2.6. En modell for praktisk ferdighetsutførelse
2.6.1 Komponenter
O JPB 1ª Edição é o telejornal vespertino das afiliadas à Rede Globo na Paraíba. É exibido de segunda à sábado e ocupa na grade de programação o horário do meio-dia. Possui atualmente uma duração média de 35 a 40 minutos de produção. Este programa segue a linha editorial o e formato padrão da Globo, que orienta as afiliadas para direcionar o jornalismo local nesta faixa de horário a temas considerados de “comunidade” e “serviço”. Compete a cada emissora regional adaptar esse formato ao contexto específico onde está inserida.
Atualmente o JPB-1 é produzido e exibido em conjunto pela TV Cabo Branco e TV Paraíba. Divide-se em quatro blocos. O primeiro bloco é exibido em rede, com uma abordagem mais estadualizada e com a predominância de temas considerados “factuais”. Nesta primeira parte, o telejornal é apresentado da TV Cabo Branco em João Pessoa, mas sempre com a participação da TV Paraíba a partir dos estúdios em Campina Grande de onde são apresentados os temas relacionados ao interior do estado, principalmente das regiões do brejo, agreste e sertão, além das notícias da própria cidade. Entretanto a decisão editorial deste bloco estadual está centralizada na TV Cabo Branco. O Editor-Chefe do telejornal é responsável pelo fechamento do bloco e pela definição sobre quais temas oferecidos pela TV Paraíba serão utilizados neste segmento do telejornal, além dos espaços e da posição que este material irá ocupar no espelho15.
Já a partir do fim do primeiro bloco, a rede é dividida. Os 48 municípios16 da região litorânea que pertencem à área de cobertura da TV Cabo Branco passam a assistir uma versão do telejornal produzida pela emissora da capital do estado. Os 81 municípios17 que compõem a área de cobertura da TV Paraíba passam a acompanhar as notícias da região pela versão do
JPB-1 exibida a partir de Campina Grande. A área de cobertura conjunta das duas emissoras
atinge 129 dos 223 municípios do estado (TV PARAÍBA, 2007).18
15 Espelho: “é a relação e a ordem de entrada das matérias no telejornal, sua divisão por blocos, a previsão (do
espaço) dos comerciais, chamadas e encerramento. Como a própria palavra indica, reflete o telejornal. (PATERNOSTRO, 1999. p. 142). Ver exemplos de espelhos nos anexos a partir da página 250.
16 Na página 241, lista dos municípios da área coberta da TV Cabo Branco, com número de telespectadores. 17 Nas páginas 243 e 244, lista dos municípios da área coberta da TV Paraíba, com número de telespectadores. 18 Ver anexos: Mapa de Cobertura das afiliadas à Rede Globo na Paraíba na página 239 e lista de retransmissoras
Apesar da divisão, o JPB-1 mantém uma coesão de formato e conteúdo. Dependendo dos temas e dos critérios adotados pelos editores de cada cidade, as duas emissoras trocam matérias para exibição simultânea nas duas versões do telejornal. Os VT’s são gerados via link de micro-ondas19. No início do processo de produção, é comum a conversa entre editores para definir o material que cada um vai usar e acertar a paginação do primeiro bloco. A divisão não impede que VT’s produzidos pela emissora de uma cidade sejam exibidas na outra. Vai depender sempre da avaliação editorial. Essa divisão é recente, mas retoma parcialmente o formato original do telejornal.
4.2 – Seções Fixas do JPB 1ª Edição: Recortes e Abordagens
Os quadros de um telejornal são seções temáticas e com periodicidade definida que possuem um formato estabelecido e regular. Caracterizam-se pela adoção de estratégias particulares de abordagem e narrativa, promovendo assim a distinção entre a linguagem adotada nestes segmentos e o tratamento conferido aos assuntos da pauta factual no restante do programa. Muitas vezes se relacionam diretamente com um público específico, contribuindo para a identificação do telejornal com determinados grupos sociais como homens, mulheres, jovens, estudantes, trabalhadores ou até mesmo diferentes classes sociais.
