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6 ANALYSE AV UTDANNINGSNIVÅ, KARAKTERER OG LØNN

6.1 H VOR JOBBER LÆRERE MED HØYEST UTDANNINGSNIVÅ ?

6.1.3 Oppsummering av lærernes utdanning, og oppgaven videre

No documento de convocatória da campanha Somos Todos Comunicação Social, a Enecos não faz referência ao conceito de identidade, mas reivindica o que está proposto pelo parecer CNE/CSE 492/2001, o qual introduz a discussão do perfil do egresso nos seguintes termos (Brasil, 2001, p.16):

O perfil comum do egresso corresponde a um objetivo de formação geral que deve ser atendido por todos os Cursos da área e em todas as habilitações de Comunicação, qualquer que seja sua ênfase ou especificidade. Trata-se de base que garanta a identidade do Curso como de Comunicação.

O documento define assim o perfil do egresso (ibidem):

O egresso de Curso de Graduação em Comunicação, em qualquer de suas habilitações, caracteriza-se por:

1. sua capacidade de criação, produção, distribuição, recepção e análise crítica referentes às mídias, às práticas profissionais e sociais relacionadas com estas, e a suas inserções culturais, políticas e econômicas;

2. sua habilidade em refletir a variedade e mutabilidade de demandas sociais e profissionais na área, adequando-se à complexidade e velocidade do mundo contemporâneo;

3. sua visão integradora e horizontalizada – genérica e ao mesmo tempo especializada de seu campo de trabalho possibilitando o entendimento da dinâmica das diversas modalidades comunicacionais e das suas relações com os processos sociais que as originam e que destas decorrem;

4. utilizar criticamente o instrumental teórico-prático oferecido em seu curso, sendo portanto competente para posicionar-se de um ponto de vista ético-político sobre

o exercício do poder na comunicação, sobre os constrangimentos a que a comunicação pode ser submetida, sobre as repercussões sociais que enseja e ainda sobre as necessidades da sociedade contemporânea em relação à comunicação social.

Observar esses quatro elementos dá-nos, pois, um prelúdio de identidade – de idêntico ou de semelhante – entre os atuais graduandos de Comunicação. Essa base quadrangular de fato pode ser reconhecida como traços de identidade entre os profissionais de Comunicação das diversas áreas.

Como o contexto midático e imaginário vislumbra a comunicação integrada, os eventos sociais cada vez mais se expõem na mídia, usando todas as camadas discursivas em movimento nos fluxos comunicacionais. Se surge um livro, o livro gera a saga; a saga ou o livro gera o filme, que gera o site, que gera negócios, que gera entretenimento, que gera marcas, que geram produtos, que geram necessidades, que geram audiência, sempre mais e diferenciadas audiências, num plasma comunicante planetário que impõe às sociedades contemporâneas o pensar a Comunicação.

Esse pensar, espera-se, os egressos de Graduação em Comunicação devem saber expressar e difundir. É preciso que demonstrem o domínio das habilidades exigidas para o ofício de comunicador, é valioso que demonstrem a competência. Nos termos das diretrizes, eis o que se estabelece sobre o duo Competências e Habilidades (ibidem, pp. 19-20):

Assim como os perfis dos egressos, organizados em uma parte geral comm e uma parte específica por habilitação, as competências e habilidades também comportam dois níveis, um geral para todas as profissões e formações do campo da comunicação e um especializado por habilitação.

A) Gerais

As competências e habilidades gerais para os diferentes perfis são as seguintes: 1. assimilar criticamente conceitos que permitam a apreensão de teorias; 2. usar tais conceitos e teorias em análises críticas da realidade;

3. posicionar-se de modo ético-político;

4. dominar as linguagens habitualmente usadas nos processos de comunicação, nas dimensões de criação, de produção, de interpretação e da técnica;

5. experimentar e inovar no uso destas linguagens;

6. refletir criticamente sobre as práticas profissionais no campo da Comunicação; 7. ter competências no uso da língua nacional para escrita e interpretação de textos gerais e especializados na área.

