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Portanto, tendo a organização como o lócus das inovações, são várias as maneiras de defini-las e classificá-las tendo em vista suas aplicações nas empresas, seguem- se alguns exemplos:

Martin Bell e Keith Pavitt (Universidade de

Sussex) “A Inovação pode ser vista como um processo de aprendizagem organizacional.”

C. K. Prahalad (Universidade de Michigan) “Inovação é adotar novas tecnologias que permitem aumentar a competitividade da companhia.” Ernest Gundling (3M) “Inovação é uma nova idéia implantada com sucesso, que produz resultados econômicos.” Fritjof Capra (Universidade de Berkeley) “As organizações inovadoras são aquelas que se aproximam do limite do caos.”

Giovanni Dosi (Universidade de Pisa) “Inovação é a busca, descoberta, experimentação, desenvolvimento, imitação e adoção de novos produtos, novos processos e novas técnicas organizacionais.”

Gary Hamel (Strategos) “Inovação é um processo estratégico de reinvenção contínua do próprio negócio e de criação de novos conceitos de negócio.” Joseph Schumpeter (economista) “A Inovação caracteriza-se pela abertura de um novo mercado.”

Guilherme Ary Plonski (Instituto de Pesquisas Tecnológicas)

“Inovação pode ter vários significados e sua compreensão depende do contexto em que ela for aplicada. Pode ser ao mesmo tempo resultado e processo ou ser associado à tecnologia ou marketing.”

Peter Drucker (Universidade de Claremont) “Inovação é o ato de atribuir novas capacidades aos recursos (pessoas e processos) existentes na empresa para gerar riqueza.”

Price Pritchett (Pritchett Rummler – Brache) “Inovação é como nós nos mantemos à frente do nosso ambiente. As inovações fora da nossa organização vão acontecer “ quando elas quiserem” – estejamos prontos ou não.” Ronald Jonash e Tom Sommerlatte

(consultores)

“Inovação é um processo de alavancar a criatividade para criar valor de novas maneiras, por meio de novos produtos, novos serviços e novos negócios.”

Tom Kelley (Ideo) “Inovação é o resultado de um esforço de time.”

Porter (1990) “Uma empresa que é singular em algo se diferencia da concorrência, o que normalmente resulta em desempenho superior (p. 111-112).”

Slywotzky e Morrison (1998, p. 1998) “A única maneira de uma empresa permanecer na zona do lucro seria por intermédio da Inovação constante.”

Kim e Mauborgne (2001, p. 85), “Concluem que um fator de sucesso é o conceito de reconhecimento pela empresa do mérito intelectual e emocional de seus colaboradores.”

Freiberg e Freiberg (1998),

“Ao analisarem o caso clássico de Inovação da Southwest Airlines, atribuem ao excelente relacionamento da empresa com seus funcionários o fato de ela ser a única empresa de aviação dos Estados Unidos a registrar lucros todos os anos, desde 1973.”

The 3m Way To Innovation: Balancing

People and Profit Conceito “novas idéias + ações que produzem resultados” Ernest Gundling, New York : Kodanska

América, 2000, 247p. Objetivo principal Solucionar problemas insolúveis de forma inovadora “Inovação é resultado de muitas experimentações e alta tolerância ao risco.”

“Inovação é um processo estratégico de reinvenção contínua do próprio negócio e da criação de novos conceitos de negócios.”

“Inovação é produto de uma visão estratégica.” Hamel, G

“Inovação é sistematizável em um processo gerenciável.”

Prahalad, C.K. “Inovação é adotar novas tecnologias que aumentam a competitividade da companhia.”

Myers & Marquis, 1969

“Inovação é uma atividade complexa, que se inicia com a concepção de uma nova idéia, passa pela solução de um problema e vai até a utilização de um novo item de valor econômico ou social Ou seja, refere-se ao lançamento, no mercado, de novos produtos ou processos ou a introdução de mudanças significativas em produtos ou processos já existentes.”

