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Omsøkte traseer fra riksvei 851 til Bardufoss

4 NVES VURDERING AV KONSEKVENSUTREDNINGEN E

5.3 V URDERING AV TRASÉALTERNATIVENE

5.3.3 Omsøkte traseer fra riksvei 851 til Bardufoss

O espaço turístico ainda está em formação porque existem os atrativos, mas faltam equipamentos e serviços de entretenimento, agenciamento, informações e sinalização. Há espaços públicos e de lazer, como praças, campos, e ruas, utilizados para eventos temporários. Mas os meios de hospedagens poderiam ser mais diversificados e os serviços de alimentação e bebidas principalmente da área urbana necessitam de melhorias no atendimento.

Quanto à infra-estrutura de apoio turístico, percebe-se que a rodovia AL-101-Sul é o principal acesso, e que é necessário uma manutenção mais constante e melhorias na sinalização do subtrecho Jequiá-Roteiro. As vias não-pavimentadas dificultam o acesso aos equipamentos turísticos e também aos povoados mais distantes da área urbana, principalmente em períodos de chuva, como pode ser observado no trecho da AL-420 (Foto 49).

Foto 49 - Trecho da AL-420, após um dia de chuva, próximo à localidade Jequiazinho. Fonte: acervo pessoal (2007).

Como já foi citado anteriormente (ver seção 2.3.1), para determinar um espaço turístico deve-se observar a distribuição territorial dos atrativos e detectar os agrupamentos e concentrações que se destacam. Deve-se atentar também para a distribuição dos equipamentos e serviços, elementos que influenciam na formação do espaço turístico (MAGALHÃES, 2002).

Os principais equipamentos turísticos existentes no município localizam-se na Barra de Jequiá (Mapa 7), localidade onde as atividades turísticas estão mais concentradas, devido à divulgação dos atrativos turísticos, principalmente os elementos naturais como o mar e a Lagoa, que têm atraído os visitantes.

Mapa 7 - Localização dos Equipamentos Turísticos na Barra de Jequiá. Mapa base: IBGE (2002). Adaptado pela autora. Escala Gráfica.

Os equipamentos turísticos existentes na localidade Barra de Jequiá são os seguintes :

• Dois bares e restaurantes (alimento e bebidas) - atendem à população e aos visitantes;

• A Pousada Duas Barras e o Complexo de Lazer Dunas de Marapé - primeiros equipamentos destinados exclusivamente aos visitantes;

• Condomínio Olivermar (aluguel de apartamentos por temporada); • Lanchonete (alimentos e bebidas) - atende à população e aos visitantes;

• A Pousada e Restaurante Portal dos Coqueirais – é o mais recente equipamento; • Equipamento em implantação - faz parte do complexo turístico existente e

provavelmente será uma extensão da pousada Dunas de Marapé.

Estes equipamentos estão distribuídos ao longo do povoado. Tanto no início, núcleo original, como na margem da lagoa e na praia (maior concentração). A maior parte deste espaço turístico antes era ocupado por sítios de coqueiros, mas também substituiu algumas casas residenciais e de veraneio. As casas de veraneio por sua vez também substituíram antigas residências. O crescimento desta localidade não tem sido ordenado, o que propicia as ocupações em áreas próximas aos manguezais, e a conseqüente degradação ambiental.

Destaca-se que a implantação dos equipamentos turísticos tem acontecido quase sem intervenção do poder público municipal e os serviços de infra-estrutura urbana, apesar de terem melhorado após tal implantação, ainda não são suficientes para atender à crescente demanda. Observa-se que há necessidade de implantação de equipamentos urbanos necessários para atender à população local e também aos visitantes; alguns já foram apontados pela população entrevistada como escola de nível fundamental, postos de saúde, praças e estacionamentos.

Sugere-se que próximo à área a ser definida para o estacionamento poderiam ser implantados postos para comercialização do artesanato local e um posto de informações turísticas, onde poderiam ser oferecidos os passeios e as travessias pela lagoa Jequiá. Desde que as embarcações fossem operadas por pessoas da própria comunidade e devidamente cadastradas para que sejam respeitados os limites quanto à capacidade de carga da lagoa.

Os pescadores disseram que não participam e não gostariam de participar da atividade turística, mas citaram as travessias de turistas como exemplo de atividade que eles são proibidos de fazer, como pode ser observado nesse trecho da entrevista:

Eu ou qualquer um daqui ta com a jangada ali na beira da praia, se chegar dez ou doze pessoas queira atravessar [...] pra conhecer a praia do outro lado ele não quer de jeito nenhum. Pra ele ta empatando o movimento dele, ele só quer que o pessoal venha atravessar cá com a embarcação dele, pra ele ganhar o dinheiro (relato de um pescador, em janeiro de 2007).

Pode-se observar que a comunidade não tem participado ativamente da atividade turística. Apesar de algumas pessoas trabalharem nos empreendimentos existentes, isso não tem correspondido a melhorias na qualidade de vida da população de um modo geral. Esse fato deve ser considerado pelo poder público municipal para que não ocorra o que tem acontecido na maioria das cidades turísticas do nordeste brasileiro, nas quais o desenvolvimento das atividades turísticas tem gerado um processo de segregação sócio-espacial, pois:

Tal modelo de desenvolvimento, vem expulsando gradativamente, as populações nativas de seus antigos ‘habitats’, onde, por um processo contínuo de valorização das terras, passam a ocupar aquelas regiões periféricas menos nobres, que circundam essas aglomerações ‘turísticas’o que em muitas vezes leva os nativos a abandonarem suas antigas ocupações, preferindo o emprego no turismo, mesmo com menores salários ou condições de trabalho adversas, ou até mesmo, transferirem-se para outras regiões, acentuando o êxodo das populações (ARAÚJO, 1998, p.368).

Atualmente não existem dados oficiais sobre a demanda turística do município, mas um estudo recente aponta que a maioria dos hóspedes que freqüenta as hospedagens locais é formada por turistas brasileiros, provenientes dos municípios do Estado, do Nordeste e das demais regiões do país. Os turistas internacionais aparecem em menor quantidade (OLIVEIRA et al, 2005). Os dados quantitativos referentes à demanda que freqüenta a localidade Barra de Jequiá mostram que aproximadamente 2500 pessoas por semana visitam o empreendimento existente na localidade na alta temporada e 700 pessoas na baixa temporada49.

As cidades apresentam necessidades quanto à infra-estrutura, e o turismo aumenta a demanda de pessoas que freqüentam a cidade e utilizam a infra-estrutura urbana existente. Esta não tem atendido satisfatoriamente à demanda populacional e conseqüentemente não atende à demanda de visitantes. Por isso é preciso considerar tanto a população residente, quanto a população sazonal, assim como os visitantes no cálculo da infra-estrutura necessária para o funcionamento da cidade em estudo.

49 Dados quantitativos referentes à demanda de visitantes no Complexo de Lazer Dunas de Marapé