Del III - Unntaks-Staten
6.4 Bortenfor sol og bortenfor måne
3.5 RELAÇÃO DA UNIVERSIDADE COM A PRÁTICA TEATRAL "
"
Kourganoff (1990) estabelece que a universidade tem como função fundamental promover o desenvolvimento cultural, econômico e social, e promover o progresso dos conhecimentos através da pesquisa. Em sua função formativa se destacaram a formação para a capacitação profissional, a formação de docentes em todos os níveis, a formação de pesquisadores e a formação cultural.
Para as atividades extensionistas acontecerem com êxito, é necessário que órgãos de apoio sejam definidos, localizados e estruturalmente organizados. Entre esses órgãos citam-se por exemplo, editora, anfiteatro, produtora de recursos audiovisuais, coordenadoria de eventos, e outros que possam auxiliar o trabalho no âmbito institucional.
Quando questionados quanto à condição do espaço físico destinado à prática teatral extensionista, encontramos o seguinte panorama, na visão dos entrevistados:
Tabela 09 - O apoio da universidade em relação a espaço para ensaios e/ou apresentações
Gurcèq"hîukeq" P√" %
Há apoio 09 90,00
Não há apoio 01 10,00
TOTAL 10 100
De acordo com a tabela acima, 09 (90%) dos entrevistados afirmam que há apoio físico da universidade; e 01 (10%) afirma não receber apoio.
Percebe-se que a grande maioria das universidades que possuem grupos de teatro como atividade de extensão os apóia oferecendo espaço para ensaios e/ou apresentações. O grupo que afirmou não ter um espaço dentro da universidade para desenvolver as atividades de ensaio e/ou apresentações relatou que atua e se organiza fora da universidade. Por exemplo, os ensaios de um dos grupos ocorrem na casa dos integrantes do grupo; os ensaios de outro
grupo acontecem na associação de moradores do bairro. No primeiro caso temos o mesmo grupo que não se reconhece como extensão da universidade, devido a esse fato. O outro, em função da característica do projeto, optou por utilizar um espaço mais próximo da comunidade.
3.5.1 O apoio da Universidade nos bastidores – recursos financeiros
Para que um grupo de teatro possa desenvolver suas atividades cênicas ele necessita de recursos econômicos: para a produção de seus espetáculos, para a divulgação e transporte. Em muitos dos casos aqui analisados, o grupo remunera o diretor teatral, ou, o coordenador do projeto de extensão, o que encarece e implica mais custos para a produção.
Tabela 10 – Apoio econômico da universidade nas montagens, divulgação e circulação do espetáculo. Crqkq"geqpõokeq" P√" % Sim 06 60,00 Não 03 30,00 Sem resposta 01 10,00 TOTAL 10 100
Através da análise dos dados obtidos nas entrevistas realizadas com os coordenadores de extensão universitária ou com os coordenadores dos grupos teatrais das universidades que possuem grupo teatral enquanto atividade de extensão, percebi que a maioria das instituições apóia as iniciativas destes grupos teatrais. Provavelmente não com a intensidade e qualidade desejada pelos coordenadores destes grupos, mas, algum aporte é destinado pelas instituições a estes grupos. Algumas destas instituições apóiam de forma integral, na produção e circulação do produto. Esse apoio também se expressa pelo pagamento de horas para os coordenadores do projeto, mas poucas oferecem o sistema de bolsas para os integrantes.
A Universidade nos dá [transporte] [...] Sempre que a gente tem que se locomover para as outras unidades da universidade, ou pra outras cidades, a universidade sempre leva, leva o grupo, leva o
" ; 3
cenário, leva tudo aqui que é necessário. [...] e figurino que sempre que a gente precisou a universidade dá, a universidade dá a maquiagem, aloca o som, a luz. (Ekc0"fg"Vgcvtq"fc"Wpkuwn).
Porque a universidade paga o diretor, fornece espaço pros ensaios, dá bolsa de estudos pros alunos. Eles recebem uma bolsa de 8 créditos pra integrarem o grupo. [...] A universidade dá a produção dos espetáculos [...] A assessoria de imprensa nos ajuda em toda a divulgação. A gente faz fotos, vídeos, tudo isso através da universidade. [...] Eu recebo horas-aula da universidade. Hora/aula de extensão (Rjqgpkz).
