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Hvorfor er horisontal segregering problematisk?

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7   Diskusjon og konklusjon

7.3   Hvorfor er horisontal segregering problematisk?

| Em estudo anterior, sôbre o tacto dos cegos na localização de pontos no espaço, fizemos observar os caracteres específicos que têm as imagens adquiridas, quando se serve da via táctil e quando se opera por via ótica. Agora daremos conta dos resultados obtidos, em nossas experiências dirigidas, para comprovar, na realidade, a capacidade dos cegos para a tese mental de imagens de formas espaciais, adquiridas pelo tacto, em comparação com a dos não cegos para as imagens adquiridas pela vista. Tal capacidade é estimável em uns e em outros, porque é básica no desenvolvimento das diversas atividades individuais e sociais nas suas relações com o mundo físico.

A importância dêste conhecimento é extraordinária para a formação e educação profissionais do cego, não só do ponto de vista individual — quanto às necessidades que tem de satisfazer, para o desenvolvimento de suas atividades vitais — senão também no setor das relações sociais e das em que o homem se prende aos demais seres materiais, porque, na vida humana, existe uma relação do indivíduo com o mundo exterior, a qual é tão íntima quanto indispensável à própria vida. Já as atividades puramente orgânicas, sejam ou não de base trófica, são de relação corn outros seres materiais a que o indivíduo se encontra ligado por fortes laços; e visto que esta ligação se faz com eles, ela também se verifica, conseqüentemente, com o espaço que os compreende e, ao mesmo tempo, os separa. Trata-se, pois, do espaço em que o indivíduo se move para o cumprimento de suas funções próprias.

Esta relação, de que participa o animal, adquire, no homem, proporções gigantescas por sua natureza sociável, e cresce à medida que seu domínio se estende sôbre o mundo e se alarga o campo de suas atividades. A relação do homem com o mundo exterior implica, como fator prin-

(*) Transcrito do n.° 6 do volume III (abril-junho de 1958) da "Revista de Psicologia General e Aplicada", em tradução do professor Gilberto Maia.

cipal, o conhecimento da posição de pontos no espaço, cujo centro irradiador se acha na mente. Não importa que tais pontos se disponham em ordem figurativa estática, com vida própria mais ou menos ligada à nossa posição, ou adquiram dinamismo interior ou exterior à nossa mente, sem que seja possível desenvolver qualquer atividade voluntária e consciente. mais ou menos dinâmica, sem o conhecimento prévio da situação do ponto para onde se há de dirigir a nossa atividade física.

Tal conhecimento pode ser atual e de aquisição concomitante com a atividade motriz, ou pretérito a esta atividade. No primeiro caso, a consciência se limita a reagir ao estímulo e a seguir os traços da imagem atual num mesmo processo senso-motriz; no segundo opera cobre imagens de aquisição anterior, trazidas à nova atualidade por uma evocação consciente e voluntária. Destas duas formas, a primeira é mais automática, já que a atividade motriz se vai desenvolvendo simultaneamente à excitação e conduzida por esta, sem que em sua marcha intervenham fatores pretéritos, visto como não existem até o instante em que se produz o estímulo condutor da atividade, o qual é o único, aliás, em que esses fatores tomam parte nela. As características desta forma de atividade fazem com que ela careça de importância em nosso estudo, pelo que fica a segunda forma como própria da atividade voluntária.

Nesta segunda forma, a consciência opera sôbre imagens pretéritas trazidas ao presente e cuja fidelidade no repetir-se é fundamental para a propriedade e perfeição do processo senso-motriz, umas vêzes em seu próprio estado de repouso, e, neste, desempenha a memória importantíssimo papel na posição de pontos no espaço; outras vêzes em relação com os diferentes elementos que a constituem e ainda com as outras imagens, cuja fusão ou harmonização de ordem imaginativa gera outras novas sôbre as quais há de operar a consciência. Desta relação se deduz o importantíssimo papel que aqui representa a capacidade da mente no que concerne à síntese imaginativo-espacial.

Ambas as funções cooperam tão estreitamente no desenvolvimento da atividade humana, relacionada com o mundo exterior, que o mais in significante des nossos movimentos voluntários exige conhecimento prévio do ponto para o qual o temos de dirigir, bem como das relações lógicas das imagens que entram em jogo ou possam formar-se na mente por conjugação das adquiridas do exterior, o que é uma forma de conhecimento não só comum, senão também a única possivel dos conjuntos sensíveis que não podem ser percebidos com simultaneidade.

Cegos e videntes precisam dêste conhecimento prévio, de cuja exatidão depende, sobremaneira, o êxito da atividade motriz, visto que a mente humana repele, por inconcebível, qualquer atividade física voluntária e consciente, de ordem senso-motriz, que possa ser realizada sem uma finalidade ou direção pré- cógnita e, portanto, sem centro de atração.

