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4. Analyse av datamateriale

4.1 Opplevd kompetansemobilisering

A construção do modelo de dinâmica de sistemas para avaliação das opções estratégicas enfrenta o desafio de refletir as relações sistêmicas que explicam o comportamento das variáveis do sistema. Para tanto, é fundamental que o conhecimento tácito presente na empresa seja traduzido em regras, matemáticas ou qualitativas, que possam ser incorporadas ao modelo. Essa explicitação se inicia pela elaboração do modelo conceitual e, a partir daí, as regras de negócio e os dados necessários são identificados.

Para a construção do modelo conceitual, utilizou-se como ferramenta básica o digrama de blocos. Detalhamentos, quando necessário, fizeram uso de rich pictures. O primeiro diagrama de blocos desenvolvido buscou dar uma visão geral do modelo, explicitando suas fronteiras e as macrorrelações do mercado. Conforme ilustra a Figura 41, há quatro grandes áreas no modelo. A primeira, em azul, representa os elementos do mercado siderúrgico, que se liga à demanda de minério, que considera, também, os novos usos. A partir da demanda de minério, desdobram-se duas áreas: a área verde representa os elementos e as relações do mercado de finos, enquanto a área laranja representa o mercado de pelotas.

Figura 41 – Modelo Conceitual – Visão Geral

Fonte: Documentos da Empresa (2015)

Cada um dos elementos foi posteriormente detalhado a fim de identificar as regras de negócio e os dados necessários. Como exemplo, apresenta-se, na Figura 42, o detalhamento da modelagem da demanda de aço. Definiu-se, em princípio, que o mercado consumidor siderúrgico seria segregado em regiões, e que cada região seria segmentada em setores. Para modelagem do crescimento da demanda, foram propostas 4 opções. As opções A e B seriam utilizadas juntas, sendo que a primeira modela o crescimento do setor a partir de uma taxa de crescimento e a segunda modela a participação de aço no setor. Por sua vez, as opções C e D desconsideram a questão do setor e tratam a região como uma unidade. Nesse caso, a demanda da região poderia ser modelada por uma taxa de crescimento, por variáveis explicativas a partir de uma equação estimadora obtida por meio de análise de regressão ou por proposição de especialistas, no caso de não se obter uma equação estimadora adequada.

Figura 42 – Modelo Conceitual – Detalhe Demanda de Aço

Fonte: Documentos da Empresa (2015)

Durante o processo de validação com o grupo consultivo, foi definido tratar a demanda de aço de maneira agregada por regiões. Optou-se, ainda, por utilizar informações especializadas de publicações do setor sobre projeção de demanda de aço. Foi considerado que não havia conhecimento interno suficiente para tratar as informações em nível setorial e que seria mais adequado considerar a variável como exógena, fazendo-a variar em função dos cenários. No entanto, foi solicitado que o modelo de dinâmica de sistemas fosse construído prevendo a possibilidade de, no futuro, calcular a demanda com base no crescimento dos setores e na participação do aço.

Durante a modelagem conceitual dos mercados siderúrgicos e de minério de ferro, foram identificadas algumas regras de negócio a serem detalhadas, bem como os dados de entrada a serem coletados. Como exemplo, cita-se o aumento de capacidade de siderurgias e de outros players da mineração. Inicialmente, foi necessário definir os players que seriam modelados individualmente e os que seriam agrupados em uma categoria chamada “outros”. Para cada um deles foi coletada a informação da capacidade atual bem como a de projetos de expansão anunciados ou em execução. Para cada projeto foi definida uma probabilidade de execução inicial e um intervalo de tempo em que a opção poderia ser exercida. Essa

probabilidade é ajustada a cada ano de acordo com a taxa de utilização da capacidade instalada.

A modelagem conceitual também detalhou o escopo das atividades da empresa a serem consideradas e sua relação com o modelo geral anteriormente apresentado. Como exemplo, a Figura 43 apresenta o digrama de blocos da produção da empresa. Durante a modelagem, houve indicação do impacto das opções estratégicas. Observou-se, pois, que a capacidade de produção de finos e de pelotas da empresa seria impactada pelas opções estratégicas de maximização de ativos, expansão, aquisição de pelotizadora e ampliação da produção de finos.

