Alguns autores que debatem a pedagogia social no plano internacional são significativos, bem como outros autores brasileiros que já tem estudos na área e que apontamos aqui suas contribuições. O objetivo aqui é apontar como o debate pode contribuir para a formação de futuros Educadores Sociais.
Angola
A descrição abaixo sobre o conflito armado em Angola e seus reflexos na educação são significativos.
O conflito armado que durou quase três décadas em Angola teve um impacto profundo em todos os aspectos da vida social e econômica do país. Quase nenhum ou poucos são os países que passaram pelo que Angola passou. Quarenta anos de guerra – primeiro contra o colonialista, que culminou com a conquista da independência em 1975; depois, uma guerra civil entre as duas maiores facções políticas, MPLA e UNITA –, quase contínua devastaram os serviços básicos de educação e saúde, contribuíram para uma das piores taxas de mortalidade infantil do mundo, paralisaram as capacidades e a produtividade e destruíram econômico e social nacional. Quase metade das crianças angolanas não ia à escola, 45% sofriam de subnutrição crônica e ¼ delas morria antes de completar cinco anos. Esta era a realidade do povo até 2002, referente à assinatura dos acordos de paz entre o MPLA e a UNITA, que pôs fim à longa guerra civil (YOBA e CHOCOLATE, 2011, p. 21).
Devido à guerra civil é preciso lançar um olhar diferenciado para educação em Angola. O país passou por problemas socioeconômicos e políticos que desestruturou todo o sistema educacional. Por esse motivo, Angola vem discutindo a educação com diferentes olhares e dimensões. Não é possível, em Angola, separar as questões sociais da educação. Diante desses desafios, os angolanos têm apostado na escola como uma instituição que pode resolver parte dos problemas socioeconômicos.
Segundo Yoba e Chocolate (2011) os desafios enfrentados atualmente pela população angolana se manifestam no empenho pelo resgate dos valores cívicos e morais e na luta para a diminuição das desigualdades sociais. Neste contexto, Yoba e Chocolate (2011) entendem que o pedagogo ou Educador Social deveria estar presente em todas as formas de educação, seja na educação escolar, seja na educação social.
A realidade particular angolana nos leva a certas interrogações: de que modo os professores da escola formal trabalham as questões sociais, se durante sua formação não se verificam momentos de reflexão sobre esses aspectos? Qual é a contribuição que a educação social pode trazer para a melhoria da educação formal? Quem forma os educadores sociais em Angola? (YOBA e CHOCOLATE, 2011, p. 24).
Como em Angola ainda não tem um acervo teórico e sistematizado da educação social, os professores acabam por utilizar a sua visão de mundo nas abordagens das questões sociais. Segundo Yoba e Chocolate (2011) os professores atuais não conseguem desenvolver suas atividades com as populações em situação de vulnerabilidade social, se restringindo à educação formal. Para atuar com as populações vulneráveis, as Igrejas e ONGs cumprem, mesmo de forma precária, o papel de educação social que contam também com apoio do UNICEF.
Como essas instituições educam? Semelhante as práticas no Brasil, os trabalhos delas são geralmente desenvolvidos em grupos, com trabalhos comunitários, palestras, orientações e ajuda comunitária. O público geralmente é jovem. No entanto, essas práticas são consideradas mais assistencialismo do que educação social. Por isso, há uma necessidade de se articular a educação social por meio da pedagogia social para fazer essa juventude refletir sobre sua realidade social e buscar a transformação. Somente a educação formal não é suficiente.
Segundo Yoba e Chocolate(2011), a LDB angolana não discute a educação social, ficando essa orientação geralmente as instituições religiosas. Existe um curso de nível médio que forma educadores sociais oferecido pelo Instituto de
Ciências Religiosas de Angola (ICRA).
