5 PRE-DELIVERY SHIP MORTGAGE
5.3 Norwegian Law
Embora haja uma consciência cada vez maior da importância do poder para explicar os assuntos organizacionais, ainda não surgiu uma definição de poder "clara e consciente". O poder é visto de várias formas, como, por exemplo, um recurso – alguma coisa que alguém
possui, uma relação social caracterizada por um tipo de dependência, ou um tipo de influência
sobre alguma coisa ou alguém.
O poder envolve habilidade para conseguir que outra pessoa faça alguma coisa que, de outra forma, não seria feita (DAHL, 1988).
Existem variadas e ricas fontes de poder que instrumentalizam aqueles que querem dirigir e "agir de modo escuso", de forma a ir atrás de seus interesses com muitas das opções de fazê-lo.
A autoridade formal é um tipo de poder legitimado, cuja autoridade é fundamentada por uma ou mais das três características: carisma, tradição e lei. A legitimidade é fundamental para o estabelecimento de relações de poder e surge a partir do reconhecimento das pessoas de que alguém tem o direito de mandar e que o mandado aceita obedecer como um dever. A autoridade carismática se define quando são reconhecidos os dons ou qualidades especiais de um indivíduo e passam a deferir-lhe o direito de agir e tomar decisões em nome dos demais. A autoridade tradicional é caracterizada quando a cultura reverencia a tradição, os costumes do passado, reconhecendo a autoridade dos que se revestem da simbologia desses valores. Já a autoridade burocrática ou legal-racional se constitui quando a autoridade decorre da aplicação de regras formais e procedimentos.
O controle dos recursos escassos é um tipo de poder cuja autoridade advém da habilidade de exercer o controle sobre qualquer recurso da organização, como recursos financeiros, materiais, tecnologia, pessoal, apoio dos consumidores, apoio dos fornecedores, especialmente quando se trata de um recurso escasso e de primordial importância para a execução de tarefas ou de novas iniciativas de uma ou mais áreas dentro da organização.
O uso da estrutura organizacional, regras e regulamentos é um tipo de poder decorrente da capacidade de manipular as normas organizacionais para controlar funções e atividades.
O controle do processo decisório é quando existe a habilidade de influência nos processos decisórios, manipulando as escolhas em favor próprio ou de outros que lhe interessem.
O controle do conhecimento e da informação é um tipo de poder que provém de quem retém conhecimentos especializados e informações essenciais, das quais a organização
ou determinadas atividades dependam.
O controle das fronteiras é uma forma de poder que vem da habilidade de reconhecer os limites entre grupos de trabalho ou departamentos, entre a organização e o seu ambiente. Capacita a monitorar e controlar as transações de interface bilaterais.
A habilidade de lidar com incertezas é uma forma de poder exibida por aqueles que têm agilidade para lidar com incertezas que influenciam o dia-a-dia da organização.
O controle da tecnologia é o poder exercido através da utilização de tecnologia para atingir resultados na atividade produtiva e habilidade de manipular essa tecnologia.
As alianças interpessoais, redes e controle da "organização informal" são uma forma de poder decorrente das relações interpessoais influentes, a nível pessoal ou profissional, através das quais o indivíduo pode adquirir informações prioritárias para atingir seus interesses.
O controle da contra-organização é a fonte de poder que se respalda no estabelecimento e controle de "contra-organizações" ou organizações que compõem um poder rival, forças opostas às da organização, com interesses muitas vezes conflitantes ou oposicionistas às da organização principal.
O simbolismo e a administração do sentido são uma fonte de poder que reside na habilidade de persuadir os demais a seguirem uma realidade por ele mesmo idealizada, de acordo com seus interesses.
O sexo e administração das relações entre os sexos são um tipo de poder outorgado a quem pertence a um dos gêneros que tem preferência dentro dos valores estabelecidos pela organização, ou que se adapta às características do gênero em questão a fim de legitimar seu poder.
Uso de imagens – utilização de símbolos, imagens, linguagem, figuras de retórica para atingir adequadamente as pessoas em alvo.
Uso do teatro – utilização de recursos de teatro, tais como cenário, vestimenta e tipos de comportamento que reproduzem uma relação de poder e têm impacto simbólico sobre as pessoas.
conjuntos de regras não escritas como forma de estabelecer sua forma de jogar o "jogo organizacional" sem subverter as regras maiores da organização.
Os fatores estruturais que definem o estágio da ação, quando há uma vasta gama de atores políticos na organização, que buscam exercer seu poder de acordo com as variadas bases e fontes já citadas, procurando estabelecer uma disputa de territórios, de zonas de poder. Todavia, existem estruturas subjacentes ou lógicas de mudança, de acordo com a época social, que determinam as relações de força entre eles, como uma ecologia organizacional.
O poder que já se tem, poder atrai poder. Aquele que tem poder transaciona com outros poderosos de outras esferas ou áreas de atuação, formando coalizões, parcerias, negociando trocas de favores de influência, acumulando, com isso, cada vez mais poder.
Sobre a ambigüidade do poder, apesar de terem sido comentadas numerosas fontes de poder, além de outras não examinadas, ainda não se tem uma conclusão definitiva sobre o assunto. Sabe-se que existem diferentes padrões de dependência e que há uma forte relação com a habilidade de levar os outros a perceber e representar o tipo de relações que se deseja. Mas ainda não se sabe se o poder é um fenômeno de comportamento interpessoal ou uma manifestação de fatores estruturais, nem se as pessoas têm e exercem o poder como autônomos ou se são simples portadores das relações de poder que são resultado de outras forças mais fundamentais, se é importante diferenciar o poder real manifesto e o poder potencial. O que se sabe é que se trata de mais uma ferramenta para auxiliar na análise da política organizacional.