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2. INTERNASJONALE RETNINGSLINJER – KONVENSJONER OG CHARTRE

6.3 Kulturarv i Italia – forvaltning og lovverk

Os objetivos das disciplinas de Pediatria analisados neste estudo foram fornecidos pelos seus responsáveis, com ênfase às atividades desenvolvidas no período pré-internato. Considerou-se como pressuposto do internato o treinamento em serviço.

Os resultados evidenciaram uma tendência à valorização do desenvolvimento cognitivo dos alunos (81,81% das disciplinas em seus diversos momentos). Em 54,54% dos planos de ensino enfatiza-se o domínio psicomotor e, em 31,81%, o domínio afetivo.

O objetivo de uma disciplina deve apresentar descrições claras do que se almeja alcançar como resultado final do processo de ensino-aprendizagem dos alunos. De acordo com Batista e Silva (2001, p. 135) é o “que se deseja e se espera para a ação educativa”.

De acordo com Abreu e Masetto (1990), os objetivos devem ser reais, atingíveis, operacionalizáveis e representativos das necessidades do aluno, além de haver a necessidade de se manter o equilíbrio entre:

• Os que contemplam a aprendizagem de conteúdos - a dimensão do saber;

• Os que privilegiam o desenvolvimento de habilidades - a dimensão do saber fazer;

• Os que se destinam ao desenvolvimento de atitudes - a dimensão do saber ser.

O plano de ensino, que segundo Abreu e Masetto (1990, p. 16) “é a apresentação sob forma organizada do conjunto de decisões tomadas pelo professor em relação à disciplina que se propôs a lecionar” não é simples de ser formulado. O sistema mais conhecido é a taxonomia de Bloom et. al. (1975), que envolve três domínios:

• Cognitivo – Abrange conhecimentos, idéias e habilidades mentais;

• Psicomotor – Habilidades associadas à execução de atos e procedimentos;

• Afetivo – Envolve o aprendizado de atitudes e valores.

Utilizamos, assim, a obra de Bloom como parâmetro, classificando os objetivos dentro desses domínios. Alguns objetivos elencados nos planos de ensino analisados mostram essa diferenciação:

“Compreender os processos fisiológicos relacionados à criança (gestação, nascimento, crescimento e desenvolvimento).” (D-4) - Cognitivo

“Adquirir habilidade e destreza para exercer uma ação educativa ao nível da família e da comunidade, especialmente naqueles problemas determinados por padrões culturais que afetam desfavoravelmente a saúde.” (D-1) - Psicomotor “Apresentar aos alunos os desafios na abordagem

(relação médico/paciente) da criança e responsável durante o atendimento nos diversos setores.” (D-7) - Afetivo

Observa-se, na quase totalidade dos cursos analisados, a elaboração de objetivos voltados para a especificidade da prática pediátrica, desvinculados do processo de formação geral de um médico. De um total de oitenta (80)

objetivos elencados, apenas três (3,75%) explicitam compromisso com essa formação.

“Desenvolver habilidades para praticar os métodos diagnósticos e terapêuticos mais usados e para aplicar, no caso da criança, os procedimentos médicos e/ou cirúrgicos que realiza um médico geral.” (D-1)

“Habilitar o futuro médico para o atendimento da criança no exercício da Medicina geral considerando os seus aspectos bio- psicossociais.” (D-15)

“Exposição precoce do alunado à realidade da prática médica em unidades de saúde de baixa complexidade da rede de saúde.” (D-9)

É importante resgatar as Diretrizes Curriculares Nacionais dos Cursos de Graduação em Medicina (BRASIL, 2001b), segundo as quais estes cursos devem se comprometer com “a formação do médico com perfil generalista, humanista, crítico e reflexivo, capacitado a atuar, pautado em princípios éticos, no processo saúde-doença em seus diferentes níveis de atenção, com ações de promoção, prevenção, recuperação e reabilitação à saúde, na perspectiva da integralidade da assistência com senso de responsabilidade social e compromisso com a cidadania, como promotor da saúde integral do ser humano”.

Entre os diversos campos da Medicina, a Pediatria apresenta um perfil diferenciado por tratar do ser humano em fase de transição, ou seja, de

crescimento e desenvolvimento, e, conseqüentemente, de constante mudança. O ensino da Pediatria deveria se comprometer com esse perfil, percebendo que nesse momento da vida humana as transformações intrínsecas do ser são evidentes e intimamente relacionadas com o contexto social, afetivo, econômico e cultural que o cerca.

Visualiza-se, a partir dos objetivos das disciplinas, a preocupação com esse contexto, assim como com o entorno de atenções que, na maioria dos casos, é mediado pela presença materna, formando um binômio que se estende muito além da fala como forma de comunicação, modificando toda a interlocução estabelecida por outros campos na relação médico-paciente.

“Adquirir o conhecimento prático da relação médico- paciente, médico-mãe e médico-família.” (D-3) “Ao final do curso o aluno deverá ser capaz de:

compreender as peculiaridades da obtenção de uma história na área pediátrica, observando os antecedentes neonatais e perinatais, bem como os aspectos familiares, nutricionais, imunológicos e sociais e, ainda, levar em conta o desenvolvimento e um ambiente emocional da criança, sabendo valorizar a mãe e o responsável como elemento fundamental na abordagem do pequeno paciente.” (D-9)

De acordo com o professor Marcondes (1986), “o Ensino da Pediatria, iniciado no ciclo clínico e complementado, especialmente, pelo treinamento em serviço no internato, tem como metas a formação geral do médico, com visão

ampla dos principais problemas ligados à prática pediátrica, e o estímulo às vocações a serem desenvolvidas nos programas de residência. É fundamental, também, que tal ensino se oriente no sentido de desenvolver: capacidade de relacionamento adequado com a criança e seus familiares, dentro dos princípios éticos e humanitários, especialmente em casos de doenças graves, crônicas e em fase terminal; atitude preventiva mais do que curativa; habilidade para exercer ação educativa em nível familiar; senso de responsabilidade em relação aos pacientes, fator indispensável ao exercício da prática médica...” (p. 184)

Tal postura é concomitante com a das Sociedades de Pediatria do Cone Sul (2004), quando preconizam que o Ensino da Pediatria deve respeitar a integralidade da atenção, a não fragmentação em especialidades ou corpo/ mente, propiciando ao aluno uma compreensão da criança como um todo, no seu ambiente familiar e no seu contexto sociocultural.