O ICRA foi criado pelos Bispos de Angola em 8 de dezembro de 1984. Seus objetivos resumem-se na formação de quadros angolanos com uma filosofia de altruísmo e honestidade. O curso de educador social ministrado por essa instituição tem como objetivo levar as pessoas, grupos e comunidades a adquirir novos hábitos, atitudes e comportamentos, de forma a melhorar a qualidade de vida e o bem-estar social das famílias, que constituem as premissas de combate à exclusão social. Durante sua formação, os educadores recebem conhecimentos relacionados com aspectos socioculturais de Angola, técnicas de intervenção social e de línguas nacionais, bem como de matérias ligadas à psicologia, pedagogia, ciências humanas e sociológicas (YOBA e CHOCOLATE, 2011, p. 26).
Como podemos perceber em Angola ainda falta muito para a articulação entre educação formal e educação social. A educação social é uma expressão pouco difundida entre os acadêmicos em Angola, mas que começa a dar alguns sinais.
Alemanha
Otto (2009), ao analisar as origens da pedagogia social, aponta que a pedagogia social data de meados de 1900 tendo sido primeiramente discutido por educadores alemães como Karl Mager e Adolph Diesterweg. O mais significativo foi Paul Natorp. Diferentemente de outros países, na Alemanha a pedagogia social já vem se institucionalizando.
Otto (2009) aponta que a pedagogia social é mais antiga que o conceito ou uso do termo pedagogia social. Os primeiros teóricos que fundaram essa tradição estavam preocupados em encontrar soluções educacionais para os problemas sociais. Portanto, muito tempo se passou até que a pedagogia social se transformasse numa teoria geral da educação social com atividades sistematizadas e organizadas.
Para Otto (2009), ao relacionarmos a concepção de trabalho social com pedagogia social temos que ter cautela, pois a noção de trabalho social é
bastante imprecisa devido aos inúmeros contextos que pode ser aplicado. Uma diferença é que o trabalho social foi construído teoricamente nas ciências sociais, enquanto a pedagogia social está enraizada nas ciências educacionais. Dessa forma, o conceito de pedagogia social está relacionado à crítica da educação focada no desenvolvimento dos indivíduos sem considerar as dimensões sociais da existência humana. Reivindica-se, no debate moderno, segundo Otto (2009), que estas duas tradições venham a se tornar uma, ou seja, a diferença entre trabalho social e pedagogia social deve desaparecer.
Para Otto (2009) a pedagogia social busca a integração do individuo à sociedade para aliviar a exclusão social por meio da promoção da competência social desses indivíduos. Tal competência pode ser alcançada por meio do trabalho social.
Por isso, toda a pedagogia deve ser social. As pessoas estão na cidade, nos diferentes territórios, envolvidos em diferentes situações sociais. O ser humano é justamente humano por ser social e a pedagogia social pode cumprir o compromisso de se tornar uma disciplina autônoma que enfatiza a crítica e a emancipação social.
Fichtner (2009) também discute a relação trabalho social e pedagogia social na Alemanha. Afirma que a pedagogia social e o trabalho social são compreendidos como ajuda relacionada às pessoas, mas tanto na prática como na teoria não se limitam a isso.
Argentina
Na Argentina a pedagogia social ainda está em construção. O país passa por sérios problemas socioeconômicos, o que reflete no âmbito educativo. Para Krichesly (2011), a escola tem sido um dos únicos espaços públicos para se educar e para dar resposta aos múltiplos problemas socioeducativos que afetam
os jovens.
Na América Latina, como um todo, existe uma demanda por uma educação que vá além do sistema formal de ensino. Na Argentina não é diferente. Apesar da pedagogia social surgir no debate atual como uma alternativa à educação formal, desde o século XIX a Argentina já faz um debate sobre a educação democrática, uma educação alternativa contra o modelo burguês dominante (KRICHESLY, 2011).
Algumas organizações sociais fazem trabalho educativo, principalmente com crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social. São ações culturais, esportivas e de geração de renda visando emancipar esses jovens. A educação de jovens e adultos já é mais freqüente dando a qualificação formal para aqueles que não estudaram na idade certa.
Assim como no Brasil, na Argentina também existe a preocupação com a formação do Educador Social. A educação social tem aparecido nos currículos de formação de professores de forma interdisciplinar por meio das disciplinas de políticas sociais, história da educação, sociologia da educação, psicologia social, entre outras (KRICHESLY, 2011).
