produção científica como uma atividade humana mergulhada em um campo marcado por disputas. Trata-se, na verdade, de uma arena em que se desenrola um jogo político em que se busca o prestígio do poder social cujo usufruto confere monopólio de determinadas competências científicas, outorgadas por agentes que legitimam socialmente tal autoridade. Esse campo, segundo Bourdieu, produz suas formas específicas de interesses que afastam, desde logo, do equívoco de confundir competência científica com a pura capacidade técnica destituída do poder simbólico, ou seja, a legitimidade da competência científica não se deve a pura competência técnica.
Bem, se na produção científica a legitimidade não se equipararia à competência técnica, certamente é preciso compreender os fatores que legitimam as pesquisas como um saber válido voltando-se para a conduta ética dos que trabalham na produção científica. A pesquisa qualitativa no campo de saber da Saúde Coletiva não desfruta de total legitimidade, mas certamente, menos por falta de competência técnica na produção científica com enfoque qualitativo, do que pela (in)compreensão epistemológica da subjetividade como parte inerente da produção do conhecimento como um processo subjetivo e objetivo ao mesmo tempo.
A crise de paradigma datada do início do século passado anuncia hoje que já não se pode produzir conhecimento reduzindo-o somente ao que é quantificável, com base em certezas absolutas e postulados de verdades. Segundo Bourdieu (1976) há uma predisposição em relação às teorias das ciências em preencher funções ideológicas no campo científico quando universalizam propriedades
~ 126 ~
próprias de estados particulares desses campos. É o caso do Positivismo segundo relata o autor, afirmando que este “confere à ciência o poder de resolver todas as questões que
ela coloca (desde que cientificamente colocadas) e de impor, pela aplicação de critérios objetivos, o consenso sobre suas soluções; inscreve assim, o progresso na rotina da „ciência normal‟ e age como se pudesse passar de um sistema para outro − de Newton a Einstein, por exemplo − pela simples acumulação de conhecimentos, pelo refinamento das medidas e pela retificação dos princípios.
(BOURDIEU, 1976, p. 21).
Em face das críticas já não é possível o pesquisador se manter numa posição de neutralidade, expressa pela impessoalidade do discurso científico clássico, do qual o sujeito desaparece e, ao fazê-lo, se instala como portador da verdade e, por meio de uma posição de “faz-de-conta-que-não-estou-aqui”, investe-se de um espírito ptolomaico que se acredita no centro, ao identificar-se com a objetividade soberana.
A ideia de sistema se impôs na Biologia já no final do século XIX e intensificou-se na década de 60 do século passado com a noção e ecossistema que opera com uma ideia de conjunto das interações entre populações vivas, que inserida no mundo geofísico, constitui uma unidade complexa em sua organização. A Biologia se amplia e enriquece hoje com as contribuições da ecologia profunda.
Os atuais conhecimentos da Física nos apontam que todos os elementos subatômicos apresentam um comportamento dual apresentando-se, ora como onda, ora como partícula. Tais concepções esclarecem a impossibilidade de apartar observador e fenômeno observado, tanto numa realidade microfísica como cosmofísica. O observador humano está tão intimamente inserido em todo o processo do conhecimento que é, ele próprio, que contribui para determinar a natureza dos fenômenos. Não há, portanto, uma separação sujeito-objeto, e o observador humano se encontra radicalmente imbricado neste processo.
O fazer científico neste século já não pode ignorar a presença do caos e da desordem e, tampouco, o fato de que tudo o que há no universo constitui sistemas
~ 127 ~
bem articulados, e menos ainda suas posições ideológicas. É inegável hoje que a complexidade se apresenta como infra-estrutura do universo, e que precisamos elaborar novas formas para pensar que articulem o geral e o específico.
