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Offentlig støtte og rammevilkår

In document Bioenergi i Norge (sider 70-73)

5. MARKEDET FOR BIOENERGI I NORGE

5.4 Offentlig støtte og rammevilkår

Como discutimos no capítulo 6, diante da complexidade da análise optamos por expor detalhadamente a entrevista com os integrantes da família Matos e agregar dados relevantes das outras duas famílias. No contraste entre as três encontramos ressonâncias e divergências, que procuramos sintetizar a seguir.

7.3.1 A Família Cabral

Os membros das três gerações dos Cabral mostram-se atentos às questões de saúde e cuidado. Eles têm diversas noções semelhantes e, frequentemente, um complementa a ideia do outro. Desse modo, optamos por discutir o que se assemelha como uma visão familiar. Também cabe ressaltar que a noção de saúde que apresentam é ampliada para diferentes espaços da vida cotidiana; aparece envolvida em suas práticas, por suas crenças e valores. Os três participantes acreditam que a saúde deve compor a educação e o modo de ser de cada um deles.

Vilar, o avô, e Cabral, o pai, relatam que, além do carinho, da atenção, da parte espiritual e material, de buscar manter os filhos bem alimentados, bem vestidos, bem orientados, procuraram estar atentos ao estudo, às companhias, à conduta, à postura e à apresentação dentro e fora de casa. Ambos acreditam que os homens devem evitar a frequência a bares e que pessoas que valorizam o ambiente familiar são mais saudáveis e ajudam as outras a também o serem. Cabral relata que tinha clareza do desejo de que os filhos

49 Nos três primeiros aspectos nossas discussões estão apoiadas nas ideias de autores como Luis David Castiel

(2002) e Mary Jane Spink (2009); no quarto, notadamente, em María Jesús Izquierdo (2003, 2003a) e no último, especialmente nas contribuições de Cristina Brullet (2010).

se tornassem competitivos no mercado de trabalho, que fossem competentes, dedicados, bons companheiros para seus cônjuges e bons pais.

Simone (Pesq.) – E se vocês fossem deixar uma mensagem sobre saúde pra outros homens, o que vocês

gostariam de dizer?

Cabral (P) – Eu gostaria de aconselhar pra que não se envolvessem com as drogas, né? Considerando as

drogas... aí o álcool... a maconha, o crack... Enfim, cuidar da saúde! E ter amor próprio também. Ao se valorizar, deixa isso [as substâncias psicoativas] de lado. Utilizar aquilo que você agregar, que vai acrescentar... Que vai te deixar feliz... Receber de braços abertos... Agora aquilo que não... que for causar desgraça, desajuste no lar, emocional, psicológico, profissional... Isso deve ser deixado de lado.

Simone (Pesq.) – E o senhor... Quer falar seu Vilar?

Vilar (A) – É, muitos homens, principalmente os casados, esquecem da família e ao invés... de sair... muitas

vezes, se tá trabalhando, ir pra casa cuidar da família e dos filhos, ele para no bar... Bebe, fuma e, às vezes, num leva uma bolacha pro filho! Deixa de comprar um litro de leite pro filho... Esse é o mal de muitos! [...]

Cabral (P) – Eu acostumei, sempre de casa pro trabalho, do trabalho pra casa! E isso eu passo pros filhos... Nunca parei num bar!

(transcrição, linhas 238-242)

Podemos observar que Cabral preocupa-se com o consumo de drogas lícitas e ilícitas, e acredita que as pessoas devem procurar evitar sofrimentos futuros. Assim como Marinho (o pai da família Matos), ele também enfatiza que as pessoas devem ter amor próprio, e como João (o filho dos Matos) reforça a importância da felicidade para a saúde.

Avô, pai e filho concordam que a saúde e o cuidado perpassam essas condições e acrescentam que outro forte elemento para a manutenção da saúde é “ser um bom pai” (estar presente e atento aos comportamentos dos filhos, demonstrar bons exemplos de cuidado, atitudes e valor, transmitindo conscientemente bons hábitos e condutas). Mesmo ainda não sendo pai, Beto, o filho, reforça a intenção de continuar perpetuando as mesmas ideias em seus filhos, de associar em seu cotidiano a valorização do homem cuidador e saudável, que realiza o autocuidado, cuida e ensina a cuidar.

