5. Diskusjon
5.3 På hvilken måte opplever den enkelte medarbeider at kollegiale forhold har betydning
A aplicação do método foi a forma definida para avaliar o artefato proposto, qual seja, o método para avaliação sistêmica e dinâmica de opções estratégicas de investimento. Essa avaliação baseou-se nos métodos experimental, de teste funcional e de análise dinâmica propostos por Hevner et al. (2004). A presente seção discute os resultados obtidos de modo a apresentar as respostas ao que se pretendia avaliar.
O experimento controlado, ou seja, a aplicação do método proposto em um caso real, permitiu a avaliação qualitativa do artefato, no sentido de verificar a viabilidade técnica e operacional das etapas propostas e a suficiência das etapas para a geração dos resultados pretendidos. Esperava-se, com o experimento, responder às seguintes questões: i) as etapas do método podem ser seguidas na ordem proposta? ii) as etapas geram os produtos parciais indicados? iii) os produtos servem de input para a etapa subsequente? iv) alguma etapa/atividade foi considerada desnecessária? v) alguma etapa/atividade deveria ser incluída? vi) o método permite produzir os resultados necessários às análises propostas? vii) o método atende os requisitos formulados?
Quanto às etapas propostas, a aplicação seguiu a sequência prevista no método, demonstrando sua viabilidade operacional. No entanto, foi possível perceber que há recursividades em outras partes do método além das previamente identificadas – entre as
etapas 4, 5 e 6. Como exemplo, cita-se que a primeira etapa de conscientização sistêmica não se encerrou com a construção da estrutura sistêmica; durante a modelagem conceitual, utilizou-se novamente da linguagem sistêmica para explicitar conceitos a serem modelados. Também se contatou que a etapa 3, modelagem conceitual, não precisa estar concluída para que seja iniciada a construção da base de dados e a definição das regras de negócio. Na verdade, houve casos em que a definição de uma regra de negócios gerou alteração na modelagem conceitual, e outros em que essa alteração foi gerada pela não disponibilidade de um dado originalmente requerido.
Do ponto de vista dos principais produtos intermediários – estrutura sistêmica, cenários, modelo conceitual, base de dados, regras de negócio e modelo computacional – as atividades previstas foram suficientes para que cada um desses itens fosse entregue ao final de cada etapa, servindo de input para a etapa seguinte. Porém, considerando que existe uma dependência entre as etapas, o que ocorreu foi a entrega de um produto parcial suficientemente completo para que a etapa seguinte pudesse iniciar, ainda que por vezes fosse necessário um refinamento para contemplar novas informações.
Todas as etapas foram seguidas, não se percebendo alguma como desnecessária ou mesmo redundante. Das atividades previstas, a única que não foi realizada formalmente foi a de modelos mentais, porém o método a tinha como facultativa. Mesmo sem um exercício próprio para essa atividade, uma série de modelos mentais foram explicitados e discutidos ao longo das reuniões. Um deles, o modelo mental centrado em mineração, foi, inclusive, considerado como limitante no exercício de cenários. Como etapa a ser inserida no método, sugere-se, com base nos resultados obtidos na seção 6.5, que a avaliação das incertezas críticas ocorra entre a conclusão da modelagem computacional e a avaliação das opções estratégicas. Em função dessa percepção, propõe-se, na Figura 60, um novo sequenciamento das etapas do método.
Uma primeira alteração foi a explicitação das relações de interdependência entre as atividades. Por exemplo, embora a Etapa 1 “Entendimento Sistêmico” continue precedendo a Etapa 2 “Cenários”, evidencia-se que há uma interação entre elas. A segunda alteração é representada pela área amarela, que agrega as etapas de modelagem conceitual, de preparação das bases de dados e de explicitação das regras de negócio, mostrando que elas ocorrem de maneira simultânea, embora iniciem pela modelagem conceitual. Uma terceira alteração é a explicitação de que, durante a execução dessas 3 etapas, pode haver a necessidade de se detalhar sistemicamente algum subsistema que esteja sendo discutido. Na sequência dessas etapas, segue-se a etapa de modelagem de dinâmica de sistemas, podendo ser necessários
novos dados, novas regras de negócio ou ainda revisão da modelagem conceitual. Não houve alterações nas etapas 7 e 8, que tratam dos dados de saída e da integração da base de dados com o modelo. A avaliação das incertezas críticas foi inserida como uma etapa do método. Quando os resultados não são satisfatórios, pode-se retornar à etapa de modelagem conceitual para redefinir parâmetros ou à etapa de cenários para escolher outra incerteza crítica. Assim, somente após a validação das incertezas críticas selecionadas deve ser realizada a etapa de avaliação das opções estratégicas.
