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Faktorer som påvirker leseferdigheter hos barn med Down syndrom

3. TEORI

3.3 L ESEFERDIGHET OG LESEUTVIKLING

3.3.6 Faktorer som påvirker leseferdigheter hos barn med Down syndrom

Segundo Galvão (2003), o desenvolvimento da aprendizagem para o especialista das áreas acadêmicas, inicia-se quando o aprendiz começa um curso de nível superior. Para Biggs (1999) apud Galvão (2003), para que os processos de aprendizagem possam ser eficientes é preciso levar em conta uma série de aspectos relacionados à estrutura curricular de um curso, as estratégias de aprendizagem de alunos, ao ambiente, ao relacionamento com o professor, ao apoio dos familiares etc. Baseado nestas informações algumas pesquisas foram desenvolvidas recentemente por mestrandos da Universidade Católica de Brasília e é sobre estas pesquisas que falaremos a seguir.

Galvão (2007) pesquisou o modo como estudantes de Letras-Inglês conduzem o estudo individual deliberado e como percebem o ambiente de ensino e aprendizagem. A respeito do estudo individual deliberado, Galvão (2007) investigou como e se os estudantes organizam seus estudos, gerenciam o tempo que lhes dedicam, regulam seus processos de aprendizagem e como abordam seus estudos na dimensão profundidade/superficialidade. Quanto à percepção do contexto acadêmico, deu especial ênfase à figura do professor em termos de interação afetiva e acadêmica, mas também procurou analisar como as percepções do ambiente de ensino e aprendizagem influenciam o estudo individual.

Uma das conclusões da pesquisa a respeito dos estudantes de Letras-Inglês é de que eles tanto estudam pouco quanto parecem ter plena consciência desse fato. Além disso, a quantidade de horas de estudos que consideram ideais não corresponde às horas que efetivamente são necessárias para que se tornem experts em suas áreas de conhecimento.

A pesquisa identificou também que a maioria dos estudantes não possui hábitos regulares de estudo no que se refere a dias da semana fixos para realizar o estudo individual. Por outro lado, foi apontado pela maioria que os estudos ocorrem rotineiramente, sendo nos mesmos ou em diferentes horários e que a maioria dos participantes costuma estudar os

conteúdos em etapas, de forma fracionada. Também declararam que estudam somente para as provas, mas procuram não decorar a matéria sem que tenham compreendido o assunto.

Quanto ao relacionamento professor aluno, menos da metade dos participantes acredita ser encorajada pelos professores do sentido de relacionar o que aprendem a questões mais abrangentes do mundo. Nesse quesito, chamou atenção o número expressivo daqueles que declaram somente às vezes isto acontecer. A maioria dos estudantes também afirmou não perceber a relação entre os conteúdos abordados. Apesar disso, a maioria declara que sente entusiasmo nos professores e que gostam do que fazem, costuma ter um bom relacionamento e acha que pode contar com eles e confia neles.

A pesquisa constatou que a motivação do professor pode exercer influência sobre os estudos individuais dos estudantes. Tanto assim que um número bastante expressivo de respondentes declarou sentir-se motivado a dedicar-se mais aos estudos quando os docentes se mostram entusiasmados com a disciplina

Já em relação às percepções dos estudantes sobre o estilo de ensino dos professores, ficou constatado também alguma tendência das aulas serem centradas nas atividades de sala de aula. Isto pode ser inferido uma vez que, muitos aprendizes afirmaram que somente às vezes tais eventos ocorrem. Também foi expressiva a freqüência com que foi apontado “apenas às vezes” receberem ajuda dos professores para pensarem por si mesmos e tirarem suas próprias conclusões. Entretanto, os que percebem essa ajuda não representam a maioria. Em análise comparativa, emergiu dessa pesquisa que parece haver uma percepção sobre o corpo docente mais positiva entre os estudantes da escola confessional que os da escola pública, tanto nas questões relativas à efetividade, quanto à postura acadêmica e ao estilo de ensino dos professores.

Já para Pereira (2007), em sua recente pesquisa desenvolvida com alunos do curso de Matemática em duas universidades de Brasília, constatou que os estudantes estão bastante satisfeitos com o ambiente acadêmico no qual estão inseridos, principalmente no que refere à amizade e confiança com colegas e professores. Costumam apoiar e ajudar uns aos outros e acreditam que discutir conteúdos com colegas os ajuda a compreender melhor determinado conteúdo. Além disso, gostam de ir para a universidade, se sentem bem no meio acadêmico e motivados em relação à instituição de ensino superior a que pertencem.

