4. LOKALT FOLKEHELSEARBEID; GENERELLE TREKK
4.1. O RGANISATORISKE TREKK OG TVERRFAGLIG SAMARBEID
Iniciamos o ano letivo de 1999 com 33 alunos freqüentando a 8ª série A do Ensino Fundamental, dos quais 20 alunos eram do sexo feminino (60,6 %) e 13 alunos do sexo masculino (39,4%). No segundo semestre, quando aplicamos a seqüência didática, estávamos com 30 alunos, sendo 20 meninas e 10 meninos. A faixa etária desses alunos estava em torno de 13 anos a 15 anos (45,45% com 13anos, 51,52% com 14 anos e 3,03% com 15 anos). Desses alunos 63,64% tinham computador em casa e 36,36% não tinham. Todos esses alunos estavam freqüentando a 8ª série pela primeira vez. Desses 30 alunos, 25 já estudavam na escola desde a 5º série, um veio da escola Estadual, um da escola Municipal e três de escolas particulares. Quanto à repetência em séries anteriores, constatamos que 6 alunos haviam sido reprovados apenas uma vez e 24 alunos nunca haviam sido reprovados.
Levando em conta que o processo de conhecer comporta um ciclo, ou seja, os conceitos, procedimentos e experiências aprendidos numa série influenciam o fazer na série seguinte, achamos necessário descrever em linhas gerais como se deu o ensino- aprendizagem nas séries anteriores, iniciando os comentários pela 5ª série.
Em 1996, no período da tarde, havia duas turmas de alunos freqüentando a 5º série, todos esses alunos tiveram duas aulas semanais de Desenho Geométrico com a mesma professora, nas quais, além de adquirir os conceitos básicos e as notações utilizadas no desenho geométrico, tiveram a oportunidade de aprender manusear os instrumentos de desenho como a régua, para medir e construir segmentos, o transferidor para medir e construir ângulos, o par de esquadros para traçar paralelas e perpendiculares e o compasso para transportar medidas de segmentos e traçar circunferências.
Na disciplina de Matemática das 6 aulas semanais, quatro foram dedicadas ao ensino de álgebra e duas para o ensino de geometria. As aulas de álgebra, em ambas as turmas, foram ministradas pela mesma professora de forma tradicional fazendo-se uso do livro didático. Na parte de geometria cada turma teve aula com uma professora.
Segundo informações dos alunos a 5ª série A, durante o ano letivo não se utilizou do livro didático para o ensino da geometria, sendo trabalhado bastante a geometria utilizando-se da dobradura para a confecção de sólidos geométricos e do cubo-soma. Muitos desses alunos não perceberam a relação das atividades de dobradura com os conceitos geométricos e tiveram a sensação de que não aprenderam nada de geometria e sentiram-se prejudicados com relação a outra turma. Na turma da 5ª série B, a outra professora trabalhou com os alunos as atividades de dobradura para confecção de sólidos geométricos e do cubo-soma, porém, paralelamente, desenvolveu as atividades de geometria propostas no livro didático de forma tradicional, ensinando a área das principais figuras planas usando fórmulas.
Em 1997, tivemos, no período da tarde, três turmas de alunos freqüentando a 6ª série, todos esses alunos tiveram duas aulas semanais de Desenho Geométrico, com a mesma professora, nas quais reviram alguns conceitos básicos e desenvolveram bastante atividades de construções utilizando-se da régua e do par de esquadros nas construções de triângulos e quadriláteros e do compasso para as construções de circunferências circunscritas a triângulos, para o desenvolvimento de atividades relacionadas às posições de reta e circunferência e, entre duas circunferências no plano. Aos alunos que vieram de outras escolas e que não haviam aprendido desenho na 5ª série, foram ministradas aulas de adaptação. A disciplina de Matemática era ministrada por dois professores, um de álgebra (4 aulas) e outro de geometria (2 aulas). Nas aulas de geometria foi trabalhado razão, proporção, regra de três simples e composta e os conteúdos de geometria abordados no livro didático adotado.
Nesse ano iniciaram-se na escola aulas de Informática Educativa, nas quais, por quase um semestre, os alunos não tiveram contato com o Laboratório de Informática, o que gerou um certo descontentamento por parte dos alunos e uma descrença no processo, visto que não lhes foi proporcionado o prometido. Quando começaram a freqüentar o Laboratório, realizaram algumas atividades com o software Paint-Brush e WordPad, que, segundo informação da professora, o “objetivo era de por meio da ação de desenhar e de escrever os alunos fossem se familiarizando com o teclado, com o mouse, abrir e fechar o programa”. A seguir, foi utilizado o software Cabri-géomètre I para a exploração de alguns conceitos tratados nas aulas de desenho e nas de geometria. “Construíram polígonos a partir da circunferência e da divisão em partes iguais, sempre observando se o ponto pertence ou não à circunferência circunscrita ao
polígono”10. Essa experiência, acreditamos que não tenha sido muito produtiva para
esses alunos devido a se ter mais de dois alunos por computador, às aulas não terem
10 Informação segundo relatório das aulas de informática- 2º semestre – elaborado pela professora de
sido muito bem planejadas, às atividades serem estruturadas de forma que o aluno ficasse muito livre e à vontade para manusear os programas, pois a idéia era de que cada aluno explorasse as ferramentas disponíveis. Nesse contexto, muitas vezes esses alunos saíam desses programas mexendo em outros, o que gerou, de certa forma, uma aparente indisciplina, um descomprometimento do aluno, o que talvez proporcionou a esses alunos a conotação de que ir ao Laboratório era passar o tempo, não precisando escrever nada.
Em 1998, tivemos na escola três turmas de 7ª série do Ensino Fundamental, sendo duas no período da manhã e uma no período da tarde. Nesse ano esses alunos não tiveram mais aulas de Informática Educativa e a disciplina de Matemática não foi dividida em álgebra e geometria; sendo assim, cada turma teve um único professor lecionando essa disciplina. Como cada turma teve um professor, não houve uma padronização nos procedimentos. Tivemos professores que, para tratar os conteúdos de matemática, dividiram as aulas durante a semana em álgebra e geometria trabalhando os conteúdos paralelamente. Na turma da tarde, o professor preferiu trabalhar todos os conteúdos de álgebra para depois iniciar o estudo da geometria, acabando por não dar tempo de ver todo assunto abordado no livro didático. Nas aulas de Desenho Geométrico, o objetivo era trabalhar todas as construções fundamentais utilizando apenas a régua e o compasso, tangência, lugar geométrico e posições relativas entre duas circunferências no plano.
Sintetizando, os alunos das 8ª séries do Ensino Fundamental de 1999 que estão nessa escola desde a 5a série, vivenciaram um ensino-aprendizagem de matemática de forma tradicional, no qual utilizavam como material de apoio pedagógico o livro didático11 e embora estudando na mesma escola, tiveram experiências bem diversificadas. As turmas A, B, e C foram montadas mesclando os alunos das três sétimas séries do ano anterior com os alunos que vieram de outras escolas ocasionando salas bem heterogêneas. A 8a série A e a 8a série B freqüentavam aulas no período da manhã e a 8a série C no período da tarde. A todos esses alunos foram dadas as noções do desenho geométrico; em cada classe havia alunos que já tinham tido uma experiência com o computador e outros que nunca tinham utilizado.
Notamos, no transcorrer do ano letivo, a necessidade de alguns alunos em se apoiar no livro didático, não confiando em si, limitando seu potencial de criatividade e iniciativa na resolução de problemas, sempre procurando uma receita ou fórmula mágica. Talvez essas atitudes sejam fruto do ensino tradicional.