The 3m Way To Innovation: Balancing People and Profit

Ernest Gundling

Conceito “novas idéias + ações que produzem resultados”

New York : Kodanska América, 2000, 247p. Objetivo principal Solucionar problemas insolúveis de forma inovadora “Inovação é resultado de muitas experimentações e alta tolerância ao risco.”

“Inovação é um processo estratégico de reinvenção contínua do próprio negócio e da criação de novos conceitos de negócios.”

“Inovação é produto de uma visão estratégica.” Hamel, G

“Inovação é sistematizável em um processo gerenciável.”

Prahalad, C.K. “Inovação é adotar novas tecnologias que aumentam a competitividade da companhia.”

Myers & Marquis, 1969

“Inovação é uma atividade complexa, que se inicia com a concepção de uma nova idéia, passa pela solução de um problema e vai até a utilização de um novo item de valor econômico ou social Ou seja, refere-se ao lançamento, no mercado, de novos produtos ou processos ou a introdução de mudanças significativas em produtos ou processos já existentes.”

Innovation Premium

“Inovar é um processo de alavancar a criatividade para gerar valor de novas maneiras através de novos produtos,serviços e negócios ”. “O Valor da Inovação está cada vez mais ligada a redução de tempo de retorno dos investidores e, portanto, no impacto que essa redução gera nas ações das companhias de capital aberto. Nas empresas de uma forma em geral a Inovação funciona como estratégia de apropriação de nichos de mercado, através da criação de patentes e de diferenciação de produtos .”

Betz, 1987; Ribault et al., 1995 “Inovação é uma solução necessária quando a tecnologia da empresa está em fase de estabilização ou obsolescência.” “Inovação pressupõe uma certa dose de incerteza.”

“Inovação baseia-se no conhecimento cientifico.” “Inovação é favorecida pela organização formalizada.” Dosi, G.; Freeman, C. e Fabiani, S. Vol.

3(1), 1994. e Dosi, 1988.

“Inovação e estrutura de mercado são mutuamente interativas.”

O Manual Oslo (baseando-se parcialmente nas definições de Schumpeter, 1934, considera inovação tecnológica como a implementação de novos produtos ou processos, bem como de mudanças tecnológicas significativas de produtos ou processos.

“Aquisição de tecnologia é uma atividade inovativa”

“Inovação é criar novos produtos e/ou tecnologias a partir de uma área de P&D ou Marketing.” Manual Oslo (OECD, 1992)

“Inovar é usar tecnologias existentes de formas novas” Bell e Pavitt “Inovação é um processo de aprendizagem organizacional ” Bacon, Frank R. “Inovação é o uso comercialmente bem sucedido de uma invenção.”

Drucker, Peter F. “Inovação é atribuir novas capacidades aos recursos existentes na empresa, gerando riqueza.” “IDEO “Inovação é o resultado de um esforço de time.”

Quadro 2 - Autores importantes e suas definições sobre Inovação ,

Interrupções na carreira em decorrência de falhas e erros, valorização do risco, priorização da aprendizagem.

Indicador de clima organizacional e cultura que favorecem a Inovação. Valorização do aprendizado e dos

riscos assumidos. Aprendizagem Encorajada

Encorajamento de críticas, esclarecimentos de dúvidas, liberdade de oposição.

Liberdade de expressão gera clima de aprendizado e favorece a antecipação de problemas.

Grau de abertura para as pessoas expressarem suas opiniões, estimulando o aprendizado e a detecção antecipada de problemas. Liberdade para Expressar Dúvidas

Encorajamento de iniciativas, delegação de responsabilidades, feedback, equilíbrio das tarefas, confiança.

Quanto maior o grau de liderança, maior a percepção de eficiência da Inovação.

Grau em que os líderes são percebidos pelos membros da equipe como promotores de comportamento inovador, encorajando a iniciativa, delegando responsabilidades e dando feedback.

Liderança do Time de Inovação

Reconhecimento do grupal e individual, sanções grupais ou individuais.

