Segundo o artigo 21 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (BRASIL, 1996), a educação escolar no Brasil é composta por dois níveis: a educação básica – que abrange a educação infantil, o ensino fundamental e o ensino médio – e a educação superior. Este nível abrange os cursos e programas de diversas naturezas, tais como cursos sequenciais, de graduação, de pós-graduação e de extensão, sempre abertos a candidatos que atendam aos requisitos estabelecidos em cada caso pelas instituições de ensino. Ainda, quanto à administração, as instituições públicas de educação devem obedecer ao princípio da gestão democrática, o que assegura a existência, dentro destas instituições, de órgãos colegiados deliberativos, os quais contam com a participação de representantes dos diversos segmentos da comunidade institucional, local e regional.
A Educação Profissional e Tecnológica, por sua vez, surge como uma modalidade de educação transversal entre a educação básica e a educação superior. Conforme a lei nº 11.741/2008, a Educação Profissional e Tecnológica abrange os cursos profissionalizantes de diversos níveis, desde a educação básica – por meio dos cursos técnicos em suas diferentes modalidades – até as graduações tecnológicas, as pós-graduações tecnológicas e os cursos de formação inicial e continuada ou qualificação profissional. Além disso, a mesma lei determina que a Educação de Jovens e Adultos deve procurar articular-se com a Educação Profissional e Tecnológica, passando também a ser oferecida por instituições de ensino que já oferecem cursos técnicos e superiores de caráter profissionalizante (BRASIL, 2008a).
Nesse contexto, as instituições que ofertam cursos de nível superior são classificadas, de acordo com o Artigo 12º do Decreto nº 5.773/06, em três categorias: as universidades, os centros
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universitários e as faculdades. Porém, conforme as últimas edições do Censo da Educação Superior – publicado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais, vinculado ao Ministério da Educação –, uma quarta categoria de instituições também passou a fazer parte deste grupo: os centros federais de educação tecnológica (Cefets) e os institutos federais de educação, ciência e tecnologia (IFs). Ainda, essas instituições também são classificadas de acordo com sua natureza, diferenciando-se entre instituições de ensino públicas (federal, estadual ou municipal) e privadas (particular, comunitária, confessional ou filantrópica). (BRASIL, 2006; INEP, 2010a; 2011a)
As universidades são instituições com autonomia para criar e extinguir cursos de acordo com sua necessidade ou realidade local. Ao mesmo tempo em que prezam pela indissociabilidade das atividades de ensino, de pesquisa e de extensão, são instituições pluridisciplinares e visam à produção intelectual por meio do estudo sistemático de temas relevantes tanto científico, cultural, regional e nacionalmente. Têm um terço do seu corpo docente formado por mestres ou doutores e, ainda, um terço do corpo docente trabalhando em regime de tempo integral. Somente universidades podem utilizar siglas aproveitando-se do prefixo “uni”.
Os Centros Universitários também têm autonomia para criar, organizar e extinguir cursos e programas de educação superior. São instituições pluricurriculares e abrangem, desta forma, uma ou mais áreas do conhecimento. Possuem um quinto do seu corpo docente trabalhando em regime de tempo integral e um terço deste mesmo corpo formado por mestres ou doutores. (BRASIL, 2009)
Por outro lado, as faculdades não gozam da mesma autonomia que as universidades e os centros universitários, devendo solicitar ao Ministério da Educação pedidos como a criação de cursos, mudanças do nome de cursos existentes, entre outros. Vale destacar que as universidades e centros universitários também devem solicitar ao MEC tais mudanças quando os cursos já tiverem sido reconhecidos. As faculdades também possuem regras diferenciadas sobre a formação acadêmica ou regime de trabalho do corpo docente, sendo estimuladas a buscar a qualificação desse corpo devido à avaliação realizada regularmente pelo MEC. (BRASIL, 2009)
Enquanto isso, os Cefets e Ifets – que eram considerados pelo MEC dentro da categoria de “centro universitário” até o Censo da Educação Superior de 2007 – atualmente fazem parte da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica, já descrita no capítulo anterior desta dissertação. No total, o país possui 38 Institutos Federais e dois Centros Federais de Educação
Tecnológica (que optaram pela não transformação em Instituto Federal a partir de 1º de janeiro de 2009), os quais possuem uma forte tradição no ensino profissional de nível técnico e ofertam, também, cada vez mais cursos superiores de tecnologia – os chamados “tecnólogos” – nas diversas áreas ligadas à realidade local de seus campi (BRASIL, 2009).
