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A partir das observações das zonas de sentido construídas e discutidas no capitulo anterior podemos destacar alguns últimos aspectos gerais relevantes nas histórias de vida e familiar da Karla e da Denise. Consideramos essa última discussão é importante, pois a mesma nos permite compreender claramente alguns aspectos semelhantes e outros distintos nesses dois casos analisados.

Um dos pontos que percebemos nas duas famílias (Karla e Denise) e que se constituíram como um dos principais fatores para o início do consumo de drogas por essas mulheres: a ineficiência da função parental (em algum período do ciclo de vida familiar). No caso de Karla, sua mãe e padrasto não desempenharam adequadamente seus papéis e função parentais, deixando espaços vazios a serem ocupados e conferido a Karla. Ou seja, Karla sai do subsistema fraternal passando a ocupar um lugar “dividida” (meio irmã e meio mãe dos irmãos), no subsistema parental, em que seu papel familiar é de cuidadora, sendo que esse papel representa lealdade ao sistema. Já no caso da Denise, o relacionamento entre seus pais e ela era marcado por uma distância afetiva, autoritarismo excessivo (o que impedia a sua autonomia) sem controle, cuidado e monitoramento parental efetivo. Nesse caso também, os pais não cumprem seus papéis e função parental, deixando espaços vazios a serem ocupados. A ineficiência da função parental dos pais dessas mulheres representa também uma desorganização familiar no que diz respeito aos papéis e funções de cada membro, evidenciando a dificuldade da organização e separação dos subsistemas familiares. Dessa forma, o consumo de drogas por essas mulheres serviu como uma maneira de elas se diferenciarem de suas famílias de origem e também buscarem um amparo para uma relação familiar angustiante. Lembrando que tanto Karla e Denise sofrem com: a ausência ou falta de monitoramento parental eficiente, clareza e flexibilidade na autoridade, super funcionamento para compensar a ineficiência do subsistema executivo (pais).

Destacamos também, a forte influência dos grupos de pares. Consideramos que a vivência familiar angustiante no período da adolescência da Karla e Denise cooperou para que o grupo de pares (fora do contexto familiar) ganhasse relevância em suas vidas, ou seja, não sentindo que pertenciam à suas famílias, com prejuízos nas referências identitárias e no movimento de

pertencimento e separação (SUDBRACK, 2003). Para evitarem situações aversivas na própria família, essas mulheres buscaram o pertencimento ao grupo de pares. Karla aproxima-se dos amigos e Denise ampara-se nos irmãos (que já cuidavam dela). Sendo que para a primeira (Karla), os amigos lhe permitia a expressão de sua angústia, pois na família recorria-se apenas ao silêncio. Já para Denise, o grupo de pares influencia de maneira indireta (permeada pela convivência com os irmãos – cuidadores), ou seja, na adolescência de Denise, o subsistema fraternal (que já tentava suprir as lacunas do subsistema parental) acaba, de certa maneira, aproximando-a de pessoas que consomem drogas. Lembrando que os seus próprios irmãos já consumiam. Nessa fase, a relação com os grupos de amigos tornam-se fortes e representam em situações de conflito um refúgio, uma possibilidade de independência e novas vinculações, iniciando o consumo de drogas (SUDBRACK, 2001). Através dos amigos (no caso da Denise, também dos irmãos) e como uma possibilidade de diferenciar-se da família, Karla e Denise iniciam o seu consumo de drogas. No caso da Karla, somente ela, nesse período, consome álcool e outras drogas; já na família da Denise, tanto ela quanto seus outros dois irmãos consumiam.

Observamos, dessa forma, que outro ponto que se destaca com fortes semelhanças é a comunicação na fase da adolescência dessas mulheres. Esta comunicação entre elas e seus pais pode ser caracterizada principalmente como rudimentar (no caso da Karla) e agressiva (no caso da Denise), estimulando alianças negativas entre os subsistemas parental e fraternal. Portanto, nos dois casos, a comunicação é comprometida, não contribuindo para o estabelecimento de relações construtivas no contexto familiar.