[O pai e o avô falavam sobre cuidados com a saúde e paternidade e o filho complementa:]

Beto (F) – Eu acho o seguinte: eu acho que todos nós nascemos para ensinar e aprender. Então, se você não cuidar de você... a pessoa que você teria que ensinar, ela não vai aprender. Então, você cuida de você, você acaba cuidando da outra pessoa e acaba passando o ensinamento para aquela pessoa de se cuidar e assim vai gerando. A partir do momento que você não cuidar de você... A pessoa vai falar o quê? “Bom! A pessoa que devia estar me ensinando me ensinou o quê?” Então, o que eu vou passar? Eu já não vou me cuidar e já não vou ensinar... E vai ser mais ou menos assim. Então, esse conhecimento não vai seguir a diante. Então, acho que tem que ser isso, assim [...].

(transcrição, linha 244)

De modo geral, nas falas do filho facilmente encontramos ressonâncias da noção de saúde do pai e do avô. Mas em sua percepção, além de ser um cuidado seu pai prepará-lo para

a vida produtiva, Beto agrega a ideia de que cuidar também se refere a garantir a segurança familiar.

Simone (Pesq.) P – O que acontece no encontro de vocês que você sente que seu pai cuida de vocês?

Beto (F) – Por exemplo, ele (Cabral) está sempre preocupado com o que a gente está fazendo, como a gente está

fazendo. Pra mim mais, por eu ser empresário, ele sempre fala como temos que tratar, como não tratar. Apresentação pessoal, ele sempre fala sobre isso: “Sua apresentação pessoal é seu cartão de visita”. Ele sempre fala com a gente... da maneira de se portar, de tratar as pessoas. Então, é esse cuidado, assim, que a gente percebe que ele tem. Ele procura ver se a gente está bem de todas as maneiras... Espera todo mundo chegar. Ele tranca as portas. Tem todo esse cuidado. É legal.

(transcrição, linhas 125-126)

Beto ainda destaca a crença de que as possibilidades que a família encontrou de vivenciar situações consideradas mais saudáveis, a cada geração, estão relacionadas com o esforço contínuo de seus membros, sobretudo por meio do trabalho. Em seu entendimento a noção de saúde é constituída na transmissão de valores e, especialmente, nas práticas cotidianas; ou seja, por meio de exemplos e da convivência cotidiana.

[Avô, pai e filho abordavam a percepção de diferenças no modo de se cuidar quando ainda não estavam na vida adulta. Esta fala de Beto ocorre quando discutiam a importância que o trabalho e a transmissão de valores familiares recebe nesse contexto:]

Beto (F) – É bem assim: se eu, hoje, venci é porque antes de mim meu pai venceu pra que hoje eu vencesse... E

antes dele meu vô venceu, pra que meu pai pudesse vencer, pra que eu pudesse vencer hoje. Então, é uma sequência assim! E assim vai: e eu quero vencer pra poder o meu filho vencer futuramente e assim indo... (transcrição, linha 263)

Resumidamente, podemos afirmar que os três membros da família Cabral corroboram ideias presentes no discurso da família Matos, tais como evitar drogas ilícitas, bebidas alcoólicas e fumo. A valorização da prática de atividades físicas também é destacada na geração do pai e do filho. A noção de saúde que constituíram envolve práticas de moderação e de vigilância (FOUCAULT, 1987; 1999); elementos da saúde promocional e da noção de estilo de vida saudável (CASTIEL, 2002; CASTIEL, VASCONCELLOS-SILVA, 2004; SPINK, 2009). Em conjunto elas corroboram o entendimento da noção de cuidado masculina envolvida na lógica da proteção e provisão proposta por María Jesús Izquierdo (2003; 2003a).