Chile
Martinez (2011) aborda os contextos e tendências da educação no Chile principalmente sobre as exigências econômicas colocadas no século XXI.
La educación há sido considerada estos últimos años como la “chave de acceso” al siglo XXI. Un mundo globalizado donde el domínio de la tecnología sobre la vida social se agudiza progresivamente y un escenario complejo de transformaciones sociales y culturales, desafían la creatividad e imaginación de los educadores (MARTINEZ, 2011, p. 43). Comum a toda América Latina, as reformas no sistema de ensino também acontecem no Chile. Para Martinez (2011), no caso do Chile, as reformas visam
fundamentalmente adequar os processos de ensino aos requisitos da modernização tecnológica e econômica, focando jovens e adultos economicamente ativos. Martinez critica essa visão focada exclusivamente no aspecto econômico.
Así, el debate educacional focaliza su atención em la eficiencia, la producción, los estándares, la relación costo-eficacia, las técnicas de trabajo, la disciplina laboral y outros, desplazando inquietudes tendientes a profundizar curriculums democráticos, didácticas críticas, participación ciudadana y formación para lá autonomía de los educadores ((MARTINEZ, 2011, p.46).
Neste cenário, o Chile também vem discutindo a educação social como alternativa ao modelo educacional formal. Para Martinez (2011), a educação social constitui na atualidade um fenômeno educativo relevante por sua forte presença no campo acadêmico e sua pluralidade de práticas socioeducativas. No Chile a educação social está presente na história da educação do país.
Partimos reconociendo la presencia fundante, a fines del siglo XIX, de corrientes sociales y políticas que impulsan la constitución de um sistema público que aborda el derecho a la educación que le asiste a todo ciudadano. En este sentido, sin obviar el carácter escolar em que deriva este sistema, se considera que la educación pública constituye un imaginario colectivo de participación em la construcción de país y por onde se articula a las demandas socioeducativas de la sociedad, un punto de partida de la educación social (MARTINEZ, 2011, p. 58).
Paulo Freire também influenciou os debates sobre educação popular no Chile a partir dos anos 1960, aponta Martinez (2011). Nos anos seguintes, os debates sobre educação social ganham força como alternativa ao modelo neoliberal de educação que se prolifera em toda América Latina.
Colômbia
Na Colômbia boa parte da preocupação com a pedagogia social tem sido as análises sobre violência tanto por parte da máfia e grupos organizados como pelo próprio Estado. Parte das pesquisas procura denunciar essas dificuldades ao propor uma pedagogia com compromisso pela busca da paz.
Los hechos atroces de violencia cometidos por los grupos armados ilegales y los agentes estatales involucrados en el conflicto armado interno, han atentado contra la vida y la dignidad de miles de colombianos, afectando a la sociedad en su conjunto. Por ello la memoria histórica juega un papel fundamental en los procesos de democratización de sociedades, que como la nuestra, no han logrado hacer una transición hacia el post-conflicto (GIRÓN, 2013, p. 1).
Acredita-se, assim como no Brasil, que a pedagogia social possa contribuir para denunciar a violência sofrida constantemente pelos cidadãos.
En Colombia la conflictividad de las memorias se evidencia en la ausencia de un debate nacional sobre la dimensión colectiva del daño causado por la violencia. Actualmente, a pesar de los esfuerzos de diversos sectores sociales por visibilizar sus memorias, no existen las condiciones ni la voluntad política por parte del Estado para construir una memoria histórica que sea producto de una pluralidad de voces en el espacio público acerca de los hechos violentos que han afectado al país desde hace más de 40 años (GIRÓN, 2013, p. 2).
Girón (2013), aponta o Movimento Nacional de Vítimas de Crimes de Estado, que busca traçar a memória histórica das vítimas e chamar atenção para o problema. Portanto, não muito diferente da realidade dos outros países da América Latina, na Colômbia a pedagogia social também cumpre um papel fundamental para uma educação social que denuncie as desigualdades sociais provocadas principalmente pela violência.
Cuba
Rodríguez e González (2011) apontam que as bases da pedagogia social cubana têm um sólido sustento no pensamento filosófico originário no século XVIII-XIX com as obras de José Agustín Caballero (1762-1835), Felix Varela (1788-1853) e José de la Luz y Caballero (1800-1862).
