana um destroyer dos EUA abateu um avião civil iraniano com passageiros a bordo, no que foi entendido pela liderança do Irão como um possível sinal de que os EUA se preparavam para um confronto directo com o regime iraniano com o objectivo de o derrotar e o fazer colapsar. Foi neste contexto que se agudizam as divergências no seio do poder na República islâmica do Irão com um sector liderado pelo Presidente do Parlamento e comandante das Forças Armadas, Rafsanjani, a defender a aceitação do fim das hostilidades,
enquanto o líder dos Guardas Revolucionários considerava imperativo prosseguir na guerra80.
Finalmente Khomeini aceitou em 1988 o cessar-fogo, sem que tivesse atingido nenhum dos objectivos da guerra, mas tendo conseguido evitar um confronto directo com os EUA no Golfo e a queda do regime que poderia resultar desse confronto. Por sua vez os EUA tinham mantido a URSS - muito enfraquecida - fora do Golfo e haviam aproveitado os meses finais da guerra para se afirmarem como os verdadeiros gendarmes do Golfo Pérsico face a um Irão revolucionário mas exausto. Imediatamente a seguir ao fim da guerra Iraque Irão, a Arábia Saudita interveio decisivamente para por fim à instabilidade no Líbano convocando para Taif uma Conferência Nacional que consagrando influência dominante da Síria, redefiniu regras de funcionamento para o sistema politico. Ao proceder à consolidação da influência da Síria, a Arábia Saudita estava a apoiar o principal adversário do regime de Saddam Hussein no mundo árabe, aquele que se colocara ao lado do irão ao longo da guerra que agora terminara.
80 Recorde-se que Rafsanjani tinha sido o elemento de topo na hierarquia da República Islâmica a abrir um diálogo
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