Não podemos também deixar de destacar a relevância da vivência da conjugalidade de Karla e Denise, que entrelaça no que se refere à manutenção do consumo de álcool e outras drogas por essas mulheres. A conjugalidade surge em suas vidas a partir de um rompimento drástico com a família de origem: para Karla foi através da sua expulsão de casa pela mãe, já para Denise a partir da sua gravidez (de sua segunda filha). Complementando uma situação já tão complexa e sofrida para estas adolescentes, o consumo de drogas também interfere na vivência da conjugalidade pelo casal, quando o mesmo torna-se um fator de proximidade e separação, infere na formação de fronteiras do subsistema conjugal e diante de questões de poder, intimidade e diferenças, aspectos confirmados por Maluf e Pires

(2006). Ainda a respeito da vivência da conjugalidade, destacamos Denise que possui alguns aspectos diferentes de Karla. Denise, ao contrário de Karla, é casada e na sua relação com o marido exerce um papel de submissão e dependência. Lembrando que na relação dos pais de Denise, sua mãe também exercia um papel semelhante (à sombra do marido). Contudo, Denise não só se ausenta do subsistema conjugal como se refugia no subsistema filial (seus próprios filhos). Ou seja, em sua família de origem, Denise buscou amparo nos irmãos e agora, em seu casamento, ela se iguala aos filhos (continuando a ser cuidada, submissa e dependente) não como mãe e esposa, mas como irmã/filha. E assim, a droga se mantém na vida dessas mulheres permeando suas relações familiares e servindo como um mecanismo de homeostase familiar e falsa possibilidade de proteção dos subsistemas familiares.

Contudo, sob um outro olhar a conjugalidade dessas mulheres possui aspectos. Sabemos que para as duas, a convivência conjugal serviu de incentivo e mantenedor do consumo de drogas, porém Karla (após iniciar seu tratamento) rompe com o parceiro, justamente por buscar a abstinência e por desejar um maior comprometimento em sua relação amorosa. Contudo, Denise se vê entrelaçada nessa relação em que ela ocupa uma posição impotente e nutre em si um sentimento de inferioridade que a impede de assumir outras funções ou papéis no funcionamento familiar.

A respeito da participação da família no tratamento do consumo de álcool e outras drogas por Karla e Denise se destaca, pois de maneira semelhante, as duas famílias não desvalorizam a relevância do tratamento em sua vidas, mas de fato não participam. As famílias demonstram resistência, com o objetivo de se manter a dinâmica familiar preexistente, o que torna-se um facilitador e co-gerador do consumo de drogas por elas (KALINA et al., 1999). Isso significa que as famílias apóiam essas mulheres a freqüentarem o SEAD, mas elas mesmas (pais, parceiros e filhos) não freqüentam e não buscam orientação a respeito de como lidar com questões que envolvem a problemática do consumo de drogas, por exemplo, o medo das recaídas, abstinência e recursos para solução desse problemas. Supomos que o fato de a família não participar do tratamento dessas mulheres, além de representar uma tentativa de ignorar o seu próprio sofrimento, é também uma forma de manter Karla e Denise em uma posição de “paciente identificado” (DUALIB, 2006), reforçando que as mesmas representam o problema familiar.

Não podemos deixar de falar também a respeito de alguns aspectos transgeracionais bastante influentes no que se refere a participação da família no consumo de drogas por Karla e Denise. Tanto na família da Karla quanto na da Denise há uma repetição de dinâmicas familiares que cooperam para o consumo de drogas. Na Karla destacamos: o peso do papel de cuidadora como representação de lealdade ao sistema familiar; e a presença do alcoolismo ao longo das gerações. Já no caso de Denise, ressaltamos: o consumo de álcool pelo pai e avô paterno; e o distanciamento da família de origem com a família extensa.

