7 SHIPBUILDING CONTRACT
7.2 The Standard Form Norwegian Shipbuilding Contract 2000
7.2.1 Contract price
Esta pesquisa busca contribuir para a compreensão do poder como uma perspectiva institucional, como uma necessidade dos grupos para assegurar sua sobrevivência e controle. Por essa razão, a Teoria do Poder Organizacional de Mintzberg (1992) foi adotada como referencial teórico de base, uma vez que, ao tratar o poder organizacional numa perspectiva estrutural, o fenômeno é enfocado no âmbito da governança. Portanto, o que importa é compreender a dinâmica do poder como uma necessidade da organização para manter-se viva. Ainda devemos também compreender que as organizações, objeto de análise, consistem num sistema de cooperação de indivíduos, com suas diferentes características de personalidade, suas particularidades, indivíduos que têm consciência da importância das organizações para os seus projetos pessoais. Assim, eles investem em duas dimensões: na da sobrevivência e crescimento das organizações e na sua sobrevivência e crescimento pessoal, além da família. O próprio Mintzberg (1992) diz que, para conhecer a dinâmica do poder organizacional, faz- se necessário conhecer os seus influenciadores – jogadores e quais as necessidades que possuem para que sejam atendidas. Também coloca o autor que para ser um influenciador é necessário ter outras habilidades e características pessoais. Então, pode-se hipotetizar que o poder institucionalizado das organizações está relacionado às necessidades de seus jogadores e estas, por sua vez, podem ser decorrentes de suas características de personalidade. Para conciliar essas duas dimensões, é preciso jogar. Isso justifica o modelo proposto, que é um modelo de mediação que tenta verificar se o perfil pessoal dos influenciadores pode mediar a relação entre as configurações de poder e os jogos políticos. O pressuposto é o mesmo de Mintzberg (1992), que afirma que o comportamento organizacional é um jogo de poder, onde os influenciadores tentam alcançar objetivos pessoais e organizacionais. Também é pressuposto que as organizações estão inseridas em ambientes dos quais recebem influência e que também influenciam, embora essa dimensão não seja contemplada na pesquisa, ainda é pressuposto que as organizações são constituídas e mantidas pelos que delas fazem parte, porém são mais que o somatório destes, são organizações, são sistemas de governança.
Nas organizações, uma das formas de se identificar certas características de personalidade é por meio dos testes psicológicos, principalmente nos processos seletivos que possibilitam um melhor ajustamento personalidade/cargo.
Nesse sentido, vale dizer que o teste psicológico é considerado uma medida objetiva e padronizada de uma amostra de comportamento (ANASTASI e URBINA, 2000), e são testes como os de qualquer outra ciência. Como qualquer ferramenta, podem ser utilizados tanto para o bem quanto para o mal, o que vai fazer essa diferença é a forma como os testes são utilizados.
A palavra teste já existia em português desde o século XVIII. A origem do uso dos testes psicológicos no Brasil está relacionada com o laboratório de Wundt (1832-1920), pois substituiu a experimentação fisiológica pela experimentação direta.
De acordo com Pasquali e Alchieri (2001), é possível apreender a história da avaliação psicológica brasileira em cinco grandes períodos, decorrentes do desenvolvimento do campo de conhecimento científico e cultural.
No intervalo apontado, vale destacar alguns feitos em prol da solidificação da área no Brasil. De 1836 a 1930, tem-se a origem do desenvolvimento da Psicologia no Brasil. Já entre 1930 e 1962, houve a criação das primeiras universidades e organização da Psicologia. No ano de 1927, Henri Pierón lecionou Psicologia Experimental e Psicometria na USP, em São Paulo. As pesquisas na área também eram desenvolvidas por outras instituições como ISOP, SENAI, SENAC, dentre outros.
Alterações significativas com vistas à compreensão de fatores capazes de influenciar resultados organizacionais advindos da força de trabalho ocorreram ao longo das décadas de 1960 e 70. Os níveis de produtividade, habitualmente, sempre foram mensurados de modo a revelar os possíveis antecedentes que participariam da predição de níveis de produtividade, desempenho, absenteísmo e rotatividade (SIQUEIRA e GOMIDE JUNIOR, 2004).