Mas eis que para a satisfação desta necessidade, cegos e não cegos se servem de meios sensoriais diferentes e, não sendo redutíveis as imagens que proporcionam em separado o tacto e a vista (que são os que comumente empregam cegos e não cegos, respectivamente, embora estes conjuguem, às vêzes, a vista e o tacto), importa saber como pode o cego chegar a conhecer, através do tacto, a posição de pontos no espaço e a perceber as imagens figurativas, de modo a realizar a síntese mental ou de imaginação, e é preciso ainda saber se o rendimento que êle obtém por seus próprios meios sensoriais, aqui limitados ao tacto, é comparável ao que o não cego consegue quando utiliza a vista, órgão sensorial que êste emprega comumente para a percepção dessas imagens. Conhecer, pois, os caracteres que apresentam em uns e outros sujeitos os conhecimentos adquiridos sôbre essas imagens, quando se opera através de cada uma destas vias perceptivas; analisar o processo mental que se realiza em cada caso; observar as diferenças qualitativas e quantitativas do rendimento mental em uns e outros indivíduos, se existem; investigar as causas imediatas de tais diferenças e deduzir, na medida do possível. conclusões de aplicação prática no campo da educação e da formação profissional — eis a finalidade do presente estudo.

Duas séries de experiências foram realizadas visando esses objetivos. Pela primeira buscamos conhecer se a aquisição do conhecimento da posição de pontos no espaço é tão vigorosa e detalhada quando se opera através do tacto, como quando se opera através da vista, julgando-se num e noutro caso pelo rendimento da memória imediata. É. como se vê, uma operação estática, isolada de qualquer outra operação psíquica. Pela segunda série de experiências, esforçamo-nos para conhecer se a síntese imaginativa, de formas espaciais, pode realizar-se com a mesma rapidez, vigor e precisão, quando as imagens se percebe::: pela vista, que quando se percebem pelo tacto. Esta operação dinâmico-imaginativa é mais complexa do que a anterior e implica diversas funções mentais, embora seja como a outra de base sensório-motriz. Ambas as operações mentais se completam, visto que. isolada ou conjugadamente, são as que se realizam de ordinário, na aquisição do conhecimento sensível visual ou táctil.

OS EXAMINADOS EM NOSSAS EXPERIÊNCIAS

Uns mil e quinhentos indivíduos rnil e cento e setenta e dois videntes, e trezentos e dezenove cegos), distribuídos em seis grupos, foram submetidos às nessas experiências. O primeiro grupo e compõe de crianças cegas de ambos os sexos, as quais fomos buscar em nossos colégios . Todas se acham entre 8 e 14 anos. São meninas e meninos que, como ocorre em geral a todos os privados da vista, começaram sua educação

com, pelo menos, três anos de atraso em relação às demais crianças não cegas. Êste atraso, somado a uma vida pré-escolar pobre em estímulos sensoriais e em atividade motriz, tem determinado, comumente, um retardamento no processo psico-físico destes educandos. Com frequência, as próprias causas que determinaram a cegueira, unidas a um exagerado sentimento de compaixão para com o cego e à crença vulgar e gratuita da incapacidade dêste para toda atividade motriz, incapacidade que o vidente julga simplesmente pela que êle teria se vendasse os próprios olhos, mantêm o cego em uma inatividade psico-motriz profundamente funesta, para seu natural desenvolvimento psíquico e orgânico, du- rante os anos pré-escolares. Não são raros os casos em que estas crianças passam anos e anos sentadas em uma cadeira, sem se mover delas nem mesmo para realizar suas mais íntimas necessidades e sem contacto algum com o mundo exterior. Tal inatividade e isolamento (muito freqüentes, por infelicidade) que privam a criança cega do exercício e dos estímulos naturais, de que não se vêem privados os videntes, a par da falta de um sentido tão importante, como a vista, por onde se adquirem tantas e tão variadas imagens indispensáveis à elaboração das idéias e à formação do conhecimento sensível, hão de refletir-se forçosamente na capacidade psíquica destes indivíduos.

O segundo grupo constitui-se de crianças não cegas, também de ambos os sexos e de idades compreendidas entre 8 e 14 anos, arrebanhadas nas escolas de Madrid.

O terceiro grupo está integrado de jovens cegos de 15 a 22 anos de idade, que já terminaram sua educação primária e adquiriram a plenitude de seu desenvolvimento psíquico e orgânico, dedicando-se hoje a diversas atividades não- intelectuais.

O quarto grupo está formado por jovens não cegos de 15 a 22 anos. que também terminaram sua educação primária e adquiriram a plenitude de seu desenvolvimento psíquico e orgânico; todos se dedicam hoje a diversas atividades não intelectuais.

O quinto grupo está representado por jovens cegos de 15 a 22 anos de idade, selecionados dentre os alunos de nossos colégios, os quais fazem cursos de segundo grau e têm já aprovação em, pelo menos, seis matérias de tais cursos (bacharelado e magistério). São pessoas consideradas psiquicamente superiores às de sua idade e condição.

O sexto grupo é de jovens videntes, não selecionados. Está constituído por elementos de ambos os sexos e de idades compreendidas entre 15 e 22 anos. Tomamo-los às Escolas do Magistério de Madrid. Possuem, também, aprovação em, pelo menos, seis matérias de ensino secundário.

Todos eles foram submetidos às nossas duas experiências: l.ª) memória da posição de pontos no espaço; 2.ª) síntese imaginativa de formas

espaciais. Estas experiências com a técnica respectiva c resultados conseqüentes expomos a seguir.

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