Figura 43 – Modelo Conceitual – Detalhe Produção da Empresa

Fonte: Documentos da Empresa (2015)

Ao longo da modelagem conceitual também foram identificadas as regras de negócio que deveriam ser detalhadas para o modelo de dinâmica de sistemas. Por exemplo, essa parte do modelo suscitou a necessidade de duas regras de negócio. A primeira diz respeito às compensações dos gaps, de modo que, caso a demanda de finos seja superior à oferta de finos, a quantidade faltante será suprida por pelota. Essa compensação é feita pelo conteúdo

metálico. A segunda trata do atendimento à demanda pelos diversos players; caso a demanda seja maior do que a oferta, cada player produzirá e venderá o máximo de sua capacidade. Porém, se a demanda for menor do que a oferta, a produção de cada player deverá ser ajustada. Como regra de distribuição da demanda entre os players, ficou decidido que seria considerado o custo de acesso ao mercado. Isso significa que para cada região seria calculado o custo de acesso de cada player, somando-se o custo de operação ao custo de frete.

Da mesma forma, a modelagem conceitual também considerou os limitantes identificados na estrutura sistêmica e no planejamento de cenários. A Figura 44 ilustra a modelagem de como a reserva de minério pode limitar a produção da empresa. Novamente identificou-se a necessidade de explicitar uma regra de negócios, no caso, como a redução da vida útil da reserva impacta na relação estéril-minério que, por sua vez, repercute no custo de operação.

Figura 44 – Modelo Conceitual – Detalhe Limitante Reserva

Fonte: Documentos da Empresa (2015)

Na sequência, a modelagem conceitual discutiu como os eixos de cenário seriam representados. O eixo de demanda de aço havia sido discutido quando da modelagem do setor siderúrgico. Para o eixo de posição competitiva, foram definidos três fatores: taxa crescimento custo fixo, taxa crescimento custo variável e taxa crescimento custo de frete. Para o eixo de participação da pelota na carga metálica, foi necessário explicitar mais uma regra de negócio. A partir do conhecimento dos especialistas do grupo executivo foi desenvolvida uma heurística, ilustrada na Figura 45, posteriormente validada e incorporada ao modelo.

Figura 45 – Exemplo de Regra de Negócio – Participação dos Minérios na Carga Metálica

Fonte: Documentos da Empresa (2015)

Para usar a heurística, foi preciso definir os valores de participação máxima e mínima de cada tipo de minério, o que foi feito com base em históricos. Para os cenários, foi definido que esses limites seriam alterados a fim de refletir a maior ou menor participação da pelota.

Finalmente, foi feita a modelagem conceitual de cada uma das opções estratégicas, buscando evidenciar os impactos sobre os demais módulos construídos. A Figura 46 apresenta a modelagem conceitual da opção estratégica de operação de estéril.

Figura 46 – Exemplo de Modelagem Conceitual de Opção Estratégica – Operação de Estéril

Fonte: Documentos da Empresa (2015)

Como pode ser visto, a operação de estéril demanda um investimento inicial a fim de gerar uma receita com a venda do material ao mercado. Essa operação reduz os custos de disposição de estéril, embora incorra em um custo de operação. Também foi possível verificar que há um benefício adicional pela não necessidade de investimento em novas estruturas de disposição de estéril. No entanto, o volume de estéril destinado ao mercado aumenta a oferta de finos, o que pode influenciar no preço e impactar na participação dos tipos de minério na carga metálica.

Essas relações foram formalizadas em uma nova estrutura sistêmica, representada na Figura 47. Nela, a área em cinza representa as variáveis originalmente consideradas para o cálculo do retorno do investimento. A área verde acrescenta os efeitos sobre a disposição de estéril, enquanto a área amarela explicita os efeitos sobre a dinâmica d e oferta e preço de finos. A área púrpura apresenta as relações que envolvem a demanda global de pelotas.

Figura 47 – Relações Sistêmicas Derivadas de Opção Estratégica – Operação de Estéril

Fonte: Documentos da Empresa (2015)

As relações secundárias identificadas durante a modelagem conceitual complementam o entendimento sistêmico realizado na primeira etapa do método, mostrando que as etapas do método não são estanques como previsto na sua concepção. Permitem também evidenciar, ainda que qualitativamente, que a forma tradicional de avaliação de uma opção estratégica tende a ser incompleta e que uma visão sistêmica e dinâmica pode contribuir para uma melhor avaliação dos impactos de uma opção estratégica. O modelo de dinâmica de sistemas descrito na próxima seção sistematiza todo o aprendizado obtido e explicitado até então, a fim de proceder à avaliação das opções estratégicas.