Al sustentar el proceso evolutivo, los fundamentos y elementos distintivos del objeto de la Pedagogía Social, y ante el posible cuestionamiento sobre la existencia de uma Pedagogía Social cubana somos categóricos: existe uma Pedagogía Social cubana. La preocupación por lá educación social y por difundir el significadon social de la actividad educativa, há hecho posible, gracias a la obra creativa durante siglos, de una pléyade de cubanos que la han gestado, y a la que damos continuidad
(RODRÍGUEZ e GONZÁLEZ, 2011, p. 73).
Em Cuba percebemos que os debates acadêmicos sobre a pedagogia social já vem desde longo período. O motivo talvez esteja no fato de Cuba ser um país diferenciado na América Latina na sua posição política ideológica. A pedagogia social em Cuba não está dissociada da educação formal. Ao longo da história da revolução cubana buscou-se inserir nos conteúdos debates que abordassem a educação social.
Na história recente de Cuba, a pedagogia social ganha um novo rumo com as publicações Del pensamiento pedagógico de Ernesto Che Guevara, de Lidia Turner Martí, ya la creación del Grupo de Pegagogía Social de la Universidad Hermanos Saíz Montes de Oca, de Pinar del Rio, y sus resultados (RODRÍGUEZ e GONZÁLEZ, 2011). Essa publicação e a criação desse grupo marcam o início do reconhecimento em Cuba da pedagogia social como disciplina autônoma.
Es por ello que la naturaleza del sistema de educación social cubano nos exige lá comprensión del objeto de la Pedagogia Social desde una base epistemológica, axiológica y teleológica científica, que incluye tanto el entorno escolar, o lo que para muchos se denomina la educación social escolarizada o formal, como la no escolarizada, que realiza la sociedad em su conjunto. Siendo así, la pedagogia social em Cuba no puede limitarse a la función exclusiva de atender desigualdades em sectores comunitarios, hospitalarios o penitenciarios, aunque también estas sean esferas de su accionar teórico y práctico (RODRÍGUEZ e GONZÁLEZ, 2011, p. 88).
A pedagogia social em Cuba está vinculada aos discursos de nacionalidade e a forte presença dos reflexos da revolução desde os anos 1960.
Espanha
López (2009) aborda a pedagogia social na Espanha. Buscando elucidar a diferença entre pedagogia social e sociologia da educação, López (2009, p. 99) mostra que
Al analizar los planes de estúdio de lãs secciones universitarias de Pedagogía en los últimos años de la década del sesenta, se observa cómo se sustituuó la Pedagogía Social por la Sociología de la Educación, cuya máxima aspiración es describir, comprender, explicar y conocer situaciones (el origen social de la educación , SUS manifestaciones sociales, SUS instituciones sociales, sus condicionamientos, etc), pero no puede, porque no es su objeto, solucionar problemas de práctica educativa o de situaciones de aula. Ambas disciplinas, Sociología de la Educación y Pedagogía Social, tienen historia diferente, origen geográfico distinto y cultivadores opuestos.
Para López (2009), o pedagogo além de conhecer a realidade social deve atuar sobre ela, buscando intervir e modificar para melhorá-la. Para ela este é o campo específico da pedagogia social.
Já Gomes (2011) aponta a necessidade de se renovar as práticas educativas reiterando o que Durkheim já havia alertado, ou seja, que toda educação é social.
En esta coyuntura, la Pedagogía Social há optado por la construcción teórico-práctica de una educación y de una pedagogía que pone énfasis em contextos, problemas, valores, metodologías, procesos, iniciativas, ámbitos, etc. Que inciden em la naturaleza y el alcance de la educación como una práctica social normativamente orientada hacia la mejora de la sociedad. Y que, por ello, no puede limitarse a ser observada ni como una simple práctica curricular, escolar o educativa, por muy importantes que sean todas estas perspectivas para un mejor discernimiento de las relaciones educación-sociedad (GOMES, 2011, p. 118).