Segundo o biólogo Maturana (1998, 1999, 2004) nossa condição humana é decorrente do modo como nos relacionamos uns com os outros e com o mundo que construímos enquanto vivemos. Na origem, tudo se conecta, e o mundo tal como o percebemos, é uma coautoria dos humanos em suas relações recíprocas entre as demais espécies, vivas e não vivas. Em seu livro clássico A Árvore do
conhecimento, escrito em parceria Francisco Varela, defende como tese central de co-
construção do mundo ao longo da coexistência humana e com os demais seres vivos com os quais compartilhamos nosso processo vital. A argumentação central do livro é que o mundo não nos é pré-existente, nós o construímos, e por ele somos construídos de forma compartilhada com os demais seres vivos em um movimento de co-dependência, que não exclui a autonomia, mas coloca autonomia e dependência em relação dialógica e circular.
É preciso reconhecer como o faz Mariotti que a complexidade não é um conceito
teórico e sim um fato da vida. (2002, p. 87). Tudo está em relação com tudo, nada está
isolado e coexiste com tudo. Os fenômenos existem intricados em suas circunstâncias e a dualidade se insere na totalidade e lhe confere dinamismo e elegância. Reconhecendo a complexidade como um fato da vida é necessário, pois, um pensar complexo. Mas do que trata isso? O que seria um Pensar Complexo, e em que medida se relaciona com a Teoria da Complexidade?
Edgar Morin em seu livro Cabeça bem feita. Repensar a Reforma. Reformar o
Pensamento apresenta ideias que articulam o Pensar Complexo às Teorias da
Complexidade. Morin reconhece de início que a hiperespecialização nos impede de ver o global porque o fragmenta e, também, o essencial, porque o dilui. As ciências compartimentadas em disciplinas trouxeram a vantagem de divisão do trabalho, e também a inconveniência da superespecialização, que produz, junto com o
~ 128 ~
conhecimento, ignorância e cegueira. Um mundo globalizado com problemas multidimensionais e planetários torna seus problemas impensáveis, sem uma inteligência capaz de perceber o contexto e a complexidade dos fenômenos.
É necessário, segundo Morin (2003a), um conhecimento pertinente, um modo de conhecer que situe a informação em seu contexto, uma capacidade de pensar que ao invés de separar e compartimentar, articule os saberes para propor explicações, novas compreensões e soluções. Como defende o autor é necessário integrar os saberes, primeiro em função de sua gigantesca produção, cuja expansão escapa ao controle humano e, segundo, porque a limitação do conhecimento fragmentado restringe seu uso, ao técnico, e assim, se perde da essência da vida humana, se tornando estéril para lidar com os problemas globais.
Morin defende que a necessidade do pensamento complexo se desenha em função de três grandes desafios: o desafio do global, o do complexo e o da expansão descontrolada do saber (MORIN, 2003a). Em função deste cenário o autor francês argumenta que ao invés de acumular o saber é necessário desenvolver uma aptidão geral para tratar os problemas e dispor de princípios organizadores que nos permitam ligar os saberes conferindo-lhes sentido. E o que seria essa aptidão geral de que fala Morin? Ao contrário do comumente aceito, quando mais se desenvolve a inteligência geral, maior será sua capacidade de tratar problemas específicos, pois as aptidões gerais da mente é que permitem um desenvolvimento de competências específicas. Para Morin uma cabeça bem feira é uma cabeça apta a organizar os conhecimentos
e, com isso, evitar sua acumulação estéril. (MORIN, 2003a, p. 24).
Para enfrentar a fragmentação dos saberes e a separação dual sujeito/objeto, corpo/mente, objetivo/subjetivo é preciso conceber o que os une, recolocar os objetos em seu contexto natural de onde foi isolado. A progressão do conhecimento, de acordo com a psicologia cognitiva, salienta Morin, resulta menos da sofisticação, formalização e abstração do que da aptidão para integrar o conhecimento em um contexto geral. Isso não apenas favorece a progressão do
~ 129 ~
conhecimento, como também, nos ajuda a perceber que o contexto modifica o objeto e/ou ajuda a explicá-lo de outra maneira. Esse modo de pensar é que configura um pensar complexo.
