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L’influence du sujet de la phrase sur le discordantiel

A respeito do tema das razões da adesão aos partidos, há mais de cinco décadas, Clark e Wilson avançaram com a ideia de que na base da adesão e da permanência de um indi- víduo num partido político estaria a combinação de benefícios materiais, entendidos como benefícios tangíveis, que têm valor pecuniário ou podem ser facilmente transformados neste valor (Clark e Wilson, 1961: 134), com outras três ordens de razões não-materiais. Incenti- vos específicos, por um lado, como honras ou cargos, mas também incentivos de natureza

colectiva solidária que derivam do acto de associação, relacionados com oportunidades de socialização, de identificação, de estatuto. Ao lado destes surgiriam, igualmente, os chama- dos incentivos “intencionais” ou “finalísticos” (purposive incentives). Estes são incentivos por natureza intangíveis, que derivam dos objectivos da organização e não apenas do acto de associação individual. São compagináveis com a satisfação de objectivos supra-pessoais e com a vontade em contribuir para uma causa vista como útil ou necessária, que apesar de como tal ser reconhecida não é tangível e da qual não resultam no imediato benefícios para os membros. Será o caso, designadamente, do combate à corrupção ou a luta contra a inefi- ciência nos serviços públicos (Clark e Wilson 1961125:134-135; Wilson, 1973: 33-34; Gallagher

e Marsh, 2004: 410).

Quando questionados sobre as razões que estiveram na base das suas filiações, verifi- cou-se que as respostas dadas pelos entrevistados se concentraram basicamente em torno de um núcleo central que englobava (a) razões de natureza ideológica, (b) razões de nature- za social, (c) razões de ordem carismática ou de influência pessoal e (d) razões do domínio da formação individual.

Uma diferenciação que deverá ser primariamente considerada entre os entrevistados pren- de-se com a sua idade. Conforme foi dado perceber, muito embora as razões que estiveram nas opções tomadas possam ser integradas nos grupos referidos no parágrafo anterior, de- ver-se-á ter presente que depois, dentro de cada grupo, as razões podendo ser parecidas não são iguais para todos, variando em função da idade e vivências pessoais dos entrevistados.

As razões de natureza ideológica foram invocadas como estando na base da participação e adesão aos partidos em relação à generalidade dos entrevistados. Quanto ao grupo dos mais velhos, ou seja, aqueles que iniciaram a militância partidária antes do 25 de Abril de 1974, como para Carlos Luís Figueira, a principal explicação para isso deriva de serem “[as razões ideológicas] as mais motivadoras”. Entre as invocadas estão à cabeça o combate à ditadura, a vontade de melhorar o país e, depois da mudança de regime, o desejo de parti- cipar na construção da democracia. Para esta geração que nasceu para a política antes do 25 de Abril, o unificador comum que a conduziu à acção militante encontra-se na oposição ao salazarismo, a que não será alheia a juventude e a condição de estudantes ou jovens tra- balhadores que então detinham, resumida por Carlos Brito em curtas palavras: antifascista, republicano e desejo de acção política. Também para Pedro Baptista a grande motivação foi “puramente ideológica”, mas ao mesmo tempo instrumental em razão do “desejo de servir o país”. Porque apesar dessa motivação primordial, as “forças políticas não são conclaves ideológicos”, funcionando antes como um “instrumento de acção” para melhorar a situação do país”. Daí a associação.

125 Estes autores referem que as organizações “intencionais” ou “finalísticas” (purposives) aparecem as-

sociadas a associações ideológicas, dando como exemplo de aproximações a um tipo puro os partidos comunistas. Como Clark e Wilson referem: “The loss of members from communist or socialist parties

with every shift in party line indicates that many members regard these shifts as changes in purposes and not merely as tactical maneuvers.” (1961: 146-148).