Além desses aspectos citados anteriormente, observamos que estamos diante de duas mulheres (Karla e Denise) que vivenciaram experiências distintas em suas infâncias: em uma foi exigido assumir responsabilidades e na outra foi dificultado o desenvolvimento da autonomia. Destacamos em Karla, o fato da mesma assumir de maneira inflexível o papel de “filha parental”, o que de certa maneira, representou em sua vida tornar-se mais responsável, com uma autonomia para agir e decidir questões além de sua capacidade. Já na família de Denise, o pai era autoritário, a mãe permissiva, passiva e incoerente. Os irmãos assumem o papel de cuidador, mas permeado pelo consumo de drogas. Supomos que toda essa dinâmica nas relações familiares dificultou o desenvolvimento da autonomia de Denise e também a crença positiva em si mesma. A partir dessa discussão percebemos que estamos diante de dinâmicas familiares que exigiram dessas mulheres serem cuidadoras (dos outros e de si mesmas) na infância e adolescência, além de suas capacidades, mas que precisam ser cuidadas na idade adulta.

Por fim, observamos também que outro ponto relevante é que estamos diante de histórias de abandono, rupturas e dependências. Karla, hoje, se encontra em uma tentativa constante de superar as dificuldades da sua própria dependência e assumir novos papéis e funções nas relações familiares (mais autonomia e função parental mais eficiente), distantanciando da experiência de abandono vivida na em sua infância e adolescência. A sua tentativa de ser forte representa: ser forte para mudar a sua própria condição de submissão e dependência, mudando gradativamente o seu papel e função em sua família atual. Já Denise, também vivenciou a ineficiência da função parental, distanciando dos laços familiares na adolescência e na idade adulta conceituando-se como fraca. Atualmente não conseguindo sair do lugar de submissão, dependência e assumir novos papéis e funções familiares, necessitando ser cuidada.

Além dessa discussão, lembramos que esta pesquisa concentrou-se no tema sobre a família e o consumo excessivo de álcool e outras drogas por mulheres adultas e no seu tratamento. Especificamente, seu objetivo foi: investigar como as relações familiares, ao longo do ciclo de vida familiar da família atual e da história transgeracional, influenciam no consumo de álcool e outras drogas por mulheres freqüentadoras de um programa público de estudos e atenção a usuários de álcool e drogas em Brasília (D.F), bem como no seu tratamento.

A partir de todas as considerações anteriores, acreditamos que o objetivo foi alcançado e um dos fatores que contribuiu para isto foi a escolha da metodologia de pesquisa, bem como os instrumentos de pesquisa utilizados (diário de campo, entrevistas semi-estruturadas e genograma), que nos facilitou a conversação e expressão de conteúdos não previamente pensados, dando a oportunidade de conhecer detalhes mais subjetivos das relações dessas mulheres com as suas famílias e seu tratamento. A realização do diário de campo permitiu que várias observações e relatos de mulheres e familiares de usuários do programa fossem registradas. Já através das entrevistas semi-estruturadas, foi possível explorar detalhadamente aspectos já observados e registrados no diário de campo; como também aprofundar especificamente nas experiências das mulheres que participaram da pesquisa no que se refere as suas relações familiares, tratamento e consumo de álcool e outras drogas. Na construção do genograma foi possível visualizar a organização familiar por várias gerações. Sem esse instrumento, talvez esses aspectos não teriam ficado tão evidentes, tanto para nós quanto para as participantes. Após a realização das entrevistas e genograma, elas se mostraram surpresas com alguns aspectos discutidos e relataram que jamais haviam falado sobre algumas dessas experiências familiares; que passaram despercebidas em suas vidas. Contudo, a construção do genograma foi melhor aproveitada por Karla, pois a mesma, ao contrário da Denise, teve contato com a sua família extensa e lembra de detalhes dessas relações. Denise nunca teve contato com a família extensa, o que também acabou nos revelando um fato importante em sua história de vida familiar (rompimento do pai da Denise com seu avô).

