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3. Metode og metodiske valg

3.4 Datainnsamling

3.4.2 Vern av informanter

A aplicação do método proposto para a avaliação sistêmica e dinâmica de opções estratégicas requer algumas características da organização. Esta seção propõe discutir esses requisitos e apontar alternativas para minimizar os impactos quando esses requisitos não estão presentes.

O primeiro grupo de requisitos diz respeito ao mercado em que a organização está inserido. O método foi concebido para organizações que operam em ambientes de oligopólio, em que existe um número reduzido de players, sendo que a ação de cada um deles tem

impacto significativo sobre o mercado como um todo. Também é importante que o produto tenha características de commodity, isto é, que o aspecto principal seja a padronização e não a diferenciação (JANK; NAKAHODO, 2006), o que faz com que os clientes possam facilmente migrar de um fornecedor para outro. O produto pode, ainda, ser mercadoria em estado bruto ou produto primário de importância comercial, mas não é preciso que seja restrito a essas características. (SANDRONI, 2001).

O segundo grupo de requisitos aborda os conhecimentos e habilidades, relacionados ao método, que devem estar presentes na equipe de trabalho. Para tanto, sugere-se a divisão dos integrantes em três grupos: condutor, consultivo e executivo.

O grupo condutor é a equipe responsável pela condução das reuniões, visando à correta aplicação do método. Cabe à equipe: i) a elaboração e divulgação do cronograma de trabalho; ii) o planejamento das reuniões; iii) a pesquisa e disponibilização de materiais que subsidiem o andamento do trabalho; iv) a condução das reuniões; v) o registro e a distribuição das deliberações das reuniões; e vi) a execução das atividades definidas nas reuniões. Dentre essas atividades, destaca-se a construção do modelo de dinâmica de sistemas. Idealmente, a equipe deve ser formada por três pesquisadores que assumam os seguintes papéis definidos por Moreira (2005): i) n1 ou guardião do método; ii) n2 ou verbalizador; e iii) n3 ou gestor do conhecimento. No entanto, outros integrantes podem fazer parte do grupo. Os que assumem os papéis de n1 e n2 devem ter sólidos conhecimentos e experiência na aplicação do método de Pensamento Sistêmico e Planejamento de Cenários. Um dos integrantes deve ser especialista em modelagem de dinâmica de sistemas e alguém deve ter conhecimentos básicos de estatística para suportar os cálculos necessários.

O grupo consultivo deve ser formado pela alta administração da empresa. Esse grupo é o principal cliente do método como um todo e do modelo de avaliação em específico. De acordo com Sterman (2000), o cliente é o afetado pelo problema, e seu comportamento deve ser alterado para que o problema seja resolvido. É o grupo consultivo que, ao final, toma as decisões estratégicas da empresa, com ou sem o auxílio de uma ferramenta de apoio à decisão. O conhecimento tácito dos componentes desse grupo é fundamental para a construção do modelo. Também é primordial que o grupo tenha confiança no modelo desenvolvido, caso contrário, ele não será utilizado. As funções do grupo consultivo incluem: i) definir as decisões estratégicas a serem modeladas; ii) definir os cenários nos quais as decisões serão avaliadas; iii) validar as decisões tomadas pelos grupos consultivo e executivo; iv) cobrar para que as atividades sejam realizadas de acordo com o planejamento; e v) validar os produtos resultantes.

Por fim, o grupo executivo deve ser formado por gerentes de áreas-chave, como Marketing, Planejamento Estratégico e Inteligência de Mercado. Esse grupo tem como função contribuir com o conhecimento tácito, mas sobretudo participar ativamente da construção do modelo. Suas atribuições são: i) a coleta e o fornecimento dos dados necessários para a construção do modelo; ii) a explicitação das regras de negócio a serem consideradas na construção do modelo; iii) a validação dos resultados produzidos pelo modelo. É importante que seja definido um integrante do grupo executivo para ser ponto focal de contato da organização com o grupo condutor.

