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Faktorer som påvirker utvikling av vokabular hos barn med Down syndrom

3. TEORI

3.2 V OKABULAR OG VOKABULARUTVIKLING

3.2.5 Faktorer som påvirker utvikling av vokabular hos barn med Down syndrom

O Gestor da Capes informa que a Coordenação Geral de Acompanhamento e Monitoramento de Resultado (CGMR) da Agência produz dados e monitora o Programa Ciência sem Fronteiras para a Presidência da República e para as empresas financiadoras e parceiras do Programa. O Gestor considera que o acompanhamento do Programa precisa ser aperfeiçoado, pois recebem relatórios dos bolsistas, possuem muitas informações e dados, mas a fim de que o acompanhamento de fato se realize, esses ainda precisam ser analisados e produzir informações.

O Gestor do CNPq explica que os bolsistas do Programa são obrigados a preencher relatórios, os quais são submetidos a uma primeira avaliação das instituições de ensino superior brasileiras, depois havendo uma avaliação geral da Agência. Informa que a avaliação do Programa está começando a ser feita atualmente e, que uma consultoria também estaria sendo contratada para fazer essa avaliação dos resultados a partir dos relatórios.

Para o Coordenador da Capes, o acompanhamento do Programa é realizado por meio do relatório dos bolsistas e do relatório dos parceiros. Conta que as informações são condensadas e que são realizados mapeamentos e painéis a respeito, por exemplo, das instituições de ensino superior estrangeiras nas quais os bolsistas do Programa estão sendo alocados e, a classificação dessas universidades nos rankings internacionais. O Coordenador informa que o acompanhamento desses ex-bolsistas do Programa encontra-se em momento de estruturação pelo setor de egressos da Agência e, que o acompanhamento propriamente do que está sendo produzido pelo ex-bolsista no Brasil está sendo construído, para isso a Agência ainda não dispõe de ferramentas.

Segundo o Coordenador do CNPq, o bolsista envia um relatório parcial e um relatório final para a Agência, e esses são disponibilizados para o coordenador institucional, que analisa os relatórios. O CNPq reúne os dados totais dos relatórios e tem a pretensão de também deixar esses dados à disposição das instituições de ensino superior. O Coordenador do CNPq afirma que o Ciência sem Fronteiras agora se encontra na fase de acompanhamento e avaliação, que as ferramentas estão sendo aperfeiçoadas no momento, mas que esse processo está bastante adiantado na Agência.

Em relação especificamente à IES estudada, segundo o Coordenador Institucional, o acompanhamento do Ciência sem Fronteiras é feito na IES por meio do “levantamento” dos

alunos que pleiteiam as bolsas, dos que têm à candidatura homologada pelo Coordenador Institucional, e dos que são efetivados como bolsistas e viajam para o exterior. “A partir disso, nós temos um acompanhamento de quanto tempo esse aluno fica no exterior e quando do retorno, porque aí a gente tem que resolver as questões de matrícula, por exemplo, e da vida universitária dele.”

Conforme as falas dos gestores e coordenadores entrevistados na Capes e no CNPq, vemos que o acompanhamento e a produção de dados sobre o Programa feito atualmente pelas agências não são considerados suficientes. Esses estão sendo aprimorados em relação ao tratamento dos dados que possuem de relatórios dos bolsistas e dos parceiros de cada país, e aperfeiçoados também pela melhoria e criação de ferramentas para avaliação do Programa e do acompanhamento do que o ex-bolsista produz após o retorno ao Brasil. As colocações feitas pelo Coordenador da IES denotam que o acompanhamento do Ciência sem Fronteiras no âmbito da Instituição tem se limitado às questões burocráticas.

No que diz respeito às percepções das maiores dificuldades e das estratégias para o aperfeiçoamento do Ciência sem Fronteiras, para o Gestor da Capes, o número grande de bolsistas é o maior problema. Considera que pode ser diminuído a partir da melhora do acompanhamento desses estudantes, visto que pelo fato dos alunos de graduação serem muito novos, a Agência tem que lidar diariamente com dificuldades que vai desde o controle de frequência do aluno às aulas, passando por situações como o aluno nunca ter feito uma viagem de avião, nem uma viagem internacional, e mesmo viver no nordeste do Brasil numa temperatura de 30º célsius e chegar ao Canadá com temperatura de menos 40º. Acrescenta que “[...] os alunos

morrem, os alunos adoecem, os alunos têm acidente de carro, os alunos são presos.” Esse Gestor esclarece que, no momento, está sendo desenvolvido um sistema para possibilitar aos coordenadores institucionais o acompanhamento dos bolsistas no exterior, e que a Agência pretende intensificar o contato com esses coordenadores, o que atualmente acontece de duas a três vezes ao ano.