Figura 60 – Redesenho das Etapas do Modelo de Avaliação Sistêmica e Dinâmica de Opções Estratégicas
Fonte: Elaborado pela autora
Quanto aos resultados gerados pelo método, eles foram suficientes para permitir a realização das análises previstas a fim de subsidiar a tomada de decisão. Além das análises originalmente previstas nos requisitos (análise do NPVSD, análise da robustez, análise do efeito sinérgico e análise comparativa nos cenários) incluiu-se a análise das incertezas críticas,
que foi efetivamente realizada. Durante as análises dos resultados, foi feito um questionamento sobre análises adicionais a serem inseridas no método. A principal sugestão foi a criação de um relatório que permitisse visualizar a execução ou não de projetos pelos concorrentes. Tal análise deveria ser incluída na etapa de avaliação das opções estratégicas.
Por fim, entende-se que o artefato desenvolvido atendeu aos requisitos tanto de conteúdo quanto de forma. O primeiro requisito era permitir representar o comportamento das variáveis do sistema a partir das suas relações sistêmicas. Esse requisito foi atendido pela construção da estrutura sistêmica que, posteriormente, subsidiou a construção do modelo computacional de dinâmica de sistemas. O modelo permite, igualmente, atender ao requisito de representar o impacto do delay nas decisões. Nesse ponto, cabe uma observação: a granularidade do tempo utilizado na simulação é parametrizável, o que confere flexibilidade para refletir a dinâmica do mercado. Por exemplo, originalmente o modelo havia sido concebido para trabalhar com intervalo de tempo trimestral, a fim de minimizar o retardo entre efeito e consequência. Porém, devido ao tempo de simulação, optou-se por alterar o intervalo para anual.
Outro requisito do artefato era a possibilidade de avaliar simultaneamente mais de uma opção estratégica, o que foi evidenciado na aplicação. O último requisito era o de apresentar os resultados de modo a suportar o processo de tomada de decisão a partir das análises de robustez das opções frente aos cenários, dos resultados de cada opção para um dado cenário e dos resultados de uma dada opção estratégica nos diversos cenários. As evidências apresentadas permitem afirmar que também esse requisito foi atendido.
Quanto à questão de facilidade de uso, a interface construída permitiu que o usuário final trabalhasse somente com o Excel, sem a necessidade de interagir com o software de dinâmica de sistemas. Ainda precisam ser feitas melhorias no sentido de automatizar planilhas e gráficos dinâmicos para facilitar a visualização dos resultados, uma vez que alguns processamentos são manuais. Sobre a interface para importação e exportação dos dados, o teste funcional mostrou que todas as funcionalidades foram utilizadas sem que quaisquer defeitos ou erros fossem detectados.
Por fim, a análise dinâmica tinha por objetivo avaliar a performance do modelo quanto ao tempo de simulação. Identificou-se que alguns fatores impactaram consideravelmente essa variável, dentre os quais destaca-se: o tamanho da base de dados, que se reflete na quantidade de operações matriciais; a granularidade e o horizonte da simulação e o número de experimentos. Assim, tem-se um trade-off entre as seguintes combinações: maior detalhamento com menor performance ou maior simplificação com maior performance. No
presente caso, optou-se apenas por ampliar a granularidade da simulação, passando-a de trimestral para anual, mantendo o número de variáveis. Ao final, chegou-se em um tempo de 28 segundos por rodada, o que individualmente é pouco, mas que no conjunto de experimentos e replicações representa um tempo elevado de processamento. A estratégia adotada de processamento em background elimina a necessidade de permanência do usuário. No entanto, o uso do modelo como ambiente de aprendizagem, em que possam ser avaliadas alternativas à medida que novas ideias surjam, fica prejudicado. Uma sugestão para melhorar esse ponto é avaliar a performance usando outro software de modelagem de dinâmica de sistemas.
Com base nos resultados e nas discussões apresentadas, considera-se que a avaliação do artefato pelos métodos selecionados foi satisfatória. No entanto, cabe registrar que o método demanda envolvimento dos tomadores de decisão e das equipes de apoio para ser aplicado. Na presente aplicação, foram realizadas dezesseis reuniões, sendo oito delas com extensão de 8h e as demais de 4h. Além das reuniões presencias, inúmeros contatos telefônicos e por e-mail foram feitos para solicitar informações adicionais ou esclarecer dúvidas que surgiram ao longo do processo. Há que se considerar, também, o tempo dedicado à construção e verificação do modelo de dinâmica de sistemas, que é, logicamente, dependente da quantidade de pessoal e do tempo dedicado. Na presente aplicação, com duas pessoas trabalhando em tempo parcial, foram necessários quatro meses de desenvolvimento. No total, a aplicação do projeto levou dezoito meses. O tempo de desenvolvimento e a necessidade de envolvimento da equipe da empresa são fatores que ratificam a heurística contingencial de que o método deve ser aplicado para decisões estratégicas. Uma vez avaliado o artefato proposto, o capítulo seguinte apresenta as considerações finais desta pesquisa.
7 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Este capítulo final discute as principais contribuições desta pesquisa, incluindo a avaliação sobre o atendimento dos objetivos propostos. Discute, igualmente, as limitações encontradas e apresenta sugestões para o desenvolvimento de futuras pesquisas.