Outro fator relevante foi a decisão de realizar a pesquisa somente com as mulheres, não estendendo as suas famílias, pois como vimos, elas relatam o apoio da família no tratamento, contudo de fato os mesmos não participam dos acompanhamentos. Não acompanhar ou até participar ativamente do tratamento,

nos confirma a colocação dessas mulheres na posição de “paciente identificado”, sendo, somente essas mulheres e o seu consumo de drogas classificado como problemática das relações familiares, o que dificulta a compreensão de que o ato de consumir drogas vai além de um problema individual, mas inclui o sistema familiar e influências mútuas como afirmam Minuchin e Fishman (1990) e Minuchin, Colapinto e Minuchin (1999). Além disso, vemos no estágio que essas mulheres quando buscam ajuda vão sozinhas para os serviços de saúde ou especializados, ou, muitas vezes a família acompanha somente nos primeiros encontros.

Retomando os objetivos específicos da nossa pesquisa, destacamos o nosso interesse em compreender as relações familiares de mulheres que consomem álcool e outras drogas, ao longo do ciclo de vida familiar, com relação a: regras, papéis fronteiras, hierarquia, entre outros aspectos da dinâmica familiar e suas implicações no consumo de álcool e outras drogas por estas mulheres. Além de investigar como a família dessas mulheres resolveu o processo emocional e como as mesmas realizaram (ou realizam) as tarefas de cada fase do ciclo de vida familiar. A partir dessa pesquisa, percebemos que as relações familiares, ao longo do ciclo de vida familiar, foi cercado por rompimentos drásticos, transições de fases não claramente delineadas, transposições de fases e fases encurtadas. As fases “jovens solteiros” para “formação do novo casal” não cumpriram o que era esperado como processo emocional e tarefas necessárias para o desenvolvimento familiar. Isso nos mostra a relevância do estudo de como cada fase do ciclo de vida familiar (aqui destacamos as duas primeiras) contribuem para que seus membros consigam resolver com flexibilidade, os novos ajustes e adaptações que permeiam a família no percorrer do desenvolvimento do ciclo familiar de forma mais adequada e saudável.

Era de nosso interesse, também, conhecer a história transgeracional dessas mulheres que consomem álcool e outras drogas e como a mesma repercute atualmente em seu consumo. No caso da Karla, vimos que em sua família, o consumo de álcool vem existindo ao longo das gerações; trata-se de uma família que sempre conviveu com algum de seus membros consumindo excessivamente bebidas alcoólicas (PAYÁ; FIGLIE, 2004). Contudo, um papel extremamente valorizado nas gerações, o que o tornou um legado familiar, é o de cuidador. Ser cuidador, para essa família, representa lealdade ao sistema familiar. Justamente para Karla (mais tarde no papel de filha parental) tornou-se uma enorme angústia e sofrimento que cooperou para que se iniciasse o consumo. A respeito da família

extensa da Denise não foi possível conhecê-la mais profundamente, pois Denise não teve contato nenhum com os mesmos. Porém, ela destaca o consumo de álcool pelo seu pai e avô (e atualmente por ela e por seus irmãos), bem como as dificuldades de se manter as relações familiares nessas situações. Podemos afirmar então que o consumo de bebidas e drogas tem seu aspecto de transmissão transgeracional em que se utiliza do consumo como uma tentativa frustrada de se estabilizar um instável sistema familiar; o que acaba por provocar sofrimento e rompimentos drásticos nas famílias, conforme nos mostra a história familiar da Denise .

Não só procurando compreender esses aspectos, também buscávamos compreender a participação da família e dos cônjuges dessas mulheres no tratamento da problemática do consumo de álcool e outras drogas. A análise da família atual de Karla e Denise, nos leva a discutir a participação da família no tratamento das mulheres que consomem álcool e outras drogas. O apoio familiar à mulher que consome drogas não restringe somente em apoiá-la a manter-se em abstinência, mas aceitar e ajudá-las a mudar seu papel, funções familiares e os vínculos entre os membros; eliminado a falsa crença de que o problema é o álcool ou outras droga, e uma vez cessado o seu uso, todos os dilemas e conflitos familiares estariam resolvidos. Além disso, a conjugalidade dessas mulheres destaca-se, pois muitas vezes a dinâmica estabelecida nas relações conjugais servem como reforçadores do consumo de álcool e outras drogas.