O Gestor do CNPq aponta como maior dificuldade do Programa, o fato das agências passarem da “escala” de 4.500 bolsistas no exterior no ano de 2009, para a de 100.000 bolsistas no exterior em três anos. Explica que, antes do Ciência sem Fronteiras, possuíam pouca experiência com bolsas de graduação e trabalhavam com praticamente nove países e em sistema de parceria. Conta que foram necessárias a adequação de sistemas de tecnologia da informação e

a adaptação em relação às instituições de ensino superior parceiras no Brasil e aos parceiros no exterior e, que tudo foi feito com praticamente o mesmo recurso administrativo.

Na visão do Coordenador da Capes, a principal dificuldade é o grande volume de bolsistas. Explica que “[...] hoje a gente tem uma média de 2.000 bolsistas por técnico, eu penso

que pra ter um acompanhamento realmente próximo desses meninos, nós teríamos que ter algo em torno de 300 bolsistas por técnico.” O Coordenador considera que não será possível chegar ao número ideal citado de bolsistas por técnico, a fim de aperfeiçoar o acompanhamento dos bolsistas e, diante disso, que a Agência está buscando aproximar-se mais das instituições de ensino superior nacionais e tornar essas mais próximas dos parceiros e das instituições de ensino superior no exterior. O Coordenador da Capes pondera que a aproximação entre instituições de ensino superior brasileiras e estrangeiras e uma abertura de possibilidade, pelo Programa, das primeiras indicarem as instituições para as quais querem enviar alunos para o exterior, por já terem memorandos de entendimentos e acordos assinados, pode aprofundar a cooperação internacional entre essas instituições em um prazo mais longo.

Segundo o Coordenador do CNPq, uma das maiores dificuldades encontradas na execução do Ciência sem Fronteiras é em relação à questão política do Programa, que considera “uma vitrine do governo federal”. Outra grande dificuldade que esse Coordenador aponta é o público do Programa ser de graduação e o fato desses estudantes não possuírem muita maturidade e irem realizar estudos no exterior. Também julga um complicador para a execução do Programa a necessidade de “interlocução” entre a Capes e o CNPq, que têm “legislações”, “governanças” e “focos” diferentes e, portanto, formas de atuação diferentes.

Em relação ao aperfeiçoamento do Programa, o Coordenador do CNPq fala que tendo em vista as imensas dificuldades iniciais que tiveram que enfrentar na execução do Ciência sem Fronteiras, que as ações de aprimoramento são constantes em todos os aspectos, e que muitas melhorias já foram feitas. Informa que, nos últimos dias, estão buscando aprimorar a “interlocução” com os parceiros no exterior, tendo em vista as variadas legislações e tipos de “estruturas educacionais” existentes nos países.

De acordo com o Coordenador Institucional da IES pesquisada, o maior problema do Programa é o relacionamento com as agências executoras. Conta que as agências exigem que a IES estabeleça quem são os alunos de excelência, mas que após a homologação feita pelo Coordenador Institucional, as agências não avisam quando um aluno é selecionado por uma

instituição de ensino superior no exterior. A outra grande dificuldade do Ciência sem Fronteiras, já relatada por esse Coordenador, é o calendário feito em função das instituições de ensino superior federais.

Para o Coordenador do Curso de Medicina, a maior dificuldade é o fato dos bolsistas da Medicina não poderem realizar nenhuma atividade com pacientes em determinados países. E, em seu ponto de vista, o que poderia ser aperfeiçoado pelo Programa, é que seja dada a possibilidade aos alunos de realizarem atividades práticas envolvendo contato com os pacientes em hospitais também nos países mais procurados pelos estudantes: os Estados Unidos e o Canadá.

O Coordenador do Curso de Engenharia Civil disse que acha o Programa muito bom, especialmente pela maturidade que proporciona aos alunos e, torce para que o Ciência sem Fronteiras se torne permanente, mas considera o Programa muito caro para o Brasil e crê que as parcerias deveriam ser revistas. Menciona o problema do idioma e reflete que essa questão precisaria ser trabalhada durante todo o ensino básico.

Segundo os Professores do Curso de Arquitetura e do Curso de Comunicação Social o maior problema é a fata de informações sobre o Programa, o que julgam que poderia ser resolvido por meio de palestras naquela IES, que envolvessem a participação de todos, a fim de que os professores pudessem auxiliar e incentivar os alunos a participarem do Ciência sem Fronteiras.

