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4. DE INNSATTES HVERDAG

4.6 M EDINNSATTE

4.2.1 Perfil e trajetória escolar

Entre os 128 concluintes de cursos superiores de tecnologia que participaram da pesquisa, 70, ou 54,7%, são homens e 23, ou 42,2%, são mulheres, sendo que 4 não se identificaram neste quesito. O gráfico 7 exibe a idade dos concluintes: entre os mais jovens, os desempregados, seguidos dos que não trabalham na área de formação do curso. Por outro lado, os que trabalham na área de formação do curso são maioria com faixa de idade maior que 46 anos.

Quanto ao tipo de curso no ensino médio, entre os 128 concluintes participantes, 33 cursaram técnicos, 16 supletivo, 75 cursaram o ensino médio não técnico, 2 não responderam, conforme exibe informações da tabela 29. A investigação da trajetória escolar dos concluintes revela que o tipo de escola no ensino médio foi escola pública, para 84 ou 65,6%; escola

particular, para 21 ou 16,4%, e 20 ou 15,6% cursaram parte em escola pública e parte em escola particular, sendo que 3 concluintes não responderam a questão.

Fonte: Pesquisa de campo

4.2.2 Inserção trabalhista e planos de futuro

Dos 128 concluintes da amostra, 107 estão inseridos no mercado de trabalho, assim 83,6% estão ocupados. Assim como entre os egressos, empregado com carteira assinada é o tipo de vínculo empregatício mais comum, 68,2%. Dos 107, 57 declararam trabalhar na área de formação do curso, 50 trabalham fora da área de formação do curso e 21 não trabalham.

De acordo com a tabela 27, a formalidade é alta em entre os concluintes.

0,0% 10,0% 20,0% 30,0% 40,0% 50,0% 60,0% 70,0% 25 anos ou menos 26 a 30

anos 31 a 35 anos 36 a 40 anos 41 a 45 anos de 46 mais anos

Gráfico 7 - Comparação de faixa etária entre três categorias de concluintes Concluintes trabalham na área de formação do curso Concluintes não trabalham na área de formação do curso Concluintes não trabalham

Tabela 27 – Concluintes, vínculo empregatício atual

Vínculo Empregatício Atual Frequência Percentual Acumulado Percentual

V

álid

os

Empregado com carteira assinada 73 68,2 68,2

Autônomo prestador de serviços 5 4,7 4,7

Em contrato temporário 3 2,8 2,8

Proprietário de empresas/negócios 5 4,7 4,7

Empregado sem carteira assinada 3 2,8 2,8

Funcionário Público concursado 13 12,1 12,1

Estagiário 5 4,7 4,7

Total 107 100,0

Não respondeu 0 0,0

Total 107 100,0

Fonte: Pesquisa de campo

Novamente, assim como entre os egressos, o setor privado é o que mais emprega os concluintes da amostra (76 ou 71%), conforme informações da tabela 28.

Tabela 28 – Concluintes, classificação quanto ao tipo de empresa em que trabalham

Tipo de Empresa Frequência Percentual Percentual válido

válid os Setor privado 76 71,0 71,0 Setor público 19 17,8 17,8 Economia mista 11 10,3 10,3 Fundação 0 0,0 0,0 Organização não Governamental (ONG) 1 0,9 0,9 Total 107 100,0 100,0 Não respondeu 0 0,0 Total 107 100,0

A tabela 29 traz a relação entre tipo de curso escolhido no ensino médio e inserção trabalhista na área de formação do curso. Entre os 33 alunos que optaram pelo ensino médio técnico, 16 trabalham na área do curso, ou 48,5%. Já entre os 75 concluintes que optaram pelo ensino médio não técnico, 32 trabalham na área do curso, ou 42,6%.

Tabela 29 – Concluintes, inserção trabalhista segundo o tipo de curso no ensino médio Inserção trabalhista segundo o tipo de

curso no ensino médio

Trabalham na área do curso Não Trabalham na área do curso Não trabalham Total válid os Técnico 16 12 5 33 Supletivo 8 7 1 16

Normal (não técnico nem

supletivo) 32 30 13 75

Outro 1 1 0 2

Total 57 50 19 126

Não respondeu 0 0 2 2

Total 57 50 21 128

Fonte: Pesquisa de campo

Para 26 ou 50% dos concluintes lotados na área de formação do curso, o atributo considerado fundamental para trabalharem na área foi o fato de o mesmo possuir conteúdo necessário ao desenvolvimento do trabalho, conforme disposto na tabela 30. Duas outras opções: alternativa 3 - proporcionar práticas adequadas àquelas praticadas na empresa, escolhida por 6 ou 11,5% da amostra e alternativa 4 - fornecer informações sobre o mercado de trabalho, escolhida por 3 ou 5,8%, representam ponto de vista em comum sobre o CST: associa-o a um curso prático e fortemente vinculado ao mercado do trabalho. Essa visão alcança mais de 80% de toda a amostra.