7.3.2 A Família Batalhazzo

Na noção de saúde da família Batalhazzo encontramos elementos comuns às outras famílias, mas também aspectos diferenciais. Nascimento, o avô, vivenciou experiências (entre elas, um acidente de trabalho que quase o levou à perda de um braço) que o fizeram valorizar

a “cabeça” para a manutenção e recuperação da saúde – característica também presente na noção de Marinho e João (família Matos). Assim como Ade (o avô dos Matos), Nascimento acredita na boa alimentação (que para ele, em particular, tem como base polenta e leite) e também na importância de se evitar bebidas alcoólicas e não “abusar” do que possa ser prejudicial à saúde.

Simone (Pesq.) – E se o senhor fosse falar... Assim, quando o senhor olha para sua experiência de vida, para

tudo que já passou... Uma pessoa com 84 anos... Não é todo mundo que alcança isso... Se o senhor fosse falar pra outros homens alguma coisa sobre saúde, o que o senhor falaria “seu” Nascimento?

Nascimento (A) – Aí, a respeito de saúde vem também... Eu acho, de alimentação, desde criança... Eu não posso falar da minha alimentação... A minha alimentação até me formar, 20 anos, era o quê? Polenta e leite... Cedinho... E quando era pequeno e ia pra escola minha mãe assava duas fitas de polenta na greiaaaa... Italiano [riso]. Assava elas e eu comia queeente! Gostoooso! E depois, quando a gente foi crescendo, era polenta e leite. O almoço, ao meio-dia, era feijão frito, feijão com não sei o quê? E à noite era arroz e feijão... Então, a minha alimentação foi essa. Agora, eu acho que esse tipo de alimentação não vão achar... Nenhum mais [riso]. A não ser da... dos meus irmãos... Que outro não vai levar esse tipo de comida... Que era italiano... De ir criando na polenta e leite.

(transcrição, linhas 403-404)

Nascimento frequenta médicos, utiliza tecnologias de saúde (próteses, bengalas, medicamentos), mas sua qualidade de vida não é satisfatória. Ele descreve uma situação ortopédica dolorosa e limitadora, mas isso não o impede de se perceber como um homem “sadio”. Além disso, ele também relata outro lado das práticas de cuidado com a saúde. Contando sobre algumas experiências de desrespeito no atendimento médico, ele expõe o quanto é importante estarmos atentos à noção de saúde de especialistas do cuidado. O trecho a seguir se choca com as ideias de humanização direcionadas à assistência à saúde.

Simone (Pesq.) – Isso significa, “seu” Nascimento, que o senhor está com dor todo dia?

Nascimento (A) – É, direto! Não é bem dor... é que nem o médico me falou, quando eu falei: “Doutor, eu não

posso andar, eu não posso ficar parado nem de pé”. E o que ele me falou? “Então, deita!”

Ramos (P) – Legal, não é? [riso]

Nascimento (A) – E foi lá e preencheu uma coisa... Como é que é?

Simone (Pesq.) – Uma receita...

Nascimento (A) – Uma receita... Dez comprimidos. E falei: “Eu nem vou tomar essa porcaria, aí!!!”

Ramos (P) – [riso] Só ficou que o médico mandou deitar! [riso]

Nascimento (A) – Então... deita!

Lucas (F) – Se ele precisar andar, ir pra qualquer lugar, pede pro pessoal levar de maca!

Nascimento (A) – Dez comprimidos! Então não vou tomar essa porcaria!!! Porque, pra tirar dor eu tenho lá, porque se não eu tava morto de dor... Então, eu não sinto dor, mas é como ele falou, se eu fico de pé ou sentado ou deitado muito pouco, com uma ou duas bengalas... Então, eu não sinto nada!... Mas, eu já tenho aqui... as duas... essas juntas aqui da bacia... as duas... Já está em pandarecos... Duas próteses, uma já vencendo... Então, dor não tenho. Só não aguento andar... Se eu for andar, aí tô eu dizendo que não tenho dor, tudo bem, porque o corpo está sadio. Aqui só sofre... dói... Se eu forçar, se não... nada!

