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Les intellectuels et la guerre d’Algérie

3. Contextualisation : la guerre d’Algérie

3.3. Les intellectuels et la guerre d’Algérie

Archives et Bibliothèques de Belgique - Archief- en Bibliotheekwezen van België Bélgica 1921

Association des Archivistes Suisses (AAS) Suíça 1922

Society of American Archivists (SAA) Estados Unidos 1936

Fédération Internationale des Archives du Film (FIAF) Bélgica 1938

Society of Archivists Reino Unido 1947

Society of Finnish Archivists Finlândia 1947

Associazione Nazionale Archivistica Italiana (ANAI) Itália 1949 Asociación Española de Archiveros, Bibliotecarios, Museólogos y Documentalistas

(ANABAD) Espanha 1949

Associação dos arquivistas croatas Croácia 1954

Associação dos Arquivistas Eclesiásticos Itália 1956

South African Society of Archivists (SASA) África do Sul 1960

Associacion Peruana de Archiveros Peru 1961

Association des Archivistes du Québec (AAQ) Canadá 1967

Association des Archivistes Françaises França 1969

Associação dos Arquivistas Brasileiros (AAB) Brasil 1971

Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas (APBAD) Portugal 1973

Association of Canadian Archivists (ACA) Canadá 1975

Australian Society of Archivists (ASA) Austrália 1975

Associação dos arquivos diocesanos da Áustria Áustria 1976

Associació d´Arxivers de Catalunya (AAC) Espanha 1985

Czech Society Archives (CSA) Nigéria 1990

Southeast Asia Pacific Audio Visual Archives Association (SEAPAVAA)

Austrália, Nova Zelândia e Ilhas

do Pacífico 1996

Associação dos arquivistas sérvios Sérvia 2000

Asociación de Archiveros del Principado de Asturias (AAPA) Espanha 2006 Fonte: elaboração própria, com base em Gagnon-Arguin (1992), Couture (2000-2001), Couture, Ducharme, Rousseau, (1988), Bertini (2002-2003), Burgy e Roth-Lochner (2002-2003), Depoortere (2002-2003), Associação dos Arquivistas Brasileiros (1977c) e nos sítios eletrônicso da UNESCO118 e das próprias associações.

118 Informações disponíveis em: <http://www.unesco-ci.org/cgi-bin/portals/archives/page.cgi?g=

Em 1976 é criado o PGI, voltado para as atividades da UNESCO em matéria de informação especializada, de documentação e de arquivos. No ano seguinte, no âmbito desse Programa e do ICA, é criado o Records and Archives Management Programme (RAMP), que deveria abarcar as políticas de arquivos, regras e normas, infraestruturas, formação e investigação para o desenvolvimento nacional, regional e internacional. As publicações dos estudos desse Programa são apresentadas no apêndice D.

Os diversos temas desenvolvidos no âmbito do RAMP convergem para: a criação da consciência e promoção da compreensão, entre e dentro dos Governos dos Estados-Membros, do valor e da utilidade dos documentos de arquivo como recursos de informação de base; o auxílio aos países, na organização e desenvolvimento de sistemas de gerenciamento de arquivos e serviços necessários para a efetiva utilização desses recursos de informação; a promoção e divulgação do conhecimento por meio da formação de profissionais na área de arquivos e gestão de documentos, como base sólida para as políticas de arquivos e de desenvolvimento (RASTAS, 1992).

Couture faz uma pesquisa junto às escolas de Arquivologia e CI vinculadas às universidades na Europa Ocidental, África, Oriente Médio, Ásia e Oceania, América do Sul e América do Norte, com o fim de verificar os impactos dos estudos RAMP na formação de arquivistas. Dentre os seus resultados, o pesquisador constata a grande utilização desses estudos para: a preparação de cursos/palestras ou de trabalhos práticos, sendo, inclusive, distribuídos aos estudantes; trabalhos de pesquisa teórica; e desenvolvimento de programas de ensino. Por um lado, são observadas dificuldades de acesso a essas publicações, geralmente decorrentes das limitações de leitura em inglês e francês. Por outro, as opiniões (inclusive do Brasil) convergem para o reconhecimento desses estudos como documentos de referência para os arquivistas e gestores de documentos, que lhes permitem aprofundar e atualizar suas competências técnicas e profissionais. Desse modo, na sua repercussão internacional, “Os estudos RAMP muito contribuem para o desenvolvimento e difusão da Arquivística no mundo inteiro” (COUTURE, 1993, p. 8, tradução nossa).