Tabela 30 – Concluintes, atributo do curso que considerou fundamental para trabalhar na área de formação do curso

Atributo fundamental do curso para trabalhar na

área de formação do curso Frequência Percentual Percentual válido

válid

os

O certificado ou diploma ser aceito pelo

empregador 8 14,0 15,4

Possuir conteúdo necessário ao

desenvolvimento do trabalho 26 45,6 50,0

Proporcionar práticas adequadas àquelas

praticadas na empresa 6 10,5 11,5

Fornecer informações sobre o mercado de

trabalho 3 5,3 5,8

Possibilitar abertura de negócio próprio 4 7,0 7,7

Oferecer estágio 1 1,8 1,9

Outro 4 7,0 7,7

Total 52 91,2 100,0

Não respondeu 5 8,8

Total 57 100,0

Fonte: Pesquisa de campo

O gráfico 8 exibe o tempo de experiência na área de formação do curso. Pelo que se pode depreender, a amostra varia consideravelmente, de um lado, aproximadamente 40% tem tempo de experiência até 5 anos. Por outro lado, os que têm mais de 20 de experiência na área do curso somam aproximadamente 20%.

Fonte: Pesquisa de campo

0,0% 5,0% 10,0% 15,0% 20,0% 25,0% 30,0% 35,0% até 1 ano 2 a 5 anos 6 a 9 anos 10 a 15 anos 16 a 19 anos 20 anos ou mais não respondeu

Gráfico 8 - Concluintes, tempo de atuação na área de formação do curso

Conforme exibe a tabela 31, entre os 21 concluintes que não trabalham 5 ou 33,3% consideram a necessidade de comprovar experiência das empresas o maior obstáculo para inserção no mercado de trabalho. As alternativas alto nível de exigência entre as empresas, 4, e necessidade de maior aperfeiçoamento, 1, têm representatividade de 26,7% e 6,7%, respectivamente.

Tabela 31 – Concluintes que não trabalham, a maior dificuldade em conseguir um emprego A maior dificuldade em conseguir um emprego Frequência Percentual Percentual válido

V

álid

os

Conciliar horário da faculdade e trabalho 2 9,5 13,3

Baixa remuneração 2 9,5 13,3

Alto nível de exigência entre as empresas 4 19,0 26,7 Necessidade de comprovar experiência

das empresas 5 23,8 33,3

Necessidade de maior aperfeiçoamento 1 4,8 6,7

Outra 1 4,8 6,7

Total 15 71,4 100,0

Não respondeu 6 28,6

Total 21 100,0

Fonte: Pesquisa de campo

Diferentemente dos egressos, entre os 50 concluintes que declararam não trabalhar na área de formação do curso, apenas 24% ou 12 se afastaram da área do curso por terem recebido oportunidade melhor de trabalho. No caso dos egressos que não trabalham na área de formação do curso este índice foi de 63,3%, conforme dados dispostos na tabela 32. A exigência das empresas para 25 ou 50% da amostra é o principal limitador ao trabalho na área.

Tabela 32 – Concluintes, principal motivo por não trabalhar na área de formação do curso Principal motivo por não trabalhar na área de

formação do curso Frequência Percentual Percentual válido

válid

os

Falta de vagas na área 12 24,0 24,0

O curso não preparou para o mercado de

trabalho 1 2,0 2,0

O diploma não ser aceito pelo empregador 0,0 0,0

Exigência de experiência 25 50,0 50,0

Encontrei oportunidade melhor de

trabalho 12 24,0 24,0

Total 50 100,0 100,0

Não respondeu 0 0,0

Total 50 100,0

Fonte: Pesquisa de campo

O gráfico 9 revela que mais da metade da amostra, seja de concluintes que atuam na área de formação do curso ou não, já havia ingressado no emprego atual antes de iniciar o CST. Aproximadamente 30% de cada uma das categorias de concluintes ingressou durante o curso e permanece no mesmo emprego. Esse percentual, somado a aproximadamente 15% de cada uma das categorias que ingressou durante o curso e trocou de emprego, revela o resultado da entrada no mercado de trabalho enquanto matriculados em um curso superior de tecnologia. Em média, 45% dos concluintes conseguem ingressar no mercado de trabalho durante a realização do CST.

