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L EDELSE I EN LÆRENDE ORGANISASJON

4. TEORI OM ORGANISERING OG LEDELSE AV SKOLEN

4.4 L EDELSE I EN LÆRENDE ORGANISASJON

O Regime Noturno Místico, que se estrutura segundo a dominante digestiva, têm

características relacionadas às técnicas do continente e da habitação, aos valores alimentares e digestivos, à sociologia matriarcal e alimentadora.

1.5.2.1.1 Símbolos do Regime Noturno Místico

Os principais símbolos que representam o Regime Noturno Místico são:

a) os símbolos da inversão: os símbolos que buscam a purificação no Regime Noturno Místico apresentam sentido distinto daqueles apresentados no Regime Diurno: a ascensão até o cume é trocada pela penetração de um centro, as técnicas ascensionais são transmutadas em técnicas de escavação, mas esse trajeto para o centro será ao mesmo tempo, ou alternadamente, a via mais fácil e acessível, mas também o caminho difícil e labiríntico. O eixo da descida é um eixo íntimo, frágil e macio. Há um pequeno limite entre o ato temerário da descida e a queda nos abismos. O que distingue esses dois movimentos é a lentidão da descida contrariando a rapidez da queda. É essa lentidão da queda que será responsável pela qualidade térmica da descida, um calor suave, distante do fulgor ardente. Outro elemento que se une à descida lenta é o elemento pastoso, ou a água espessa e adormecida. Os atributos suave e morno tornam o pecado da queda agradável, convertendo os valores negativos da angústia e medo em prazer na lenta penetração.

A tomada de consciência do corpo é o grande sintoma da mudança do regime do imaginário. Há uma transmutação direta dos valores da imaginação que a descida encerra. Para algumas doutrinas místicas a descida é também o caminho para o absoluto. O abismo transformado em cavidade se torna uma finalidade, é a queda que compreendida como descida transforma-se em prazer. Tal inversão eufemizante torna- se um processo de dupla negação, ou seja, a dupla negação é a marca de uma total inversão de atitude representativa.

As grandes deusas substituindo o grande soberano, este presente no Regime Diurno, apresentam simultaneamente características benéficas, protetoras do lar, fontes da maternidade, mas quando necessário revelam caracteres terríveis e sanguinários.

Os valores simbolizados pela virilidade e pelo gigantismo, do Regime Diurno, serão destronados pelos processos de miniaturização (gulliverização). A fantasia do engolimento liga-se às fantasias da interioridade protetora. O isomorfismo da fruta, da concha, do ovo e do Pequeno Polegar manifesta-se na criança que procura proteção embaixo de uma mesa coberta, ou seja, uma pequena caverna. O arquétipo que acompanha os símbolos de miniaturização é o arquétipo do conteúdo. Desse modo o peixe é o símbolo do continente contido.

Outro símbolo importante deste regime se refere às cores. Enquanto no Regime Diurno da imagem as cores se reduzem a algumas raras brancuras azuladas e douradas, no Regime Noturno Místico observamos toda a riqueza do prisma e das pedras preciosas.

b) os símbolos da intimidade: os símbolos da intimidade trazem a idéia da valorização da morte e do repouso como um regresso à mãe. A morte reduz-se a um retorno a casa. Contudo toda cavidade é sexualmente determinada. Vemos desse

modo que há uma ligação entre o conjunto, caverna-casa, hábitat e continente, abrigo e sótão e o sepulcro materno.

Os locais fechados são considerados, segundo a psicanálise, lugares sagrados, como a floresta fechada, a casa, a gruta ou a catedral. Outro aspecto que sacraliza um local é a idéia de repetição primordial; o homem afirma assim o seu poder de eterno recomeço.