Diretamente relacionado à satisfação no trabalho e à motivação. Percepção sobre o reconhecimento ou

punição em decorrência do desempenho grupal ou individual. Expectativas de Prêmios e Sanções

Nível de influência na definição dos objetivos, do trabalho a ser feito, do uso de recursos.

Maior interesse das pessoas na implementação de idéias construídas com sua participação.

Nível de envolvimento dos membros da equipe na definição dos objetivos, recursos e atividades.

Grau de Influência nas Decisões

Número de regras a serem cumpridas, grau de detalhamento das regras. Quanto maior a padronização, maior a

eficiência percebida da Inovação. Sistematização e padrões e regras de

comportamento a serem seguidos. Padronização de Procedimentos

Carga de trabalho, falta de tempo, competição por recursos financeiros e materiais, competição inter-pessoal. Níveis moderados de escassez de

recursos positivamente relacionados ao sucesso da Inovação. Grau percebido de competição para

obtenção de recursos críticos. Escassez de Recursos

Passos da Inovação, previsibilidade de resultados, freqüência e repetição de problemas.

Quanto maior a incerteza, menor o índice de eficiência de Inovação. Percepção sobre a dificuldade e

variabilidade das idéias inovadoras durante o desenvolvimento da Inovação.

Incerteza sobre a Inovação

Satisfação com o progresso alcançado, eficiência na resolução dos problemas, taxa de eficiência, atendimento aos objetivos organizacionais. Positivamente relacionado ao sucesso

da Inovação por meio da percepção quanto aos resultados obtidos. Grau de percepção das pessoas

relacionado ao progresso e à capacidade de resolução dos problemas durante o desenvolvimento da Inovação e a eficiência da Inovação e sua contribuição para o alcance dos objetivos organizacionais. Eficiência Percebida com a Inovação

FORMA DE AVALIAÇÃO TIPO DE INFLUÊNCIA DESCRIÇÃO FATORES Interrupções na carreira em decorrência de falhas e erros, valorização do risco, priorização da aprendizagem.

Indicador de clima organizacional e cultura que favorecem a Inovação. Valorização do aprendizado e dos

riscos assumidos. Aprendizagem Encorajada

Encorajamento de críticas, esclarecimentos de dúvidas, liberdade de oposição.

Liberdade de expressão gera clima de aprendizado e favorece a antecipação de problemas.

Grau de abertura para as pessoas expressarem suas opiniões, estimulando o aprendizado e a detecção antecipada de problemas. Liberdade para Expressar Dúvidas

Encorajamento de iniciativas, delegação de responsabilidades, feedback, equilíbrio das tarefas, confiança.

Quanto maior o grau de liderança, maior a percepção de eficiência da Inovação.

Grau em que os líderes são percebidos pelos membros da equipe como promotores de comportamento inovador, encorajando a iniciativa, delegando responsabilidades e dando feedback.

Liderança do Time de Inovação

Reconhecimento do grupal e individual, sanções grupais ou individuais.

Diretamente relacionado à satisfação no trabalho e à motivação. Percepção sobre o reconhecimento ou

punição em decorrência do desempenho grupal ou individual. Expectativas de Prêmios e Sanções

Nível de influência na definição dos objetivos, do trabalho a ser feito, do uso de recursos.

Maior interesse das pessoas na implementação de idéias construídas com sua participação.

Nível de envolvimento dos membros da equipe na definição dos objetivos, recursos e atividades.

Grau de Influência nas Decisões

Número de regras a serem cumpridas, grau de detalhamento das regras. Quanto maior a padronização, maior a

eficiência percebida da Inovação. Sistematização e padrões e regras de

comportamento a serem seguidos. Padronização de Procedimentos

Carga de trabalho, falta de tempo, competição por recursos financeiros e materiais, competição inter-pessoal. Níveis moderados de escassez de

recursos positivamente relacionados ao sucesso da Inovação. Grau percebido de competição para

obtenção de recursos críticos. Escassez de Recursos

Passos da Inovação, previsibilidade de resultados, freqüência e repetição de problemas.