Fonte: Pesquisa de campo

De acordo com informações do gráfico 10, aproximadamente 75% dos concluintes que não trabalham na área de formação do curso tem rendimento salarial entre 1 a 4 salários mínimos. Enquanto os que ganham mais de 7 salários mínimos, 25% são concluintes que trabalham na área de formação do curso, enquanto menos de 10% dos concluintes que não trabalham na área de formação do curso alcançam estes rendimentos.

Fonte: Pesquisa de campo 0,0% 10,0% 20,0% 30,0% 40,0% 50,0% 60,0% Ingressou antes de iniciar o curso e não trocou de emprego Ingressou durante o curso e permanece no mesmo emprego Ingressou durante o curso e trocou de emprego Não respondeu

Gráfico 9 - Inserção trabalhista e curso superior de tecnologia, comparação entre duas categorias de concluintes

Concluintes atuam na área de formação do curso Concluintes não atuam na área de formação do curso

0,0% 5,0% 10,0% 15,0% 20,0% 25,0% 30,0% 35,0% 40,0% 45,0%

Gráfico 10 – Comparação de rendimentos salariais entre duas categorias de concluintes

Concluintes que atuam na área de formação do curso

Concluintes que não atuam na área de formação do curso

O tempo de formação do curso aliado à possibilidade de formação profissional parece ser a maior contribuição do CST para 28 ou 23,9%, enquanto para 24 ou 20,5 % a obtenção de diploma de nível superior é a principal contribuição, conforme exibe a tabela 33.

Tabela 33 – Concluintes, principal contribuição do curso superior de tecnologia Principal contribuição do curso superior de

tecnologia Frequência Percentuais

Percentual válido

válid

os

O curso facilita o ingresso no mercado de

trabalho 14 10,9 12,0

A obtenção de diploma de nível superior 24 18,8 20,5

A aquisição de formação profissional 12 9,4 10,3

A possibilidade de atualização profissional 15 11,7 12,8

A possibilidade de ascenção na carreira 13 10,2 11,1

Melhores perspectivas de ganhos salariais 11 8,6 9,4 Possibilitar formação profissional e diploma

de nível superior em menor tempo 28 21,9 23,9

Total 117 91,4 100,0

Não respondeu 11 8,6

Total 128 100,0

Fonte: Pesquisa de campo

Entre os concluintes que não trabalham na área de formação do curso o planejamento de futuro inclui terminar o curso e procurar emprego na área (7 ou 15,9%); os que declararam trabalhar mas pretende buscar uma atividade na área de formação (17 ou 38,6%). Assim como entre os egressos, mais uma vez há forte valorização da pós-graduação como etapa fundamental para entrar e ter permanecer no mercado de trabalho (17 ou 38,6%), conforme exibe a tabela 34.

Tabela 34 – Concluintes que não trabalham na da área de formação do curso, projetos futuros Projetos Futuros Frequências Percentuais Percentual válido

válid

os

Já tenho trabalho na área e pretendo continuar nele 0 0,0 0,0 Tenho empresa (ou pretendo ter empresa) nesta

área 1 2,0 2,3

Trabalho em outra área, mas pretendo buscar uma

atividade na área de formação 17 34,0 38,6

Pretendo terminar o curso e buscar emprego na

área 7 14,0 15,9

Espero a possibilidade de passar em outro

vestibular 2 4,0 4,5

Pretendo buscar cursos de especialização,

mestrado e doutorado 17 34,0 38,6

Total 44 88,0 100,0

Não respondeu 6 12,0

Total 50 100,0

Fonte: Pesquisa de campo

Entre os 57 concluintes que trabalham na área de formação do curso, 57,1% ou 28 atribuem à pós-graduação etapa essencial para obtenção de benefícios e vantagens no mercado de trabalho, conforme exibe informações da tabela 35.