Morin nos esclarece que o pensamento complexo é aquele que não apenas descobre novas perspectivas de explicação em função da articulação que resulta da aptidão geral, mas também, é capaz de operar com inter-retro-ações entre os fenômenos e o contexto no qual se inserem, e compreender como as partes se relacionam com o todo em reciprocidade, reconhecendo a unidade na diversidade, e vice-versa. Com esse modo de pensar é possível então perceber a unidade humana em meio à diversidade cultural, bem como, perceber as diversidades culturais em meio à unidade humana em suas individualidades.
Para seguir nesta senda, Morin deixa claro que o problema a ser enfrentado não é abrir as fronteiras entre as disciplinas, e sim, transformar o que gera as fronteiras. Daí a necessidade de reformar o pensamento a partir de novos princípios organizadores. Segue o autor com sua linha de argumentos a partir das questões: quais são os princípios que poderiam elucidar as relações de reciprocidade entre partes e
todo, bem como reconhecer o elo natural e insensível que liga as coisas mais distantes e as mais diferentes? Quais são as maneiras de pensar que permitiriam conceber que uma mesma coisa possa ser causada e causadora, ajudada e ajudante, mediata e imediata? (MORIN, 2003a, p. 25-
26).
Para reformar o pensamento é preciso reformar os princípios que organizam o nosso pensar. Morin aborda esse ponto recordando o Discurso sobre o
Método, de Descarte, em seu segundo e terceiro princípio, quais sejam: Divisar cada uma das dificuldades, que examinarei em tantas parcelas quanto seja possível e requerido para melhor resolvê-las... e conduzir meus pensamentos por ordem, começando pelos assuntos mais simples e mais fáceis de conhecer, para atingir, pouco a pouco, como que degrau por degrau, o conhecimento dos assuntos mais complexos... (MORIN, 2003a, p. 87).
~ 130 ~
Tais assertivas desvelam, segundo Morin, os princípios da separação e da
redução, princípios com os quais operam a consciência científica. O segundo
princípio que se traduz na segunda assertiva, o da redução, comporta ainda, duas ramificações: a primeira que reduz o conhecimento do todo ao conhecimento adicional de suas partes, e a segunda, que limita o conhecimento ao que é quantificável. Tal redução condiciona a validade conceitual apenas ao que pode ser mensurável.
Sabemos que tais princípios hoje se revelam insuficientes face à planetarização e à globalidade dos problemas que enfrentamos como humanidade. É preciso então, defende Morin, substituir um pensamento disjuntivo e redutor por um modo de pensar que distingue e une, ou seja, é preciso um pensamento capaz de pensar o sentido original do complexus, como aquilo que é tecido junto. Morin aponta sete diretivas complementares e interdependentes para um pensar capaz de unir e religar, que apresento suscintamente:
1. Princípio Sistêmico ou Organizacional - ligação das partes ao todo; 2. Princípio Hologramático - evidencia que o todo está parte e vice-versa; 3. Principio do Circuito Retroativo - permite conhecer processos auto-
reguladores;
4. Principio do Circuito Recursivo - circuito gerador em que os produtos e os
efeitos são, eles mesmos, produto e causa do que os produz;
5. Princípio da autonomia/dependência (auto-organização) - auto-produção dos
seres vivos que se auto-produzem na dependência de energia do meio ambiente para manutenção da vida;
6. Princípio Dialógico - união de dois fenômenos que apesar de excluírem-se
reciprocamente, são ao mesmo tempo, indissociáveis. Exemplo: a dialógica entre ordem/desordem/organização.
7. Princípio da reintrodução do conhecimento em todo conhecimento - restaura o
sujeito desvelando que tudo saber é feito por uma mente/cérebro contextualizada e datada na história.