Os ideais de construção, de fazer algo de diferente, de novo, são ademais comuns a este grupo de indivíduos independentemente da opção ideológica, em termos da escolha política, que acabaram por fazer. Tanto em Domingos Lopes, ex-militante do PCP, como em Helena Roseta, ex-PSD e ex-PS, subjacente às suas opções está a realização do ideal e o que este transportava consigo: a participação e a construção, isto é, “a ideia de construir uma socieda- de socialista onde figurasse a igualdade” (Lopes) e “a necessidade e a vontade de participar no processo de transformação de Portugal” (Roseta). Para a actual presidente da Assembleia Municipal de Lisboa foram estas as razões que a mobilizaram para a militância. Contudo, sem descartar as razões ideológicas, frisou que as razões que a conduziram à participação vieram mesmo antes destas, apresentando-se como “razões de natureza democrática cívi- ca”. A escolha pela democracia fazia parte do “básico”. E para Roseta decidir depois qual o quadrante ideológico em que se iria inserir far-se-ia já dentro do espaço democrático, quan- do tivesse que optar por uma determinada família de ideias em detrimento de outra, “ou em relação a outras”.

A ideia romântica do ideal também surgiu manifestada por António D’ Orey Capucho (ex- -PSD). Ele que fora, inicialmente, um “oposicionista de café” para quem o apoio às candidatu- ras da CEUD e depois à CDE, nas eleições legislativas que antecederam o 25 de Abril, foram o resultado de uma paixão: “fundamentalmente estava muito apaixonado, como muita gente da minha geração”. A juventude de que Brito falava acompanha o discurso de Capucho que, com 29 anos no momento em que se dá o golpe de Abril de 74, sublinha que no seu caso e no de muitos da sua geração o que os atraía era a social-democracia “à sueca”, a de Olof Palme e do Estado-providência, com todos os valores que lhe estavam associados, pontificado em Portugal pelo recém-formado Partido Socialista.

Se compararmos os depoimentos que se tem vindo a referir com os prestados pela ge- ração que só chegou à militância depois de Abril de 1974, facilmente se verifica que as diferenças estão mais ligadas aos períodos históricos do que às motivações propriamente ditas, não raro se misturan-do as razões ideológicas com aquilo a que alguns entrevistados consideravam o “apelo cívico”. Roseta já o referira, mas também Ribeiro Castro, que entrou para o CDS logo após a respectiva fundação, em finais de Julho de 1974 – o partido fora fundado em 19 de Julho desse ano – tornando-se depois um dos fundadores da Juventude Centrista (JC), falou num tempo de “emergência cívica”. Recordando que tinha havido uma revolução, Ribeiro e Castro recordou um tempo de “aceleração política”, “uma chamada a que as pessoas tomassem posições”, pessoas que acabavam de sair de um regime de dita- dura, marcado pelo autoritarismo, numa época em que a política não fazia parte do dia-a-dia.

Esta passagem de um tempo ao outro, que Ribeiro e Castro salienta, está presente na maneira como Roseta estabelece as diferenças em matéria de participação entre um antes e um depois de Abril de 1974. Roseta lembra que desde o tempo de liceu que fazia militância política, mas fala numa “militância inorgânica” que se exprimia por diversas formas e que a le- vou a “militar” em vários movimentos, “sobretudo movimentos católicos”. Roseta apresentou

como razão para essa forma de activismo o facto de em seu entender haver um único partido organizado, o PCP, no que foi secundada pelos depoimentos de Carlos Brito, mas também de Carlos Luís Figueira e Domingos Lopes. Brito que iniciou a sua participação política como activista ao lado do MUD Juvenil e que a si próprio se via como um jovem “desejoso de ter acção política, olhava para o panorama e só via um partido que tinha de facto uma acção, uma estrutura, uma acção militante continuada”.