Tabela 35 – Concluintes que trabalham na área de formação do curso, projetos futuros

Projetos Futuros Frequência Percentual Percentual Válido

válid

os

Já tenho trabalho na área e pretendo continuar

nele 17 29,8 34,7

Tenho empresa (ou pretendo ter empresa) nesta

área 4 7,0 8,2

Trabalho em outra área, mas pretendo buscar

uma atividade na área de formação 0 0,0 0,0 Pretendo terminar o curso e buscar emprego na

área 0 0,0 0,0

Espero a possibilidade de passar em outro

vestibular 0 0,0 0,0

Pretendo buscar cursos de especialização,

mestrado e doutorado 28 49,1 57,1

Total 49 86,0 100,0

Não respondeu 8 14,0

Total 57 100,0

Entre os 21 concluintes que declararam não estar trabalhando no momento da participação na pesquisa, 10 ou 58,8% pretende terminar o curso e procurar emprego na área, enquanto 5 ou 29,4% pretende ingressar na pós-graduação, conforme informações da tabela 36.

Tabela 36 – Concluintes que não trabalham, projetos futuros

Projetos Futuros Frequências Percentuais Percentual válido

válid

os

Já tenho trabalho na área e pretendo

continuar nele 0 0,0 0,0

Tenho empresa (ou pretendo ter

empresa) nesta área 0 0,0 0,0

Trabalho em outra área, mas pretendo buscar uma atividade na

área de formação 0 0,0 0,0

Pretendo terminar o curso e buscar

emprego na área 10 47,6 58,8

Espero a possibilidade de passar em

outro vestibular 2 9,5 11,8

Pretendo buscar cursos de

especialização, mestrado e doutorado 5 23,8 29,4

Total 17 81,0 100,0

Não respondeu 4 19,0

Total 21 100,0

Fonte: Pesquisa de campo

4.2.3 Percepção quanto à aquisição de competências

A fim de se investigar a aquisição de competências julgou-se adequado conhecer que visão tem os concluintes dos CSTs. De acordo com informações da tabela 37, a visão preponderante é a tida como instrumental, conforme reflexão de Barbosa (2009). Sendo as alternativas que representam: parece oferecer melhor aprendizagem prática 23; oferece melhores oportunidades no mercado de trabalho 34; e já tenho trabalho e este será um curso que me ajudará neste trabalho 18, com índices de representatividade de 19,2%, 28,3% e 15%, respectivamente. A alternativa parece oferecer formação geral mais sólida denota o contrário, uma vez que esse ponto de vista representa visão mais abrangente (7) enquanto a alternativa curso superior como outro qualquer (20 ou 16,7%), para Barbosa (2009), advém de certo desconhecimento dos alunos quanto às especificidades destes cursos.

Tabela 37 – Concluintes, visão sobre o curso superior de tecnologia Qual sua visão sobre o curso superior de

tecnologia Frequência Percentual Percentual válido

válid

os

Curso superior como outro qualquer 20 15,6 16,7 Parece oferecer melhor

aprendizagem prática 23 18,0 19,2

Oferece melhores oportunidades no

mercado de trabalho 34 26,6 28,3

Parece oferecer formação geral mais

sólida 7 5,5 5,8

Já tenho trabalho e este será um

curso que me ajudará neste trabalho 18 14,1 15,0 Curso que me permitirá melhorar a

carreira na empresa 18 14,1 15,0

Total 120 93,8 100,0

Não respondeu 8 6,3

Total 128 100,0

Fonte: Pesquisa de campo

A participação em atividades extra-curriculares segundo os concluintes apresenta a seguinte composição: 47 ou 40,4% participaram de atividades em projetos conduzidos pelos professores; 19 ou 16,% realizaram visitas técnicas a empresas, conforme informações da tabela 38.

Tabela 38 – Concluintes, participação em atividades extra-curriculares

Participação em atividades extra-curriculares Frequência Percentua Percentual válido

válid

os

Atividades de iniciação científica ou

tecnológica 9 7,0 7,7

Visitas técnicas a empresas 19 14,8 16,2 Atividades em projetos conduzidos

pelos professores 47 36,7 40,2

Atividades numa empresa,

supervisionadas na própria empresa 3 2,3 2,6

Nenhuma atividade 39 30,5 33,3

Total 117 91,4 100,0

Não respondeu 11 8,6

Total 128 100,0

Tabela 39 – Concluintes, percepção quanto à contribuição do curso superior de tecnologia no desenvolvimento de competências

Percepção quanto à

contribuição do curso superior de tecnologia no

desenvolvimento de competências

Concordo

plenamente parcialmente Concordo Não sei parcialmente Discordo plenamente Discordo

