4. TEORI OM ORGANISERING OG LEDELSE AV SKOLEN
4.3 L EDELSE AV UTVIKLING
4.3.2 Begrepet en lærende organisasjon
O Trajeto Antropológico é o caminho adotado por Durand para a classificação do
imaginário. No entanto, por considerações práticas, ele adota o ponto de partida psicológico para a consolidação de tal classificação. Isso, contudo, não significa que se atribui um valor maior às características inerentes ao ser do que às contribuições culturais do meio. Simplesmente optou-se por um dos caminhos, o que não compromete a classificação do imaginário, visto que o mesmo encontra-se na interface entre ambos. Durand argumenta a favor do ponto de partida psicológico concordando com o pensamento de Lévi-Strauss que afirma que o mundo da criança pequena
constitui um universo mais rico do que de qualquer sociedade específica, pois a criança carrega de forma integral todas as potencialidades para definir suas relações com o mundo. Já uma sociedade particular carrega especificidades de vários gêneros (LÉVI- STRAUSS, 1949 apud DURAND, 2002, p.46).
Para proceder à classificação das imagens não podemos deixar de analisar o caráter de homologia que elas encerram. Para tal, não podemos esquecer que a imagem é expressa pelo símbolo, que possui um significado intrinsecamente motivado. Desse modo, Durand (2002, p.43) concebe o método da convergência, segundo o qual os símbolos se agrupam em torno de núcleos organizadores, ou seja, vários grupos ou constelações de imagens praticamente constantes, que são estruturadas a partir do isomorfismo dos símbolos.
Esse agrupamento de símbolos isofórmicos é devido ao fato de terem em comum um mesmo tema arquetipal, ou seja, são variações de um mesmo arquétipo. Para classificar as imagens Durand adota, em princípio, dois pressupostos importantes: o primeiro considera o ponto de partida psicológico (centrado no sujeito) e o segundo admite que as imagens convergem, formando constelações de símbolos isomórficos, por terem um mesmo tema arquetipal.
Vamos salientar que o homem não se relaciona diretamente com as coisas, mas com os simbolismos que tece na incessante troca entre as pulsões e o meio cultural. O mundo do homem não é o mundo dos fatos, mas o mundo que o homem cria através de suas representações.
O estudo anatomofisiológico do sistema nervoso comprova as observações anteriores. Segundo tal estudo o cérebro é dividido em três regiões: o palencéfalo (centro de agressividade), o mesencéfalo (centro da emotividade) e o terceiro cérebro (cérebro pré-frontal). Esse terceiro-cérebro controla todas as informações filtradas
pelas outras estruturas do sistema nervoso através de ligações neurológicas. No homem as informações são indiretas, pois são controladas pelo terceiro cérebro. Desse modo, todo pensamento humano é uma representação, ou seja, passa por articulações simbólicas.
Diante das observações levantadas, utiliza-se o domínio psicológico para a classificação dos eixos capazes de incorporar as diversas constelações de imagens. Para definir qual área da psicologia será empregada, Durand considera a intuição de Bachelard que desacreditava na classificação substancialista e insiste numa maneira cinemática de classificação das imagens.
Segundo esse ponto de vista, a constância de um tema arquetipal de uma constelação não é a de um local no universo imaginário, mas de uma “direção”. Desse modo, as realidades dinâmicas são as categorias do pensamento.
Consideram-se as imagens motrizes como ponto de partida psicológico para a classificação das imagens. Para Piaget, a imagem simbólica não é uma convenção exterior, ela é a interiorização de um esquema de representação, ou seja, a imagem simbólica é em qualquer momento a abstração dinâmica do gesto:
“A imagem (...) não é outra coisa que a acomodação de esquemas sensório-motores até o momento desdobrada em imitações exteriores, porém doravante interiores (...). A imagem é pois ao mesmo tempo imitação sensório-motor interiorizada e esboço (esquema) de imitações representativas (...) ela marca o ponto de junção do sensório-motor e do representativo” (PIAGET, 1976 apud GALVANI, 1997, p. 30).
No entanto, ainda resta saber em que campo da psicologia a motricidade será estudada. Durand (2002, p. 47) utiliza a reflexologia detchereviana da Escola de Leningrado, concebida nas primeiras décadas do século XIX.
A reflexologia preocupa-se em estudar o aparelho nervoso do recém-nascido e, em particular, o cérebro. Essa teoria utiliza a noção de “gestos dominantes” ou “reflexos dominantes”, os quais serão estudados sistematicamente por Vedenski e Betcherev e representam:
“os mais primitivos conjuntos sensório-motores que constituem os sistemas de “acomodações” mais originários na ontogênese e aos quais, segundo a teoria de Piaget, se deveria referir toda a representação em baixa tensão nos processos de assimilação constitutivos do simbolismo”.
(DURAND, 2002, pp. 47-48).
Com a reflexologia, Betcherev descobre duas dominantes no recém-nascido: a dominante da posição ou dominante postural e a dominante de nutrição ou dominante digestiva.
A dominante postural coordena ou inibe todos os outros reflexos. A verticalidade e a horizontalidade são percebidas pela criança de modo privilegiado. Essa dominante está relacionada à sensibilidade estática alojada nos canais semicirculares. Alguns desses reflexos são reflexos ópticos ligados às áreas visuais do córtex. Qualquer perturbação da postura, como uma queda, provoca um reflexo “dominante” de postura. A dominante digestiva se manifesta por reflexos de sucção labial e de orientação adequada da cabeça, sendo provocados por estímulos externos ou pela fome. É importante salientar que, como no caso da dominante postural, todas as reações estranhas ao reflexo dominante encontram-se inibidas ou retardadas.
A dominante age como um princípio de organização, tendo um caráter soberano. Betcherev associa reações audiovisuais a essas duas dominantes.
A terceira dominante denominada copulativa ou cíclica está relacionada ao reflexo sexual e só foi estudada no animal adulto por J. M. Oufland, que a considera de origem interna, originada por secreções hormonais e só aparecendo no período do cio.
Com estudos mais precisos sobre o ato natural da dominante copulativa, observa-se que os esquemas de acasalamento dependem da maturação de conexões nervosas inexistentes na estrutura inata do organismo (OUFLAND, 1926 apud DURAND, 2002, p. 49).
Considera-se o caráter cíclico do acasalamento e do próprio ato sexual. Há três ciclos sobrepostos na atividade sexual: o ciclo vital, que depende da curva individual da potência sexual, o ciclo sazonal que depende apenas do interesse da fêmea, do macho ou de ambos e o ciclo de oestrus, só encontrado nas fêmeas dos mamíferos (relacionado à menstruação).
Considera-se que há uma estreita simultaneidade entre os gestos do corpo, os centros nervosos e as representações simbólicas:
“podemos dizer que admitimos as três dominantes reflexas,..., como matrizes sensório-motoras nas quais as representações vão naturalmente integrar-se, sobretudo se certos esquemas perceptivos vêm enquadrar e assimilar-se aos esquemas motores primitivos... É a este nível que os grandes símbolos vão se formar, por uma dupla motivação que lhes vai dar esse aspecto imperativo de sobredeterminação tão característico”
(DURAND, 2002, p.51).