Os alimentos que estão relacionados diretamente ao Regime Noturno Místico são o leite e o vinho. O primeiro por estar conectado à fonte íntima materna e o segundo por representar o símbolo da vida escondida, da juventude eterna e secreta. Outro símbolo importante deste regime é o ouro. Contudo não estamos pensando no seu poder reluzente do Regime Diurno, mas no “sal” fundamental, ou seja, “o íntimo do íntimo”, a substância secreta, o princípio substancial das coisas. Nessa mesma linha de raciocínio podemos pensar que o átomo, por representar a partícula ínfima da matéria, ou seja, a intimidade na sua porção mais profunda, também é um símbolo do Regime Noturno Místico.

1.5.2.1.2 O Regime Noturno Místico e as Estruturas Místicas do Imaginário

Poder-se-ia encontrar uma denominação para as estruturas do Regime Noturno Místico do imaginário a partir de considerações da fisiopatologia, como foi feito para as estruturas do Regime Diurno, no entanto Durand opta pela denominação “estrutura mística”, na qual o termo “mística” corresponde a uma vontade de união e a um certo gosto pela intimidade secreta. Do mesmo modo que no Regime Diurno, Gilbert Durand (2002, pp. 269-276) concebe quatro estruturas do Regime Noturno Místico.

A primeira estrutura é denominada pelos psicólogos de redobramento e perseverança. Há uma recusa em deixar as imagens familiares e aconchegantes. A

representação desta estrutura tende a repetição de um mesmo tema, apresentando dificuldades na abstração de temas distintos. A imaginação tem forte tendência a mudar aspectos paliativos dentro de um mesmo tema. Ocorre a persistência da ação mais do que os adjetivos dessa ação ou dos autores da mesma. Pode-se observar uma forte ligação emocional com a pátria materna e com a morada materna, ocorrendo freqüência de imagens da terra, da profundidade e da casa.

A segunda estrutura do Regime Noturno Místico é a viscosidade e a adesividade, que se manifestam em vários domínios: social, afetivo, perceptivo e

representativo, havendo poucas dissociações. Há uma tendência em fazer amizades, construir comunidades, montar cooperativas. A viscosidade aparece na estrutura de expressão que procura ligar, aglutinar, confundir, buscando um prolongamento natural para o cósmico e o religioso. Na expressão escrita há predominância de verbos em relação aos substantivos e adjetivos. Tais verbos apresentam características aglutinadoras, como: prender, atar, soldar, ligar, aproximar, pendurar e abraçar. Há uma recusa no ato de isolar, de separar e uma busca quase doentia pela união, pela formação de conjunto. Nas palavras de Durand (2002, p. 273):

“Mas o que é preciso, sobretudo, sublinhar é que esta estrutura aglutinante é acima de tudo o próprio estilo do eufemismo, levado ao extremo, da antífrase. Enquanto as estruturas esquizomórficas se definiam de saída como estruturas da antítese e mesmo da hipérbole antitética, a vocação de ligar, de atenuar as diferenças, de subutilizar o negativo pela própria negação é constitutiva deste eufemismo levado ao extremo a que se chama antífrase. Na linguagem mística tudo se eufemiza: a queda torna- se descida,... e os túmulos em moradas bem-aventuradas e em berços.”

A terceira estrutura mística remete ao realismo sensorial das representações

ou à vivacidade das imagens. O caráter sensorial dessa estrutura está relacionado à

permanência no concreto, ou no hiperconcreto. O sentimento suplanta o pensamento. O indivíduo deixa-se guiar pela faculdade de sentir as coisas utilizando sua capacidade intuitiva, muito presente no espírito artístico. Há uma facilidade de promover a representação através de imagens e não em esquemas ou formas sintáticas abstratas. As imagens não constituem reproduções dos objetos, mas são produções de gestos dinâmicos.

A miniaturização ou gulliverização é a quarta estrutura do Regime Noturno

Místico. Nessa estrutura mística o detalhe é ressaltado em detrimento do conjunto. O elemento minúsculo é supervalorizado. O valor é sempre assimilado ao menor elemento, ao último conteúdo ou ao mais concentrado dos elementos.

Há uma reviravolta completa dos valores: o inferior toma lugar do superior e os últimos tomam o lugar dos primeiros. Ocorre uma verdadeira revolução microscópica ou revolução dos humildes.