1. Ser uma pessoa de muitos

recursos 36,5% 50,8% 7,9% 2,4% 2,4%

2. Fazer o que sabe 25,8% 57,3% 8,1% 6,5% 2,4%

3. Aprender depressa 18,7% 52,8% 12,2% 14,6% 1,6%

4. Ter espírito de decisão 23,6% 61,0% 10,6% 4,1% 0,8% 5. Administrar equipes com

eficácia 26,4% 58,7% 10,7% 3,3% 0,8%

6. Criar um clima propício ao

desenvolvimento 25,4% 65,6% 7,4% 0,8% 0,8%

7. Saber lidar com colaboradores 30,3% 59,0% 8,2% 1,6% 0,8% 8. Estar orientado para o trabalho

em equipe. 34,7% 62,1% 2,4% - 0,8%

9. Formar uma equipe de talentos 25,2% 56,9% 11,4% 4,9% 1,6% 10. Estabelecer boas relações na

empresa 32,8% 62,3% 3,3% 0,8% 0,8%

11. Ter sensibilidade 25,4% 62,3% 9,0% 2,5% 0,8%

12. Enfrentar os desafios com

tranquilidade 26,7% 62,5% 7,5% 0,8% 2,5%

13. Manter o equilíbrio entre

trabalho e vida pessoal. 24,4% 55,3% 10,6% 8,1% 1,6%

14. Autoconhecer-se 30,0% 58,3% 7,5% 3,3% 0,8%

15. Apresentar bom

relacionamento 23,2% 63,2% 5,6% 5,6% 2,4%

16. Atuar com flexibilidade. 29,3% 64,2% 4,1% 4,1% 1,6% Fonte: Pesquisa de campo

A competência 2, fazer o que sabe: perseverar e se concentrar mediante obstáculos, assumir, saber o que é necessário e seguir adiante; ser capaz de trabalhar só e também aprender com os demais, em casos de necessidade, evoca o perseverar para resolver problemas, comportamento ligado à atitude, competência requerida pelas empresas, tem alto grau de concordância entre os concluintes, 25,8% concordam plenamente; 57,3% concordam parcialmente.

A competência 3, aprender depressa, dominar novas tecnologias, é um dos casos de maior discordância entre os concluintes: 14,6% discordam parcialmente que o curso contribuiu no seu desenvolvimento. Outro caso similar é o da competência 13, manter o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal: estabelecer prioridades na vida profissional e pessoal

de forma harmoniosa, 8,1% dos egressos discordam parcialmente em tê-la desenvolvido durante o curso.

A competência 12, enfrentar os desafios com tranquilidade: apresentar atitude firme, contrapor-se com base em dados, evitar censurar os outros pelos erros cometidos, ser capaz de sair de situações constrangedoras, refere-se ao saber agir e assumir responsabilidades. Segundo os egressos, 64% concordam plenamente que esta tenha sido desenvolvida por contribuição do CST.

De forma geral, as percepções dos concluintes quanto à contribuição de competências relacionadas ao curso são também bastante positivas, isto pode também ser reflexo da empregabilidade que estes cursos proporcionaram aos alunos. Assim como entre os egressos, a grande maioria dos concluintes estão inseridos no mercado de trabalho, o que pode lhes proporcionar segurança.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Entre os egressos, os mais jovens são os que não trabalham na área de formação do curso. Entre os concluintes, os mais jovens são maioria entre os desempregados seguidos dos que trabalham fora da área do curso. Tanto no caso dos concluintes, como no caso dos egressos, indivíduos que trabalham na área de formação do curso são em maioria mais velhos que os demais. Isso sugere que idade e exigência de experiência das empresas, conforme relatado entre os respondentes, excluem uma parcela de tecnólogos do trabalho aplicado à sua área de formação, e em alguns casos podem excluir até mesmo do mercado. O tempo de atuação na área do curso é outro sinal que corrobora a afirmação acima: os que têm seis anos ou mais de experiência na área de formação do curso somam 59% dos egressos e 42% dos concluintes.

Entre os egressos que não trabalham na área do curso, 63,6% declaram ter recebido oportunidade melhor de trabalho em outras áreas. Entre os concluintes, 50% transferiram-se para outras áreas, atraídos por maiores vantagens. Os dados indicam o que parece ser um bom momento vivido por estes profissionais no mercado de trabalho.

