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Asylum Seekers and migration in Norway

2. Background

2.1. Asylum Seekers and migration in Norway

Ao discutir os desafios e potencialidades das licenciaturas no IFRS, as possíveis proposições foram surgindo. Essa divisão, na escrita, entre os aspetos positivos e/ou potencialidades, os desafios e as preposições, na realidade, funcionou para uma apresentação organizada das análises, pois, ao se observar uma, verifica- se que contém a outra, compondo um todo; ao se identificar uma potencialidade, já é possível constatar o desafio para a sua concretização, e, ao perceber tais desafios, as possibilidades de superá-los já se preanunciam. No Capítulo 6, em que foi apresentada uma síntese dos elementos que deram origem às categorias exploradas nas análises, no Quadro 11, destacaram-se como elementos a serem discutidos no âmbito das proposições:

a) diagnósticos sobre a situação dos cursos de licenciaturas ofertados (evasão, egressos, e perfil do estudante);

b) planejamento institucional: oferta de cursos de licenciatura, com base em levantamento de demanda, e que considere a experiência dos cursos de licenciatura, já em andamento na instituição;

c) reconfiguração curricular: equilíbrio entre disciplinas pedagógicas e específicas;

d) reflexão sistemática sobre as licenciaturas: fóruns para o debate acerca dos desafios e de proposições para a qualificação dos cursos de licenciatura na instituição;

e) formação dos formadores: desenvolvimento do aspecto pedagógico na formação do corpo docente e do conhecimento das características do modelo institucional dos IFs;

f) planejamento pedagógico: desenvolvimento das práticas com base em planejamento coletivo;

g) práticas pedagógicas: propostas interdisciplinares, fortalecimento de ações pedagógicas que trabalhem com a verticalização aliada à tríade ensino, pesquisa e extensão; articulação entre teoria e prática.

No entanto, alguns desses elementos já foram explorados, ao se discutir os aspectos positivos e/ou potencialidades, e os desafios; por isso, agora, tratam-se de pontos ainda não desenvolvidos (formação de formadores, da proposta de haver reflexões sistemáticas sobre as licenciaturas, e a respeito da importância de planejamento pedagógico e institucional). Nesse sentido, dentre as falas dos sujeitos da pesquisa, destaca-se aquelas que tocam em algum desses elementos.

Ao discutir questões relacionadas aos currículos e às práticas desenvolvidas nos cursos de licenciatura do IFRS, um aspecto latente foi a necessidade de

formação dos formadores. Na fala dos sujeitos da pesquisa, de diferentes

segmentos, este ponto apareceu:

Colaborar e incentivar a qualificação e aprimoramento do profissional docente (ALUNO 8 – CAXIAS).

Repensar a visão pedagógica dos professores da formação específica (ALUNO 4 – BENTO).

[...] Eu acho que, assim, essa questão de formar o grupo que pensa a formação de professores a nível maior de instituição, é uma necessidade. Uma para a gente tornar homogêneo o processo, que é importante, mas outra também para a gente pensar em possibilidades de melhor, então, acho que essa formação, além do grupo aqui da nossa instituição, mas também na grande instituição. Eu acho que o caminho é esse, de criar uma trajetória histórica do processo de formação de professores dentro dos institutos federais diferenciada da universidade, que é, é diferenciada da universidade! [...] (COORD. DE CURSO – BENTO).

[...] Porque, na verdade, eu sinto uma dificuldade grande, com relação ao grupo de professores, de quem não teve essa formação. E por se tratar de uma licenciatura, eu acho que a gente precisa se [...] Não abandonar o ensino da Matemática dura, como eles dizem, mas esse olhar para a formação de quem vai ensinar, mas para o olhar da aprendizagem daquele conteúdo. Então, não basta tu saber o conteúdo propriamente dito, tu tens que saber pedagogicamente como trabalhar com aquele conteúdo. Então, eu sinto bastante, ainda, essa divisão no grupo de professores, e também acaba proporcionando isso no grupo dos alunos (COORD. DE CURSO – BENTO).

[...] E a gente tem ai nos institutos uma quantidade enorme de professores absolutamente técnicos, até bons professores no conhecimento técnico, mas sem conhecimento pedagógico nenhum, sem formação pedagógica nenhuma, sem o mínimo de discernimento do que ele [...] de qual é o comportamento dele, qual é a postura dele dentro das situações mais

imprevisíveis que acontecem na sala de aula, que a gente vê, e que acham que estão dando conta do recado e que não precisam dessa formação, que essa formação não é importante. [...] Pega um edital de professor ai tu vê o que é exigido para um professor dar aula num curso de construção civil. É um graduado em Engenharia Civil. Quer dizer, uma pessoa que fez uma formação totalmente voltada para um outro mercado, para uma outra área de atuação, que acaba sendo atraído para o magistério, para a docência, e que não tem formação nenhuma para isso. Então eu acho que a licenciatura nos nossos institutos, ela tinha que ter esse viés, entendeu? Formar os nossos próprios profissionais para atuarem nas nossas instituições da rede federal que tem ai um vasto campo de trabalho (PROEXT).

No ultimo trecho acima destacado, a entrevistada fala da necessidade de preocupar-se com a formação não só dos professores, salientando a importância de haver oferta de formação para aqueles de área técnica, a fim de qualificar a formação pedagógica de todo o corpo docente da instituição. Trata-se uma consideração bem colocada, pois, afinal, para que ocorram propostas pedagógicas integradoras, interdisciplinares, envolvendo os diferentes níveis (verticalização), é preciso que os docentes dos diferentes cursos desenvolvam essa visão.

Entretanto, como foi demonstrado no Capítulo 4, ao apresentar dados estatísticos sobre a oferta de cursos de formação de professores nos IFs, não tem havido investimento no mesmo curso para EBTT, existindo, atualmente, apenas 5% do total da oferta para essa modalidade. Atualmente, no IFRS, conforme apresentado na Tabela 9 (do Capítulo 6), há 4 (quatro) Campi ofertando formação de professores para a Educação Profissional. No entanto, alguns desses cursos, instituídos em 2010, tiveram apenas uma turma, e entraram em processo de extinção, como no caso do Campus Caxias do Sul. Por outro lado, é importante salientar que a Resolução CNE/CEB n.º 6/2012 (referida no Capítulo 4), a qual indica que a formação pedagógica de professores para a educação básica Tecnológica poderá ocorrer por meio de cursos Latu Sensu, na prática, tem levado diferentes Campi do IFRS a pensarem e elaborarem oferta nesse sentido.

De qualquer forma, para que estes docentes sejam capazes de pensar em novas propostas curriculares, visão integradora, e aprendizado por meio da pesquisa, é preciso reflexão sobre tais processos e as formas de colocá-los em prática. Para tanto, o planejamento coletivo é um elemento importante, pois cria possibilidades para o desenvolvimento do conhecimento pedagógico compartilhado (BOLZAN, 2006). De acordo com Bolzan e Isaia (2007, p. 73): “O conhecimento pedagógico compartilhado trata de um conhecimento amplo, implicando no domínio do saber-fazer, estratégias pedagógicas e orientações didáticas e do saber teórico e