Geralmente são exibidos sempre em um mesmo dia da semana, o que contribui para que o público crie o hábito de acompanhar um quadro específico sempre no mesmo dia e horário. Além disso, essa tática atende as demandas das rotinas produtivas. A escolha dos dias de exibição dos quadros se relaciona com as temáticas abordadas e com as características dos “dias noticiosos”. Um exemplo disso é a exibição aos sábados de quadros com temáticas leves, mostradas em reportagens com duração maior do que a habitual. Isso se deve ao fato de que o volume de notícias nos fins de semana e feriados é menor, fazendo com que seja
19 VT: O termo refere-se ao sistema eletrônico de gravação em Videotape, em fita magnética. Mas como
aponta Bistane e Bacellar (2005. p. 137): “O termo VT também é comumente empregado para se referir à matéria editada”. Neste caso, o termo refere-se a reportagem pré-gravada.
Geração: “Termo que designa o ato de receber ou enviar sinais de áudio e vídeo via satélite ou via link de uma estação para outra” (MACIEL, 1995. p. 109).
necessário ocupar o espaço destinado ao telejornal com matérias pré-elaboradas, além da crença de que o sábado é um “dia de descanso e lazer” onde não caberia tratar de problemas e questões extremamente sérias ou preocupantes.
Dessa forma, a análise dos quadros de um telejornal se torna reveladora para a compreensão da linha editorial e dos enquadramentos adotados na produção de notícias. Os critérios adotados na seleção e construção das reportagens apresentadas nestes segmentos demonstram qual o ponto de vista adotado nos noticiários televisivos, revelando os valores e procedimentos que os compõem. A implantação de seções temáticas e regulares possui uma influência direta na definição do que pode ou não ser noticiado, como discute Traquina (2005b. p. 93):
A criação de espaços regulares, como suplementos e rubricas/seções, tem consequências diretas sobre o produto jornalístico de uma empresa por que a existência de espaços específicos sobre certos assuntos ou temas estimula mais notícias sobre esses assuntos ou temas, por que tais espaços precisam ser preenchidos.
Ao estabelecer um quadro fixo sobre um determinado tema, o noticiário televisivo terá de estabelecer rotinas de produção direcionadas para a permanência desta seção no ar. Torna- se necessário construir e estabelecer uma cadeia de fontes e adotar uma série de procedimentos que viabilizem a organização de uma cobertura sistemática. Estabelece-se um método de trabalho específico para a produção dos quadros, garantindo-se que não faltará material informativo que atenda às exigências estéticas e de conteúdo.
Para tanto, adota-se a divisão de tarefas entre os jornalistas, a definição de prazos específicos de fechamento para cada quadro e a adequação das rotinas da redação aos horários e necessidades de produção. Usando-se a conceito proposto por Tuchman, a “rede noticiosa” da emissora deve se adequar às demandas do telejornal, espalhando-se por fontes e setores da sociedade relacionados aos temas tratados em cada quadro ou coluna.
A pesquisa de campo foi realizada em um período de modificações no formato do JPB
1ª Edição. Novos quadros estavam em fase de implantação ou de pré-produção. Quadros que
estavam no ar anteriormente e obtiveram sucesso em outras fases estavam sendo reformulados para voltar ao ar, como era o caso do “Fala Aí” e do “Eu Quero Justiça”. Algumas das seções do JPB exibidas em 2008 estavam dando lugar a novos segmentos, enquanto os quadros que
permaneciam no telejornal estavam sendo repaginados. No mercado brasileiro de televisão, a época habitual de modificações na grade de programação ocorre entre os meses de março e abril. Seja nas emissoras ligadas à Rede Globo ou a grupos concorrentes. Isso pode ser percebido também no telejornal analisado.
A partir do dia 9 de Março de 2009, o JPB 1ª Edição passava a contar com 12 quadros fixos. Cada um destes segmentos possui formato, periodicidade e dia de exibição específicos. A implantação do novo formato do telejornal foi gradativa. Segundo a editora-chefe, a idéia era estrear um novo quadro por semana, apresentando-se também as reformulações nos quadros que permaneciam em exibição. A seguir, uma breve apresentação de cada um dos quadros atuais do JPB 1ª Edição, obedecendo-se a sequência com que são exibidos no decorrer da semana.
