4.1 Sosialtjenesteloven
4.1.9 Fra intervjuene: Er stønadsnivået i Oslo høyt nok til at man kan opprettholde
A análise e a interpretação dos dados obtidos durante a pesquisa devem passar por um processo analítico criterioso, sendo que a sua compreensão constitui o núcleo central da própria pesquisa (OLIVEIRA NETTO, 2008). Ainda, de acordo com Yin (2005), a análise de dados significa examinar, categorizar, classificar, testar ou recombinar as evidências quantitativas e qualitativas para tratar as proposições iniciais de um estudo.
Para realizar a análise dos dados qualitativos coletados durante a primeira etapa desta pesquisa, utilizou-se a metodologia referente à Análise de Conteúdo. De acordo com a pesquisadora francesa Laurence Bardin (2009, p.33), a Análise de Conteúdo caracteriza-se como ”um conjunto de técnicas de análise das comunicações”. Trata-se, então, de um instrumento marcado por uma grande disparidade de formas e adaptável a um campo de aplicação muito vasto tal como o pesquisado: a comunicação. Porém, esta metodologia utiliza procedimentos
sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens, ou seja, o interesse não está apenas na descrição dos conteúdos, mas sim no que estes podem significar após serem tratados.
Neste sentido, a também pesquisadora Maria Laura P. B. Franco (2003) afirma que, em Análise de Conteúdo, a simples descrição das características das mensagens contribui muito pouco para a compreensão das características de seus autores. Quando, no entanto, se indagam as causas ou os efeitos da mensagem, essa metodologia cresce em significado, exigindo também maior bagagem teórica do pesquisador.
A Análise de Conteúdo requer que as descobertas tenham relevância teórica, ou seja, possui pouco valor uma informação puramente descritiva e não relacionada a outros atributos ou às características do emissor. Um dado sobre o conteúdo de uma mensagem deve estar relacionado, preferencialmente, a outro dado. A conexão neste tipo de relação deve ser representada por alguma forma de teoria e, deste modo, percebe-se que toda a análise de conteúdo implica comparações contextuais.
Além disto, a Análise de Conteúdo deve partir da comunicação tal como foi manifestada, e não falar por meio dela, como alerta Franco (2003). Este cuidado se faz necessário para evitar a possível condição de realizar uma análise baseada em um exercício equivocado, que pode resultar na situação de uma análise por demais subjetiva por parte do autor.
Portanto, é com base no conteúdo manifesto e explícito que se inicia o processo de análise. Isto não significa, porém, que deve ser descartada a possibilidade de analisar o conteúdo oculto das mensagens e de suas entrelinhas, que encaminha o pesquisador para o que pode ser decifrado mediante códigos especiais e simbólicos. Este procedimento valoriza o material a ser analisado, especialmente se o pesquisador, ao interpretar o conteúdo latente, basear-se em contextos sociais e históricos encontrados durante a pesquisa (FRANCO, 2003).
Bardin (2009) discorre ainda sobre o processo de inferência em Análise de Conteúdo, afirmando que é necessário o pesquisador ter em evidência a finalidade – implícita ou explícita – de qualquer análise de conteúdo. Assim, a intenção desta metodologia, segundo a autora, é a inferência de conhecimentos relativos às condições de produção e de recepção das mensagens, inferência esta que recorre a indicadores, sejam eles quantitativos ou não.
Confirmando Bardin (2009), Franco (2003) afirma que uma importante finalidade da Análise de Conteúdo é produzir inferências sobre qualquer um dos elementos básicos do processo de comunicação: a fonte emissora, o processo codificador que resulta em uma mensagem, o
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detector da mensagem ou o processo codificador. Produzir inferências é a razão de ser da análise de conteúdo, é o que confere a esse procedimento sua relevância teórica, uma vez que implica, pelo menos, uma comparação com outros dados. Assim, cabe evidenciar, novamente, que toda Análise de Conteúdo implica comparações. O tipo de comparação, por sua vez, é ditado pela competência do pesquisador, no que diz respeito a seu maior ou menor conhecimento acerca de diferentes abordagens teóricas.
Nesta pesquisa, a Análise de Conteúdo foi realizada com base na documentação, nos registros em arquivo e nas transcrições das entrevistas, conforme citado anteriormente. Os dados obtidos a partir destes materiais foram agrupados por afinidade, de forma a dar origem a cinco grupos consistentes de informações. Esses grupos de informações foram analisados utilizando-se os autores referenciados nesta dissertação e, em conjunto com estas análises, formaram as categorias de análise que fazem parte da seção “Etapa Qualitativa” do capítulo a seguir. Essas categorias denominam-se: “canais de comunicação”, “resultados e benefícios das mídias sociais”, “processo de inovação”, “planejamento e comunicação estratégica” e, por fim, “desafios e dificuldades”.
A segunda etapa desta pesquisa, ao utilizar-se de instrumentos quantitativos para sua realização, exigiu uma análise diferente da etapa qualitativa. Ainda assim, essas análises, mesmo sendo de naturezas distintas, foram complementares entre si.
Conforme sugere Matias-Pereira (2007), tanto a tabulação quanto a análise dos dados quantitativos podem valer-se de recursos manuais ou computacionais para a organização e a preparação dos dados obtidos na pesquisa de campo. A análise, por sua vez, deve ser feita de forma a atender aos objetivos propostos na pesquisa, confrontando-se e comparando-se os dados disponíveis.
Para Silva (2007), a análise quantitativa refere-se à análise de dados estatísticos, realizada a partir de cálculos, porcentagens e médias aritméticas, entre outros. O material analisado – composto por registros sistemáticos, perguntas fechadas, escalas e perguntas de múltipla escolha – pode interagir, inclusive, com os dados qualitativos coletados pelo pesquisador, como no caso de um estudo quanti-qualitativo.
Por fim, durante a análise dos dados quantitativos, ponderou-se de forma a evitar os erros para os quais Best (1972 apud OLIVEIRA NETTO, 2008) alerta e que envolvem o tratamento desse tipo de dados. Entre esses erros estão:
4. “EU VIM PRA CONFUNDIR, NÃO PRA EXPLICAR”
(APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS)
A seguir são apresentados os resultados da pesquisa quanti-qualitativa, realizada no Instituto Federal de Santa Catarina no segundo semestre de 2010. No entanto, com o objetivo de dar prosseguimento a esta etapa de forma clara e coerente, apresenta-se, inicialmente, a própria instituição (seção 4.1). Após a caracterização do IF-SC, são apresentados os resultados da etapa qualitativa (seção 4.2) e, em seguida, da quantitativa (seção 4.3). A análise dos dados é feita concomitantemente à apresentação dos mesmos.