Regulering av fisket etter kolmule i 2016
FORSLAG TIL REGULERING AV FISKET ETTER KOLMULE I 2016
A escolha de sujeitos para a pesquisa não invalida a contribuição de outros personagens na construção investigativa de um dado estudo, sobretudo em pesquisas qualitativas. Estes indivíduos são os informantes da pesquisa, que não ocupam o lugar de sujeitos, mas colaboram com a geração57 de dados que se relacionam com o fenômeno investigado. Nesta dissertação, as informantes foram a coordenadora e as professoras. Para selecionar essas participantes, foram estipulados os seguintes critérios:
4.3.2.1 As professoras
As professoras foram informantes de grande relevância, pois são as profissionais que trabalham diretamente com as Auxiliares. Sendo assim, para participar da pesquisa, a professora deveria:
a) autorizar, junto à Auxiliar, a realização da observação participante da turma em que trabalha;
b) possuir experiência, de pelo menos seis meses, no trabalho com a Auxiliar investigada;
57 Graue e Walsh (2003) afirmam que os dados precisam ser gerados, haja vista que não estão prontos para que
apenas a coleta seja suficiente. Essa perspectiva coloca o pesquisador numa posição bastante ativa na relação com o fenômeno que deseja investigar.
c) ser Professora Regente A (PRA)58;
d) aceitar participar da entrevista semiestruturada mediante assinatura do TCLE. De acordo com Buss-Simão (2015, p. 9), na Educação Infantil “há a presença de uma professora e uma auxiliar, em que ambas estão na sala ao mesmo tempo”. Frente a isso, para acompanhar as tarefas realizadas pelas Auxiliares durante o dia, foi necessária, também, a autorização da professora, já que trabalham juntas e desenvolvem muitas dessas tarefas lado a lado.
Como a professora ocupa o lugar de principal responsável pelas crianças (FORTALEZA, 2010), há uma hierarquia entre ela e a Auxiliar, fazendo com que sua autorização tivesse caráter decisivo para a realização da pesquisa. Isso significa que, mesmo que uma Auxiliar desejasse participar de todo o processo que envolvia este estudo, se a professora não admitisse a entrada da pesquisadora em sala, já estaria impossibilitada uma das etapas da pesquisa para esta dissertação.
Outra circunstância bem importante e que merece ser comentada, é que as professoras selecionadas para a pesquisa tinham que possuir experiência de pelo menos seis meses de trabalho junto à Auxiliar participante do estudo. Ainda que este não seja um período longo, trata-se de um tempo suficiente para a construção de um vínculo de trabalho. De acordo com Pimenta (2006, p. 20), “os saberes da experiência são também aqueles que os professores [e as Auxiliares] produzem no seu cotidiano docente”. Isso significa que a experiência docente de uma professora junto de uma Auxiliar possibilita que, pelo menos em parte, uma se aproprie do trabalho da outra.
Junto a isso, para serem entrevistadas, as professoras deveriam ser PRA. Isso porque são essas as profissionais que passam o maior tempo de trabalho com as Auxiliares, assim, supostamente, possuem um vínculo maior e mais conhecimentos acerca das atividades concernentes a esta função.
Por fim, a professora deveria consentir não só a observação participante junto à turmla de trabalho com a Auxiliar, mas também autorizar e participar da entrevista semiestruturada, ocupando o lugar de informante da pesquisa através do TCLE (APÊNDICE C).
58 De acordo com as Diretrizes Pedagógicas da Educação Infantil (FORTALEZA, 2017, p. 4), “Cada turma de
Educação Infantil conta com dois professores regentes, de modo alternado, com o objetivo de garantir a estes profissionais o tempo sem interação com as crianças (Lei 11.738/2008)”. Isso significa que enquanto a PRA planeja atividades para o agrupamento de trabalho, a PRB assume o grupo. Sendo assim, a PRA permanece sempre na mesma turma e a PRB cumpre sua carga horária em grupos diferentes.
Das cinco professoras PRA do CEI, duas não aceitaram participar da pesquisa. Coincidentemente, ambas eram responsáveis por turmas de Infantil II. Como a instituição possuía três agrupamentos de crianças de dois anos, apesar disso, foi possível obter a adesão de três turmas de diferentes faixas etárias, conforme proposto para o trabalho de campo.
4.3.2.2 A coordenadora
Embora a coordenadora não desenvolva seu trabalho diretamente com as Auxiliares, ela, na condição de gestora, ocupa uma função que supõe orientação e acompanhamento das atividades desenvolvidas por todos os profissionais do CEI. Esta reflexão se ancora nas informações contidas nas Diretrizes Pedagógicas da Educação Infantil, que assevera que o “Coordenador Pedagógico exerce um papel fundamental no sentido de organizar e dinamizar as práticas pedagógicas desenvolvidas pelos professores e Assistente da Educação Infantil/Auxiliar de Serviços Educacionais” (FORTALEZA, 2015a, p. 2).
Para a participação da Coordenadora nesta pesquisa, foi necessário o cumprimento de alguns critérios:
a) autorizar a realização da pesquisa na instituição na qual ocupa a função de gestora;
b) contribuir com a comunicação entre pesquisadora e profissionais do CEI para o melhor esclarecimento acerca da pesquisa;
c) ter, no mínimo, experiência de seis meses no cargo de gestão;
d) aceitar participar da entrevista semiestruturada mediante assinatura do TCLE. A autorização da pesquisa no CEI era condição sine qua non, pois caso não fosse obtida, estaria inviabilizado o trabalho de campo.
Considerando que a gestora assume o lugar de organizadora do e no espaço educacional, está inerente à sua função a tarefa de facilitar e mediar as relações no contexto do CEI (PLACCO; ALMEIDA, 2012). Diante disso, foi importante esclarecer para esta profissional, desde o encontro inicial, que antecedeu o início do trabalho de campo, sobre a importância de seu papel na articulação e comunicação entre pesquisadora, sujeitos e informantes da pesquisa. Este era um pressuposto fundamental, pois como bem rememora Gadotti (1991, p. 46) “o momento do diálogo é o momento em que os homens se encontram para transformar a realidade e progredir” e a pesquisa também se trata de uma experiência calcada no diálogo.
A relevância da experiência no cargo ancora-se em Nóvoa (1992b, 2009). Embora o autor assevere que a experiência, por si só, não é formadora, não é possível desconsiderar que ela, também, gera saberes. Esta reflexão está em consonância com o pensamento de Tardif (2014, p. 109), que entende que a experiência proporciona “um saber interativo, mobilizado e modelado no âmbito de interações” que, no caso da coordenadora, é um saber bastante específico, pois ela tem, por atribuição, que integrar, acompanhar e avaliar o trabalho de professoras e Auxiliares (FORTALEZA, 2015a, p. 4). Assim, a relação da coordenadora com as Auxiliares torna-se bastante particular e diferente da relação que as Auxiliares possuem com quaisquer outras instâncias do CEI, o que contribui para uma percepção diferenciada no modo de ver essas profissionais.
A assinatura do TCLE por parte da coordenadora, assim como para todos os outros participantes da pesquisa, é um critério de suma importância para o desenvolvimento de estudos com seres humanos.
Para a realização do trabalho de campo desenvolvido com os sujeitos e informantes aqui apresentados, foi necessário dispor de instrumentos que subsidiassem a geração de dados. Esses instrumentos serão apresentados a seguir.