A aplicação do método é facilitada quando os participantes dos grupos consultivo e executivo têm conhecimento do método sistêmico. Dessa forma, os conceitos, as técnicas e ferramentas utilizadas, como a linguagem sistêmica, os tipos de arquétipos, os modelos mentais, etc., são de conhecimento dos integrantes, tornando o trabalho mais focado e produtivo. Porém, é possível suprir eventuais lacunas com uma formação prévia à aplicação do método proposto, ou mesmo intercalando momentos de formação a reuniões de trabalho. Essa decisão deve ficar a cargo do n1 e do ponto focal do grupo executivo da empresa.

O terceiro grupo de requisitos contempla os conhecimentos específicos necessários à aplicação do método. Considerando que o método, em geral, e o modelo, em específico, pretendem simular o comportamento do mercado frente ao exercício de opções estratégicas da empresa, o conhecimento profundo do mercado deve estar presente na equipe. Esse conhecimento pode estar concentrado em uma área específica, como a de inteligência de mercado, ou disperso em mais de uma área da empresa. O importante é que se tenha aceso às informações necessárias para a construção do modelo. Dentre as informações necessárias, destaca-se dados sobre os demais players – concorrentes e clientes. É fundamental conhecer aspectos como capacidades e custos de produção, bem como futuros projetos de ampliação que tenham sido anunciados. Outro conhecimento fundamental é o relativo à explicitação das regras de negócio. Porém, não só dados de mercado são necessários. Informações internas da empresa, como capacidade produtiva, composição de custos, bem como possíveis restrições – logísticas, ambientais, etc. – e os respectivos investimentos necessários para saná-las também são importantes para avaliar os impactos das opções estratégicas para a empresa.

Por fim, o último grupo de requisitos diz respeito às questões técnicas, principalmente às vinculadas ao modelo de dinâmica de sistemas propriamente dito. É fundamental a disponibilidade de um software para construção e uso do modelo. Embora estudos estejam sendo feitos no sentido de criar uma linguagem intercambiável para o desenvolvimento de modelos de dinâmica de sistemas (DICKER; ALLEN, 2005; EBERLEIN; CHICHAKLY,

2013), a realidade ainda é a de que a migração de um modelo de um software para outro é uma atividade, no mínimo, trabalhosa. Dessa forma, é altamente recomendável que o modelo seja desenvolvido no mesmo software em que será utilizado. Quanto ao hardware, é importante que haja uma boa capacidade de processamento, uma vez que o número de experimentos a serem simulados tende a ser alto, dependendo da combinação de opções estratégicas e de cenários e das inúmeras replicações necessárias para cada um. Concluído o projeto e desenvolvido o método proposto, o próximo capítulo descreve a aplicação com vias à avaliação do artefato.

5 APLICAÇÃO DO ARTEFATO

Há vários métodos que podem ser utilizados para a avaliação de um artefato. (HEVNER et al., 2004; PRAT; COMYN-WATTIAU; AKOKA, 2015). Nesta pesquisa, optou-se por um método experimental, realizando um experimento controlado em que as características qualitativas do artefato (viabilidade técnica e operacional de gerar os resultados desejados e a facilidade de uso) podem ser avaliadas. (HEVNER et al., 2004; PRAT; COMYN-WATTIAU; AKOKA, 2015). Foi também efetuado um teste funcional, chamado de

black-box, que consiste na execução do método para verificar suas interfaces a fim de

identificar possíveis erros ou defeitos. (HEVNER et al., 2004).

Assim, o presente capítulo descreve o processo de aplicação do artefato com vistas à avaliá-lo. Inicia-se abordando o contexto da pesquisa e apresentando a empresa analisada e o mercado no qual ela se insere. As seções subsequentes descrevem as diversas etapas do método, relatando os resultados parciais da aplicação do método proposto e exemplificando os produtos de cada etapa. O capítulo encerra com a construção do modelo computacional. Os resultados das simulações e as respectivas análises encontram-se no Capítulo 6.