É interessante observar que os três avôs usam a condição de dirigir como uma medida de avaliação da condição de saúde. Para eles, preservar a função de motorista representa um bom estado de saúde.

Quando deslocamos o foco para a geração dos pais, na noção de saúde de Ramos, semelhante à de Marinho (família Matos), encontramos valorizadas a boa alimentação, o dormir bem e as práticas medicalizadas (como “acompanhamento médico... Fazer exames... Todo ano” e, em especial, “não deixar de realizar exames de próstata por vergonha”). E, como João (o filho na família Matos), Ramos também acredita que os homens deveriam se cuidar como as mulheres o fazem.

Ramos e Lucas (seu filho) valorizam a prática regular de exercícios e da boa alimentação, mas enfatizam que é difícil incorporá-la à rotina diária. Essa experiência na vivência do pai aparece de modo angustiante, como uma cobrança que ele não encontra meios para amortizar e, assim, ela acaba se configurando como mais um fator estressante. Esse aspecto também se assemelha à prática cotidiana de Marinho, mas para Ramos a experiência é vivida de modo mais intenso.

Simone (Pesq.) – E como é pra você, Ramos, escutar o seu filho e seu pai falando sobre esses assuntos [sobre

cuidados com a saúde]?

Ramos (P) – Pra mim, sinceramente, não é fácil. Porque eu tenho um defeito, eu absorvo tudo... pego os problemas dele [mostra o pai]... absorvo... pego de lá [aponta o filho], absorvo. Então, agora... escutar os conselhos... também não é fácil. Por quê? Por em prática com a vida que eu levo... no comércio... não é fácil! Nem sobre o que ele [o avô] falou do alimento... Da alimentação nem como ele [o filho] fala de praticar um esporte... Pra começar eu tenho o joelho detonado, não é qualquer coisa que eu posso fazer... Então, ouvir... eu ouço tudo e acho que estão certos, mas por em prática é impossível... Tudo?! A gente tenta fazer alguma coisa.

Simone (Pesq.) – E como ficam essas coisas todas aí dentro?

Ramos (P) – De vez em quando a gente dá uns murros na parede [risos], na mesa... pra descarregar os nervos...

Explode um pouquinho [riso].

Lucas (F) – Tem um saco de pancadas aí pra pendurar...

Ramos (P) – Saco de areia pra descarregar o estresse, ele fala [riso]. Tô quase optando pra isso, viu? Então, por

isso que ele fala dos estresses que eu vivo... Vivo estressado e tal... No dia a dia, não tem como! Eu não vejo... eu fui abraçando o serviço, assim... de uma forma... acostumado, desde criança... Eu trabalho desde criança. Então, hoje eu me vejo, assim... não consigo por no dia a dia, nem o esporte nem nada, então... sei lá... Hoje? Depois de velho?! Fica mais difícil ainda, né?

(transcrição, linhas 432-437)

Ao abordarmos a noção de saúde de Lucas, o filho, encontramos outros aspectos diferenciais: 1) ele alerta para o fato de que para sua geração o exame de próstata talvez não seja tão importante – em sua percepção, os membros de sua geração estão muito expostos, em especial aos malefícios do estresse e da possibilidade de infarto e, de modo geral, terão outros obstáculos a superar; 2) sua fala também denuncia o contraste entre o que é prescrito para a

manutenção da saúde e a realidade cotidiana; 3) mas, ao mesmo tempo, ele também diz que é possível que elas se organizem e ainda contem com o auxílio de diversos especialistas; e, por fim, 4) ainda critica práticas inadequadas de tentativa de emagrecimento.