4.2.1 - Quadro “Emprego à Vista”
Nas segundas o JPB exibe o quadro Emprego. Trata-se de um espaço onde pessoas que estão desempregadas podem falar sobre experiências anteriores e divulgar dados para contato. No ar desde 2006, o quadro funciona como uma espécie de versão eletrônica para os classificados de empregos. A partir de fevereiro de 2008, as entradas ao vivo passarão a ser antecedidas por reportagens sobre mercado de trabalho, mostrando projetos de capacitação, cursos profissionalizantes e dicas de comportamento em processos seletivos. A primeira reportagem apresentava a elaboração correta do currículo.
A idéia não é nova. Um dos primeiros programas informativos da TV Globo já apresentava um quadro com formato semelhante. Era o “Show da Cidade”, atração que estreou no dia 08 de agosto de 1966 e ficou no ar até 31 de dezembro de 1968. O programa misturava elementos de jornalismo e shows de variedades, sendo exibido de segunda a sexta ao meio-dia, com duas horas de duração.
O “Show da Cidade” entrou no ar ocupando o espaço na grade de programação que antes pertencia à edição diurna do Tele Globo, o primeiro telejornal da TV Globo. Segundo informações disponíveis no portal Memória Globo, o Show da Cidade era “um boletim informativo sobre os problemas urbanos, dividido em vários quadros temáticos entremeados por vinhetas musicais” 20. Um dos quadros temáticos era o “Eu preciso trabalhar”, um balcão
de empregos apresentado ao vivo por Raul Lontras.
O contexto era outro. Nos primeiros anos de atuação a TV Globo adotava uma linha mais popular, estratégia que foi abandonada com a constituição do Padrão Globo de Qualidade. Quadros como este não mais se adequariam ao padrão estabelecido, que tinha como foco o público consumidor com alto poder aquisitivo.
Fig. 4: Exibição do quadro Emprego no dia 09 de março de 2009. Ao vivo do Parque Solón de
Lucena, em João Pessoa, a repórter Rejane Negreiros entrevistou candidatos a vagas de trabalho. Nesta edição o quadro exibiu um VT sobre um curso de sommelier. Imagens: Reprodução de TV.
Atualmente, a disputa pela audiência do meio-dia com programas policiais, e muitas vezes considerados apelativos, se constitui como um dos fatores que colabora para uma tentativa de reaproximação do jornalismo global com outros segmentos sociais. A preocupação constante da população com o desemprego no país, principalmente desde a década de 1990, faz com que a temática não perca a atualidade.
20 Os dados sobre o Programa “Show da Cidade” e seus quadros foram extraídos do portal Memória Globo;
A temática do mercado de trabalho está presente na linha editorial dos telejornais regionais da Rede Globo, principalmente os exibidos no horário vespertino. Entretanto a forma como são implantados depende das realidades regionais. De acordo com Sérgio Pavanello, chefe de redação da TV Cabo Branco, o formato em que desempregados usam a TV para pedir emprego não possui o menos impacto em outras regiões do país:
O quadro Emprego, ou Há Vagas, (...) é um daqueles exemplos que funciona em alguns lugares e em outros não. Por exemplo, a TV Bahia trabalha bem com isso, outros lugares, é, São Paulo, Rio, Minas, né, que eu tenho experiência, no Sul, isso não tem apelo nenhum.21
Mas a inspiração para o “Emprego à Vista” vem de mais perto e é mais recente. O quadro do JPB segue o modelo implantado pela TV Bahia, afiliada Globo em Salvador. Na Bahia o nome do quadro é mais direto, chama-se “Desempregados”. Lá o telejornal “Bahia Meio-dia” realiza entradas ao vivo direto da Praça do Campo Grande, também sempre às segundas-feiras. A praça chega a ficar lotada nos dias em que a TV promove a exibição do quadro, fenômeno que ainda não pode ser percebido na versão paraibana.
O JPB divulga um número de telefone para que os interessados liguem e se inscrevam. A produção organiza uma agenda com os contatos dos candidatos, que são chamados a cada edição e em um número limitado de participantes. Em algumas edições as entradas ao vivo são acompanhadas de reportagens sobre mercado de trabalho.
