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L ÆRENDE ORGANISASJON I SKOLEEIERPERSPEKTIV

4. TEORI OM ORGANISERING OG LEDELSE AV SKOLEN

4.5 L ÆRENDE ORGANISASJON I SKOLEEIERPERSPEKTIV

A característica marcante dos símbolos cíclicos do Regime Noturno Sintético

é a domesticação do tempo, porém não de modo indireto como no Regime Noturno Místico, mas operando sobre a própria substância do tempo. Esses símbolos agrupam- se em duas categorias, segundo se privilegia o poder de repetição infinita de ritmos temporais e o domínio cíclico do devir ou, se desloca para a maturação que os símbolos biológicos encerram.

O símbolo representante da primeira categoria é a roda denária ou duodenária, símbolo denominado por Durand de denário, em referência à figura do jogo de Tarô. A roda denária nos remete às imagens do ciclo e das divisões circulares do tempo. Teremos nessa categoria os arquétipos e os símbolos do retorno.

A segunda categoria é representada pelo pau, que é uma redução simbólica da árvore com rebentos, a matéria-prima do cetro. Nessa categoria enquadram-se os arquétipos e símbolos messiânicos e os mitos históricos, polarizados pelo esquema progressista que representa um ciclo truncado que incorpora todos os outros ciclos como culminância do processo final.

As duas categorias têm em comum características de “histórias” ou “narrativas”, cuja principal realidade é subjetiva. Os símbolos que desejam dominar o tempo ou realizar sua medida serão quase sempre representados por “mitos” sintéticos, pois tentam reconciliar a antítese que o tempo encerra: a tristeza diante do tempo que flui, a angústia diante da ausência e a esperança no futuro, a confiança numa vitória sobre o tempo. Durand (2002, pp. 355, 356) emprega o termo “mito” como sendo uma narrativa obcecada pelos estilos da história e pelas estruturas dramáticas, citando como exemplo o conto popular ou a narrativa romanesca.

Esses mitos são denominados dramáticos, pois apresentam sua fase trágica e sua fase triunfante num incessante jogo de imagens positivas e negativas.

Os símbolos representados pela roda denária, carregam a idéia da repetição temporal, sempre marcada pelo recomeço. As comemorações do calendário religioso humano são repetições do ato de criação divina, assim o homem recria o que o divino criou. O ritual do calendário traz a determinação dos períodos temporais e dos seus recomeços, portanto um ano novo carrega a simbologia de uma criação repetida.

Como todo recomeço procede de um término, o período que corresponde ao final do ano, ou ao do final de um período, corresponde a um momento de caos no qual todas as regras e valores são abolidos, ou seja, corresponde ao caos antes da criação. Nesse contexto aparecem as orgias e as grandes comemorações.

Há nesse momento de fim e início de um novo período uma intenção de integração dos contrários. Esse caráter de síntese das ambivalências torna o Regime Noturno Sintético objeto de delicado e cuidadoso estudo.

A Lua é o arquétipo da mensuração e aparece simultaneamente como medida do tempo e da promessa do eterno retorno. A multiplicidade dos símbolos encarnada pela Lua em várias culturas pode ser sintetizada na forma rítmica na qual a vida se regenera. Os temas lunares concebem uma visão rítmica do mundo, no qual o simbolismo deixa de apresentar-se na forma polêmica e diairética do Regime Diurno e passa a um caráter sintético de coexistência simultânea da morte e da renovação, da obscuridade e da clareza. A Lua incorpora um estado de viver no qual a única certeza é a constância da própria mudança e da repetição das fases.

Além da roda e da Lua, um outro símbolo do Regime Noturno Sintético é o Deus plural, encarnação de divindades diversas em um único ser, como na tríade pai, filho e espírito santo, sintetizada na figura de Cristo.

Além do suporte simbólico lunar, o ritmo cíclico tem outro suporte simbólico representado pelo ciclo natural de frutificação e da vegetação sazonal.

Há uma estreita relação entre o ciclo lunar e o ciclo vegetal. Em muitas culturas o plantio e a colheita ocorrem em obediência às fases lunares. Vemos a ambivalência da semente enterrada que ressuscitada regenera-se no fruto, formando um ciclo ininterrupto, num isomorfismo com o ciclo lunar.

Durand (2002, pp. 301,302) apresenta o isomorfismo do mediador representado pelos símbolos do messias, do andrógino e do casal que asseguram a mediação entre pares de natureza antagônica; como o messias que representa o símbolo de mediação entre o Céu e a Terra.

A alquimia que tem por finalidade acelerar a história e dominar o tempo, ajudando a natureza no crescimento de metais, carrega o mito progressista e revolucionário. As cerimônias de iniciação também representam símbolos do Regime Noturno Sintético, pois comportam um ritual de sucessivas revelações, que ocorrem por etapas: sacrifício, morte, túmulo e ressurreição. Assim, as cerimônias de iniciação representam mais do que uma purificação pelo batismo, mas a transformação de um destino. O sacrifício tem um sentido contrário à purificação; ele representa uma garantia, uma troca de elementos antagônicos realizada com a divindade.

Através do sacrifício o homem adquire direitos sobre o destino, podendo com isso mudar o destino e a ordem natural do universo segundo sua vontade. Vemos que a alquimia e os rituais de sacrifício apresentam o grande sonho do domínio.

Os animais que representam o Regime Noturno Sintético do imaginário são: o dragão (por ser um animal lunar por excelência), o caracol (pelo seu formato de concha espiralada e por mostrar alternadamente seus “cornos”), a serpente (por assumir várias significações, sendo algumas contraditórias, por desaparecer com facilidade nas

fendas do solo, por mudar de pele sem perder sua identidade, por conter uma natureza híbrida: animal lunar feminino com uma forma que lembra a virilidade masculina).