[Ramos falava da importância de realizar o exame de próstata periodicamente, quando Lucas diz que:]

Lucas (F) – Pra essa geração atual o pessoal não precisa... [fazer exame de próstata]. Já que o dia a dia é cada

vez mais estressante, a correria é maior... Cada um mais próximo do infarto a cada dia que passa... E... primeiro, percebo que tem essa possibilidade. E também não é uma coisa que, pelo menos atualmente, não é uma coisa tão fácil a pessoa se organizar... Mas, a pessoa pode se organizar pra praticar esportes, assim, frequentes... Pra se alimentar de uma forma mais correta... Procurar alguém se for o caso, pra se orientar com relação às práticas esportivas ou de alimentação... Ã... a busca por... sei lá... de um médico... ou fazer um check-up, digamos assim, com uma certa frequência também é algo simples hoje em dia.. Então, sei lá... a questão é mais ter algumas práticas saudáveis, com uma certa frequência... não abusar de alimentação nem no sentido de comer muita porcariada nem no sentido de não comer nada. Porque o pessoal também tem essa mania: “Porque eu quero emagrecer não vou comer nada! Vou passar mal!”

(transcrição, linhas 423)

Na continuação da conversa seu pai tenta complementar sua argumentação enfatizando a importância das boas noites de sono. Lucas, apoiado em sua própria experiência, discorda contundentemente. Para ele, nesse momento, dormir não é valorizado.

Ramos (P) – E não perder noite de sono... Lucas (F) – Isso aí é mito!

Ramos (P) – [Riso]

Lucas (F) – Isso aí não dá nada... Isso aí é mito! Já foi provado que é mito... por mim... E eu perdi a ideia, mas

acho que era isso...

(transcrição, linhas 424-427)

Apesar de valorizar a prática de atividades físicas como os demais participantes desta pesquisa, quando Ramos tenta descrever Lucas como alguém que pratica este tipo de atividade, o próprio filho contrapõe os argumentos do pai com seu declarado sedentarismo, colocando-se como alguém que, quando faz atividades físicas, sabe que não segue prescrições estabelecidas. Isso porque, para Lucas, “elas são chatas”, ele “as odeia”. Por outro lado, expõe que isso acaba sendo uma experiência conflitante, pois também tenta se submeter a essas demandas. Seu plano atual, por exemplo, é tentar praticar alguma luta.

Lucas também legitima o lazer como meio de relaxamento, ressaltando que as pessoas não deveriam se deixar “consumir” pelo trabalho ou estresse.

Ramos (P) – Mas você faz esporte... Você está fazendo academia.

Lucas (F) – Então, durante minha vida toda eu fui bastante sedentário... Aos 15 anos eu fiz 6 meses de academia... Só... Isso foi tudo que fiz até então... Esse... Ano passado eu tentei começar de novo e esse ano eu comecei recentemente... Faz umas duas semanas... a ir pra academia. Só que também tinha aquela questão: eu ia

pra academia só pra puxar peso, o que também não é o mais interessante, porque uma das melhores coisas mesmo que você pode fazer... até onde eu sei, seria justamente a prática aeróbica, coisa que eu não fazia nada, nada! Porque eu odeio. Eu acho chato! Agora, pelo menos, eu tô fazendo esteira e tô fazendo corrida... Pretendo começar uma luta... Esse tipo de coisa. Na verdade, o conselho que eu tô passando não é do que eu faço, mas é do que eu quero fazer também, do que pretendo. Ah, inclusive, até mesmo, eu acredito que tem relação com a saúde, apesar de não direta, a questão de procurar algumas formas de lazer pra dar uma relaxada e não deixar se consumir, por exemplo, por trabalho. Esse tipo de coisa. E acho que estresse também mata. Tá concluído... acho que é só isso...

(transcrição, linhas 430-431)

Como podemos observar, a família Cabral ampliou a noção de cuidado apresentada pelos Matos, enquanto os Batalhazzo nos fornecem elementos que nos dão acesso à maior diversidade. Ficam expostos problemas em torno da humanização do atendimento em saúde. E, também, a contradição e o quanto algumas normas difundidas em torno de práticas de moderação e vigilância, assim como recortes prescritivos da saúde promocional, podem se configurar como disparadores de sensações de angústia e inadequação, que ao mesmo tempo se mostram incompatíveis com algumas possibilidades de organização de rotinas cotidianas, uma situação que pode ser vivenciada por muitas pessoas.

In document Bioenergi i Norge (sider 70-73)