As instituições que compõem a Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica gozam da mesma autonomia que as universidades e têm suas atividades também ligadas ao princípio da indissociabilidade entre o ensino, a pesquisa e a extensão. Quanto ao modelo pedagógico, os Institutos oferecem ensino médio e superior integrado a uma educação humanística, científica e profissional. Por meio da extensão, estas organizações procuram estimular o desenvolvimento de soluções técnicas e tecnológicas e, ainda, estender tais benefícios à comunidade. O mínimo de 50% das vagas dos Institutos é destinado à oferta de cursos técnicos de nível médio, em especial de currículo integrado. Na educação superior, os Institutos reservam 20% de suas vagas para engenharias e cursos de licenciatura em Ciências da Natureza (física, química, matemática e biologia). (IF-SC, 2009a)
De acordo com informações do Ministério da Educação, o país terminou o ano de 2010 com 354 escolas federais de educação profissional em funcionamento. Além disso, a quantidade de matrículas passou de 140 mil para 348 mil entre 2005 e 2010 e, até o final de 2011, haverá mais 46 escolas federais de educação profissional (BRASIL, 2010a).
Os números indicam um investimento relevante do Governo Federal na área da Educação Profissional e Tecnológica, tanto por meio do aumento do número de instituições quanto pelo crescimento registrado nas matrículas. Ainda, até o final de 2012 – quando todas as escolas estiverem em funcionamento – a previsão do Ministério da Educação é de que seja alcançado o patamar de 600 mil matrículas em todo o país (BRASIL, 2010a).
A Educação Profissional e Tecnológica aparece, então, como um setor em crescimento no país e com perspectivas de ampliação ainda para os próximos anos. A atuação eficiente das instituições em meio a este processo de expansão torna-se, neste contexto, especialmente importante e a comunicação organizacional constitui-se como um dos principais fatores a serem observados por elas. As mídias sociais, portanto, surgem como possíveis aliadas das instituições envolvidas neste processo e a compreensão dessas ferramentas sob a ótica dos principais públicos-alvo do IF-SC pode proporcionar vantagens significativas para a instituição.
ANEXO E – E-MAIL ENVIADO A TODOS OS SERVIDORES DO IF-SC ... 242 ANEXO F – MATÉRIA VEICULADA NO SITE DO IF-SC EM 22/11/2010 ... 243 ANEXO G – MATÉRIA VEICULADA NO SITE DO IF-SC EM 14/12/2010 ... 244 ANEXO H – NOTA VEICULADA NO LINK DIGITAL EM 26/11/2010 ... 245 ANEXO I – NOTA VEICULADA NO LINK DIGITAL EM 10/12/2010 ... 246 ANEXO J – VEICULAÇÃO DA ETAPA QUANTITATIVA NA IMPRENSA ... 247 ANEXO K – DIVULGAÇÃO DA ETAPA QUANTITATIVA NO FACEBOOK ... 249 ANEXO L – DIVULGAÇÃO DA ETAPA QUANTITATIVA NO ORKUT ... 250 ANEXO M – DIVULGAÇÃO DA ETAPA QUANTITATIVA NO TWITTER ... 251 ANEXO N – PLANEJAMENTO 2011 DA DIRETORIA DE COMUNICAÇÃO ... 253 ANEXO O – EXEMPLOS DAS MANIFESTAÇÕES VIA TWITTER ... 254 ANEXO P – EXEMPLOS DAS MANIFESTAÇÕES VIA FORMSPRING ... 255
3. “COMO VAI, VAI BEM? VEIO A PÉ OU VEIO DE TREM?”
(PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS)
São apresentadas, neste tópico, as informações relativas à natureza da pesquisa, à amostra, aos instrumentos, aos procedimentos de coleta de dados e ao procedimento de análise dos dados coletados.