Quanto maior a incerteza, menor o índice de eficiência de Inovação. Percepção sobre a dificuldade e

variabilidade das idéias inovadoras durante o desenvolvimento da Inovação.

Incerteza sobre a Inovação

Satisfação com o progresso alcançado, eficiência na resolução dos problemas, taxa de eficiência, atendimento aos objetivos organizacionais. Positivamente relacionado ao sucesso

da Inovação por meio da percepção quanto aos resultados obtidos. Grau de percepção das pessoas

relacionado ao progresso e à capacidade de resolução dos problemas durante o desenvolvimento da Inovação e a eficiência da Inovação e sua contribuição para o alcance dos objetivos organizacionais. Eficiência Percebida com a Inovação

FORMA DE AVALIAÇÃO TIPO DE INFLUÊNCIA

DESCRIÇÃO FATORES

Quadro 3 - Descrição do Modelo MIS. Fonte: VAN DE VEN et al., 2000.

Tipo A é radical ao extremo e dá origem ao nascimento de uma indústria inteiramente nova ao extrapolar as necessidades do consumidor.

Fonte: The 3m Way To Innovation: Balancing People and Profit Ernest Gundling

New York : Kodanska América, 2000, 247p.

Tipo B ainda é radical porque muda a base da competição na indústria existente.

Tipo C é estritamente alinhado com as necessidades do consumidor, sendo, na verdade, uma extensão de linha de um produto existente.

Desenvolvimento de novas estruturas de poder e liderança. Inovação em Gestão

Desenvolvimento de novos negócios que forneçam uma vantagem competitiva sustentável. Inovação de Negócios

Desenvolvimento de novos meios de fabricação de produtos ou de novas formas de relacionamento para a prestação de serviços.

Inovação de Processos

Desenvolvimento e comercialização de produtos ou serviços novos, fundamentados em novas tecnologias e vinculados à satisfação de necessidades dos clientes.

Inovação de Produtos e Serviços Fonte : Fórum de Inovação

Inovações do tipo fortalecedoras de competências podem ser definidas como “mudanças de grande magnitude a partir de conhecimento existente” (Tushman et al., 1986). Tendem a favorecer empresas estabelecidas (Anderson et al., 1990). De fato, as barreiras de entrada na indústria (Porter, 1980) podem ser maiores após a Inovação. Exemplo: Embraer

Inovações fortalecedoras de competências

A Inovação não é um fenômeno unificado: algumas inovações rompem, destroem e tornam obsoletas competências estabelecidas e outras fortalecem competências.

Assim, podemos classificar inovações em fortalecedoras de competências e destruidoras de competências. Fonte: University of North Carolina

Inovações do tipo destruidoras de competências são mudanças que “alteram fundamentalmente o conjunto de competências relevantes (Tushman et al., 1986)”. Podem ameaçar empresas estabelecidas com restrições de recursos, capacidades e ativos e mesmo aquelas que não tenham essas restrições (Christensen et al., 1996; Henderson et al., 1990). Nesse caso, novos entrantes com maior flexibilidade e diferentes combinações de recursos podem se adequar melhor ao ambiente exógeno para derrubar empresas estabelecidas.

Exemplos: PC – Computador Pessoal X Máquina de Escrever, Napster X gravadoras. Inovações destruidoras de

competências

Tipologias e Classificações de Inovação

Tipo A é radical ao extremo e dá origem ao nascimento de uma indústria inteiramente nova ao extrapolar as necessidades do consumidor.

Fonte: The 3m Way To Innovation: Balancing People and Profit Ernest Gundling

New York : Kodanska América, 2000, 247p.

Tipo B ainda é radical porque muda a base da competição na indústria existente.

Tipo C é estritamente alinhado com as necessidades do consumidor, sendo, na verdade, uma extensão de linha de um produto existente.