Entre os egressos, 91,5% estão empregados, no entanto, com relação à inserção trabalhista, 60% ingressaram antes de iniciar o curso, enquanto 38% ingressaram durante o curso ou após sua conclusão. Entre os concluintes, 56% ingressaram antes de iniciar o curso e 35% durante o curso. Desse modo, pode-se concluir que a inserção proporcionada aos componentes da amostra em questão foi 38% no caso dos egressos e 35% no caso dos concluintes. Para os que já trabalhavam e se matricularam no CST, o motivo por terem buscado o curso pode ser a atualização profissional e/ou a obtenção de diploma de nível superior.

Quanto aos rendimentos, os profissionais tecnólogos que trabalham na área do curso têm rendimentos maiores do que aqueles que não trabalham na área do curso. A experiência de trabalhar na área do curso pode trazer vantagens aos tecnólogos. Planos futuros incluem, para a grande maioria dos tecnólogos egressos e concluintes, a pós-graduação como aposta para obter vantagens no mercado de trabalho.

A condição de experiência profissional anterior, exigida pelas empresas, e a necessidade de maior aperfeiçoamento foram alternativas amplamente utilizadas para explicar o fato de não trabalharem na área de formação do curso, tanto para egressos como para concluintes. Novamente, é reforçada a ideia da experiência prévia como fator chave para as empresas.

Por meio da análise dos PPCs foi possível identificar uma série de itens que remetem ao cumprimento das Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos tecnológicos. A aquisição de competências atribuída à frequência ao curso, segundo as próprias percepções de alunos e ex-alunos, mostra-se altamente positiva, fato que pode ser explicado pelo alta proporção de empregados no curso.

A maior parte dos egressos e concluintes tem visão instrumental do curso. Essa visão é a de um curso que gere benéficos quase que imediatos no mercado de trabalho, sejam eles relacionados à inserção trabalhista ou benefícios na carreira profissional.

A procura pelos cursos superiores de tecnologia pode estar condicionada ao bom desempenho destes cursos no mercado de trabalho. Contudo, a IES muito mais qualificou pessoas do que as inseriu no mercado de trabalho. Embora os cursos da IES investigada pareçam refletir o disposto nas legislações que fundamentam o propósito dos CSTs, muitos alunos egressos ou em fase final de conclusão do curso não encontram oportunidades devido à experiência requerida pelas empresas ou, a necessidade de maior qualificação dos possíveis contratados.

Desse modo, a presente pesquisa cumpre seus objetivos inicialmente propostos e conclui que, em proporção aproximada de 35%, os cursos tecnológicos da IES inserem profissionais no mercado de trabalho, e, em proporção aproximada de 90%, mantém profissionais empregados. Feitas estas observações, os cursos superiores de tecnologia, pelo menos no caso em questão, garantem emprego para aqueles que o frequentaram.

A partir do presente estudo de caso não cabem generalizações estatísticas. Entretanto, de acordo com a concepção de Stake (2000 apud Alves-Mazzotti 2006), pode-se fazer uma „generalização naturalística‟, associando o que foi observado neste estudo com acontecimentos vivenciados por outros pesquisadores em contextos diferentes.

REFERÊNCIAS

ALVES-MAZZOTTI, Alda Judith. Usos e abusos dos estudos de caso. In: Caderno de

pesquisas. v. 36, n. 129. dez. 2006. São Paulo, 2006. Disponível em:

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=s0100-15742006000300007&script=sci_arttext> Acesso em: 05 de jun 2011.

ANDRADE. Andréa de Faria Barros. Cursos superiores de tecnologia: um estudo de sua demanda sob a ótica dos estudantes. 2009.152 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade de Brasília, Brasília, 2009.

BARBOSA. Maria Lígia de Oliveira. Estudo sobre o campo de atuação do tecnólogo. Brasília: SENAI/DN. 2009.

BRANDÃO, Marisa. O curso de engenharia de produção (anos 1960-70) e sua relação com a criação dos CEFETs. In: Revista brasileira da educação profissional e tecnológica.

Ministério da Educação/Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica. v.2, n.2, nov.

2009, p. 55-77. Brasília: MEC, SETEC, 2009.

BRASIL. LEIS E DECRETOS. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, Brasil, 1988. Disponível em:

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21 abr. 2011.

______. Decreto nº. 2.208, de 17 de abril de 1997. Regulamenta o § 2º do art. 36 e os arts. 39 a 42 da Lei nº

. 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as bases da educação nacional. Disponível em: <

http://www.cmconsultoria.com.br/legislacoes.php?tipo=1&ano=1997&titulo=&ID=394>