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Oversigt over samtlige projekter, der har opnået bevilling

Gennem Arbeidslivsprogrammet er der lavet en større investering i ny viden om arbejdslivet. Det er her ganske naturligt at spørge, hvor produktiv

Bilag 1 Oversigt over samtlige projekter, der har opnået bevilling

O ataque, muito freqüentemente é feito na ocasião da avaliação de desempenho: Meu chefe não tem o menor conhecimento do meu trabalho, mas

é a pessoa que me avalia14

Ele é um cara ruim. Tá sempre no meu pé, mas eu não deixo, não. Você vê, ele está louco para me tirar da empresa, para sair comigo de lá. Me cobra coisas que não são da minha responsabilidade. E eu respondo: “Isso não é comigo, não. É responsabilidade tua! Você é que não cuidou direito! Não fez isso, isso e aquilo. Não zelou direito por aquilo outro! Não vem pra cima de mim, não!”.

Aqueles três acidentes, veio pra mim dizendo que foi “culpa” minha. Que culpa, que nada! Eu sou muito competente e capaz no meu trabalho e ele nem estava por perto; quer que eu assuma culpa que não me cabe?!

O que eu recebo é salário alto. Por isso é que ele quer me pôr pra fora. Todos os mais velhos têm salário maior. Ora, foi conquistado! Então, vamos

14 G.A., 58 anos, Técnico de Segurança, – Trecho de Depoimento (“Meu Chefe não tem o menor

ser penalizados? Nos dissídios é isso. Eles não escrevem que vão espirrar com os mais velhos. Eles dizem “salários mais altos”, mas não é isso, não. Porque, depois... Depois eles pagam caro por botar os experientes para fora. Todos pagam. Os cidadãos pagam. O país paga.

Meu gerente cobra que eu tenho que trabalhar mais, porque ganho mais que os outros. Isso é absurdo, porque cada um tem que dar o máximo de si no patamar em que se encontra. Não é que um trabalha mais que o outro. É que sabe mais que o outro independente do salário.

Na avaliação não leva em conta o saber, ele leva em conta... Não sei o que ele leva em conta. Mas eu digo: Não quer me pagar mais? Tá bom, não paga. Eu não trabalho só por dinheiro, eu trabalho por prazer, eu gosto do que eu faço. Então, não venha desmerecer o meu trabalho, me fazer picuinha, porque eu não aceito. Falo mesmo. Não quer me dar o bônus, não dá. Mas não vai me tratar mal, não.

Então, é isso. Veio lá, falou que eu precisava ser mais criativo no meu trabalho. Subi a serra! Criativo, eu?! Pois eu tinha acabado de chegar de um congresso, onde eu tinha apresentado um projeto meu, que eu vou às escolas falar de pipas. Mostro os equipamentos de segurança, deixo as crianças vestir as luvas, botas, capacetes. Elas adoram e com isso vão aprendendo. Nas escolas onde eu passo, eu fico horas falando de segurança e mostrando. Daí pra frente não tem mais criança empinando pipa nas ruas, invadindo sub-estação. Meu trabalho foi adotado por outras empresas, por que eu passei. Meu chefe foi lá? Não sabia o que eu faço? Não. Então eu é que preciso ser mais criativo?!

Os trabalhadores atacados podem reagir de várias formas: ficando silentes e passivos, fazendo de conta que não perceberam o ataque, revidando à altura, se queixando para os superiores, se esquivando do contato frente a frente, adoecendo, dentre outras. A maioria das pessoas que entrevistei e a quem ouvi em seus relatos espontâneos mostrou preferência pelas seguintes formas:

a) Se fazendo de morto; b) Rebatendo à altura

c) Buscando se defender por meio de outras autoridades, acima do agressor

d) Se consumindo por dentro e adoecendo .

