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2 Hva er skolevegring

2.5 Hva er angst

2.5.3 Forholdet mellom angst og skolefravær

Muitas empresas procuram diversificar seu desempenho, como a brasileira Odebrecht, tradicional no ramo de construção civil, que criou uma empresa para atuar exclusivamente com geração de energia a partir do bagaço da cana, através da ETH Bionergia; ou, ainda, a ADM, atuando no Brasil no esmagamento de soja e produção de óleo, investiu em uma planta e já iniciou a produção de Biodiesel em Rondonópolis (MT).

Outras empresas dos segmentos analisados expandiram-se para o exterior, principalmente através de aquisições, como o Grupo JBS e o Frigorífico Marfrig. É importante ressaltar que empresas de outros setores aproveitaram para expandir suas atividades nesse período, caso da Gerdau, entre outras.

Importa observar, entretanto, a expansão das empresas relacionadas aos segmentos em estudo e o aumento da participação e da atuação das empresas estrangeiras no Brasil, nesses mesmos segmentos.

O Grupo Tavares de Mello vendeu a Exitus, Tavares de Melo Açúcar e Álcool e a Agroarte, para a Louis Dreyfuss Commodities Bioenergia S.A. (LDC Commodities), em 2007.121.

Algumas empresas, principalmente no setor sucroalcooleiro e no segmento de produção, esmagamento e refino de óleo de soja, são cooperativas, mas não se imagine sejam associações pequenas ou sem importância: ao contrário, algumas dessas cooperativas são maiores, em muitos aspectos, do que muitas empresas, e posicionam-se nas classificações à frente de algumas das maiores empresas com atuação no território brasileiro, como é, por exemplo, o caso da COAMO (a presença de cooperativas também ocorre em outros setores, como no setor leiteiro e no abate de frangos).

121 MINISTÉRIO DA FAZENDA, SAE, Parecer Técnico nº 06155/2007/RJ, de 23/03/2007. Disponível

em http://www.cade.gov.br/plenario/Sessao_399/Pareceres/ParecerSeae-2007-08012-001754- LouisDreyfus_S_A-Exitus_S_A.pdf Acessado aos 18/01/2008.

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Tabela II. 7: Setor de Alimentos: as 10 maiores empresas em vendas (2006)

CLASSIFICAÇÃO EMPRESAS VALORES (US$ MILHÕES)

1º Ambev 10.735,6 2º Cargill 5.122,1 3º Bunge Alimentos 5.070,7 4º Souza Cruz 4.125,7 5º Sadia 3.647,2 6º Nestlé 2.558,9

7º Perdigão Agroindustrial S.A. 2.525,6

8º Grupo JBS 2.072,2

9º Kraft Foods 1.642,6

10º LDC Brasil 1.387,9

Fonte: Portal Exame. Disponível em: http://portalexame.abril.com.br/ Acessado aos 29/10/2007. Elaboração do autor.

Conforme dados relativos a vendas, a Tabela II. 7 apresenta as 10 maiores empresas do Setor de Alimentos em 2006. Nesse ano, já aparecia na classificação o Grupo JBS, além de esmagadoras e processadoras de óleo (Cargill, Bunge e LDC Brasil). Ademais, tanto Bunge como LDC, dominantes no setor soja, também passaram a investir no segmento álcool e açúcar, e a ADM, em biodiesel.

Uma comparação com a classificação da mesma publicação, mostra no ano de 1997, a CEVAL em 26º (adquirida pela BUNGE); a Copersucar, em 27º; a Cargill, em 28º; a Sadia (Concórdia), em 36º; a Coinbra (atual LDC), em 75º; a Perdigão, em 84º; o Açúcar União (agora Cosan) em 119º; a Avipal (Eleva), em 223º; e entre os frigoríficos de abate de bovinos, o Swift, incorporado pelo Grupo JBS, aparece na relação em 368º, mostrando o quanto se modificou nesses anos o quadro das empresas brasileiras.122

Pode ser realizada uma comparação entre as dez empresas de 2007 com as empresas relacionadas na tabela II. 8, em 2010. Entre as maiores empresas por vendas, nos setores estudados, também são mostrados número de empregados, salários e encargos (em milhões US$) e riqueza criada por empregado (em mil US$), de acordo com a mesma publicação (revista Exame).

122

Revista Exame “Melhores e maiores”: as 500 maiores empresas do Brasil. Editora Abril, julho/1998.