~ 131 ~
Estas imagens fractais nos ajudam a compreender de forma imagética alguns desses conceitos.
Morin explica ainda que a reforma do pensamento não pode ser programática, mas é de natureza paradigmática porque, justamente, refere a nossa maneira de organizar o pensamento. Como diz Mariotti (2000), corroborando Morin, a complexidade diz respeito a um entrelaçamento múltiplo de uma infinidade de sistemas que fazem parte da composição do mundo natural. Estamos inseridos em uma complexidade que precisamos compreender para conviver com ela, já que não é possível reduzir a multidimensionalidade a explicações simplistas, com fórmulas simplificadoras e esquemas fechados de ideias.
A partir dos princípios apontados por Morin, Mariotti propõe um pensar complexo com ajuda do que ele chama de operadores cognitivos do pensamento complexo, traduzidos como instrumentos epistemológicos úteis para colocar em prática esse modo de pensar, são eles: o pensamento sistêmico, a circularidade, a noção de
circularidade produtiva, o operador hologramático, o operador dialógico e a transacionalidade
~ 132 ~
sujeito-objeto. (MARIOTTI, 2000, p. 89). O interessante nesta proposição do autor é
apresentar tais princípios alçados à qualidade de operadores cognitivos porque nos dá uma visão prática de tais princípios apresentados por Morin.
Um saber de fronteira exige um pensamento complexo e a Saúde Coletiva vem se aproximando deste modo de pensar em função da difusão das Teorias da Complexidade, que adquirem significativa expressividade neste início de século.
Esta aproximação se evidencia em uma publicação no campo da Saúde Coletiva intitulado: Complexidade e Metodologia: um refinado retorno às fronteiras do
Conhecimento apresenta como desafio para esse campo de saber situar a ideia de
complexidade. O estudo apresenta o complexo a partir de sua etimologia, que o define como entrelaçado, abraçado, intricado em suas circunstancias, e o reconhece como uma das formas de apreensão do mundo pela mente humana. Neste estudo a autora explicita que A Saúde Pública tem-se interessado pela investigação do conceito de
complexidade e daqueles que lhe são estreitamente aparentados, como o de transdisciplinaridade, ora esmiuçando a sua pertinência para o nosso campo teórico ou o seu estatuto epistemológico, ora explorando as vantagens das metodologias a que ele remete, em termos de sua utilidade para uma mais efetiva intervenção na realidade. (ALEKSANDROWICZ, 2002, p. 57).
O texto comenta as contribuições de autores da Nova Ciência, destacando a Teoria da Auto-organização de Henti Atlan, a Teoria do Caos e a contribuição de diversos outros nomes da ciência para pensar os campos limítrofes da Física, Química e Biologia, reunindo por fim construtos da filosofia espinosana para pensar a ética e os desafios das ciências e seus dilemas no século XXI. Ao final do estudo a autora afirma que o proposto retorno ao pensamento moderno com um olhar centrado na complexidade constitui-se em um esforço de renovação que vem se refinando e consolidando o termo complexidade como uma significação cultural mais
ampla, intermediária às várias conotações correlatas a sua utilização por esse ou aquele autor, que nos parece ter mais aspectos positivos do que negativos, em especial quando fazendo parte da defesa de uma atitude audaz diante dos saberes instituídos. (ALEKSANDROWICZ, 2002, p. 71).