Uma das reações, fortemente presente e reconhecida, é a Autodestrutiva. Por não dispor de dados estatísticos, não faço qualquer menção nem estimativa a esse respeito, mas é sabido que inúmeros são aqueles que, ao se aproximar dos tempos de sua aposentadoria se sentem muito ansiosos. Sabe-se, também, que a alta ansiedade é disparadora de condutas obsessivo-compulsivas, ligadas ao maior consumo de álcool e de medicação, nem sempre sob boa orientação e supervisão médica.

Dá-se, então, que quadros de alcoolismo tendem a se agravar nesta fase, pré e pós e, pior, o número de óbitos em até três anos após a cessação do contrato de trabalho é alarmante. Não disponho de dados estatísticos a esse respeito, embora eu tenha pesquisado exaustivamente. Mas aqueles que trabalham na área de benefícios das fundações de seguridade, com quem tenho relacionamento profissional e pessoal, têm-me assegurado esse fenômeno, de norte a sul desse nosso imenso país.

Em razão dos inúmeros depoimentos a que tive acesso, também afirmo que

as formas: Passiva e Autodestrutiva têm sido aquelas preferencialmente

utilizadas pelo público de pré-aposentados com os quais tenho tido diálogo nas empresas. Também se sabe alguma coisa através do diálogo com os familiares daqueles que estão próximos a se aposentar ou já estão aposentados mas ainda não se desligaram do trabalho na empresa. As pessoas sabem das duas maiores dificuldades que a vítima enfrenta: uma, de se recolocar no mercado, continuar trabalhando e ganhando aquilo de que necessitam; no outro extremo, como segunda dificuldade, ficar em casa fazendo nada, perder os amigos, sua segunda família. Nesse caso, as famílias denominam essa estratégia de esperar a morte chegar.

Pior ainda: muitas das vítimas passam mal e não contam ao cônjuge nem aos filhos o que se passa na sua vida profissional. Por sentirem-se muito humilhadas, as vítimas preferem viver sozinhas, a vergonha e o amargor a que estão sendo sujeitas no dia-a-dia. Trazem para o lar somente os efeitos daquilo pelo que estão passando, mas não se abrem. Isso faz com que também o cônjuge e os filhos também briguem com o pai, que traz para casa toda a sua zanga, mas dirige-a para si ou para alvos errados. Então, seu padecimento é duplo: sofrem na empresa por não falar e, em casa, pelas brigas sem sentido, que armam contra aqueles que não merecem. Acabam, então, por cometer assédio familiar, como se numa tentativa desastrosa de se auto-recuperar.

Ao voltar para o lar, poucas atividades consideradas dignas os esperam. Os mais velhos se auto-denominam: doente, vô-torista, jáqui (aquele que está por aí,

largado sem fazer nada, disponível, portanto, para qualquer serviço ou, então,

passar a ser visto como alguém que não serve para nada), estafeta. Utilizam-se de metáforas muito características e peculiares para definir esse seu saber sobre os altos riscos a que estão e estiveram expostos: fila do abatedouro, corredor da morte,

traste, macróbio, já era, Javali (já vali muito). São todas expressões de demérito

que, se utilizadas por eles e em seu próprio meio, fazem-nos rir; se empregadas por outros, causam-lhes profunda dor moral.

Socialmente falando e altamente condizente com a teoria dos papéis sociais, formas mais freqüentemente utilizadas, afetas à área da psicologia, dizem respeito às adaptações neuróticas, especialmente quadros disfuncionais agudos e/ou agravamento de quadros crônicos de hipocondria, que produzem números alarmantes de pacientes mais velhos. São pacientes poliqueixosos e dependentes emocionais, que em geral fazem uso abusivo ou inadequado de medicação, especialmente para a dor, além de semi-dependentes físicos, que se tornam filhos

de seus filhos. É a chamada carreira de doente. Ainda prevalece a visão de deficit

do envelhecimento e a onda do momento é rir de si próprio, dizendo-se atacado ou abduzido pelo alemão: Alzheimer, tão logo alguém se perceba estar apresentando disfunções e perdas na esfera cognitiva, especialmente de atenção e conseqüente falta de memória, de curto e médio prazos.