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Tabela II. 8: as maiores empresas por vendas, nos setores estudados em 2010 CLASSIFICA-

ÇÃO EMPRESA SETOR

SEDE/ CONTROLE ACIONÁRIO VALOR VENDAS (US$ MILHÕES) Nº DE EMPREGADOS SALÁRIOS E ENCARGOS (US$ MILHÕES) RIQUEZA CRIADA POR EMPREGADO (US$ MIL)

1º Bunge Soja e óleo Gaspar (SC)/holandês 9 639,7 7 037 182,5 173,3 2º Cargill Soja e óleo Sâo Paulo

(SP)/americano 9 357,7 6 178 238,5 156,6 3º JBS Brasil Frigorífico Sâo Paulo

(SP)/Brasileiro 7 975,5 49 093 3 562,0 40,6 4º BRF Frigorífico Itajaí (SC)/brasileiro 7 736,6 55 988 822,8 37,1 5º ADM Soja e óleo Sâo Paulo

(SP)/americano 5 483,0 3 436 102,9 n/d 6º Louis Dreyfuss Soja e óleo Sâo Paulo

(SP)/francês 3 518,3 3 602 80,5 n/d 7º Coamo Soja e óleo Campo Mourão

(PR)/brasileiro 2 829,9 5 234 117,0 64,3 8º Marfrig Frigorífico Sâo Paulo (SP)/Brasileiro 2 576,5 12 538 167,1 43,5 9º Copersucar Sucro- alcooleiro Sâo Paulo (SP)/Brasileiro 2 416,3 n/d n/d n/d 10º Frigorífico Minerva Frigorífico Barretos (SP)/Brasileiro 2 075,0 7 855 127,0 n/d 11º Amaggi Soja e óleo Rondonópolis (MT)/brasileiro 2 064,8 1 092 50,5 134,1 12º Cosan Açúcar e Álcool Sucro- alcooleiro Barra Bonita (SP) brasileiro 1 439,1 16 732 253,3 n/d 13º Cosan Sucro- alcooleiro São Paulo (SP)/ brasileiro 1 324,7 16 890 248,8 29,7 14º LDCBioenergia Sucro- alcooleiro São Paulo (SP)/francês 1 312,4 n/d n/d n/d 15º Caramuru Alimentos Soja e óleo Itumbiara (GO)/brasileiro 1 208,3 2 048 37,3 65,2 16º Granol Soja e óleo São Paulo (SP)/

brasileiro 1 190,2 1 686 31,1 134,1 17º Noble Brasil Sucro-

alcooleiro

São Paulo (SP)/HK

1 173,6 n/d n/d n/d

18º Cosan Alimentos Sucro- alcooleiro Tarumã (SP) /brasileiro 1 144,8 2 296 46,4 63,3 19º Usina Caeté Sucro-

alcooleiro

Maceió (AL)/brasileiro

1 069,8 16 031 214,0 n/d 20º Cocamar Soja e óleo Maringá

(PR)/brasileiro 883,6 2 191 39,7 30,4 21º Usacúcar Sucro-

alcooleiro

Maringá

(PR)/brasileiro 867,3 18 434 191,6 23,1 22º Bianchini Soja e óleo Porto Alegre

(RS)/brasileiro 843,6 802 14,9 41,0 23º Comigo Soja e óleo Rio Verde

(GO)/brasileiro 739,3 1 681 47,3 89,6 24º Fiagril Soja e óleo

Lucas do R.Verde(MT)/brasi- leiro

724,0 484 9,2 n/d

25º Usina Coruripe Sucro- alcooleiro

Maceió (AL)/brasileiro

679,2 n/d n/d n/d

26º Açúcar Guarani Sucro- alcooleiro

Olímpia (SP)/francês

649,9 6 175 n/d 42,3

27º Usina Colombo Sucro- alcooleiro

Ariranha

(SP)/brasileiro 647,2 1 234 29,3 n/d 28º Mataboi Frigorífico Araguari

(MG)/brasileiro 641,4 n/d n/d n/d 29º Usina da Pedra Sucro- alcooleiro Serrana (SP)/brasileiro 600,8 5 098 93,4 38,3 30º Algar Agro Soja e óleo Uberlândia

(MG)/brasileiro 593,1 342 13,3 217,1 Fonte: Revista Exame, “Melhores e Maiores”. Edição 995, Julho 2011. Elaboração do autor.

