Velferdsstatens fremvekst og utvikling
3.6 Inn i fremtiden
Nesta secção são apresentadas as propostas para a organização e controlo entre a linha e o sistema circundante, focando o sistema de manuseamento e transporte de material e abastecimento dos materiais à linha. É importante realçar que algumas das propostas já apresentadas, nomeadamente a reorganização dos postos de trabalho (secção 5.3.1.), a reorganização dos supermercados, o sistema de controlo two-bin-system
(secção 5.3.2.) e a implementação de documentações (secção 5.5.) também podem ser implementadas na nova linha.
Como já foi referido, este projeto de linha será implementado apenas nas novas instalações (Oxisol). Para se ter uma noção de como irá funcionar o novo sistema produtivo, apresenta-se na Figura 66 o fluxo estudado pela empresa para as novas instalações. Como é possível ver pela figura existem três setores na Oxisol que empresa designa por: nave A (1900 m2 — aproximadamente 95mx20m), nave B (1800 m2– aproximadamente 90mx20m)
e nave C (1800 m2 — aproximadamente 90mx20m). O fluxo a vermelho representa o fluxo que a estrutura vai
seguir e a verde o fluxo de outros componentes como o porta-lâminas, os cilindros, entre outros.
Figura 66 – Layout e fluxo da estrutura e alguns componentes (porta lâminas) nas novas instalações
A fabricação das estruturas iniciar-se-á na nave C da unidade fabril, onde ocorrem as operações de oxicorte no local 1 (placas de aço), onde serão posteriormente soldadas na mesma nave (local 2). De seguida, a estrutura soldada é transportada da nave C para a nave A, para o local 3. Neste local é feita uma preparação da estrutura para depois ser pintada no local 4. Relativamente a outros componentes como o porta-lâminas ou o avental, estes são fabricados no local 5 da nave B e depois transportados para o local 4 da nave A para serem pintados.
Portanto, a ideia da empresa é colocar a guinadora no espaço que está a ser preparado no sector B (que neste momento já está vazio e pintado). Esta mudança de instalações da montagem da estrutura traz vantagens para a empresa, tais como a eliminação dos custos de transporte da estrutura e do porta-lâminas para a atual unidade fabril. No entanto, é possível verificar pela Figura 66 que este fluxo poderá não ser o mais correto, pois a estrutura percorre a nave C para depois ir para a nave A, percorrendo até ao fundo esta mesma nave. Posteriormente é transportado para a nave B, onde será montado o produto na guinadora e depois tem de voltar para atrás para ser expedido, pois o portão de saída fica no extremo do final da linha.
Uma melhor alternativa para reduzir as distâncias percorridas pela estrutura encontra-se representada na Figura 67, ou seja, o fluxo iniciava-se no fundo da nave C, onde iria percorrer a mesma nave. A seguir iria para o local 3 da nave B, para o local 4 da mesma nave. Após ter percorrido o local da nave B, seria então transportado para a nave A, onde se encontraria a guinadora, até ao fundo do setor. Assim não haveria desperdícios nas movimentações, pois o fluxo nunca iria andar para trás. No entanto, esta hipótese, para já, não será tida em consideração, pois a movimentação de certas máquinas que se encontram na nave A e C é complicada, uma vez que estas estão instaladas em fundações com estruturas fixas ou são estruturas totalmente dedicadas, como o setor de pintura. A mudança implicaria custos demasiado elevados, não estando a empresa preparada nesta fase para que isto aconteça.
Figura 68 - Dimensões nave B com implantação da guinadora, zona de expedição e local de fabrico de outros componentes (exemplo: porta lâminas ou avental)
Como não se realizou o presente projeto na Oxisol, não se tem uma ideia certa das dimensões que a zona de expedição poderá possuir. As dimensões referidas estão mais focadas na guinadora e nas informações que foi possível obter. No entanto, propõe-se que o local de armazenagem de alguns componentes pesados antes preparados (como o avental ou o porta-lâminas) seja ao lado da guinadora. Da mesma forma não se poderá chegar a um dimensionamento exato deste local de armazenagem, pois este dependerá da zona de expedição. Neste local, também, pode ser realizado o controlo de qualidade destes componentes pelo mesmo operador que realiza o controlo de qualidade à estrutura (P.C.).
Na Figura 69 encontra-se uma representação das pontes transportadoras e dos carrinhos que a empresa deverá ter para a guinadora. De forma a transportar a estrutura acabada de pintar ou outro componente pesado (nave A para a nave B), utilizar-se-ia um carrinho (C1). Depois de se deslocar a estrutura ou outro componente, utilizar- se-ia uma ponte transportadora para transportar o componente para o posto de controlo e para o local de armazenagem de componentes pesados, respetivamente (representado a verde na figura). Com a mesma ponte, seriam transportados esses componentes ou para o posto 1 (no caso da estrutura metálica) ou para a preparação (porta-lâminas ou avental). Após a preparação do porta-lâminas (guilhotinas) ou do avental (quinadoras), estes seriam transportados pela ponte transportadora, representada com a cor laranja, para o posto 1, onde iriam ser necessários para a sua montagem na estrutura. Após a realização de todas as operações da guinadora, onde a transferência entre postos é realizada pelo tapete descrito na secção 5.6.4., o produto
standard seria transportado para a customização através de uma ponte transportadora (cor vermelha). Por fim, o produto customizado seria colocado no carrinho (C2) através da mesma ponte para o local de expedição. Para se retirar o produto do carrinho, utilizar-se-ia outra ponte (cor azul). Relativamente aos carrinhos, C1 e C2, estes poderão ser os mesmos utilizados atualmente pela empresa Oxisol.
Figura 69 - Pontes transportadoras e carrinhos na nave B
Verificou-se que a empresa não possuía um quadro visual onde os operadores pudessem saber quais os objetivos da empresa e até onde a gestão pudesse verificar o desempenho dos processos de produção das guilhotinas e quinadoras.
Como tal, propõe-se um quadro visual que se encontre localizado antes da guinadora (local Q.V. na Figura 69). Neste quadro propõe-se que se disponibilizem informações semanais, como indicadores de desempenho, os objetivos da empresa, ou seja, quantas estruturas se pretendem produzir por dia, o que foi produzido por dia, problemas encontrados ao longo da guinadora, a matriz de competências (para estar visível para todos) e as ordens de fabrico. Propõe-se que o quadro disponha as informações de acordo com o apresentado no ANEXO 14.
Como é possível verificar nesse quadro, existe um espaço reservado para os indicadores de produção para que se saiba o que foi produzido nesse dia e outro espaço para a melhoria contínua. Na melhoria contínua pretende- se que, quando os operadores efetuarem o registo nas folhas normalizadas apresentadas anteriormente, o chefe da secção faça o registo no quadro visual e entregue estas folhas à gestão. Com isto, todos os envolventes estarão sempre atualizados sobre o que se passa na guinadora.
Em suma, o quadro visual será uma boa forma de gestão, de forma a que a própria gestão e os operadores saibam em que estado se encontra o trabalho na guinadora e que problemas foram encontrados, para assim procurarem eliminar esses acontecimentos e evitá-los no futuro. Estas informações são de extrema importância, visto que a ferramenta Standard Work é bastante sensível e, como se procura sempre a melhoria contínua, é