Para o Ex-Bolsista do Curso de Engenharia Civil, os dois maiores problemas realmente são a diferença cultural e, especialmente, a Capes:

A Capes realmente complicava nossa vida. [...] Uma pergunta de duas linhas, esperava três meses pela resposta. Em compensação é porque a Capes contratou uma empresa lá dos Estados Unidos, o

IIE, pra cuidar da gente lá. Eles eram muito atenciosos sempre, sempre respondiam a gente, sempre

ajudavam a gente. O que realmente empacava a gente era a Capes. Sempre... sempre... sempre. [...] E eles lá... enrolando, enrolando, enrolando e não respondia nada. E cê ligava e ninguém atendia. Realmente a Capes deu muito trabalho, não só pra mim, mas pra todos os bolsistas no geral. E a gente teve sorte, a gente não teve problema com o dinheiro que vem das bolsas, né? Que sempre chegou mais ou menos no tempo certo, um atraso no máximo dez dias, mas teve gente que atrasou dois meses, três meses, então realmente, a Capes precisa melhorar. [...] Eu acho que a Capes tinha que melhorar muito o processo interno deles. (Ex-Bolsista do Curso de Engenharia Civil)

Na visão do Ex-Bolsista do Curso de Comunicação Social, a primeira dificuldade que teve com o Ciência sem Fronteiras, conforme relatou antes, foi a cobrança de “créditos mínimos” de mensalidade por parte da IES e apenas posteriormente a criação de uma matéria chamada Intercâmbio, a fim de que os estudantes nessa situação permanecessem matriculados sem ter que

pagar mensalidades. Notamos pela fala desse Ex-Bolsista que a esse problema somou-se a falta de informação na IES brasileira sobre sua ida para o exterior:

[...] eu ligava, eles nem sabiam que eu tava fora, não constava. Pra mim eles não tinham matriculado, eles ligavam: ‘- ah, você não se matriculou, você tá desistindo?’ Eu falei, gente, tipo eu tô no intercâmbio que vocês assinaram meus documentos, então assim, a Universidade nem sabia que eu tava lá. (Ex-Bolsista do Curso de Comunicação Social)

Esse Ex-Bolsista de Comunicação Social, que ressaltou que conhecia pessoas que não tiveram o mesmo problema, informou que a Capes demorou a pagar as primeiras parcelas e depois enfrentou dificuldade em ser ressarcido na compra do computador, mas não da passagem, despesas que fez antes de receber o dinheiro destinado a esses benefícios. Informa que depois disso não teve mais problemas com atrasos nos pagamentos realizados pela Agência, mas diz que a comunicação com a Agência “era horrível, terrível”, que recebia inúmeras vezes mensagens com listas inteiras de documentos que precisava enviar, quando faltava na verdade apenas um documento que jamais era especificado pelo técnico da Agência, o que resultou no seu atraso, em até quarenta dias, no envio de documentos para a Agência. O ex-bolsista diz que tem a compreensão de que eram bolsistas demais para um único técnico dar conta.

Buscando sintetizar a percepção dos atores das agências a respeito das maiores dificuldades na execução do Programa, vemos que o Gestor e o Coordenador da Capes entrevistados consideraram que a maior dificuldade do Ciência sem Fronteiras é o número grande de bolsistas, e o Gestor da Capes destacou ainda que um elemento desencadeador de variados problemas é a pouca idade dos bolsistas de graduação-sanduíche, sendo esse fator também ressaltado pelo Coordenador do CNPq. Para o Gestor do CNPq, o maior problema foi o grande aumento de bolsistas em curto período de tempo, e os trabalhos de diversas ordens a serem feito quase sem recurso adicional. No âmbito das agências ainda, o Coordenador do CNPq destaca como problema o fato do Ciência sem Fronteiras ser “uma vitrine do governo federal”, e aponta como complicador o Programa ter que ser executado em conjunto pela Capes e pelo CNPq.

Quanto ao aperfeiçoamento do Programa, a percepção do Gestor da Capes é de que esse se dará pela melhora do acompanhamento desses bolsistas no exterior pelos coordenadores institucionais e com a intensificação do contato da Agência com esses coordenadores, ao que o Coordenador da Capes acrescenta que, também visando melhorar o acompanhamento, a Agência procurará aproximar mais ainda as instituições de ensino superior brasileiras das estrangeiras, inclusive aproveitando a cooperação internacional que essas instituições já venham

desenvolvendo em conjunto. O Coordenador do CNPq destaca a recente busca de melhora da interlocução da Agência com os parceiros no exterior como aprimoramento do Programa.