Aí encontra-se um rol de saberes que enredam de maneira intrínseca o híbrido original de uma universidade, que podemos afirmar aqui em termos de teoria e prática. Ter uma competência superior em Comunicação significa ter saberes de ordem científico-acadêmica, avançando nas camadas discursivas da realidade para apropriar-se de conceitos e teorias que possam colaborar na percepção e representação do mundo.

Significa também dominar a linguagem em todas as suas dimensões, não só na artística e expressiva, mas imprescindivelmente nas dimensões de produção, de interpretação e de técnica. Ainda no quesito linguagem recomenda-se zelo no uso da linguagem textual, seja na escrita, seja na leitura e interpretação; e abertura para experimentar e inovar no uso de todas as linguagens. Esses três itens reforçam sobremaneira o que se demonstrou anteriormente sobre a linguagem como denominador comum dos processos comunicativos, que, como dito ali atrás, se realiza em dimensões várias e concomitantes.

A referência ao Ethos também ecoa aqui. De um lado, conclamando o comunicador a uma presença política no mundo; de outro, inspirando-o a auto-referencialidade através da reflexão crítica do fazer profissional no campo. Esses dois elementos se revelam importantes no sentido de uma universidade que busca revigorar-se desempenhando mais um papel social, agora em prol da cidadania. Mas se mostram insuficientes em termos de refletir competências de um egresso que vem de uma experiência de formação superior no campo da Extensão.

Aqui, não podemos aprofundar essa questão, mas é pertinente ao menos apontá-la, de modo que conselheiros e peritos que estejam na lida do problema possam colocar o tópico em debate para as próximas atualizações da lei, seja ela nas Diretrizes Gerais, seja na já aprovada diretriz de graduação em Cinema e Audiovisual, seja nas que venham a ser oficializadas. Afinal, se é fato que a universidade brasileira se compromete a realizar o conhecimento superior também no nível da extensão, então parece condizente que seus egressos possam saber demonstrar esse saber igualmente em termos de Competências e Habilidades, e estas em consonância com sua área de formação.

Olhando essa história a partir de um imaginário ponto de chegada, pode-se ver o quanto se realizou desde tempos passados em termos de constituição e afirmação do campo da Comunicação. Pode até ser que em décadas vindouras, as graduações em Comunicação deixem de existir. Mas por hora e a despeito de toda a controversa, o dado da realidade é o seguinte: existem cursos e mais cursos de comunicação em todo o país (como se pode constatar pelo quadro 3), assim como existem gerações e gerações de bacharéis, mestres e doutores e mais formados, titulados e legitimados como profissionais e expertos em Comunicação.

Quadro 3 - Cursos de Comunicação Social no Brasil em 2012*

REGIÃO ESTADO Nº de IES

CENTRO-OESTE Distrito Federal 24

Goiás 18

Mato Grosso 17

Mato Grosso do Sul 10

Sub-total 1 69 NORTE Acre 1 Amapá 14 Amazonas 7 Pará 19 Rondônia 3 Roraima 1 Tocantins 2 Sub-total 2 47 NORDESTE Alagoas 10 Bahia 60 Ceará 9 Maranhão 7 Paraíba 9 Pernambuco 25 Piauí 7

Rio Grande do Norte 7

Sergipe 6

Sub-total 3 140

SUDESTE Espírito Santo 28

Minas Gerais 62

Rio de Janeiro 60

São Paulo 198

Sub-total 4 348

SUL Paraná 65

Rio Grande do Sul 40

Santa Catarina 21

Sub-total 5 126

TOTAL 730

* Observações:

1 – Foram levantados dados exclusivamente relacionados aos bacharelados no modo presencial e em atividade; 2 – Os dados referem-se aos currículos em atividade; pode haver mais de um curso de uma mesma habilitação numa mesma IES.

Fonte: Adaptado de Brasil (2012a)

Esse dado concreto e veemente da realidade surte efeitos sobre a sociedade, por certo; um deles, inspirar vocação profissional nas novas gerações. Diante disso, novas questões se

apresentam: Por que alguém quer ingressar no ensino superior? Uma vez tendo ingressado na universidade, o que sabe essa pessoa sobre o campo que escolheu? Por que o pretendente universitário escolheu estudar Comunicação? Qual a expertise do ingressante em Comunicação nos saberes da comunicação?