4.2.2 - Coluna Saúde:
A coluna sobre Saúde é exibida semanalmente ás terças-feiras. Este segmento do JPB
1ª Edição aborda principalmente assuntos relacionados à prevenção ou tratamento de doenças
diversas. É apresentado em edições temáticas, abordando problemas de saúde. Na maioria das vezes, a Coluna Saúde discute uma doença em cada edição, mas outros tipos de problemas também são apresentados. Um exemplo é a automedicação, que foi o tema do quadro exibido em João Pessoa no dia 10 de março de 2009.
Fig. 5: Quadro Saúde exibido em 10 de março de 2009. Uma farmacêutica respondeu a questões sobre
automedicação. Ao fim da entrevista a apresentadora convoca o público a participar de um chat com a convidada no site da emissora, após o telejornal. Imagens: Reprodução de TV.
O quadro Saúde possui um formato simples. Uma reportagem mostra e explica o problema tratado na semana. Casos de pacientes em tratamento ou que conseguiram resolver o problema são apresentados na matéria, que geralmente utiliza o exemplo destes “personagens” para demonstrar as causas ou consequências da doença abordada.
Após a exibição do VT, um especialista é entrevistado no estúdio e responde os questionamentos dos telespectadores, encaminhados à produção por e-mail ou telefone. Desde o primeiro bloco do telejornal, os apresentadores anunciam o número de telefone da redação
para que o público possa enviar perguntas. Os apresentadores identificam o autor de cada pergunta, citando o nome e o lugar onde reside. Em João Pessoa ainda há outro diferencial: ao final do telejornal o entrevistado participa de um chat sobre o tema do dia, por meio do site do programa. Esse recurso não é utilizado pela edição do JPB em Campina Grande.
4.2.3 - Quadro “Fala Aí”
Considerado o quadro “comunitário” do JPB 1ª Edição, é exibido quinzenalmente às quartas-feiras. Em 2009 ficou decidido que a exibição neste dia da semana seria intercalada com outro quadro que está sendo readaptado, o “Eu quero Justiça”. O objetivo do “Fala Aí” é mostrar as reclamações de moradores que enfrentam problemas nos bairros onde vivem. Em cada edição, um bairro diferente é escolhido pela equipe de produção.
A primeira versão do Fala Aí estreou em 13 de dezembro de 2006, mostrando problemas de saneamento básico no bairro de José Américo em João Pessoa. O quadro ficou no ar até fevereiro de 2009, quando no mês seguinte foi substituído pelo quadro “Vida Real”. O novo formato seguia o modelo implantado pela TV Globo Nordeste na capital pernambucana.
A principal diferença era que além de mostrar os problemas de cada bairro, o Vida
Real buscava histórias com enfoques positivos, apresentando projetos sociais, artistas da
comunidade ou aspectos interessantes da história dos bairros e seus personagens. A TV Cabo Branco trouxe um jornalista com experiência no rádio para ser o repórter do Vida Real. O objetivo, segundo a direção de jornalismo, era implantar uma abordagem ainda mais próxima da linguagem popular.
O quadro ficou no ar até o final de abril de 2008, sendo retirado do ar devido à proximidade com as eleições municipais. Como o quadro é ao vivo, havia o risco de uso político do espaço destinado às reivindicações. Desde então o JPB 1ª edição estava sem
apresentar quadros com enfoque comunitário, tratando de temas de prestação de serviço apenas na pauta factual.
A reestreia do “Fala Aí” em 2009 aconteceu em datas distintas na TV Cabo Branco e na TV Paraíba. Em João Pessoa o quadro voltou ao ar no dia 18 de março, mostrando os problemas dos moradores do bairro de Cruz das Armas. A determinação para que o quadro fosse implantado em Campina Grande só ocorreu na semana seguinte, com a orientação de seguir o novo formato já adotado em João Pessoa. Por este motivo o quadro só estreou em Campina Grande no dia 01 de abril de 2009, quando mostrou os problemas enfrentados pelos moradores do Bairro das Malvinas, o mais populoso da cidade.
Fig. 6: Estreia do Fala Aí em 18 de Março de 2009, no Bairro de Cruz das Armas em João Pessoa. O
repórter Hildebrando Neto entrevista representantes da prefeitura e moradores do bairro. Fotos cedidas pela assessoria de imprensa das Faculdades FACENE/FAMENE, parceira do quadro.