Em relação à percepção dos atores da IES pesquisada a respeito das maiores dificuldades encontradas na execução do Programa e o que precisa ser aperfeiçoado, entendemos que o problema de comunicação permeia quase todas as queixas e que as resoluções sugeridas consistem em ações, especificamente, de melhora da comunicação. Para o Coordenador Institucional, o maior problema do Programa é o relacionamento com as agências, pela falta de comunicação entre essas e a IES, causando as diversas dificuldades que citou. O Professor do Curso de Arquitetura e o Professor do Curso de Comunicação Social trazem como maior dificuldade o problema da fata de informações sobre o Ciência sem Fronteiras dentro da IES. O Ex-Bolsista do Curso de Engenharia Civil apontou como as duas maiores dificuldades, especialmente, a impossibilidade ou a excessiva demora em obter respostas da Capes para suas dúvidas, sendo esse problema também relatado pelo Ex-Bolsista do Curso de Comunicação Social, bem como dificuldade em obter reembolso de despesa, no caso desse último. O Ex- Bolsista do Curso de Comunicação Social assinalou ainda, como uma das maiores dificuldades, seu problema inicial de falta de informação da IES pesquisada sobre a situação de intercâmbio em que se encontrava e, mesmo com esse conhecimento, de cobrança de mensalidades no Brasil. Apenas os coordenadores de curso entrevistados apontaram problemas bem diversos dos demais entrevistados na IES. Para Coordenador do Curso de Medicina, o problema é específico da área da saúde. A visão do Coordenador do Curso de Engenharia Civil é ampla, fazendo consideração sobre os altos custos do Programa para o Brasil e refletindo sobre a necessidade da melhora do ensino de idiomas.

Chama-nos atenção que a questão idiomática, que é abordada em diversos momentos desta pesquisa, e que provocou reformulação no Ciência sem Fronteiras e mesmo a criação concomitante de outros programas, não tenha sido assinalada pelos entrevistados nas agências e na IES como uma das maiores dificuldades do Programa na pergunta específica a respeito dessas maiores dificuldades. Essa questão também já havia ficado em segundo plano nas respostas dos tópicos relativos ao tema no questionário eletrônico respondido pelos ex-bolsistas, conforme apontado anteriormente. O que pode ser explicado pelo fato de, mesmo considerando que a amostra pesquisada é pequena, aqueles que foram prejudicados por falta de proficiência terem ficado de fora do Programa e não serem sujeitos da presente pesquisa, visto que os estudantes

pesquisados se tratam na maioria de alunos de classe média com proficiência em uma segunda língua. Por outro lado, a fim de que o Programa cumprisse suas metas, parte dos que também estariam prejudicados foram resgatados por cursos de idiomas no exterior a que tiveram acesso, e cursos no País criados em função do Ciência sem Fronteiras e já com esse em andamento. É possível perceber diante dos dados, e a partir das ideias de questões de justiça e igualdade propostas por Ball para o contexto de resultados (efeitos) (MAINARDES, 2006) e do conceito de injustiça cognitiva de Santos (2008), que mesmo sendo necessário ter uma proficiência mínima para superar essa dificuldade em tempo de cursar a graduação-sanduíche no exterior, conforme relatado anteriormente pelo Gestor da Capes, a urgência governamental em executar a presente política, gerou mecanismos que corrigiu em parte a injustiça cognitiva com os menos favorecidos social e educacionalmente por consequência.

Diante desse quadro, também é necessário apontar outro aspecto, que é tratado por Arretche sobre a avaliação da eficiência das políticas públicas, que mesmo não sendo foco da presente pesquisa, precisa ser ponderado:

Evidentemente, o conceito de eficiência no setor público é distinto daquele do setor privado. Por exemplo, dado o objetivo de redução de desigualdades, justifica-se uma política de subsídios, o que não está de acordo com uma concepção de eficiência que busca apenas minimizar custos. No entanto, este instrumento não elimina a necessidade de aplicar uma política de subsídios com o maior grau de eficiência possível, eliminando custos desnecessários e não condizentes com o princípio da equidade. (ARRETCHE, p. 36, 2009)

Por fim, em termos de estratégia política visando combater às desigualdades instituídas ou refletidas pela política segundo o referencial teórico-analítico de Ball (MAINARDES, 2006), consideramos ser indispensável refletir ainda sobre outra ideia de Arretche, a qual lançamos aqui para as futuras avaliações do Ciência sem Fronteiras. Trata-se do fato do impacto social de uma política pode vir a ter menor peso que o impacto eleitoral dessa política em algumas sociedades, ressaltando essa autora a importância da realização de estudos confiáveis de avaliação, por agências independentes capazes de realizar estudos assim, a fim de capacitar o eleitorado ao exercício do “[...] princípio democrático de controle sobre a eficiência da ação dos governos [...]”(ARRETCHE, p. 37, 2009).