Figueira, por seu turno, não esconde que se em primeiro lugar estavam as razões ideo- lógicas, o PCP era o único partido que “em Portugal, no interior em particular”, “tinha uma actividade constante”, “heróica”, “no espaço de luta contra a ditadura”, o que para si constituí- ram “factores de grande atractividade”, convergindo com Lopes, que contrapõe à repressão o apelo “heróico”, uma certa ideia de fraternidade e de camaradagem que se aliava à capaci- dade que o partido proporcionava para “se poder resistir”, para “se poder organizar”. Ou seja, para estes entrevistados as preocupações ideológicas e o desejo da intervenção política foram também condicionados pelo nível de activismo e de organização que o PCP revelava. Há aqui uma linha de intervenção que separa de forma nítida a participação antes e depois de 25 de Abril. Ali, onde Roseta refere uma militância inorgânica, que depois em democracia passa a ser enquadrada pelos partidos políticos, Ribeiro e Castro acrescentou que “a política era feita a partir do Estado” e, segundo este último, foi isto o que mudou em 1974. A excep- ção antes do 25 de Abril estava nalgumas poucas organizações, como o PCP e alguns mo- vimentos de extrema-esquerda, que estavam no terreno e ofereciam um tipo de participação política e uma estrutura organizativa que ultrapassavam a barreira do regime em virtude de funcionarem na clandestinidade.

De qualquer modo, na sua essência, as razões da participação e do apelo à militância reconduzem-se a uma raiz comum de natureza ideológica e cívica, também presente no per- curso de Guilherme D’Oliveira Martins, cuja entrada na vida política ocorre nos primeiros dias de Maio de 1974. Oliveira Martins segue um caminho até certo ponto paralelo ao de Ribeiro e Castro, mas num outro partido, dando-se no caso destes dois entrevistados a coincidência de nos partidos em que foram militantes terem sido ambos decisivos na fundação das respecti- vas organizações juvenis. Com efeito, se Ribeiro e Castro estivera na génese da JC (depois Juventude Popular), Oliveira Martins faria parte do “primeiro núcleo de membros da JSD”: “eu fui fundador da JSD e, de algum modo, também, fundador do PSD [ao tempo ainda PPD] (...), se eu não me engano eu serei o membro 41 ou 42 do PPD”. Para o entrevistado, a primeira razão que encontrou para se juntar ao partido “foi o desejo de participar na construção da democracia que dava os primeiros passos”.

Quando se analisam os depoimentos dos que iniciaram a sua militância logo após a con- clusão da transição democrática, são ainda as razões ideológicas e de participação cívica as que primeiro sobressaem. Contudo, as motivações que lhes subjazem são de outra ordem.

O perigo da ditadura estava ultrapassado, o autoritarismo ficara para trás, não havia par- tidos na clandestinidade e eram nulos os riscos da participação126. Saindo de uma situação

política de falta de democracia e de ausência de liberdades políticas e cívicas, participar na transformação do país, contribuir para a alteração das relações sociais, como escreveu Subi- leau, era ainda num dado contexto histórico estar a “aceder à liberdade” (1981: 1043), factor marcante de toda uma geração.

O combate político deixara de fazer sentido como oposição à ditadura, Os tempos eram ou- tros. E a democracia, apesar de incipiente, ganhara as suas fundações, novas instituições, e paulatinamente consolidava-se. É natural que mudado o contexto, não obstante ser o mesmo o campo de inserção das razões da adesão, que estas em concreto sofressem modificações. Aí se cruzam motivações ideológicas ligadas a uma certa visão nacionalista (A. Azevedo re- fere nas razões da sua adesão a oposição a um ideal de cariz colectivista, a permanência de desigualdades no modelo que temia ver instalado em Portugal, o que justificava a opção por um partido – PSD – que se afirmava como nacional e identificado com os portugueses e a sua sensibilidade) com ideias de serviço público (Lima Bastos pensava em poder fazer alguma coisa de positivo pela comunidade; Mata associa a ideia da política à de serviço público e a uma opção ideológica), que se repetem com adesões mais recentes de entrevistados mais jovens. Para Paula Marques o que interessava era a participação, tanto na comunidade de residência como na comunidade académica, enquanto em Geraldo a motivação estava em “poder alterar alguma coisa daquilo que me rodeava”. Susana Atalaia referiu preocupações com questões relacionadas com a educação, que vinham do meio familiar, e a aquisição de uma consciência das desigualdades. Em especial, referiu, porque tendo o pai emigrado para a Venezuela tornou-se mais patente aos olhos da entrevistada a diferença entre aquele mun- do para onde começou a viajar a partir dos doze anos e a realidade portuguesa, tendo-lhe im- pressionado o facto de haver quem pensasse que esse país [Venezuela] não se desenvolvia apenas porque aí se trabalhava pouco ou não se queria trabalhar, ignorando-se, como vincou, a sua situação de pobreza.