Nós temos uma verba mensal que a universidade repassa ao grupo. Me paga pra que o grupo possa existir, também. E dependendo de cada projeto de montagem, ele passa por uma avaliação pra ver a questão de recursos. (Ivgw+0
A grande maioria dos grupos, independentemente da universidade apoiar com recurso financeiro, acaba disponibilizando recursos por conta própria, para tornar viáveis as produções do grupo.
Eventualmente a gente consegue alguma verba. [...] Fqo" Rcdnq"
Gpvtg"Xqicku eu financiei todo o espetáculo, nunca vou ganhar de
novo esse dinheiro. [...] Mas eu sei que o jogo é esse, é o sistema capitalista, não dá bola pra arte e eu quero ter o prazer de fazer meus sonhos, sabe. Loucura de criar e construir sonhos teatrais. Então a gente paga pra fazer mesmo. [...] Não por acaso, é claro, que é aqui que eu ganho meu salário, que me permite usar parte desse salário pra pagar montagem. Eu tenho salário, e o grupo não tem. (Rguswkuc"Vgcvtq"Pqxq+
Há grupos que, para garantirem o orçamento necessário para suas produções, utilizam o recurso de patrocínios ou parceria com outros órgãos.
Então a gente recebe bolsa na faculdade pra exercer essa função na comunidade. [...] Se eu preciso hoje de um carro para transportar material, preciso de alguma coisa, porque a gente tem que correr atrás de patrocínio fora. [...] Sempre que a gente tem alguma coisa pra montar a gente corre atrás de alguém. [...] Apoios, a gente recorre à associação de moradores e eles se encarregam disso, de conseguir o material. [...] Então tudo é uma parceria. Dá pra dizer que a gente tem ajuda dos dois lados, a universidade faz a parte dela e a Associação também. *Cucu"
Fqwtcfcu+0"
Os grupos que informaram não receber apoio da universidade sobrevivem com recursos próprios: dinheiro e/ou material cedido pelos integrantes do grupo.
Até agora esses trabalhos todos, a gente disponibilizou recursos por conta nossa. [...] O grupo cada um dá um pouquinho, a pessoa faz o indumentário, confecciona o figurino, ela se vira com o figurino, então a iluminação a gente faz, arruma só mais um canhão com amigos... (Itwrq"fg"Vgcvtq"fc"Wpkhgdg).
Assim os grupos estão sobrevivendo como projetos de extensão dentro das universidades, recebendo ou não recursos financeiros e utilizando a estrutura que elas dispõem. Quando o recurso ou apoio não é suficiente, os grupos se organizam com outros meios como patrocínios, prefeitura, recursos próprios ou conseguidos através das apresentações. Mas, quando ainda não é suficiente, os próprios integrantes do grupo arcam com as despesas necessárias na produção dos espetáculos.
Mesmo definindo a extensão como uma das bases do tripé da universidade, com a mesma importância do ensino e da pesquisa, ainda assim, os recursos financeiros destinados pelas universidades para a extensão são reduzidos, se comparados com o que é destinado ao ensino e à pesquisa.
No I Encontro Nacional de Pró-Reitores de Extensão, realizado em 1987, foram aprovados alguns encaminhamentos. Dentre tantos, está o que se refere ao financiamento dos projetos de extensão. Decidiu-se que deveria haver recursos orçamentários nas IES para todos os projetos e programas; que deveria ser criado, no MEC, um fundo especial de financiamento; e que precisaria haver o re- estabelecimento de bolsas de extensão no MEC, com equiparação às bolsas de iniciação científica e monitoria, além das já existentes em algumas IES, subsidiadas por agências de fomento.
Apenas em 1993 é que foi criado no MEC um órgão representativo instituindo a Comissão de Extensão Universitária, que formalizou o Comitê Assessor de Extensão. Rodrigues (2003) aponta que as definições e a própria formulação do processo de construção e implementação de uma nova política de extensão acontecem de forma conflituosa, com dificuldades, com avanços e recuos e, mesmo, de forma contraditória. Os próprios Anais dos Fóruns
" ; 5
demonstram as dificuldades de conciliar interesses, relações de poder presentes no interior das IES e relações de poder na própria sociedade.
CAPÍTULO IV O TEATRO COMO INSTRUMENTO DA UNIVERSIDADE PARA