Diante de todos esses resultados, percebe-se como é relevante conhecer a história e relações familiares, não desconsiderando a complexidade que envolve essas relações. Isto pode ajudar na elaboração de programas de tratamento que invistam na participação da família e no tratamento do sexo feminino, bem como em programas de prevenção ao uso de álcool e outras drogas para adolescentes desse sexo.

Este estudo também confrontou com algumas dificuldades como por exemplo, o fato de que algumas perguntas não foram respondidas com clareza, pois as participantes não conseguiam se recordar ou não sabiam responder. Além disso, percebemos que na primeira entrevista, Denise havia consumido maconha algumas horas antes, o que acabou por prejudicar suas respostas. Outro ponto que não podemos deixar de falar é sobre a escassez de pesquisas (principalmente com a população brasileira) sobre a mulher que consome drogas em uma perspectiva

sistêmica da família. Também percebemos que outro fator que dificultou a realização da pesquisa foi o pequeno número de mulheres no programa. Contudo, tanto Karla quanto Denise se mostraram abertas e à vontade para nos compartilhar suas experiências.

Esta pesquisa confirma que é impossível compreender somente a relação individual da mulher com a sua droga de consumo, sem incluir as relações familiares no início do consumo, como também no tratamento desta problemática. Para isto é preciso considerar a dinâmica das relações familiares e distanciar-se de uma perspectiva de buscar algum membro familiar culpado do consumo dessas mulheres; o que na realidade somente as coloca em situação de vitimas, estigmatizadas pela família. Ao valorizarmos a historia da família de origem e as relações familiares atuais dessas mulheres, estamos ampliando a visão sobre o fenômeno e possibilitando a ressignificação da própria família (e dessas mulheres) do álcool e outras drogas como sintoma familiar.

Este estudo também estimula novas questões para futuras pesquisas e construção de novos conhecimentos sobre o tema, colaborando para a prevenção do consumo e para que se compreenda melhor sobre alguns aspectos relativos à mulheres que consomem álcool e outras drogas, por exemplo:

 Como a relação entre pais e filhas pode contribuir para o início do consumo de álcool e outras drogas?

 Como a relação de pares pode influenciar no consumo de drogas pelas mulheres na fase da adolescência?

 Quais os aspectos que se destacam quando as relações conjugais de mulheres que consomem álcool e outras drogas servem como mantenedoras para esse consumo?

 Quais são as possíveis e benéficas mudanças na dinâmica familiar quando mulheres que consomem álcool e outras drogas iniciam o tratamento?

 Quais aspectos são necessários para que os programas de tratamento consigam que as famílias de mulheres que consomem álcool e outras drogas aderem mais ao tratamento das mesmas?

 Como trabalhar e acompanhar famílias de mulheres que consome álcool e outras drogas?

Dessa forma, percebemos que há inúmeros questionamentos que surgem a partir da pesquisa, mas o importante é compreendermos algumas necessidades dessas mulheres e as especificidades deste gênero; lembrando que há ainda uma escassez de trabalhos sobre o consumo de álcool e outras drogas por mulheres adultas. Consequentemente, o maior conhecimento e novas pesquisas tornam-se muito positivo, pois poderia proporcionar mais dados sobre o fenômeno e subsidiar novas ações, auxiliando as pessoas, famílias e profissionais envolvidos. Esta pesquisa também, pode colaborar para que se diminua o preconceito e estigmas dessas mulheres, levando-nos a um olhar de mais sensibilidade e respeito por elas, trazendo a possibilidade de melhor compreender o seu sofrimento e a sua angústia.