79 Os dados da tabela II. 8 permitem uma classificação das maiores empresas por número de empregados, no Brasil, conforme exemplificao na tabela II. 9 abaixo:

Tabela II. 9: as maiores empresas por nº de empregados nos setores estudados em 2010

CLASSIFICA-

ÇÃO EMPRESA SETOR SEDE/CONTROLE ACIONÁRIO

Nº DE EMPREGADOS

1º BRF Frigorífico Itajaí (SC)/brasileiro 55 988 2º JBS Brasil Frigorífico Sâo Paulo (SP)/Brasileiro 49 093 3º Usacúcar Sucroalcooleiro Maringá (PR)/brasileiro 18 434 4º Cosan Sucroalcooleiro São Paulo (SP)/ brasileiro 16 890 5º Cosan Açúcar e Álcool Sucroalcooleiro Barra Bonita (SP) brasileiro 16 732 6º Usina Caeté Sucroalcooleiro Maceió (AL)/brasileiro 16 031 7º Marfrig Frigorífico Sâo Paulo (SP)/Brasileiro 12 538 8º Frigorífico Minerva Frigorífico Barretos (SP)/Brasileiro 7 855 9º Bunge Soja e óleo Gaspar (SC)/holandês 7 037 10º Cargill Soja e óleo Sâo Paulo (SP)/americano 6 178 11º Açúcar Guarani Sucroalcooleiro Olímpia (SP)/francês 6 175 12º Coamo Soja e óleo Campo Mourão (PR)/brasileiro 5 234 13º Usina da Pedra Sucroalcooleiro Serrana (SP)/brasileiro 5 098 14º Louis Dreyfuss Soja e óleo Sâo Paulo (SP)/francês 3 602 15º ADM Soja e óleo Sâo Paulo (SP)/americano 3 436 16º Cosan Alimentos Sucroalcooleiro Tarumã (SP) /brasileiro 2 296 17º Cocamar Soja e óleo Maringá (PR)/brasileiro 2 191 18º Caramuru Alimentos Soja e óleo Itumbiara (GO)/brasileiro 2 048 19º Granol Soja e óleo São Paulo (SP)/ brasileiro 1 686 20º Comigo Soja e óleo Rio Verde (GO)/brasileiro 1 681 21º Usina Colombo Sucroalcooleiro Ariranha (SP)/brasileiro 1 234 22º Amaggi Soja e óleo Rondonópolis (MT)/brasileiro 1 092 23º Bianchini Soja e óleo Porto Alegre (RS)/brasileiro 802 24º Fiagril Soja e óleo Lucas do R.Verde (MT)/brasi-leiro 484 25º Algar Agro Soja e óleo Uberlândia (MG)/brasileiro 342 Fonte: Revista Exame, “Melhores e Maiores”. Edição 995, Julho 2011. Elaboração do autor.

Finalmente, a Tabela II. 10 identifica os maiores grupos do país, relacionados aos setores de carne bovina, produção de óleo de soja e sucroalcooleiro, classificados conforme os dados da revista Valor Grandes Grupos123, classificação feita com base na receita bruta das empresas (em milhões de reais). Como algumas empresas não são listadas na classificação, adotou-se o ranking do Anuário do Agronegócio (Editora Globo) na elaboração das tabelas setoriais (frigoríficos, esmagadoras de óleo de soja e sucroalcooleiras), por apresentarem outras informações e detalhes das empresas.

Uma análise da classificação ressalta, em primeiro lugar, o salto do Grupo JBS-Friboi, que no biênio 2004-2005 não aparecia na lista das maiores empresas e passou para a 31ª colocação em 2007. Sua posição modificou-se após as transações de 2009, entre elas a fusão com o Grupo Bertin, que também não se

80 encontrava listado no período 2004-2006, e em 2007 aparece em 60º lugar. Em 2009, a fusão JBS-Bertin melhorou a posição do JBS, colocando-o à frente da Ambev e outras empresas.

Outra participação importante no setor frigorífico é a do Grupo Marfrig, que passou do 103º (2006) para 92º em 2007, e também não estava relacionado em 2004/2005. Mesmo o Frigorífico Minerva, entre os maiores do setor, não aparece nas classificações de 2004-2005, e surge em 2006 em 149º e passa para a 143ª posição em 2007. Também entre os maiores, o Mercosul não melhora sua posição e passa de 187º em 2006 para 194º em 2007. Esse movimento circunstancial na classificação foi alterado pela crise generalizada que afetou o setor frigorífico, já estava impondo restrições ao setor sucroalcooleiro e a economia como um todo. Como reflexo desse período de crise, o Mercosul, o Independência e outros frigoríficos foram afetados e entraram em recuperação judicial.

Essas empresas consideram que não foram beneficiadas com os financiamentos e participações do BNDES, que parece ter priorizado algumas dentre elas, principalmente JBS e Marfrig.

A tabela II. 10 foi bastante modificada em função das associações entre JBS e Bertin, mas também pela aquisição da Seara (Cargill) pelo Grupo Marfrig, grandes transações de 2009.

Encerrando este capítulo com os dados da KPMG, a Tabela II. 11 apresenta os setores com maior participação nas transações de F&A no Brasil, no período 1992-2010.