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Del III - Unntaks-Staten

6.5 Når triangelet svikter

A universidade é vista por alguns autores como um lugar onde a pluralidade de saberes predomina, onde a crítica e a reflexão sobre a sociedade são incentivadas, e como um órgão que tem o poder de transformação social a partir de suas pesquisas e projetos sociais. Desta forma, ela pode ser entendida como promotora do progresso e desenvolvimento social. Fraga apud Fávero (2000, p. 16) assim entende a universidade:

Lugar onde se transmite a pluralidade dos saberes; onde se produz o conhecimento; onde se formam profissionais de nível superior; onde se prestam serviços à comunidade; onde se exercem livremente a crítica e a reflexão e, por fim, o lugar onde se formam elementos da sociedade, capazes de transformar o

uvcvwu"swq e gerar projetos alternativos para a sociedade.

A geração de projetos alternativos para a comunidade pode ser um dos resultados da atividade de extensão universitária.

A maioria dos coordenadores entrevistados afirma que seu grupo teatral se reconhece como um projeto extensionista, como mostra a tabela abaixo:

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Tabela 11 – O grupo se percebe como uma atividade extensionista?

Resposta Nº %

Sim 07 70,00

Não 01 10,00

Sem resposta 02 20,00

TOTAL 10 100

Algumas das razões apontadas pelos coordenadores ao reconhecerem o grupo como projeto extensionista foram:

O grupo se sabe como atividade de extensão. Temos bastante consciência disso. [...] Na verdade, o grupo é independente, mas ele sempre foi mantido pela universidade. [...] E agora nós estamos fazendo um convênio pra oficializar a questão de ele ser um grupo que representa a universidade (Rjqgpkz).

Sim, se reconhecem como atividade de extensão claramente, [...] agora neste ano tem um projeto piloto que está sendo criado pra gente trabalhar com o teatro na periferia. [...] Então esse programa que se faz aqui a gente vai levar pros bairros. Ele vai ser como um projeto piloto e a idéia é que ele se amplie. (Eqorcpjkc"fg"Vgcvtq"

fg"Tgrgtvôtkq).

Apenas um coordenador respondeu negativamente à pergunta:

Não, não. Ele não é uma extensão da universidade. Essa parceria deveria estar funcionando como projeto muito mais eficiente. Ele deveria ter um retorno muito maior da universidade pra isso se configurar. [...] A gente não diz que é o grupo da universidade. Eles muitas vezes dizem: oh! O nosso grupo de teatro! Mas a gente não pensa a mesma coisa, porque tem que ser uma coisa muito mais efetiva, muito mais prática, um projeto mesmo, uma constante, a nível de bolsa. Mas a gente gosta de ter um vínculo com eles, até pelo carinho que eles nos dão. (Ugt"qw"Pçq"Ugt+0 A extensão é vinculada, nesse caso, a bolsas para os integrantes do grupo, com a expectativa de um retorno maior e mais eficaz. Como isso não acontece, o

grupo acaba não se reconhecendo como extensão universitária, pois não percebe o comprometimento efetivo da universidade com o grupo.

De acordo com Buarque (2005), todo curso universitário, em qualquer nível, deve ter duas finalidades: sucesso pessoal e transformação social. Mas alguns cursos se direcionam mais para o sucesso pessoal, enquanto outros se direcionam mais para a transformação social. Ocorre sempre a preponderância de atenção a uma das finalidades.

Segundo o MEC apud Nogueira (2005, p. 87), os cursos de graduação devem instrumentalizar o indivíduo para atuar de forma criativa em situações imprevisíveis.

A graduação não deve restringir-se à perspectiva de uma profissionalização estrita, especializada. Há que propiciar a aquisição de competências de longo prazo, o domínio de métodos analíticos, de múltiplos códigos e linguagens, enfim, uma qualificação intelectual de natureza suficientemente ampla e abstrata para constituir, por sua vez, base sólida para a aquisição contínua e eficiente de conhecimentos específicos.

Para atingir tais objetivos, a graduação não pode ser vista de modo isolado na universidade. Precisa estar articulada com as atividades de pesquisa e extensão.

Mas acaba existindo um “vão” entre as propostas dos cursos e os projetos extensionistas que são construídos na universidade. Eles não são integrados aos projetos pedagógicos dos cursos. Isso foi possível perceber nas respostas dos coordenadores dos grupos sobre esta problemática.

Tabela 12 - A atividade extensionista é integrada ao campus ou a um curso?

Cvkxkfcfg"fg"Gzvgpuçq" P√" %

Integração ao curso 00 0,00

Integração ao campus 10 100

TOTAL 10 100

A maioria dos projetos extensionistas teatrais está ligada à estrutura das coordenadorias de extensão ou culturais, e não aos cursos e departamentos universitários.

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É do campus de Canoinhas. É do curso de extensão, da extensão e cultura da universidade. (Cucu"Fqwtcfcu)

Programa de Extensão da Universidade, da qual fazem parte todos os grupos de produção artística de universidade. (Rjqgpkz) Buarque (2005) afirma que a estrutura da universidade com funcionamento, desde a reforma de 1968, por unidades de formação profissional e departamentos, não é mais adequada. Num mundo em transformação e com o pensamento em rápida evolução, os departamentos ainda funcionam como uma linha de produção, que transforma o jovem calouro em profissional, ao longo dos anos determinados para sua formação. Esse modelo não está sendo condizente com a realidade do mercado de trabalho.

O autor supracitado faz considerações e propostas para um nova reforma universitária sugerindo que os departamentos se transformem em uma universidade tridimensional, com mais duas unidades, núcleos temáticos e núcleos culturais, e devem contar com quatro canais de ligação com a realidade mutante, social e intelectualmente: o núcleo de extensão, o núcleo de reflexão, o centro de formação permanente e o centro para o ensino à distância.

Uma reforma universitária que deseja oferecer as condições necessárias para promover sucesso pessoal e transformação social deve prever que, além do seu departamento, cada aluno e professor pertença a um ou mais núcleos temáticos, a um ou mais núcleos de extensão, utilizar os núcleos de reflexão e estar vinculado aos centros de formação permanente (BUARQUE, 2005, p. 52).

Essa talvez seja uma boa proposta para abranger a formação do aluno assim como o compromisso social universitário. No que tange à área teatral nas universidades, ainda se faz necessária a abertura de outros projetos culturais nos cursos e nas coordenações de extensão e cultura.