Desenvolvimento de novas estruturas de poder e liderança. Inovação em Gestão

Desenvolvimento de novos negócios que forneçam uma vantagem competitiva sustentável. Inovação de Negócios

Desenvolvimento de novos meios de fabricação de produtos ou de novas formas de relacionamento para a prestação de serviços.

Inovação de Processos

Desenvolvimento e comercialização de produtos ou serviços novos, fundamentados em novas tecnologias e vinculados à satisfação de necessidades dos clientes.

Inovação de Produtos e Serviços Fonte : Fórum de Inovação

Inovações do tipo fortalecedoras de competências podem ser definidas como “mudanças de grande magnitude a partir de conhecimento existente” (Tushman et al., 1986). Tendem a favorecer empresas estabelecidas (Anderson et al., 1990). De fato, as barreiras de entrada na indústria (Porter, 1980) podem ser maiores após a Inovação. Exemplo: Embraer

Inovações fortalecedoras de competências

A Inovação não é um fenômeno unificado: algumas inovações rompem, destroem e tornam obsoletas competências estabelecidas e outras fortalecem competências.

Assim, podemos classificar inovações em fortalecedoras de competências e destruidoras de competências. Fonte: University of North Carolina

Inovações do tipo destruidoras de competências são mudanças que “alteram fundamentalmente o conjunto de competências relevantes (Tushman et al., 1986)”. Podem ameaçar empresas estabelecidas com restrições de recursos, capacidades e ativos e mesmo aquelas que não tenham essas restrições (Christensen et al., 1996; Henderson et al., 1990). Nesse caso, novos entrantes com maior flexibilidade e diferentes combinações de recursos podem se adequar melhor ao ambiente exógeno para derrubar empresas estabelecidas.

Exemplos: PC – Computador Pessoal X Máquina de Escrever, Napster X gravadoras. Inovações destruidoras de

competências

Tipologias e Classificações de Inovação

Quadro 4 - Tipologias e Classificações de Inovação.

2.3 A INOVAÇÃO SISTEMÁTICA E O SEU PROPÓSITO NAS EMPRESAS

Dado que uma das perguntas deste trabalho trata dos efeitos do processo de inovação nos propósitos das organizações, é oportuno esclarecer qual a ênfase que se dá para o termo Propósito da Empresa. “Se desejarmos saber o que é um negócio, devemos começar pelo seu propósito. E esse propósito deve estar situado fora do negócio em si. Deve estar na sociedade, uma vez que a empresa é um órgão da sociedade. E o único propósito válido é: criar um cliente”. (DRUCKER, 1962, p. 60)

Prosseguindo, “[...] pelo fato de ser o seu propósito criar um cliente, qualquer empresa tem duas – e somente estas duas – funções básicas: o marketing e a inovação. São estas as funções empresariais” (DRUCKER, 1962, p. 60). Portanto, o propósito de uma empresa como organismo de desenvolvimento econômicoestá no seu crescimento, em sua expansão e na mudança constante para atender as demandas de mercado. Um segundo propósito está na função do negócio, isto é na inovação, para prover mercadorias e serviços melhores e mais econômicos.

Conforme Drucker (1962, p.64) não é suficiente que o negócio proporcione apenas um produto ou serviço econômico; deve proporcionar produtos ou serviços melhores e mais econômicos. Não é necessário que o negócio se torne maior, mas é necessário que nunca deixe de se tornar melhor”.

Assim, a inovação pode tomar a forma de menor preço; mas também pode ser um produto novo e melhor, uma nova comodidade ou a criação de uma nova necessidade. Pode ser o encontro de novas finalidades para produtos existentes.

A inovação pode ser identificada em vários estágios do negócio de uma empresa. Da adoção de um novo desenho organizacional à adoção de um sistema de controle da produção. Da embalagem do produto à definição de novos canais de distribuição.