Além dessas publicações, a UNESCO toma a iniciativa de empreender, no âmbito do PGI, um projeto para formulação de normas, regras e diretrizes na área de arquivos e pré- arquivamento, em 1980. Nesse contexto, a ABNT, pelo Subcomitê de Documentação, constitui uma comissão de estudos de Arquivologia, com grupos de trabalho voltados para a terminologia em língua portuguesa e controle e arranjo de documentos (ARQUIVO NACIONAL, 1980f), conforme apresentado no quadro 6.

Diante dessas iniciativas e avanços internacionais, Silva et al (1999) lembram os impactos tecnológicos nos arquivos e a aproximação da Arquivologia à CI, intensificadas nos anos 1980 e 1990.

No entanto, ainda havia países da América Latina que não tinham arquivistas formados em cursos regulares; em outros países, existiam apenas um ou dois arquivistas. Diante desse quadro, na Reunião Técnica sobre o Desenvolvimento dos Arquivos (Washington, 1972), a OEA, no âmbito do seu Projeto Multinacional de Desenvolvimento de Arquivos, decidiu oferecer um programa arquivístico para a América Latina, que contemplasse cursos de capacitação em Córdoba (Argentina) e Madri (Espanha). Esse programa tinha por objetivo: “Formar e aperfeiçoar pessoal especializado na organização e direção de arquivos históricos e administrativos, e na organização e catalogação de seus acervos a fim de ser preservado o patrimônio histórico e cultural dos povos da América” (ASSOCIAÇÃO DOS ARQUIVISTAS BRASILEIROS, 1973a).

Em Madri, os Cursos sobre Organización y Administración de Archivos eram realizados pela Direção Geral de Arquivos e Bibliotecas, com o patrocínio da OEA, do Ministério dos Negócios Exteriores e do Ministério da Educação e Ciência da Espanha, na Escuela de Documentalistas e iniciaram em 1973. Dirigidos pela profª Vicenta Cortés Alonso, preparoraram doze funcionários de arquivos de dez países iberoamericanos, incluindo o Brasil, representado por Regina Alves Vieira (ARQUIVO NACIONAL, 1974c). Em seu relato de participação nesse Curso, Regina menciona a criação, pelos bolsistas do mesmo, da Federação Iberoamericana de Arquivistas (FIDA, hoje FIA) (ASSOCIAÇÃO DOS ARQUIVISTAS BRASILEIROS, 1974a). Ela ainda descreve “A construção do arquivo: uma experiência trazida da Europa” (ASSOCIAÇÃO DOS ARQUIVISTAS BRASILEIROS, 1975b).

A programação das atividades contemplava teoria e prática das técnicas arquivísticas, visitas a diversos arquivos do País e “intenso intercâmbio de conhecimentos e experiências com os profissionais espanhóis” (ARQUIVO NACIONAL, 1974e, p. 12). Esses cursos tiveram um boletim informativo, de publicação anual, a Gacetilla.

Em Córdoba, os Cursos Interamericanos de Capacitación Archivística começaram em 1974 e eram realizados no Centro Interamericano de Desarrollo de Archivos (CIDA), que funcionava na Escuela de Archiveros da Universidad Nacional de Córdoba. Seu programa contemplava: teoria dos arquivos; produção e administração de documentos; ordem e classificação; descrição e catalogação de edifício e equipamento; conservação e restauração; legislação e consulta; e Paleografia latinoamericana. Os participantes do curso ainda deveriam

fazer estágio de um mês no Archivo General de la Nación, em Buenos Aires (ASSOCIAÇÃO DOS ARQUIVISTAS BRASILEIROS, 1973a).

A partir desses cursos, seus participantes ainda deveriam compartilhar e multiplicar os conhecimentos adquiridos em seus países de origem. Tanto que a preferência de participação era dada a docentes, tendo em vista a estruturação da carreira de arquivistas na América Latina. Como veremos no próximo capítulo, vários brasileiros participaram desses cursos, em vários casoso como bolsistas da OEA.

Nos anos 1980, a OEA continua oferecendo bolsas de estudo para o Curso de Habilitação em Arquivos da Administração Pública, na Universidade de Córdoba (ASSOCIAÇÃO DOS ARQUIVISTAS BRASILEIROS, 1979b).

Além do STIA e dos cursos oferecidos pela OEA, em convênio com o CIDA, havia cursos oferecidos pelo governo alemão em colaboração com a Escola de Arquivo de Marburg, no final dos anos 1970, com bolsas de estudo (ASSOCIAÇÃO DOS ARQUIVISTAS BRASILEIROS, 1978c).

A cooperação arquivística internacional no início da década de 1980 foi assim descrita pelo ICA:

Quadro 12: Cooperação arquivística internacional (déc. 1980)