Abstract:
2 Identity management
2.3 Examples
Desde a introdução de medidas profiláticas que houve uma nítida diminuição dos fenómenos tromboembólicos venosos no pós-operatório. Tal facto suscitou um crescente interesse na avaliação da importância de determinadas condições médicas na ocorrência de eventos trombóticos, que apenas muito raramente são alvo de profilaxia.
estudos de Samama M et al 1999, Leizorovicz A et al 2004, e
2003, envolvendo um total de 5500 doentes com doenças médicas demonstrou que 10 a 15% dos doentes desenvolverão um tromboembolismo venoso e 4 a 5% uma trombose venosa proximal se não for efectuada profilaxia.32, 33, 34 Goldhaber SZ
demonstrou que 60% dos doentes a quem havia sido efectuado o diagn
aguda esta ocorreu no período peri-hospitalização sendo que cerca de 60% eram doentes
A literatura actual postula a existência de vários factores de risco para o tromboembolismo venoso em doentes médicos. Assim sendo, a idade, a insuficiência respiratória, a insuficiência cardíaca congestiva, imobilidade prolongada, acidentes vasculares encefálicos, paralisias, eventos tromboembólicos prévios, as neoplasias seu tratamento, veias varicosas estão entre os principais factores de risco nesta categoria de doentes. A doença inflamatória intestinal, doença reumática e o síndrome nefrótico áticas que houve uma nítida diminuição operatório. Tal facto suscitou um crescente interesse na avaliação da importância de determinadas condições médicas na ocorrência de eventos trombóticos, que apenas muito raramente são alvo de profilaxia.
e Cohen AT et al 5500 doentes com doenças médicas demonstrou que 10 a 15% dos doentes desenvolverão um tromboembolismo venoso e 4 a 5% uma trombose Goldhaber SZ et al 2004 demonstrou que 60% dos doentes a quem havia sido efectuado o diagnóstico de TVP hospitalização sendo que cerca de 60% eram doentes
stência de vários factores de risco para o tromboembolismo venoso em doentes médicos. Assim sendo, a idade, a insuficiência ca congestiva, imobilidade prolongada, acidentes mboembólicos prévios, as neoplasias e o seu tratamento, veias varicosas estão entre os principais factores de risco nesta categoria de doentes. A doença inflamatória intestinal, doença reumática e o síndrome nefrótico
Figura 6.4 – Incidência de TEV/TEP em diferentes especialidades hospitalares . Adaptado de: Goldhaber SZ et al 2004
constituem igualmente potenciais situações de risco para o desenvolvimento de fenómenos trombóticos. (cit. por Rosendaal RF et al 2005).13
Importa salientar que o tromboembolismo venoso pode igualmente acometer indivíduos aparentemente saudáveis sendo que os factores envolvidos não diferem muito dos indivíduos hospitalizados. Além disso, a obesidade, o tabagismo, e a hipertensão tem sido associados ao risco aumentado de tromboembolismo venoso. (cit. por Rosendaal RF et al 2005).13
6.4 - Neoplasias
Em 1865, Trousseau demonstrou a relação entre as neoplasias e o TEP e desde então muitos outros estudos se desenvolveram nesta área. 13, 36 O TEP é considerado como uma importante complicação dos doentes com neoplasias podendo mesmo assumir-se como uma consequência de um cancro escondido e oferencendo a oportunidade de um eventual diagnóstico e tratamento neoplásico precoce. 36,37, A taxa exacta desta complicação em doentes neoplásicos permanece por averiguar. 37,38
Ainda que não estejam totalmente esclarecidas as causas que estão na génese do desenvolvimento desta co-morbilidade em doentes com neoplasias pensa-se que o próprio tumor secrete substâncias procoagulantes ou, em alguns casos, cause compressão e obstrução do sistema venoso.13,38,39 Importa relembrar também os efeitos
0 20 40 60 80 100 120 Incidência (x10000)
Risco de trombose por tipo de neoplasia
Ovário SNC Pancreas Linfoma Leucemia Cólon Pulmão
Figura 6.5 – Risco de TEV por tipo de neoplasia. Adaptado de: Kakkar, A. et al 2003
Figura 6.6–TEV e o risco de neoplasia. Adaptado de: Kakkar, A. et al 2003
0 5 10 15 20
Incidência de cancro durante 2 anos de follow up (%) TEV secundário
TEV idiopático Tev idiopático recorrente
TEV e o risco de neoplasia
trombogénicos de muitos dos fármacos administrados no tratamento do cancro bem como o papel dos cateteres venosos centrais como importantes fontes de TVP. 13, 38
Por estas e provavelmente por muitas outras razões ainda desconhecidas, o TEP representa uma importante causa de mortalidade e mortalidade em doentes com neoplasias, estimando-se que, segundo Kakkar AK 2003, 1 em cada 7 doentes neoplásicos hospitalizados morrem devido a TEP. Destes, por sua vez, cerca de 60% tinham uma neoplasia localizada ou com uma metástase localizada e boas taxas de sobrevida na ausência de embolia pulmonar fatal. 37
Segundo dados do Medicare Provider Analysis and Review Record," (cit. por Prandoni 2005) a taxa de TEP inicial ou recorrente em doentes neoplásicos é substancialmente mais elevada do que aquela em indivíduos não neoplásicos ocorrendo
numa proporção similar para todos as neoplasias dos diferentes órgãos ou sistemas. Por sua vez, um estudo por Blom JW et al 2005 concluiu que as neoplasias hematológicas são as que apresentam um maior risco tromboembólico seguido das neoplasias do pulmão e gastrintestinais. 38 Este mesmo estudo concluiu também que o risco de desenvolvimento desta complicação é maior nos primeiros meses após o diagnóstico e igualmente mais elevado nos indivíduos com metástases à distância comparativamente com aqueles sem metastização. 36,38
Esta íntima relação entre estes dois distúrbios foi enfatizada por Prandoni P et al 2004, que analizou as altas taxas de desenvolvimento de neoplasias em doentes com TEP sendo este risco 4 a 5 vezes mais elevado em doentes com distúrbios trombóticos idiopáticos que naqueles em que existe uma causa secundária conhecida.40
Ainda que o maior risco de TEP se situe nos primeiros meses após o diagnóstico conforme supracitado, este risco persiste mesmo após decorridos 10 anos. Tais factos sugerem duas hipóteses justificativas: ou a doença maligna consegue induzir estados de hiprcoaguabilidade muitos anos após se ter estabelecido, ou o cancro e o TEP compartilham a mesma gama de factores de risco. Investigações recentes, centram-se no fornecimento de evidências genéticas directas entre a activação de ôncogenes e os processos trombóticos (cit. por Prandoni P 2005).36
6.5 - Imobilização
A estase é uma importante causa de trombose venosa, estando o risco deste fenómeno aumentado em situações associadas a imobilização das extremidades, paralisia, imobilização no leito, viagens prolongadas entre outros. 13 A imobilização na
posição sentada acarreta um risco mais pronunciado que em outras posições tendo este fenómeno sido demonstrado por vários autores ao longo do tempo e em vários estudos. 13 Contemporaneamente, e a título de exemplo, verificou-se uma incidência aumentada de trombose venosa em indivíduos que dispendem 12horas ou mais por dia em frente a um computador.41