Assim, para Drucker (1998), seu propósito está no desempenho – e, numa empresa, isso significa desempenho econômico. A inovação é aplicável à descoberta do

potencial do negócio e à criação do futuro. Mas sua primeira aplicação é como estratégia, para tornar o dia de hoje plenamente eficaz e para levar a empresa existente para mais perto do ideal (DRUCKER, 1998, p. 129) “Inovação significa a criação de novos valores e novas satisfações para o cliente” (DRUCKER, 1989, p. 254). “Inovação é a mudança que cria uma nova dimensão desempenho” (HESSELBEIN, 2002, p. XI).

A maior parte dos autores da literatura concordam que inovação e invenção eram vistas como sinônimos e seu acontecimento dependia de um lampejo de uma mente privilegiada. Somente ao redor de 1914, a invenção tornou-se pesquisa, uma atividade sistematizada, com um propósito determinado.

Em sua obra de 1986 Drucker afirma que os empreendedores precisam aprender a

praticar a inovação sistemática. “Os empreendedores bem sucedidos não esperam

até que recebam ‘o beijo da Musa’ e esta lhes dê a ‘idéia brilhante’; eles põem-se a trabalhar. E não se contentam em simplesmente melhorar o que já existe, ou em modificá-lo; eles procuram criar valores e satisfações novas e diferentes, convertendo um ‘material’ em um ‘recurso’, ou combinando recursos existentes em uma nova e mais produtiva configuração. O que proporciona a oportunidade para o novo e diferente é a mudança – a inovação sistemática consiste, portanto, na busca deliberada e organizada de mudanças, e na análise sistemática das oportunidades que tais mudanças podem oferecer para a inovação econômica e social (DRUCKER, 1986, p. 39).

Quase na mesma época, Hamel e Prahalad (1996), confirmam o ponto-de-vista de Drucker ao afirmarem que a inovação é, acima de tudo, esforço metódico e continuado de produzir experiências no mercado ou na sociedade.

Com o intuito de buscar uma maneira pela qual uma empresa pode se organizar para trabalhar na inovação, não importando qual seja sua função, vários autores Schoemaker (1992), Teece (1997) , Tuschman e O’Reilly III (1996), Hamel (2002), Jones (2002), Kelley (2001), Sutton (2002), Kao (1997), Prahalad (2001), Deschamp (2000) entre outros, têm buscado fórmulas para a empresa incorporar a inovação

como uma competência organizacional. Basicamente, recomendam adotar em sua estrutura práticas sistemáticas, como por exemplo:

o aperfeiçoamento permanente em todas as atividades-chave da empresa, como o movimento denominado pelos japoneses de Kaizen;

o treinamento contínuo em novas tecnologias e no auto-conhecimento;

a capacidade de aprendizado cada vez mais acelerado, encurtando a distância entre produzir, interagir no mercado e realimentar a produção com insigths dos clientes;

o desenvolvimento de novas aplicações e novas experiências a partir de seus próprios sucessos (como fazem os fabricantes de software , que lançam repetidas versões do mesmo programa, com a finalidade de cada vez melhorar mais o protótipo inicial, muitas vezes contando com as sugestões de clientes e usuários);

a aprender que a inovação pode e deve ser organizada como um processo sistemático e que cada um na empresa é responsável por ela, não importa a área ou o nível hierárquico que está na empresa.

Uma vez apresentados os conceitos, que consideramos importantes para se compreender a evolução e as transformações que os estudos sobre inovação sofreram, se abordará com mais especificidade o processo de inovação em empresas propriamente dito.

2.4 O CONTEXTO E O CARÁTER ESTRATÉGICO DO PROCESSO DE INOVAÇÃO

Não é necessário para este estudo traçar um quadro completo do pensamento acadêmico sobre o processo de inovação em empresas; assim, foram selecionados alguns estudos considerados clássicos, para ilustrar a visão atual sobre o tema. Como visto anteriormente, a partir da década de 70, o tema Inovação passou a ser abordado por um número cada vez mais crescente de pesquisadores, que focalizaram suas pesquisas na compreensão dos processos e das circunstâncias em