O novo formato é formado principalmente por reportagens e entradas ao vivo, tendo sempre como cenário o bairro abordado. O repórter do quadro produz uma matéria sobre um problema específico ou sobre o conjunto de dificuldades enfrentadas pela comunidade. De acordo com os editores, o formato do quadro exige que a matéria tenha muitas sonoras, enfatizando a participação popular. Esta matéria explica os problemas e mostra a situação vivida pela comunidade, com um tom reivindicatório.
No dia da apresentação do quadro, o VT é exibido e serve como mote para que outras reclamações sejam feitas ao vivo. Os apresentadores e repórteres convocam a participação das pessoas que estão próximas ao lugar onde a estrutura da TV está montada. Um espaço do telejornal ao vivo é aberto para as solicitações e reivindicações.
Ao final do quadro, as autoridades responsáveis pelos problemas mostrados participam do link. Este é o espaço destinado aos representantes dos órgãos públicos para que se justifiquem e proponham possíveis soluções. Neste momento o quadro geralmente adota um tom de cobrança, exigindo dessas autoridades um prazo para a resolução dos problemas. Como costuma dizer um dos repórteres, esta é a hora de “firmar um compromisso com a comunidade”. Assumindo um papel de intermediação, o quadro é encerrado com a reação dos moradores às promessas apresentadas.
Fig. 7: Estreia do Fala Aí em Campina Grande na edição de 01 de abril de 2009. Ao final do quadro,
os moradores do bairro das Malvinas cercam o repórter Marcos Vasconcelos para fazer reivindicações. Imagens: reprodução de TV (estúdio) e pesquisador (link ao vivo).
Na versão 2009 o Fala Aí veio com uma novidade: o oferecimento de serviços gratuitos à população da área visitada. O departamento de jornalismo das emissoras buscou parcerias com universidades públicas e particulares para montar uma estrutura de prestação de serviços, principalmente na área de saúde e assessoria jurídica. Professores e estudantes oferecem gratuitamente serviços de aferição de pressão, checagem de glicose, fisioterapia, odontologia e psicologia, entre outros. Em troca, o telejornal abre um espaço para que um
representante fale sobre os projetos sociais desenvolvidos pela instituição de ensino. Segundo os editores do telejornal, não há nenhum envolvimento do departamento comercial da emissora no estabelecimento destas parcerias. As universidades oferecem gratuitamente os serviços em troca apenas da visibilidade proporcionada pelo quadro.
4.2.4 - Quadro “Eu Quero Justiça”
O “Eu Quero Justiça” É o quadro policial do JPB 1ª Edição. Reveza com o quadro “Fala Aí” a exibição nas quartas-feiras. O Eu Quero Justiça voltou ao ar no dia 01 de abril, após alguns meses fora do ar. Anteriormente, João Pessoa e Campina Grande produziam matérias distintas sobre casos específicos de cada região. Em 2009 a produção do quadro ficou concentrada na TV Cabo Branco. A reestréia não foi exibida em Campina Grande, por que coincidiu com a estréia do Fala Aí nesta cidade. O Quadro Eu Quero Justiça mostra casos de crimes ainda não resolvidos, onde os acusados já foram condenados e mesmo assim continuam em liberdade, foragidos ou sem punição.
Fig. 8: Estreia do Eu Quero Justiça em 01 de Abril de 2009, mostrando a caso do desaparecimento de
um agricultor em Itabaiana, ameaçado em conflitos de terra. As reportagens são realizadas pelo repórter Laerte Cerqueira e o produtor Renilson Freitas. Imagens: Reprodução de TV.
De acordo com Sérgio Pavanello, chefe de redação da TV Cabo Branco, a inspiração para a criação do quadro foi o programa policial “Linha Direta”, que durante anos foi exibido no horário nobre da Rede Globo:
O “Eu Quero Justiça”, por exemplo, já foi uma criação nossa, baseada em uma experiência muito maior que é o Linha Direta. Só que ele pegava um caso muito grande, fazia uma novelinha em cima daquele caso, né? Era um programa de uma dimensão muito grande. Mas a gente achava