Ao mesmo tempo, para estes entrevistados, a vontade de aproximação e adesão ao par- tido, enquadradas num fundo ideológico e cívico, não se podem alhear de uma perspectiva de intervenção devidamente organizada pelos partidos. Para Marques, num percurso que viu marcados os anos de militância pela pertença à JCP, tal perspectiva até aparece associada a uma ideia de maior conforto para a reflexão e de organização para a intervenção política. Igual sentimento transpareceu em Geraldo, que ambicionando com os seus companheiros uma participação política mais activa se revia na organização da JP. As razões ideológicas foram ainda aquelas que Bruno Mesquita, ex-BE, primeiro referiu, mas aqui com um cunho particular em virtude de para este entrevistado haver um conjunto de questões que não eram habitualmente discutidas pelos outros partidos e que foram trazidas para o debate político pelo BE. E até no caso atípico de António Bagão Félix, que no curto período de militância127

126 “Porque nós, tudo o que nós tínhamos garantido quando nos metíamos em actividades políticas an-

tes do 25 de Abril era, eventualmente, sermos presos, termos problemas na nossa vida profissional, não podermos entrar na função pública, sermos, enfim, no extremo exilados, perseguidos, etc.” (Roseta).

computada no CDS, sem prejuízo de na actualidade se considerar um independente, admitiu ser perfeitamente natural que o conotassem com a área política da democracia-cristã, por ser a doutrina social da Igreja a sua base de filiação ideológica.

Há, todavia, uma outra ordem de razões para a adesão que também surge amiúde referi- da e que remete para factores de ordem social, predominantemente ligados ao universo das relações familiares e às amizades criadas durante a juventude. Trata-se de uma influência forte e determinante que foi enfatizada por vários entrevistados, quase como se a sua partici- pação política activa e adesão a um partido se assumisse como um determinismo a que lhes seria impossível escapar. Num ambiente muito politizado, onde a mãe era dirigente sindical, primeira presidente de um sindicato em Portugal, e com um padrasto que fora ex-deputado da Constituinte e era o responsável pela sua formação intelectual, Daniel Oliveira (ex-JCP) reconheceu nessas referências o peso da instituição familiar na sua militância. Igual padrão encontra-se nos depoimentos de Paula Marques, cuja mãe tinha sido militante do PCP her- dando dos seus avós “uma matriz claramente de esquerda”, e de Susana Atalaia quando refere, pouco depois da sua adesão à JCP, ter notado que “à época (...) eram todos filhos de alguém que estava dentro do partido”, “todos eles se conheciam desde os Pioneiros, costu- mavam ir para campos de férias juntos”, para a Festa do Avante, pois “como eram filhos de militantes iam para ali para brincar”, “ali havia de facto muitas situações em que eram filhas ou dos próprios funcionários, funcionários do partido” ou de pessoas ligadas à autarquia.

Estas influências para a adesão com origem no meio familiar sobressaíram em trabalhos efectuados há várias décadas, em que oferecendo-se idêntico padrão se notou possuir a socialização familiar anterior à adesão um papel que confere à entrada na organização uma natureza “quase hereditária” (Subileau, 1981:1044). Para o militante que carrega consigo o lastro de um ambiente familiar comunista, que o impele à participação, a adesão torna-se como que uma fase de desenvolvimento do processo de socialização política e de formação da consciência (Derville e Croisat, 1979: 766). E a este propósito escreveu Lecomte:

“Premier élément déterminant dans la socialisation intra-familiale la politisation des parents et singulièrement du père dont les orientations politiques sont très largement connues – et reconnues – par leur enfants.” (Lecomte, 1989: 685-686)

