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RQ2: Do highly educated adults feel that refugee background affects employers will to hire

5. Findings

5.3. RQ2: Do highly educated adults feel that refugee background affects employers will to hire

No que se refere à base produtiva da sub-região, emerge uma forte especialização no trinômio: bovinocultura de corte, ovinocultura e rizicultura – atividades voltadas para o abastecimento do mercado nacional e para a exportação.

Associadas à bovinocultura desenvolvem-se inúmeras atividades vinculadas à cadeia produtiva de couros. Trata-se da sub-região com o maior número de abatedouros e frigoríficos da faixa, dispondo ainda de um contingente expressivo de empresas dedicadas ao curtimento e à produção de artigos do gênero. Pelotas e Sant´Ana do Livramento destacam-se pela presença de curtumes, enquanto os municípios de Quarai e Nova-Esperança do Sul concentram, respectivamente, o maior número de empresas de fabricação de produtos de couro e indústrias de calçados.

A indústria têxtil beneficia-se da expressiva produção de lã dos municípios situados na Campanha Gaúcha e, dentre os elos mais desenvolvidos desta cadeia, é encontrado o beneficiamento de fibras têxteis (Uruguaiana e Pelotas) e a produção de tecidos e artigos de malha (Pelotas, São Lourenço do Sul, Canguçu, Alegrete e Bagé).

Superposto ao sistema produtivo da Campanha Gaúcha, está a região de influência de Pelotas, na qual o grau de diversificação da base produtiva é relativamente alto e onde há predominância da pequena propriedade rural. Neste subespaço, em relação à produção agrícola, predominam a fruticultura e lavouras temporárias como a batata-inglesa, cebola e fumo. Estas atividades possuem importante expressão territorial no Arco-Sul, conforme tabela abaixo:

VALOR/ÁREA PERCENTUAL NO ARCO SUL

Lavouras Temporárias 1.641.733.000/ 1.366.886 23,7 / 16.1

Fruticultura 56.603.000 / 22.014 26.1 / 35.2

Lavouras Permanentes 96.000 / 57 0.2 / 0.1

Fronteira da Metade Sul do Rio Grande do Sul: Produção Agrícola-2005. O perfil das atividades de transformação da produção agrícola da sub- região apresenta-se bastante diversificado. Cabe destacar as indústrias de amidos, de produtos alimentares, bebidas, doces e conservas. Nos últimos produtos o destaque é para Pelotas e Rio Grande e municípios adjacentes.

Entre as potencialidades e problemas desta sub-região está o aproveitamento de atividades tradicionais. Entretanto é observado o desenvolvimento e a emergência de novas atividades agropecuárias as quais, no médio prazo, podem gerar alterações no perfil produtivo da Campanha Gaúcha, destacando-se em especial a expansão das áreas de cultivo de soja e de arroz. A apicultura é também uma atividade em expansão, sendo que em 2001, a sub-região produziu 1.790.882 kg de mel de abelha, montante

superior ao de todas as sub-regiões da Faixa de Fronteira. A atividade é atualmente mais expressiva nos municípios de Bagé, Sant´Ana do Livramento, Dom Pedrito, Caçapava do Sul e Santiago. Pode ser fomentada como alternativa produtiva para as inúmeras famílias que foram assentadas na área rural dos municípios de Bagé e Livramento na última década.

Entretanto, uma das principais bases do desenvolvimento sub-regional reside no aproveitamento de seu potencial logístico e de integração com os países vizinhos. É de se notar que os centros de Uruguaiana e Sant´Ana do Livramento representam dois dos principais pontos de entrada e saída de mercadorias (em termos do volume de carga) da fronteira continental brasileira. Cumpre, portanto, fomentar a expansão dos serviços de apoio logístico (armazenamento, distribuição e intermediação comercial) nos centros sub-regionais, em especial em nós fronteiriços estratégicos como São Borja, Uruguaiana, Sant´Ana do Livramento, Chuí e Jaguarão, ampliando assim a competitividade dos produtos sub-regionais nos países do Mercosul. Por outro lado, a integração dos mercados de trabalho e consumo locais na zona de fronteira internacional pode ser ampliada por intermédio de legislação específica, visando facilitar a circulação de produtos, serviços, capitais e mão-de-obra, explorando assim a mobilidade da população (característica sobretudo dos centros geminados da fronteira seca com o Uruguai) e o dinamismo das atividades comerciais dos municípios, notável pela ampla predominância dos postos de trabalho gerados pelo setor na sub- região.

Os vínculos na faixa de fronteira são fortes e estreitos. Acrescente-se ainda que a criação e o fortalecimento desses vínculos promovem “ao mesmo

tempo a solidariedade do grupo no seu conjunto, que pode ser altamente positiva em termos de mobilização social, e amálgamas mistificadores da realidade social extremamente desigual em que a maioria dos grupos está inserida” (ibid.p.111).

Por isso, qualquer projeto de “mudança de imagem” (ou mesmo de “identidade”) não terá êxito se não vier acompanhado de uma transformação efetiva nas condições concretas de vida político-econômica das populações. A própria construção de novas imagens deve partir da valorização dos símbolos, da história e dos espaços efetivamente vividos pela maioria da população, ou seja, do reconhecimento das práticas e representações daqueles que constituem a base da pirâmide social, com identidades regionais construídas muito mais “de baixo para cima” do que impostas (politicamente) “de cima para baixo”.

Algumas áreas da Faixa de Fronteira têm muito maior potencial ou dispõem de muito mais elementos para a (re) construção identitária do que outras, favorecendo, a partir delas, mudanças da imagem da fronteira para as outras regiões da própria Faixa e do país.

Conforme quadro apresentado na Proposta para as Faixas de Fronteira, são detalhadas as principais características sub-regionais em termos da constituição e caracterização da identidade cultural do Arco- Sul e das regiões culturais, cujo interesse central é a Campanha Gaúcha. Por isso é apontado que o grande mérito da identidade territorial “é através de seus símbolos – moldados, por sua vez, em torno de determinados referenciais geográficos e históricos – fomentarem um amálgama e/ou uma coesão social

capaz de mobilizar a população em torno de determinados objetivos” (2005, p.110).

Na região da Campanha Gaúcha, a identidade cultural é muito forte e uniforme em torno da imagem do gaúcho. Nela os espaços de referência identitária relacionam-se a um local que é a “estância” onde se processa a criação de pecuária extensiva.

Os referenciais históricos de identidade ligam-se à tradição militar, às batalhas e pontualmente à Guerra dos Farrapos, identificando o povo gaúcho com o espírito altaneiro e rebelde.

A composição étnica majoritária é de brancos de origem luso- brasileiro, onde não há grande mobilidade da sua população, com exceção da população dos assentamentos.

No campo das interações transfronteiriças, as situações de fronteira não são as mesmas ao longo do extenso limite internacional do país, não só devido às diferenças geográficas, mas também ao tratamento diferenciado que recebe dos órgãos de Estado e ao tipo de relação estabelecida com os povos vizinhos. Quanto a este último aspecto, é importante destacar a importância para a geografia da fronteira e para um novo programa das cidades-gêmeas, lugares onde as simetrias e assimetrias entre sistemas territoriais nacionais são mais visíveis e que podem se tornar um dos alicerces da cooperação com os outros países da América do Sul e consolidação da cidadania.