Gomes (2011) destaca que o social constitui fator fundamental para o desenvolvimento da pedagogia social, de modo a atender de forma mais adequada os anseios da população que precisa de uma educação não só de conteúdos, mas também de emancipação social. No entanto, é preciso superar a visão meramente assistencialista da pedagogia social.
Finlândia
Na Finlândia o debate sobre a pedagogia social tem início a partir dos anos 1990. Trata-se de um campo de estudo novo. A Finlândia apresenta um
diferencial na pedagogia social: trata-se de um campo interdisciplinar e focado na animação sociocultural.
Ryynänen (2009), fez pesquisas no Brasil e participa do grupo de estudos sobre pedagogia social da USP. Ela aponta um fator que inibe a prática da pedagogia social. Trata-se do medo. Como no Brasil a violência e a criminalidade estão presentes mais explicitamente no meio urbano, o medo social tende a aumentar cada vez mais. Num cenário como esse, se justifica cada vez mais ações nas comunidades que visem ao enfrentamento da violência, não deixando que as pessoas alterem seus modo de vida e sua sociabilidade.
Outro ponto que Ryynänen (2009) destaca no trabalho sociopedagógico é a questão do financiamento. Seja para as ONGs ou para as políticas públicas a questão é sempre controversa. Ryynänen (2009, p. 77) questiona “é possível separar as questões financeiras das questões educativas/pedagógicas?”
Ryynänen (2009, pp. 78-79) finaliza que
Pedagogia Social é, além de tudo, um modo de ser, de sentir e de agir: uma atitude. Assim, é fundamental – e deveria ser uma coisa mais natural, considerar o bem-estar de todos os colaboradores envolvidos, principalmente funcionários, educadores(as), gerentes, cozinheiros(as) etc. [...]. As transformações que são feitas na cabeça das pessoas individualmente, para que aceitem construir uma sociedade mais igual, mais justa e mais fraterna. Isso, para mim, cristaliza a essência da Pedagogia Social, seja na Finlândia ou no Brasil.
Itália
Caliman (2009) nos traz a experiência da Itália. Ele aponta a perspectiva teórica e metodológica orientadas ao bem-estar social. Para ele a pedagogia social se desenvolve e se articula por meio dos seguintes pontos: 1. A pedagogia social como reflexão da educação em geral; 2. A pedagogia social como doutrina da educação política e nacionalista do indivíduo; 3. A pedagogia social como educação na sociedade, através da sociedade e para a sociedade; 4. A pedagogia
social para os casos de necessidade, seja de ajuda ou de prevenção; Por fim, 5. A pedagogia social como ajuda para a vida, como compromisso social.
Caliman (2009, p. 53) define pedagogia social “Como uma ciência prática, social e educativa, não-formal, que justifica e compreende em termos mais amplos, a tarefa da socialização, e, de modo particular, a prevenção e a recuperação no âmbito das deficiências da socialização e da falta de satisfação das necessidades fundamentais”
Caliman (2009) afirma que a pedagogia social se realiza especialmente dentro de intervenções educativas intencionais e não formais, fora da escola e da família, porém não se exclui essas duas instituições da metodologia da pedagogia social.
Caliman (2009) acredita que no Brasil atual a pedagogia social vive um momento de grande fertilidade. “É um momento de criatividade pedagógica mais que de sistematização dos conteúdos e dos métodos. Em outras palavras, mais que pedagogos, temos no Brasil educadores que colaboram com o nascimento e o desenvolvimento de um know how com identidade própria, rica de intuição pedagógica e de conteúdos”
Caliman (2009) também concorda que espaços alternativos devem ser considerados, para além da escola, como uma possibilidade a mais de se pensar a pedagogia social.
Uma dimensão privilegiada da Pedagogia Social é aquela dos espaços de transformação da Educação não intencional, ou não declaradamente intencional, em Educação intencional; de espaços deseducativos ou potencialmente educativos em espaços declaradamente educativos, através de intervenções direta no ambiente. Exemplo disso é a abertura das escolas como espaços de cultura, Educação e tempo livre nos finais de semana (p.59).
Portugal
Loureiro e Casteleiro (2009) abordam a pedagogia social em Portugal. Sobre o profissional da educação social afirmam que este deve atuar