3. Drøfting av noen forutsetninger og grunnleggende begreper I dette kapitlet blir det gitt en drøfting av noen grunnleggende begreper: kausal
3.5 Fri vilje og autonomi
Apresentamos a seguir os níveis de análise que consideramos no tratamento das informações empíricas do estudo:
3.1.6.1 Sumário das entrevistas da professora e das mães
Sumário das entrevistas da professora e das mães utilizadas para contextualizar as possibilidades de aprendizagem das crianças em relação ao desenho e à escrita em contexto escolar e familiar.
3.1.6.2 Sumário da sessão
Descrição da sequência dos episódios de cada sessão utilizados para contextualizar a construção de conhecimentos mediada pelas fala, desenho e escrita livre.
3.1.6.3 Sequência das atividades por sessões
A partir dos sumários, é elaborada a tematização das sequências de atividades de cada sessão.
3.1.6.4 As ações das crianças foco deste estudo durante as atividades
É apresentada a sequência das ações das crianças durante as atividades com a finalidade de contextualizar a dinâmica de construção de conhecimento.
3.1.6.5 Procedimentos de análise
A seleção dos episódios para cada uma das cinco crianças para atividade em sala de aula teve como objetivo destacar as atividades de produções gráficas livres da criança com a mediação do desenho e/ou da escrita que resultasse em construção de conhecimento, nas interações com a professora e com os colegas, e analisando cada turno dos episódios nas interações em que se configurassem: Falas egocêntricas e Tipos de Diálogos estabelecidos entre os participantes da pesquisa. Portanto, os turnos de fala dos episódios selecionados foram submetidos a dois tipos de análise: a Análise da Conversação (Pontecorvo & cols., 2005) e a categorização de Falas Egocêntricas (Montero & cols., 2001):
• A Análise da Conversação adaptada à psicologia utilizada por Pontecorvo e cols. (2005) evidencia a estrutura organizadora de regulação dos turnos de fala, a articulação entre turnos do discurso do primeiro falante na relação com o falante que o sucede. Na estrutura organizadora da conversação, a professora utiliza a categoria de
Espelhamento, ou seja, quando a fala da criança é repetida, reformulada ou continuada pela professora com a categoria de Pedido de Informação (Pedido de Esclarecimento ou Pedido de Explicação) referente à fala anterior da criança ou ao iniciar o diálogo. Em contrapartida, as réplicas da criança podem apresentar elaboração do enunciado – acréscimos de informação, explicação ou argumentação – diante da fala anterior, categoria denominada de Réplica Elaborada de Concordância ou Discordância. Existe também a categoria de Réplica Mínima da criança quando há Concordância ou Discordância da fala anterior sem justificação, elaboração ou qualquer acréscimo de informação.
• A análise dos turnos dos episódios em fala egocêntrica, selecionados no coletivo da sala de aula e no individual com a pesquisadora enfoca o uso dessa fala na organização da construção do conhecimento. Consideramos as três categorias de fala egocêntrica descritas por Montero e cols. (2001) e complementamos com uma quarta categoria: 1. Fala Egocêntrica Irrelevante: A criança fala consigo mesma não estabelecendo
relação com a atividade que está desempenhando. Podem ser jogos de palavras, repetições, comentários a pessoas ausentes ou inventadas, enunciados, reclamações, cantarolar ou cantar. Por exemplo: “estava com saudades da escola”; “E lá vai ele...”.
2. Fala Egocêntrica Externalizada e Relevante: Inclui comentários para guiar, regular e organizar a própria tarefa (vou começar a desenhar... por este); perguntas autocontestadas e leitura em voz alta, soletrar em voz alta enquanto escreve.
3. Manifestações Externalizadas de Fala Interna: Relevantes para a tarefa, incluem murmúrios e movimentos de lábios quase imperceptíveis.
4. Fala Egocêntrica Geradora de Fala Comunicativa: Quando a fala da criança para si mesma desencadeia interações continuadas por qualquer um dos interlocutores, seja o interlocutor que desencadeou a fala egocêntrica, seja continuada por um dos outros interlocutores-ouvintes.
Com o decorrer das análises, as informações empíricas das sessões 3, 6, 7 e 8 foram tratadas, entretanto tanto os resultados como a discussão foram desconsiderados por ausência de alguma categoria de análise. Na sessão 3, as crianças não realizaram produções gráficas livres. Na sessão 6, não houve interação com a professora porque, enquanto as crianças faziam uma atividade de reconto, ela ficou ocupada em sua mesa aplicando o
diagnóstico de psicogênese12 em cada aluno da classe. Nas atividades das sessões 7 e 8, as crianças ficaram separadas em mesas pela formação dos grupos de ciências, o que inviabilizou a obtenção de falas egocêntricas e de enunciados dos participantes.
12
A professora dita uma série de palavras e uma frase para as crianças para depois classificá-las em fases de escrita, propostas por Emilia Ferreiro e Ana Teberosky (1986).
IV - RESULTADOS
Considerando que nosso objetivo geral é “descrever e analisar os sistemas simbólicos: a fala, o desenho e a escrita de crianças de seis anos, enquanto ferramentas culturais mediadoras para a construção de conhecimento, em interações professor/crianças, criança/criança e criança/si mesma, produzidas no contexto de sala de aula do 1º ano do ensino fundamental e em atividades individuais”, apresentamos, a seguir, os resultados dessa construção de conhecimento. Em relação ao uso da fala como mediadora, as informações empíricas indicam que esta exerceu várias funções nesse processo: a) em diálogos mais elaborados da professora/aluno e entre colegas, quando a fala inicial, ou seja, o primeiro enunciado do diálogo pedia mais informação, e as réplicas eram elaboradas, observamos o diálogo desencadeando Zona de Desenvolvimento Proximal, ampliando as oportunidades de aprender das crianças; b) a fala egocêntrica, a fala da criança para si mesma, porém dependente da presença do outro social, apresentou a organização em andaime, o “scaffolding”, na realização do desenho e da escrita livre e gerou a fala comunicativa entre colegas.
Ao estudar o processo da criança de desenhar e escrever livremente, que denominamos de produção gráfica livre, pudemos constatar que a criança de seis anos utiliza preferencialmente o desenho em relação à escrita, mas também aproveita a função idiossincrática que o desenho infantil tem de ser produção inventada para a escrita livre, utilizando letras convencionadas de um jeito original. A escrita livre observada foi se intensificando com o desenrolar das sessões; a princípio, tênues tentativas de escrita com letras conhecidas, nem sempre relacionadas com o som, para a escrita próxima da norma culta. Considerando esse resumo dos resultados, apresentamos, a seguir, nossos resultados de pesquisa, acompanhando cada um dos nossos objetivos específicos.