Outro aspecto importante constatado por Pereira (2007) está relacionado à importância que os estudantes dão aos seus estudos. Estes parecem ocupar um lugar muito importante no projeto de vida dos aprendizes, tanto em termos de presente quanto de futuro, e a família parece também bastante envolvida com o estudo do aprendiz. Além disso, a própria residência

continua sendo o local de maior preferência para se estudar, seguida da faculdade, trabalho e outros ambientes. Assim como no curso de Letras, os alunos do curso de Matemática pesquisados por Pereira (2007) também afirmam ter um clima de amizade e confiança entre alunos e professores bastante favorável ao processo ensino-aprendizagem. Os aprendizes admitam ter um bom relacionamento com seus mestres, embora a interação acadêmica entre estes apresentasse alguns problemas. No que diz respeito ao estudo individual deliberado, Pereira (2007), assim como Galvão (2007), identificou uma sutil contradição entre o tempo real e o tempo ideal de horas diárias de estudo. O tempo real diário destinado ao estudo individual oscilou de uma a três horas, enquanto que, na concepção dos aprendizes, em tempo ideal, o curso exige, em média, de duas a quatro horas de estudo deliberado. Os estudantes reconhecem que estudam pouco, isto não significa que os estudantes não estejam aprendendo matemática, mas que provavelmente estejam distantes de uma excelência de aprendizagem.

Embora, mais da metade dos participantes também admita que tenha certa rotina de estudos, há uma tendência entre eles de planejar os estudos conforme o tempo disponível e em horários diferentes, o que aponta para uma dificuldade em conciliar horário de estudo com o de trabalho. Além disso, a maioria dos aprendizes estuda sozinha, o que demonstra que a prática solitária de estudo dos matemáticos, nesse sentido, parece muito próxima à dos músicos da tradição clássica.

A pesquisa constatou uma quantidade de estratégias de aprendizagem eficientes utilizados pelos estudantes. Estas incluem estudar resolvendo exercícios, fazer revisão dos conteúdos trabalhados, ler outras fontes não relacionadas ao curso (não necessariamente indicadas pelo professor), realizar anotações enquanto estudam e fazer resumos.

De acordo com a pesquisa, há também uma tendência dos aprendizes de matemática em adotar uma quantidade de procedimentos de estudo que podem se constituir em estratégias profundas de aprendizagem. Costumam prestar atenção às explicações do professor, consideram que para se obter um bom resultado nas disciplinas é necessário pensar criticamente sobre os tópicos, compreendem que os trabalhos exigidos são de grande importância, ajudam a fazer conexão com seu conhecimento prévio ou experiência anterior e admitem que as idéias com as quais se deparem na literatura acadêmica, normalmente os estimulam a pensar criticamente sobre o assunto.

Lima (2007), em sua recente pesquisa também a respeito do estudo deliberado, constatou que a família ainda é muito importante para a vida acadêmica do estudante de psicologia, quando estes admitem que o maior incentivo parte dos familiares. Os respondentes gostam de freqüentar a universidade, condicionando a ela a mais forte possibilidade de terem

sucesso na vida, tanto no presente quanto no futuro. Para isso, contribuem para o próprio processo de aprendizagem, tendo consigo os materiais didáticos necessários e colaborando para que o ambiente seja o mais acolhedor possível, pois se percebeu a colaboração recíproca, principalmente entre os estudantes, assim como o bom relacionamento entre universitários e os professores.

Entretanto, foi levantado pelos estudantes respondentes que uma boa parte dos professores poderia ser menos técnica ou metódica para ser mais didática ou pedagógica. Acreditam os universitários que, se a maioria dos docentes fosse mais entusiasmada, certamente esses professores influenciariam melhor o corpo discente, empolgariam mais os estudantes e colaborariam mais para o sucesso acadêmico do estudante de graduação.

Os estudantes se mostraram incomodados com a presença de barulho no ambiente acadêmico como fator que pode vir a atrapalhar a concentração nos estudos. A maioria condenou e concorda que ruídos ou similares não têm razão de ser no local da aprendizagem.

Também foi percebido que os respondentes participantes não são estudantes que têm uma preocupação por estratégias e nem atentam para otimização do uso do tempo para o estudo. Estudam dentro de suas possibilidades, podendo chegar ao máximo a duas horas diárias. Apesar de declararem que preferem a forma fracionada ou distribuída de estudo, o que já havia sido sugerido pela literatura na área, parece que deixam a desejar na prática correta das estratégias que têm atualmente, optando muito mais pelas técnicas individualizadas do que pelas coletivas e pelas mais rápidas e não pelas mais eficientes.

Alguns pontos positivos que emergiram da pesquisa incluíram o predomínio da busca do entendimento, do raciocínio e não simplesmente da memorização sem contextualização.

Bem claro, também, ficou a atitude ou comportamento dos universitários do curso de psicologia, em estarem sempre se auto-regulando, refletindo sobre suas atitudes acadêmicas, principalmente quando buscam novas fontes de aprendizagem como forma de acrescentar novos conhecimentos.

Lima também constatou queixas dos estudantes em relação à postura dos professores universitários.

Comparando as três pesquisas pudemos observar algumas particularidades de cada curso, mas no geral as pesquisas apontam que os aprendizes estudam, em média, duas a três horas semanais. Têm um bom relacionamento com os professores, mas gostariam que estes se aperfeiçoassem mais para auxiliá-los no quesito auto-regulação. Ficou evidente que os alunos do curso de Matemática e Psicologia utilizam melhor as estratégias de estudo do que os alunos de Letras.