Luís Geraldo, por seu turno, fala da influência que os seus colegas de escola, em quem viu um nível cultural mais elevado, e os pais daqueles tiveram na formação da sua vontade para aderir à JP. Alguns, refere o entrevistado, “já faziam parte das jotas ou dos rotary ou

127 Bagão Felix distingue por sua iniciativa a militância da filiação, em termos que não foram os adop-

tados para estes conceitos no capítulo V e que são seguidos ao longo deste trabalho. Na verdade, Bagão Felix chega a dizer que “durante uns meses inscrevi-me como militante do CDS”, “fui filiado, não militante, que é um pouco diferente”, “eu nunca tive nada como filiado, nunca participei em nada” e “eu filiei-me, mas não militei, a não ser no Congresso onde estava ao lado dele”. Das suas palavras depreende-se que o entrevistado pretendeu significar que atribuía à militância um posicionamento mais activo, mais comprometido com o trabalho partidário, não passando a filiação de uma ficha no partido. Não é a perspectiva deste trabalho (vd. infra Quadro 9.3).

international clubs” e os pais “eram maçons, deputados, assessores”, acrescentando que o

facto de ser jovem o terá levado a aderir em virtude disso ser “um pouco como consequência da ordem social” em que estava inserido. De igual forma, e para lá da reflexão individual, foi a (...) militância de alguns amigos noutros partidos que levou João Motta a um processo de aproximação e adesão incompleta ao PSD. Incompleta porque “os interesses partidários e das pessoas que dominam os partidos” “não estavam muito interessados em que eu fizesse parte da organização”. Para Nuno Lima Bastos, o início da sua militância situa-se nos seus tempos de liceu, quando aderiu à JSD-Madeira, mercê da influência ao tempo de um colega que era filho de um Secretário Regional do Governo da Região Autónoma da Madeira: “na altura, o pai dele ia propô-lo para militante da JSD, tínhamos 17 anos (...), e ele perguntou-me se não queria aderir também”.

O terceiro núcleo de razões adiantadas pelos entrevistados identifica-se por um lado com as qualidades de intervenção política de alguns homens que se impuseram em momentos cruciais do percurso dos entrevistados, por outro com aquilo a que Weber chamou a graça, o poder carismático de um indivíduo, de onde lhe chega uma das formas de autoridade e legiti- midade política, fazendo dele o líder por excelência, transformando-o na figura do condottiere (Weber, 2000: 18-20). O carisma constituiu na análise dos recrutas do RPR francês, já aqui referido, o segundo factor prevalente de mobilização (Lecomte, 1989: 690), não sendo de es- tranhar que nas entrevistas efectuadas para este trabalho tal factor adquira peso semelhante.

É assim que aparecem referidos, por exemplo, os nomes de Adelino Amaro da Costa – “E depois aconteceu, como lhe disse, que conheci o Adelino Amaro da Costa, por parte desses colegas com quem partilhava as minhas dúvidas”, “[t]ivemos uma longa conversa, ele engra- çou comigo, eu engracei com ele” (Ribeiro e Castro) –, de Francisco Sá Carneiro – “[e] no PSD, de facto, tinha uma simpatia muito pessoal e especial por alguns dirigentes, desde o Júlio Castro Caldas, que era meu amigo de infância, aqui em Cascais (...), [m]as fundamental- mente uma grande simpatia pelo Francisco Sá Carneiro” (António D´Orey Capucho); “a razão imediata foi o conhecimento que tive de duas pessoas como o Prof. Miller Guerra e o Dr. Fran- cisco Sá Carneiro, que foram duas pessoas que tiveram uma grande importância para mim, em termos políticos” (Guilherme D´Oliveira Martins); “[a] minha simpatia e os meus pontos de contacto com o PSD não nasceram em 95, nasceram quando eu era simpatizante do PSD, desde que me lembro, no tempo de Sá Carneiro” –, e de Alberto João Jardim – “reconheço que na altura tinha uma grande admiração pelo Alberto João Jardim (...), “estamos a falar de