Vale dizer que diversos estudos foram desenvolvidos desde o século passado com vistas a desvendar as dimensões, os determinantes, os correlatos, as conseqüências e desenvolver técnicas de mensuração de um sentimento que emerge quando o homem se relaciona com situações laborativas (SIQUEIRA e GOMIDE JUNIOR, 2004).
Um ponto importante a ser observado é quanto ao questionamento de como as características e comportamentos individuais podem influenciar o desempenho de uma organização ou até mesmo o contrário. De acordo com Alport:
O grupo a que pertence o indivíduo constitui a base de suas percepções, ações e sentimentos. A maioria dos psicólogos preocupa-se tanto com aspectos destacados da vida mental do indivíduo, que tende a esquecer que a base do grupo social dá ao indivíduo a sua configuração. Assim como o leito do rio talha a direção e o ritmo do fluxo d'água, o grupo determina o curso da vida do indivíduo (ALPORT, 1978 apud ZANELLI; BORGES-ANDRADE; BASTOS, 2004, p.360).
A partir do exposto acima, pode-se entender que o principal ponto para se compreender o comportamento individual é o grupo ao qual o profissional está inserido. Ou seja, deve-se levar em consideração o grupo mediante o indivíduo e este como resultante do reflexo da equipe que compõe. Essa relação entre o indivíduo e os grupos é um dos motivos que levam a formação e constantes mudanças nesses grupos.
Muitas discussões acerca dos fatores determinantes do comportamento individual foram realizadas entre sociólogos e psicólogos, mas a diversidade de opiniões prevaleceu, pois uns acreditavam que a sociedade era formada basicamente por grupos e que estes grupos seriam os precursores das mudanças. Por outro lado, defendia-se que os grupos eram tomados por uma força própria de idéias conjuntas que suplantaria, em alguns momentos, a consciência individual.
É imprescindível entender as características e comportamentos do grupo para gerenciar pessoas. Uma visão global e sistêmica é o meio mais adequado para definir padrões de comportamentos individuais que estão de acordo com as necessidades da empresa.
Falando dos testes, da forma que são utilizados em seleção e avaliação psicológica, eles não conseguem explicar a dinâmica do comportamento organizacional porque foram construídos e têm como premissa a avaliação de características duradouras de personalidade e já existem estudos apontando que o comportamento se modela em sua interação em diferentes ambientes. Por isso trabalha-se neste estudo com Perfil Pessoal nas Organizações, tendo como objetivo não o de caracterizar o perfil estrutural do indivíduo, mas de compreender o seu perfil naquele contexto específico. Por esse motivo, o instrumento Escala de Perfil Pessoal nas Organizações proposto por Dessen (2008) não é indicado para seleção e sim para compreender a dinâmica do comportamento organizacional.
Uma vez que o Perfil Pessoal é usado para caracterizar a dinâmica organizacional, faz-se importante investigar as Configurações de Poder para caracterizar o ambiente organizacional. Como o Poder Organizacional implica em movimento e se concretiza através dos Jogos Políticos, também foi inserida no modelo a variável Jogos Políticos.
Compreende-se que Jogos Políticos são impactados pelas Configurações de Poder Organizacional, mas também são mediados pelo Perfil Pessoal. O modelo da pesquisa é representado graficamente na Figura 1:
Figura 1. Representação do Modelo de Pesquisa
2.1 OBJETIVOS
2.1.1 Geral
Estabelecer relações entre Configurações de Poder e Jogos Políticos, mediados pelo Perfil Pessoal.
2.1.2 Específicos
Com base no modelo proposto, seguem abaixo os objetivos específicos: Identificar a percepção das Configurações de Poder na organização; Identificar o Perfil Pessoal dos componentes da organização;
Identificar quais os tipos de Jogos Políticos que ocorrem na organização; Identificar as relações existentes entre as variáveis propostas.
Configurações de Poder
Para atender às necessidades e subsidiar a gestão organizacional, outro objetivo foi estabelecido:
Verificar como variáveis demográficas funcionais impactam nos Jogos Políticos que ocorrem na organização.