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4   Data og metode

4.6   Metode

Chamamos de função perceptiva aquela que, na redação, reflete de maneira mais objetiva a realidade presente, isto é, as mãos do autor, ou as partes destas, expostas à sua observação, por intermédio dos sentidos visual e tátil principalmente.

Embora o fruto das observações seja expresso sob forma de julgamentos, estes são primitivos, de existência e de atribuição, positivos ou negativos. São objetivos e seu conjunto se assemelha a uma leitura da realidade.

As percepções refletem vários atributos do objeto, percebidos pelos sentidos: côr, forma, dimensão, temperatura, movimento, etc. Um símbolo. posto ao lado da letra P, que designa a função perceptiva, permitirá estabelecer a estrutura

categórica da redação, ou seu conteúdo formal, quanto às categorias de

observação.

Alguns exemplos para esclarecer: "as minhas mãos são grandes" -Pd, sendo d- dimensão; "os dedos são achatados" - pf f-forma): "As unhas são côr de rosa"- Pc (c-côr); "as mãos são trêmulas — Pquin.

(quinestésico): "na base do polegar. . ." - Pe (e-espaço); "as mãos são quentes" - Pt" (t—temperatura); "vejo as três articulações dos meus dedos" -Pn (n-número); "penso agora nas minhas mãos" . . .esta constatação do pensamento também pode ser considerada como elemento perceptivo, porém de observação interna — e será designada por Ppsi (psi-psicológico). Estes serão sempre contados à parte e figurarão, no conjunto. como um detalhe talvez significativo, do ponto de vista do psico-diagnóstico).

São estas as categorias mais freqüentes que encontramos, reproduzidas com os símbolos respectivos: d — dimensão f — forma e — espaço c — côr quin — movimento

din — dinâmico, mostrando a produção n — número

tº — temperatura q — outras qualidades

M. FUNÇÃO MNÉSICA OU REPRESENTATIVA ( r e a l )

Esta, na redação, reflete mais diretamente o passado, individual ou social. Relacionada com as experiências da vida do próprio autor, será a memória

pessoal, e as porções de sentido analisadas receberão a designação com a letra m

(minúsculo).

Relacionada com fatos alheios à pessoa do autor, de seu parentesco. de sua vida, porém conhecidos por êle diretamente ou através de informes de outras pessoas, através de estudos, leituras, cinema, rádio, etc, será a memória social e os elementos analisados serão designados com a letra M (maiúscula).

Tanto uma como a outra podem prender-se a infinidade de assuntos evocados, e que serão tomadas em consideração no registro, por meio de símbolos secundários, acrescentados aos principais.

Exemplos: "herdei de meu pai as m ã o s . . . " — mh ( p a i ) : a lembrança. ligada à própria pessoa do autor, evoca um ser humano que é pai.

"Anos atrás, na minha infância". . . — mt; é o tempo, o elemento secundário da evocação mt-infância).

"As mãos construíram edifícios, levantaram pontos, cavaram túneis. . .". e cada uma das proposições representa lembranças de caráter impessoal para o autor, e serão registradas com a letra maiúscula M, seguida de ut, que designa ocupações, trabalho e utilidade das mãos (Mut trabalho).

Abaixo vem a lista dos assuntos mais comuns, ligados à função mnésica ou representativa:

T — tempo

ut — utilidade, trabalho din — produzem, formam

psi — elementos psíquicos lit — literários (citações) cient — termos eruditos

et — éticos

h — pessoa humana, inclusive o próprio autor (eso)

tº— temperatura

q — qualidades não incluídas em outras designações. est — estéticos v — verbais n — numéricos f - forma c — côr d - dimensão

fato — acontecimento, ocorrência obj — objeto

IM. FUNÇÃO IMAGINATIVA

Como sua terminologia o indica, esta função exprimirá o elemento imaginativo do pensamento. Seu símbolo será as letras im, minúsculas, quando a porção de sentido se prende à pessoa que escreve; e maiúsculas ao se tratar de assuntos gerais.