~ 133 ~
Outra publicação no campo da Saúde Coletiva de Helena Oliveira em parceria com Maria Cecília Minayo refere, especificamente, um texto com o título
Complexidade e Mortalidade Infantil em que a autora aborda os conceitos de auto-
organização da vida, da Cibernética, referindo também os conceitos de Entropia da Termodinâmica e de acoplamento estrutural proposto por Maturana e Varela (1995) para descrever, de um modo inovador, a interação dos organismos vivos com o meio. Elas referem tais conceitos para problematizar a morte, sobretudo, a morte precoce, e se pergunta o que é a vida. A partir desses fundamentos as autoras reconhecem que a vida e a morte são aspectos de um mesmo processo. A partir disso ela tece argumentações explicitando que não há uma determinação de vida ou de morte, de saúde ou de doença. Ela conclui o artigo ressaltando que a história
mostra trajetórias de pessoas que nasceram em condições totalmente desfavoráveis e conseguiram, a partir da desordem e do ruído, construir sua expressão social. A imagem do caleidoscópio é de grande valia para se compreender a relação complexa que estabelecem os vários fatores na determinação do viver e morrer das crianças. (OLIVEIRA; MINAYO, 2002, p. 45).
Tais publicações que remetem à complexidade a que me referi no campo da Saúde Coletiva integram uma publicação organizada por Minayo e Deslandes (2002) com o título Caminhos do Pensamento. Epistemologia e Método, que reúne textos que buscam novos fundamentos para pensar velhas questões da saúde coletiva como, por exemplo, a mortalidade infantil, e o faz de maneira tal que torna possível escapar dos circuitos deterministas ambientais ou individuais para explicação do fenômeno. Acredito que além de fundamentar-se em teorias que compõe a Nova Ciência, é preciso reformar o pensamento buscando um modo de pensar em função dos operadores cognitivos para usar os termos de Mariotti.
Reconheço que não é uma questão de simples desejo ou escolha a opção de reformar o pensamento. Não é uma simples decisão em que nos propomos de agora por diante usarei somente os operadores cognitivos do pensar complexo. Reconheço que nosso modo de pensar está condicionado por séculos de
~ 134 ~
construção da ciência clássica. É preciso questionamentos desconfortáveis que nos tirem de nossas crenças e façam rachar o nosso chão.
Mariotti (2002) adverte sobre os condicionamentos do pensar e apresenta interessantes comentários a partir da pergunta: como começou a unidimencionalização de
nossa mente pelo raciocínio linear? O autor tece longos comentários sobre os
condicionamentos culturais oriundos da cultura hegemônica patriarcal que marcou o início de um longo processo de moldagem da mente humana em função do modelo mental linear. Portanto, não seria uma simples decisão, mas uma constante auto-vigilância, porque se trata de condicionamentos de pensar.
Marriotti segue suas considerações sobre as culturas patriarcal e matrística, para esclarecer os condicionamentos da nossa mente. Trata-se de condicionamentos porque o nosso cérebro está naturalmente preparado para o pensamento
complexo, seus neurônios funcionam não apenas em termos de binariedade zero/um, sim/não, mas estão também preparados para lidar com situações complexas, nas quais é preciso pensar em termos de „talvez‟ ou “e se‟? Após apresentar os modos de pensar das culturas patriarcal
e matrística, que não me deterei aqui, o autor esclarece, que ao contrário do que comumente poderíamos pensar, a cultura matrística não excluía os valores masculinos e não se trata, portanto, de substituir uma cultura pela outra. O que está em jogo é, segundo argumenta o autor, o que hoje vemos em várias partes do mundo, é um movimento que busca as complementaridades, que se traduz pelo entrelaçamento dos modelos linear e sistêmico de pensar. Trata-se, portanto, de convivência e, segundo adverte Mariotti, esta não é uma possibilidade garantida, tampouco, se poderia afirmar o contrário, concebendo-a como impossível.
Procurando ser vigilante com meus condicionamentos assumo minha escolha, ancorada no meu desejo de produzir conhecimento sobre a realidade e fazê-lo apostando na possibilidade de operar com um modo de pensar capaz de unir, já que me proponho a pensar sobre o vínculo, que tem por definição etimológica a ideia de elo, ligação, tudo que ata, liga ou aperta.
~ 135 ~
2.2. O vínculo no campo da Saúde Coletiva – nexos e desconexos.
Conhecer e pensar não é chegar a uma verdade absolutamente certa, mas dialogar com a incerteza. (Edgar Morin)