8. Moralsk ansvar og kontroll
8.2 Respons på grunner
A interação entre Ana e a professora no momento de a menina contar a história teve o Tipo de Diálogo em que a professora Pede Explicação, contar a história/ sem Réplica da menina/ professora insistiu, Pede Explicação/ Réplica Mínima de Ana, disse o nome dos dois personagens desenhados/ Espelhamento da professora e pediu a escrita / Réplica Elaborada Discordância, nega com a cabeça e aponta a escrita de ÁGUA. A atitude da professora em aceitar outra forma de comunicação, a linguagem gestual com a cabeça, para entender o que a criança havia feito no trabalho, apoiou a oportunidade de Ana ser ouvida e ampliou suas possibilidades de aprender. Ela precisou refletir e avaliar o que produziu, para poder significar ao outro.
• Interação com os colegas
O diálogo da Ana com os colegas foi para lhes emprestar, e logo pegar de volta, o material escolar. O tema do diálogo foi recorrente, pareceu uma estratégia criada por Ana para interagir com os colegas. Ana se manteve calada, observando a conversa que se instaurou na sala.
• Fala egocêntrica
Sem identificação de fala egocêntrica. • Produções gráficas livres
A construção de conhecimento de Ana foi mediada pelo desenho, ao demonstrar saber os personagens e elementos da história: Priscila e o jacaré e a flor e a água, pela
escrita livre, ao nomear o desenho. Como podemos observar na figura 21, Ana escreveu AGUA e copiou a escrita do nome da história do quadro. A menina apagou alguns
desenhos e tentou escrever em letra de mão. As tentativas da Ana de escrita indicam que ela copiou o título do quadro e utilizou A palavra ÁGUA que sabia de memória. Ana continuou a utilizar modelos fixos, a palavra ÁGUA, como outros já discutidos na sessão anterior. Aquelas palavras que Ana já conhecia e empregava em suas atividades. Em nossos encontros individuais, Ana contou que a mãe ensinava palavras a ela, bem como a letra manuscrita com a qual Ana escreveu parte do título da história, demonstrando a utilização dos conhecimentos trazidos de casa, por influência da irmã mais velha, ou pelas expectativas da mãe de que ela se alfabetize e, coerentemente, empregados na escola. 5.3.3c Resultados da 4ª sessão de Clara em sala de aula
• Interação com a professora
A interação entre Clara e a professora no reconto da história teve o Tipo de Diálogo em que a professora Pede Esclarecimento, o que Clara desenhara/ Réplica Elaborada da menina, contava a história, tapava a boca com as mãos envergonhada e ria/ Espelhamento da professora e Pede Explicação sobre um “ela” dito pela menina/ Réplica Mínima. Clara disse ser a personagem Priscila/ Espelhamento da professora e sugestão de colar mais uma folha, de modo que ela pudesse terminar a história/ Réplica Mínima de Concordância da Clara. Os atos da professora, ouvindo a história e dando sugestão, além de apoiar o aumento da produção da criança, podem colaborar para o desencadeamento de ZDP e consequente aprendizagem.
• Interação com os colegas
O Tipo de Diálogo observado entre Clara e os colegas começou com um Enunciado da menina discordando de um colega, porque ele fez quadros para desenhar a história/ Réplica de Discordância Elaborada do colega, explicou que fazia as partes da história/ Clara refletiu e concordou com ele. Clara utilizou o estilo de aprendizagem nega/reflete/ concorda, como Daniel havia utilizado na segunda sessão.
Outro diálogo estabelecido entre as crianças tratava do caso do “namoro” entre dois colegas. As crianças se divertiam, sem se dispersarem da atividade de reconto, pois falavam e desenhavam. Este diálogo privado trouxe um clima de descontração entre as crianças. As trocas dialógicas lúdicas funcionavam como apoio à formação de um ambiente propício à aprendizagem, por conectar os interesses cotidianos das crianças ao ato de desenhar, também parte desse universo infantil.
Ao responder a um Pedido de Explicação de Renato, se era para escrever o nome dos desenhos/Clara disse: “Tem. Ai, que lerdo!”. Após essa Réplica, inadequada por parte
da menina, não apenas Renato como as demais crianças da mesa passaram a realizar escritas livres nas tarefas. Consideramos que o comentário de Clara foi levado a sério pelos alunos, por reconhecerem que a menina era “sabida”, estava quase alfabetizada, o que lhe conferiu poder em relação aos demais.
• Fala egocêntrica
Fala Egocêntrica Irrelevante, quando falou: “Tenho que tirar a blusa de baixo.” Fala Externalizada Egocêntrica e Relevante, quando Clara soletra a relação fonema/grafema ao escrever seu sobrenome. Como não sabia, olhou na parte interna da blusa, onde estavam escritos seu nome E sobrenome, e, algumas vezes, internalizou a fala usando apenas as Manifestações Externalizadas Relevantes, movimentos de lábios na soletração inaudível do sobrenome (Berk, 1994; Montero & cols, 2001). Ao ter a fala egocêntrica internalizada, Clara estava usando seu pensamento verbal como o organizador de sua ação de escrever o sobrenome, ainda não automatizado por ela. Clara usou a cópia significativa, da mesma forma que o Felipe. Apesar de copiar, a criança estava fazendo a relação fonema/grafema e assim buscando o sentido daquelas letras que formavam as palavras do sobrenome dela. A diferença entre eles é que, no caso de Felipe, a fala estava exteriorizada. Verificamos a fala
egocêntrica funcionando na organização do conhecimento, não apenas porque estava em momentos de dificuldades, mas para entender quais mecanismos estão em jogo na complexa relação fonema/grafema.
• Produções gráficas livres
A construção de conhecimento foi mediada pelo desenho, enquanto conteúdo e narração da história, feitos em duas cenas, pela escrita livre, enquanto nome e fala do personagem jacaré e da água indicada por uma seta, bem como por Fala Externalizada Egocêntrica e Relevante e Fala interna na organização da escrita do seu sobrenome.
Observa-se, na figura 22, que Clara fez a personagem Priscila no rio, em cima de uma vitória-régia (fazia parte da história), e o jacaré perto falando UM, que ela contou para a professora que ele estava querendo comer a Priscila. Na segunda cena, o jacaré está fugindo com expressão assustada. Formas diferentes de usar o mesmo personagem, dando sequência e coerência à narrativa da história contada. Clara transfere para seu desenho a organização de cenas que conhece de histórias em quadrinhos, inclusive utilizando o balão para escrever uma fala.
5.3.3d Resultados da 4ª sessão de Daniel em sala de aula