A função imaginativa manifesta-se nas redações por quatro modalidades diferentes, que procuraremos diferenciar, dando a cada uma a designação simbólica própria;

a) ela pode ser nada mais que a ilustração de uma idéia, aparecendo sob forma de imagens mais ou menos pitorescas, ou de metáforas. Caracterizam o estilo literário do seu autor e a forma mais concreta do pensamento.

Serão designadas como símbolo im, simplesmente, por exemplo: "minhas mãos, estas folhas de outono, amareladas pelos anos";

b) a segunda forma evidencia-se com relativa freqüência em pro

posições condicionais. A função imaginativa aqui aparece a serviço da inteligência, fornecendo-lhe o material concreto para a hipótese. Muito a meúdo aparece nas redações através do esquema: "se... en tão..." em que a função dialética que condiciona e infere) aproxima ou afasta proposições imaginadas.

O exemplo banal desta função imaginativa condicional aparece a serviço da hipótese de não existência das mãos: "se não tivesse as mãos não poderia alistar-se nas fileiras do exército", "se os homens fossem privados de mãos, não teríamos as obras primas de arte desde um Ticiano. . .

Empregamos para sua designação o símbolo (im), (IM), entre parêntesis; c) a terceira forma imaginativa do pensamento se prende ao de vaneio; e as imagens têm o caráter de "rêverie", sem caráter real. É for temente representativa, alimentada geralmente pela sentimentalidade: Ex: "e então vejo-me num país encantado". . .

Designamos esta modalidade com o símbolo (im) ou (IM) com til ou traço em baixo e entre parêntesis;

d) a quarta forma imaginativa revela-se através do pensamento

que se projeta para o futuro, sob forma de planos, de projetos, imagi nados para serem realizados pela ou para a própria pessoa, ou idealiza dos numa intenção geral, sob forma de desiderata, em vista de um futuro melhor, etc. . .

Serão designadas com as letras im e IM, acrescentando-se um ti) em cima. Exemplo: "Construirei pontes e estradas...." im "Ensinaremos matérias mais práticas nas nossas escolas" IM.

}. FUNÇÃO INTERPRETATIVA

Manifesta-se na redação pelo julgamento de valor, ético, estético, religioso e, de modo geral, pelas opiniões de caráter subjetivo.

Quando designam os julgamentos que se prendem à pessoa de seu autor, eu a ela relacionados, as porções de sentido serão marcadas pela letra jota, minúscula, - j -; quando tratam de assuntos gerais, não relacionados com a pessoa que escreve, com a letra jota maiúscula - J -.

Ao símbolo da função interpretativa (jota minúsculo ou maiúsculo) serão acrescentados símbolos secundários, relacionados aos assuntos de julgamento.

Exemplo: "sou uma pessoa modesta" — o julgamento de caráter pessoal se prende ao assunto ético. Portanto esta porção de sentido será designada com o símbolo j et.

"Nas mãos do homem está escrita a vontade divina" — J rel (religioso). Damos a seguir a lista dos assuntos mais freqüentes, e sua simbolização para registro das respectivas porções de sentido:

J psi - julgamentos exprimindo estados psíquicos, sentimentos, vo-lições: "O homem deve ser insensível ao frio".

J ut — ligados à questão do trabalho, ocupações profissionais, serviços, etc: "as mãos servem para trabalhar".

J Nor .— estabelecendo a normalidade: "as minhas mãos são perfeitas, sem nenhum defeito."

} Din — a produção, o rendimento: "elas devem construir cidades e jardins". J est — julgamentos esféricos: "nada mais belo como a mão da criança." J et — julgamentos morais, éticos: "fui covarde e deixei de cumprir o meu dever".

J rel — julgamentos religiosos: "A Divina Providência deu outro rumo às coisas".

J Hig — relacionados com a questão da saúde (higiene): "as mãos são responsáveis pelas doenças", "devemos lavar nossas mãos antes das refeições".

Havendo julgamentos que não se enquadrem em nenhum destes tópicos, deixaremos apenas o símbolo primário, sem o secundário, relativo ao conteúdo.

In document Kjønnsdeling i høyere utdanning (sider 59-63)