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As inovações também podem ser classificadas de acordo com o campo de ação:

A Inovação Tecnológica é subjacente a esse modelo e pode estar presente em todos os campos

Note-se que a Inovação Tecnológica é subjacente a esse modelo e está implícita em cada um dos Campos de Ação indicados nos quadrantes.

Diversas outras classificações são possíveis. Gaynor, por exemplo, classifica as inovações em relação ao tipo de atividade: materiais, componentes, produtos, processos e serviços. (GAYNOR, 2002; p.29).

Podemos também classificar as inovações em relação às expectativas e ao relacionamento com cada um dos stakeholders.

Quanto à intensidade, existem diversas propostas de classificação. Uma das mais conhecidas é a da 3M, para as inovações em produtos (GUNDLING 1999; p.24) Tipo A - radical ao extremo; dá origem ao nascimento de uma indústria inteiramente nova ao extrapolar as necessidades do consumidor;

Tipo B - ainda é radical porque muda a base da competição na indústria existente; Tipo C - estritamente alinhado com as necessidades do consumidor, sendo, na verdade, uma extensão de linha de um produto existente.

Christensen ( 2001), classifica as inovações em relação à tecnologia:

Tecnologia de Sustentação – dá suporte à melhoria do desempenho de produtos; Tecnologia de Ruptura – traz ao mercado uma proposição de valor muito diferente daquela disponível até então (o dilema é que estas inovações podem resultar em

pior desempenho de produtos e, ocasionalmente, levar empresas líderes ao

fracasso).

Gaynor (2002) propõe uma classificação que pretende englobar as duas anteriores:

Incremental Innovations – aperfeiçoamentos introduzidos nos atuais produtos,

processos, serviços e sistemas;

New-to-market/society Innovations – novos produtos, processos, serviços e sistemas

(incluem as inovações radicais e de ruptura);

Breakthrough Innovations – introdução de algo novo; algo que nunca tinha sido feito

antes e tão diferente que não pode ser comparado a nenhuma prática ou percepção existente. Essas inovações são raras. O autor cita alguns exemplos: rádio, televisão, avião, plásticos, xerografia, microprocessadores, lasers, internet etc.

Transformação

5 Transformação

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Como vimos na Seção 2, referente a um processo genérico, a Transformação compreende as atividades e procedimentos estruturados para adicionar Valor aos

No caso particular da Transformação para gerar Inovações, é importante analisar os seguintes aspectos:

Gênese das Inovações; Fases da Inovação;

Organização Interna e Redes de Inovação;

O fator Tempo e a interdependência entre as Inovações.

Gênese das Inovações

As abordagens e teorias sobre as origens das Inovações são extensas e variadas, como já foi relatado anteriormente. Apresentamos, agora, de forma resumida, as considerações de alguns autores sobre o tema.

“Qualquer que seja o seu escopo, a jornada [da Inovação] é uma aventura no processo desconhecido pelo qual uma novidade aparece. Esse processo se caracteriza por ser inerentemente incerto e dinâmico, o que leva muitos pesquisadores a considerarem-no aleatório e imprevisível. (...) Entretanto, essa aleatoriedade pode ser apenas aparente: pode ser o resultado de um sistema dinâmico não linear. (...) A dinâmica não linear nos diz que a Jornada da Inovação: não é nem estável e previsível, nem aleatória; pode ser extremamente sensível a condições iniciais; e é mais complexa de ser administrada do que outros tipos de empreendimento”. (VAN DE VEN, et al: 1999, p.3)

Em conseqüência, “nenhum indivíduo ou organização tem o monopólio da inovação; esta é aberta a qualquer um que tenha a coragem e resistência para enfrentar os desafios de introduzir algo novo, que perturba o status quo”. Gaynor 2002; p.46 Barbieri et al (2003) sintetizam a evolução dos Modelos de Inovação como segue:

Science Push: modelo linear, no qual a inovação resulta de um processo de geração

de conhecimentos, que vai desde a pesquisa básica até a aplicação prática;

Demand Pull ou Need Pull: modelo linear reverso, no qual a inovação é induzida por

Modelo combinado de Rothwell: denominado “modelo de 3ª geração”, articula as necessidades de mercado e da sociedade com os avanços dos conhecimentos científicos e tecnológicos;

Modelo de Kline: semelhante ao anterior, porém enfatizando as interações entre as diferentes fases do processoGundling, (1999: p. 84) descreve a filosofia de inovação da 3M como um modelo administrativo que “cultiva e mescla” duas abordagens aparentemente opostas: Planejamento Estratégico (top-down) e Tecnologia

Evolucionária (bottom-up), o que resulta nos seguintes paradoxos:

Encoraja iniciativa individual “Nossas habilidades” “Vamos ver onde vai dar”

Abordagem Evolucionária

E

Prioriza desenvolvimento

E

Necessidades dos consumidores

E

Administra tecnologia

+ Planejamento Estratégico

Encoraja iniciativa individual “Nossas habilidades” “Vamos ver onde vai dar”

Abordagem Evolucionária

E

Prioriza desenvolvimento

E

Necessidades dos consumidores

E

Administra tecnologia

+ Planejamento Estratégico

Quadro 8 - Filosofia 3 M de Planejamento Estratégico (top-down) e Tecnologia Evolucionária (bottom-up).

Fonte : Adaptação de Gundling (2000), pg. 24.

A abordagem dominante, segundo o autor, é a evolucionária, à qual ele se refere como a de “soluções em busca de problemas”.

Rogers (1995: p. 372) apresenta três tipos de decisão de inovação (innovation-

decisions):

Optional innovation-decisions: decisões – de adotar ou rejeitar inovações – que são tomadas por um indivíduo, independentemente das decisões de outros membros do sistema;

Collective innovation-decisions: decisões que são tomadas por consenso entre os membros do sistema;

Authority innovation-decisions: decisões que são tomadas por relativamente poucos indivíduos, que possuem poder, status ou expertise técnica.

Para Drucker, (1986; p. 46), a Inovação Sistemática significa o monitoramento das

sete fontes para uma oportunidade inovadora.

As primeiras quatro estão dentro da organização (ou de um setor):

A incongruência: entre a realidade “como ela é” e “como deveria ser”;

A inovação baseada na necessidade do processo;

Mudanças na estrutura do setor ou do mercado, que apanham todos desprevenidos. As outras três implicam em mudanças fora da organização ou do setor:

Mudanças demográficas (mudanças populacionais);

Mudanças em percepção, disposição e significado;

Conhecimento novo, tanto científico como não-científico.

Drucker analisa em separado a Idéia Brilhante, (1986; p. 181): “Inovações baseadas em idéias brilhantes provavelmente são mais numerosas do que todas as demais categorias somadas. (...) No entanto, idéias brilhantes são as mais arriscadas e as menos bem sucedidas fontes de oportunidades inovadoras.”

Fases da Inovação

Inovação, para o Fórum de Inovação, é a conjugação da produção de idéias com as ações para implementá-las e os resultados alcançados.

A própria definição do Fórum já traz em si a noção de fases, começando pela geração de idéias (pesquisa), passando pela implementação (desenvolvimento) e alcançando resultados esperados (de acordo com as demandas da Organização e dos stakeholders).

Essa seqüência de fases foi adotada no “Modelo do Funil”, desenvolvido por Clark e Wheelwright, (1993; p. 293), conforme o Esquema 19 descrito anteriormente. Gundling utiliza o modelo do funil para descrever as fases das Inovações na 3M:

Esquema 19 - Modelo de Funil de Inovação da 3M